: :
os agilistas

#204 – Case Plataforma Round: do Discovery à validação de resultados

#204 – Case Plataforma Round: do Discovery à validação de resultados

os agilistas
: :

Marcelo: Bom dia, boa tarde, boa noite. Vamos começar mais um episódio Os Agilistas. Hoje nós vamos falar sobre um tema muito interessante, que diz respeito a uma pergunta também que é muito comumente feita por quem acompanha o nosso podcast, que é como formar uma cultura, como espalhar uma cultura, principalmente uma cultura que esteja muito ligado aí ao que a gente fala aqui no Os Agilistas, é uma cultura de colaboração, uma cultura de compartilhamento de conhecimento, são aspectos super importantes, que as empresas, principalmente as empresas de estrutura tradicional se defrontam muito. A gente sabe, fala muito aqui, no episódio, sobre isso, estrutura tradicionais, muito hierarquizadas, muito silos de informação, e você tem que quebrar isso, criar novas estruturas, criar estruturas em rede, e a gente vai tratar de um aspecto aqui, não é uma pretensão de dizer que o que nós vamos falar aqui hoje vai resolver o problema, mas é algo que a gente pretende compartilhar aqui, a experiência que nós vamos compartilhar, que ajuda a reforçar essa cultura. Então, assim, estou falando sobre o que? Estou falando sobre uma ferramenta que a gente mesmo desenvolve, e uso aqui dentro da dti, que se chama Round, temos aqui três convidados que vão explicar, daqui a pouquinho, o que se trata essa ferramenta, mas é uma ferramenta que ajuda a gente a fomentar várias práticas que a gente julga importantes, como Merit Money, One-on-one’s, práticas do management 3.0, alguns aspectos aí de complexidade, de a gente pode enxergar melhor nossa própria estrutura, fazer uma exploração melhor da estrutura, enfim, nós vamos falar sobre isso, então o que é importante ficar claro, como sempre, o objetivo aqui é contar um pouquinho dessa história e compartilhar isso, porque a gente acredita que isso é um elemento que ajuda a reforçar a cultura. Claro que não adianta simplesmente comprar uma ferramenta e estarei resolvido, é um pensamento mágico que muitas vezes a gente vê por aí, porque acaba que é um ato simples, para uma empresa que tem dinheiro, comprar uma ferramenta, então se fosse simples assim resolver as coisas ninguém teria problema, quem teria dinheiro já teria comprado a ferramenta. Mas ainda que não seja suficiente comprar a ferramenta, em muitos casos isso pode ser necessário e pode ser um elemento que ajuda a reforçar a cultura, em vários aspectos. Então sem mais delongas, vou apresentar aqui os nossos convidados. Vamos conversar aqui com a Renata. Tudo bem, Renata?
Renata: Meu nome é Renata. Eu sou analista de dados, atuo nesse produto há, mais ou menos, um ano e meio, desde que eu entrei aqui na dti. Prazerão estar aqui
Marcelo: Estamos aqui também com Caio. E aí, Caio, tudo bom?
Caio: E aí, Szuster, beleza? Fala, pessoal. Eu sou o Caio, estou na dti há dois anos e atuo como desenvolvedor. Prazer estar aqui.
Marcelo: Bom, estamos aqui também com Leonardo. E aí, Leonardo, beleza?
Leonardo: Oi, Szuster. Oi, pessoal, tudo bom? Eu sou o Léo, muita gente aqui me chama de Léo, a maioria das pessoas, então na dti farei dois anos e atuo na Round desde então. Eu entrei como UX Designer, mas agora estou atuando como production aqui dentro da Round.
Marcelo: Demais. Assim, eu acho que a primeira pergunta inevitável é assim: “O que é Round?”, porque, senão, o pessoal que estiver escutando aqui fica doido, não é? E outra coisa, nós estamos aqui com vocês três, fiquem à vontade, vamos complementar o outro, isso aqui não tem que ser assim sempre, fazer pergunta também, vamos fazer isso aqui um bate-papo, mas a primeira pergunta, quem quiser começar. O que é a Round? Em que ela é baseada? O que ela é, o que ela traz para empresa, para pessoas poderem entender melhor os assuntos aqui.
Leonardo: Bacana. Falando de Round, eu acho que faz sentido primeiro apontar a missão que a gente tem enquanto produto. A Round quer materializar, ela é essa ferramenta de materializar estruturas empresariais, inspiradas no agilismo e fornecendo ao usuário ferramentas baseadas no Management 3.0, e no agilismo, para fomentar a cultura empresarial, então através desse ferramental que a gente oferece na plataforma, como Merit Money, One-on-one, mentoria, mentoria, a gente mune os usuários, fornece essas ferramentas aos usuários, para que materializem e usem da plataforma como esse objeto de materialização da cultura empresarial, melhorando e incentivando a interação e reconhecimento entre os colaboradores.
Marcelo:. A Round é uma ferramenta que pretende, sei lá, no dia a dia, que os crafters, como a gente chama as pessoas aqui na dti, que os Crafters possam interagir uns com uns outros e com a própria empresa, também por essa plataforma, com o mínimo de fricção possível, e ela fazer isso, reforçar certos conceitos, como você disse, sei lá, conceitos da estrutura em rede, conceito da importância de fazer One-on-one, facilitar a execução de mentorias, fomentar a colaboração por meio de Merit Money. É isso, não é?
Leonardo: Exatamente. E sempre focado nesse novo modelo digital, do Management 3.0. Esse Management 1.0 e o 2.0 muitas lacunas ainda ficaram de dores, a gente tinha o 1.0 focado na eficácia e na produção, então o Management 2.0 surgiu com técnicas para melhorar essas dores em motivação e engajamento que já existiam, mas não era perfeito ainda, então esse movimento do Management 3.0 surge como esse modelo de gestão e tem como base esse pensamento complexo, invés de focar em hierarquia, cargos, em complexidades muito conservadoras, o Management 3.0 mira para o outro lado, sempre focando no agilismo e nas pessoas como centro dessas relações. E pensando que a gente tem que tratar as pessoas no centro da relação, a Round tem essa ferramenta principal que se chama Merit Money, quase como se fosse um Cudocade. E baseado também no Management 3.0, onde os colaboradores ganham 10 moedas mensais, onde eles conseguem reconhecer os outros colaboradores, no dia a dia, por atividades cotidianas. Então, por exemplo, o Caio me ajudou com o code review, eu vou lá através da Round e dou uma moeda para o Caio para ele me ajudar no code review, e assim através de um feed a gente consegue visualizar as interações da empresa, quem se relaciona com quem, como essas colaborações estão sendo feitas, e dar essa materialização da cultura da empresa através de uma plataforma.
Renata: É só para complementar, essas moedas que são trocadas dentro da plataforma elas retornam para o colaborador que recebe em forma de recompensas, também, no final, quando ele recebe uma quantidade X moedas que já consiga ir trocar pelas recompensas, tem uma lojinha disponível dentro da plataforma, que recebe vários itens, de acordo com a cultura da empresa, de acordo com o que faz sentido para o dia a dia daqueles colaboradores, então eles podem fazer essa troca, desde vales, livros, enfim, varia as possibilidades dos itens.
Marcelo: É interessante, não é? Assim, se não me engano, a Round começou com Merit Money, não é isso? Ela começou com foco no Merit Money, não é? É interessante, porque Dono Delposs dá um depoimento que é assim, eu sempre falo que eu sou muito cético, então, assim, às vezes eu ficava pensando: “Será que esse negócio não vai ser meio artificial?”, o Merit Money, mas é curioso, porque como as pessoas dão espontaneamente o Merit Money, e é meio de surpresa que você ganha, sabe? Quando você ganha é legal pra caramba, porque é autêntico, assim, de repente você recebe uma mensagem de alguém ali, de fato, agradecendo por uma coisa que você fez, te premiando, é um negócio muito gostoso, porque não é, apesar de chamar Merit Money, é justamente se ele tira essa coisa financeira do relacionamento, que ninguém vai ficar ajudando o outro para ganhar uma moedinha ali, sabe? É um negócio que às vezes as pessoas não entendem, acho que até)fiz um episódio, sabe, sobre o Merit Money, tipo assim, não é que você faz a coisa para ganhar o Merit Money, mas você usa o Merit Money para premiar quem você está satisfeito, está colaborando muito, isso que eu acho super interessante. Aí não sei quem lembra a história, não sei se o Caio vai lembrar da história, já está há dois anos aí, do Merit Money que começou a fazer a gente trazer, a plataforma ter tração, digamos assim, as pessoas começarem a usar, porque é bastante utilizado, depois a Renata pode até dar informações aí, como grounfing do Merit Money, mas, assim, qual foi a evolução dela? Você lembra, Caio, mais ou menos? Assim, a plataforma foi evoluindo para o que?
Caio: Eu não peguei nessa época do início, mas eu acredito que o Léo possa complementar também, mas pelo o que eu me lembre, a plataforma se iniciou muito em um conceito de uma planilha, assim, a gente queria muito validar essa ideia de premiar pessoas, consolidar, de fato, isso que você falou bem aí, do Merit Money, consolidar o esforço daquela pessoa, que aquela pessoa empregou em algum problema que você estava tendo ali, então a gente sempre trouxe essa ideia para a Round, foi um dos pilares, com certeza, e é um dos pilares até hoje, e esse MVP da Round, essa pré-validação da Round, ela se iniciou através de uma planilha, a gente tinha todo o contexto de pessoas doando para pessoas, através ali da planilha, e no final aquelas moedinhas eram trocadas em açaí, se não me engano, não era isso?
M:.
Leonardo: A famosa MVP do açaí, tem até um Enzimas, aqui do Os Agilistas, que fala sobre isso, eu acho que tem dois anos já, foi até quando eu descobri essa história do MVP). E é exatamente isso que o Caio falou, era uma planilha que tinha como objetivo validar a ideia de Merit Money, e eu lembro que nesse depoimento do Enzimas, é até você que fala, você fala sobre a necessidade de querer validar e criar o MVP um pouquinho mais complexo, as pessoas queriam colocar uma tela de login, criar o ambiente, e aí chegou o Vinição e falou: “Não, vamos chegar lá no açaí, aqui da rua da dti mesmo, comprar 50 açaí e dizer: ‘Quando chegar alguém você pega um caderninho e anota o nome da pessoa da dti”.
Marcelo:.
Leonardo: E aí foi. Essa ideia é muito boa de validação do MVP. Acho que até você pode contar mais, você tem um contexto mais de perto. Como foi esse processo para a dti?
Marcelo: Isso aí foi legal, a gente até fez um Enzima, porque, o que a gente observa, é claro que nem tudo dá para simplificar tanto, mas a maior parte das vezes, as pessoas que fazem produtos digitais, seja a gente, seja o cliente, ou seja, o ser humano fazendo produto digital, a gente fica mais é em uma zona de conforto, digamos assim, de ficar sempre achando que para colocar no ar é só se acontecer tal coisa e tal coisa, e isso para mim paradoxalmente é uma zona de conforto, porque, no fundo, em vez de você quebrar a cabeça para testar logo a sua principal hipótese, você meio que fica em uma zona de conforto fazendo coisas que você consegue fazer, entendeu? Em vez de encarar a realidade, não é? Isso é meio paradoxal, porque a pessoa pensa super bem intencionada, fica fazendo um tanto de funcionalidade, e convencido de que aquilo ali é a única forma, porque a teoria é muito simples, mas a prática é muito difícil, de MVP, entende? Eu sempre falo isso. O próprio agilismo, a teoria é muito simples, a prática que é muito difícil, sabe? Então MVP é a mesma coisa. Tudo orientado à hipótese, eu faço uma hipótese e persigo ela quase no método científico, ok, isso demanda um mindset muito diferente mesmo, que às vezes a própria organização não deixa, sabe? Todo mundo vai ficar falando: “ , isso aí não tem jeito”, isso aí não sei o que, isso aí não sei o que, aí você vai lá seis meses depois descobrir, sei lá, imagina, seis meses depois você descobre que não é verdade, ninguém liga para as moedinha, que não serve para nada, mas você já tem lá um tanto de tela de troca de moeda, de doação de moeda, de recuperação de moeda,, e aí você descobre que ninguém nem está querendo a moeda. Então, ou seja, a primeira hipótese que era para ser validada era essa. As pessoas terão interesse em doar moedas? E as pessoas vão ficar felizes e vão trocar por recompensa? Vão. Então vale a pena seguir esse caminho. Então, mas, assim, a minha memória é péssima, pena que o Vinição não está aqui hoje, porque eu não tenho uma memória cronológica boa, não, mas, assim, eu sei que a Round, a gente até vê esse nome Round, isso eu lembro bem, tem um livro que tem um exemplo famoso, sabe? é mais uma dessas culturas, tipo o Management 3.0, mais uma dessas filosofias, vamos dizer assim, que são mais centradas no ser humano e mais baseadas em autonomia, sabe, do que essas filosofias mais baseadas em controle. O exemplo que tem em vários livros de Management 3.0 é justamente de você ter um trânsito que é todo controlado por sinais. Se tiver algum paulista escutando a gente, como que é sinal em São Paulo? O pessoal fala.
M: Farol.
Marcelo: Farol. O farol. Aqui para a gente é sinal de trânsito. E aí, assim, tudo funciona teoricamente bem, mas, primeiro,, e segundo, quando dá um problema ninguém sabe o que fazer, vira aquele caos. E aí tem um exemplo famoso que eles dão no livro, de uma rotatória na Inglaterra, que é uma loucura, aqui para a gente então, porque na Inglaterra, rodando ao contrário ainda, é como se fosse uma rotatória com quatro sub rotatórias, sabe? Então você chega, um trânsito gigante ali, você tem vários caminhos para chegar do outro lado, entendeu? Você pode. E aí essa outra organização ali, eles ficam medindo, ela é muito mais eficiente do que cruzamentos similares organizar, então ali cada um está tomando a sua decisão, cada um está colaborando, está tendo autonomia, e o resultado emergente dessa auto organização é muito melhor do que um sistema totalmente controlado, então a Round a gente se inspirou nesse exemplo. Podia falar um pouquinho, mas a Round também tem outras funcionalidades importantes aí, One-on-one, o que mais tem lá de bom?
Leonardo: Hoje a gente tem o Merit Money como esse foco inicial da plataforma, a home é composta por esse feed inicial, você consegue ver quantas moedas você tem e ver a interação entre colaboradores, através de um filtro geral da empresa, então você consegue ver como a empresa toda comporta, e uma aba específica do seu departamento, então eu consigo ver como meu departamento, aqui no caso da dti, minha tribo interage entre si, mas a gente também tem outras funcionalidades, como One-on-one, que é um registro de One-on-one que você faz, para quem não está acostumado com o tema de One-on-one, é esse momento entre a liderança e um liderança, em que você conversa, estreita essa relação entre o time, tem conversas complexas ou não, mas o objetivo é fortalecer essas relações entre o time. A plataforma tem essa funcionalidade, onde o usuário consegue fazer o registro de suas One-on-one’s e ser notificado quando está em atraso. Então, assim, eu como liderança que tenho dez associações de One-on-one, por exemplo, eu consigo fazer o controle de quais estão atrasadas, quais estão em dia. E eu como não liderança também eu consigo fazer esse acompanhamento para ver quem são meus líderes, quem são as pessoas que estão ao meu redor fazendo One-on-one. A gente tem também um recorte de adesão dos departamentos, então eu consigo ver qual departamento tem uma boa adesão de One-on-one, qual não tem. Aliado a isso a gente também tem um programa de mentoria, um sistema de mentoria, onde você também se inscreve como mentor e mentorado, em um tema específico, e consegue uma associação para dar uma mentoria ou fazer uma mentoria, fortalecendo essa gestão do conhecimento dentro de uma empresa, materializando essa cultura, não só de interação direta de colaboração profissional entre colaboradores, mas também de estudo, de aprendizado, que também faz parte de uma rede, também faz parte de uma empresa.
Renata: Só para completar, a gente agora também está com a última funcionalidade que está sendo desenvolvida, e já está liberado, já está sendo testado, que é a própria funcionalidade de visualização da rede, em que o colaborador consegue se localizar dentro daquela estrutura, conhecer o seu contexto, o contexto de outras pessoas, encontrar gente, conhecer gente, conhecer espaço, às vezes pelo tamanho da empresa, pela forma como ele vive ali no dia a dia trabalhando, ele não tem essa oportunidade de conhecer. Então, assim, essa funcionalidade tem se mostrado muito interessante, para a gente até conhecer outras pessoas, aumentar o seu contexto, aumentar ali dentro dessa rede, dentro dessa estrutura, conhecer pessoas com habilidades diferentes, às vezes tirar dúvidas, fazer essa gestão do conhecimento, enfim, e pessoas que tem ali, que já trabalharam com determinadas tecnologias, que já foram reconhecidas ali, valorizadas, dentro das tecnologias que trabalham, então é uma funcionalidade também aí que tem se mostrado muito bacana, assim, a gente tem recebido um feedback bem positivo em relação a ela.
Caio: Se a gente fizer um compilada aí do que o Léo e a Renata falaram, a gente vai ver que a Round, a principal proposta dela é consolidar a cultura empresarial complexa, diminuir essa fricção do colaborador se encontrar ali naquela estrutura grande, complexa, robusta, et cetera, então a Round atua bem nesse proposto, atua bem nesse problema ali, e a funcionalidade de rede é uma das principais aí, para que a gente se encontre dentro dessa estrutura complexa, e é bem importante, assim, a gente tentar entender de onde surgiu esse problema, como resolver essa fricção do colaborador se encontrar dentro daquela estrutura complexa, aquela estrutura enorme de uma empresa muito grande, então a Round tem um desses propostos, um desses pilares principais aí.
Marcelo: Isso é interessante, porque, assim, eu, particularmente, sou muito otimista com essa funcionalidade aí, o que ela pode virar com a evolução contínua, porque, assim, a dti, de fato, possui uma estrutura em rede, e isso não é muito convencional, uma estrutura de rede de verdade, digamos assim, e é engraçado porque em uma estrutura de rede, por que eu sou otimista com essa ferramenta? Porque para mim tem dois problemas aí importantes, dois que eu me lembro agora. Um é esse que vocês falam, como é que eu facilito a conectividade aqui dentro, como é que eu amplio a conectividade até interna? É claro que você tem o Teams, et cetera, as pessoas nos conectando, tem a guildas que vão fomentando conexão, mas como a estrutura não é tão formalmente definida, já que ela é uma rede que vai se construindo, então não é simples como olhar alguns departamentos, se você não sabe exatamente o que está acontecendo na empresa, porque talvez para aqui de fora não seja fácil entender isso, você poder explorar sua rede, você poder descobrir, como se fosse, assim, eu imagino no futuro a gente tendo mapas de calor, sabe, para saber onde as coisas estão acontecendo, então é uma coisa super interessante, primeiro, para cada um saber como se conectar, e aí é legal isso, porque quem acompanha nosso podcast, eu lembro de uma época, eu e o Vinição, a gente só falava do Socho Fisics, que é um livro que fala do i die flow, então é como se fomentasse muito essa exploração na rede, cada um poder explorar mais a rede. É claro que a exploração efetiva vai ser você conversando com outras pessoas, você achar os caminhos ali na rede e conseguir explorar. E a outra coisa para mim também, que eu insisto muito aqui na dti atualmente, é que se a gente tem uma estrutura em rede, nós temos que gerir essa rede, sabe? Assim, a gestão tem que ser da rede. Então, e meu sonho, já até pedi para vocês fazerem, eu fico brincando, meu sonho era botar um óculos, uma realidade virtual, sabe, ficar andando pela rede da dti, imagina, você está andando assim pela rede, voando, na verdade, pela rede, e vendo vários aspectos, sabe? Por exemplo, para a gente é importantíssimo a alta conectividade entre as pessoas, para saber onde tem mais confiança, onde tem menos relação de confiança, sabe? Você poder ter outras visões ali talvez mais técnicas, igual vocês falaram, saber onde estamos mais avançados com a cultura de produto, por exemplo, onde nós estamos mais avançados com a cultura operacional. Mas o interessante é que uma empresa igual a nossa tem que saber gerir a rede, ver a inclinações, sabe, o que está acontecendo na rede, para poder agir, que eu falo, assim, isso é muito diferente de uma estrutura tradicional, onde você fica fazendo planos centralizados. Aqui, na verdade, vão acontecendo coisas na ponta, e a gente interpreta que o centro tem que dar uma olhada, as pessoas que estão no centro, elas têm que tentar olhar as tendências, tentar amplificar aquelas coisas que são boas, tentar abafar, digamos assim, as coisas que são ruins, e assim que essa rede vai evoluindo organicamente. Então, só para quem está escutando, assim, a nossa pretensão é que isso vire, e aí, assim, no caminho nosso, em vez de ficar tentando saber exatamente o que é isso agora, vocês começam dando uma ferramenta simples da exploração da rede, e na medida em que a gente for sendo realimentado aí, a gente vai seguindo o caminho de ir sofisticando isso para poder cumprir esse objetivo. Eu queria fazer uma pergunta, primeiro, assim, vocês como primeiro, botando chapéu de usuários da Round, como é um dia típico de um usuário da Round?
Leonardo: Eu vou responder então, essa pergunta. Hoje, um usuário da Round, ele entra para fazer as doações de moedas, eu acho que o principal motivador de entrada na plataforma é a doação de moeda através de Merit Money, então existe uma sazonalidade nesse processo, que acontece no final do mês, Renata com certeza pode falar melhor disso, mas a gente tem essa sazonalidade no final do mês, onde as pessoas refletem o que aconteceu no mês e materializam esse reconhecimento em doações. Existem dois tipos de usuário, esse que é sazonal, que entra no final do mês, e o que reconhece de imediato. Hoje eu entro na plataforma, e através de um botão na Home, chamado Doar Moedas, eu entro em uma página de doar moedas e consigo escolher um remetente, para quem eu quero doar essa moeda, o destinatário, e consigo também escrever o motivo e definir quantidade de moedas. Dentro do motivo, eu escrevo um texto para outro colaborador, então: “Caio, por me ajudar no Code Review”, e eu consigo associar essa doação a uma recomendação, a uma hashtag de recomendação, que está dividido em algumas habilidades técnicas que existem na empresa. Então no momento de fazer essa transação, eu consigo selecionar o motivo e associar a uma habilidade técnica. Além disso, eu também consigo navegar na rede, que é essa funcionalidade que a gente estava falando de materialização de estruturas empresariais. Todo o controle de rede está na mão do usuário atualmente, a gente não tem distinção, então acreditando nessa autonomia, nessa horizontalidade, a gente acredita que o usuário tem que estar responsável pelos acessos, então hoje um usuário se coloca em um grupo, ele coloca outra pessoa dentro de um grupo, então ele consegue fazer essa gestão de usuários dentro de um grupo e navegar entre eles, visualizando dashboard de adesão de moedas, adesão de One-on-one, quais são as categorias das moedas que estão  mais lá dentro daquele grupo. Então eu entro dentro de uma estrutura qual eu pertenço, um squad, um departamento, e consigo ter essa visualização também dos dados, então eu diria que a rotina do usuário da Round seria doar moedas, se visualizar no grupo e fazer o acompanhamento desse ferramental, então eu consigo visualizar, através desse ferramental ágil, se meu time está bem ou não, a nível de saúde, existe essa forma de fazer esse acompanhamento através da plataforma.
Marcelo: Só um negócio, assim, rapidinho, que eu achei interessante, não sei se o pessoal que está ouvindo percebeu assim, como é que você consegue alimentar quais são as capacidades da empresa de uma forma mais orgânica, sabe? não é assim, não é que tem um RH centralizado que sabe o que cada um faz, entende? As próprias recompensas, de forma legítima, você vai recompensando uma pessoa por uma capacidade, vai ficando claro que aquela pessoa é uma referência naquilo, é mais legítimo do que qualquer coisa, não é? Porque é a verdade, tipo assim, as pessoas estão recompensando, sabe? Então, assim, é super interessante, você recompensa e ao mesmo tempo vai coletando informações e construindo informações sobre aquela rede.
Renata: até uma coisa parecida, porque, assim, sobre o que o Léo falou sobre a sazonalidade, a gente viu o quanto que foi bem validado o MVP, lá no início, da hipótese de que o usuário quer reconhecer, ele quer ser reconhecido, e isso depois de anos, depois de novas funcionalidades, a plataforma deixou de ser uma planilha, ela ganhou uma cara, ganhou uma tela, virou um produto digital realmente, e essa hipótese continua válida da mesma forma que era antes, então continua sendo ali o que motiva o colaborador a entrar ali dentro, é o poder reconhecer e o ver como que ele foi reconhecido, então acho importante citar que quando a gente está falando testes, quanto mais fazer um teste muito bem feito, de forma simples, é muito difícil. A gente passou por uma fase dentro da Round que a gente estava fazendo muitas experimentações tentando descobrir mais informações ali sobre o usuário, tentando testar com o menor esforço possível, e os testes mais simples eram mais difíceis de conseguir fazer, porque para poder validar ali com o mínimo de esforço mesmo, é uma ação muito difícil, então essa sacada da planilha, do açaí, de tudo, a gente consegue ver valor nesse MVP até hoje, assim. Mas outra coisa que tem acontecido muito dentro da Round, que a gente tem percebido, é sobre a necessidade de ver o recorte de contexto, de entender o que está acontecendo dentro do seu contexto. Vou explicar um pouquinho melhor, é sobre olhar para os dados ali dentro daquilo que está acontecendo, então a gente tem visto que não só as lideranças, a gestão, que olha às vezes mais para um contexto um pouco mais, mas o próprio crafter, o próprio usuário da plataforma tem se interessado em entender o que está rolando ali dentro, então aqui dentro da dti eu quero saber o que está acontecendo no meu squad, então eu olho ali tanto para as One-on-one’s, para adesão de One-on-one, a gente tem aí pessoas que são motivadas em sempre fazer One-on-one no dia certinho, não atrasar, para manter a adesão em 100%, existe ali esse interesse de realmente ser um exemplo dentro da tribo, dentro do squad, dentro desses contextos, em doar todas as moedas, em ser reconhecido ali, de poder reconhecer as pessoas e ser reconhecido por isso também, tem um interesse de conhecer as habilidades também, dentro do seu contexto, então essas recomendações que são feitas junto com as doações, dentro dessa funcionalidade de rede a gente tem conseguido ver o valor que isso gera para o próprio crafter, de eu quero saber ali, dentro da minha tribo, quem saber disso, porque eu estou precisando de uma ajuda, estou querendo tirar um dúvida e vou lá saber, então trazer esses dados para mais perto do usuário, não só para gestão, mas a gente tem conseguido ver valor nisso também, sabe?
Marcelo: Isso que você falou é muito legal, porque, assim, o tipo de cultura que a gente quer fomentar, de colaboração, de autonomia, das pessoas, não é, assim, eu preciso de ajuda, aí eu peço para um gerente, o gerente vai lá e conversa com alguém, porque imagina uma empresa tradicional, aí eu: “Esse alguém é de outro time, então não posso conversar com esse alguém, o meu gerente tem que conversar com o outro gerente”, tipo assim, aí passou um mês até conseguir sua ajuda, não é? Então aqui, assim, a gente fomenta muito essas comunicações diretas, e o que você está falando aí é que as pessoas de fato demonstram interesse nisso, isso aí me deixa muito feliz, sabe, quando você fala que as pessoas, porque isso mostra aquilo que eu falei no começo, a ferramenta a serviço da cultura, entende? Então a cultura é essa, as pessoas querem procurar as outras e querem saber o que está rolando, porque elas têm essa liberdade. Eu te garanto que em uma estrutura mais rígida, que a pessoa está presa dentro da caixinha dela, ela ia achar isso completamente relevante, sabe? Que ela fala assim: “Eu tenho uma meta local, não estou nem me ligando o que está acontecendo em outro lugar, porque o que me interessa é o que acontece aqui aonde eu estou, então a ferramenta é um reflexo da cultura e ajuda a reforçar a própria cultura, ela vira um espelho da cultura. E aí, imagina, daqui um tempo tem 1 milhão de coisas justamente para o colaborador, alguém de fora, gestor tradicional, crítica ao gestor tradicional, nós estamos falando das diferenças, o gestor tradicional talvez olhasse e falasse assim: “Mas para que essa pessoa precisa saber disso? Por que ela tem que saber disso? Quem tem que saber disso é o líder”, e na verdade, não, nessa cultura nossa, isso é um negócio que está até naquele livro Teams of Teams, que é super interessante, as empresas, na estrutura tradicional, você pré-define a informação que todo mundo tem que ter, sabe? Porque você imagina que só aquela informação que é necessária para aquele papel dentro daquela caixinha. Em uma estrutura mais orgânica igual a nossa, respeitando, é claro, a confidencialidade de dados de cliente, você não tem essa pré-definição justamente porque você não parte do princípio que você sabe o que cada um precisa, porque você dando essa liberdade, tem muito mais chance de ter colaboração e surgir inovação.
Leonardo: E sobre esse ponto aí, complementando esse ponto sobre colaboração, é algo muito da cultura, assim, a Round consegue materializar isso de fato, através de, eu tenho um problema aqui, preciso de alguma ajuda, não estou conseguindo dentro do meu contexto, ou seja, dentro do meu time, e você consegue ter uma visualização geral ali de quem pode te ajudar, então quem é aquela pessoa recomendada ali, na tribo, quem são as N pessoas recomendadas na tribo, na aliança, como são as estruturas que a gente tem aqui, quem são essas pessoas recomendadas para me ajudar nesse problema, e você acaba expandindo sua rede, então se mantém aquela visão local só do seu time ali, estou preocupado só com demandas locais aqui do meu time mesmo, só com os problemas locais, tenho metas a bater localmente, mas você consegue expandir isso e ter contextos de outras estruturas, de outros times. Eu acho que esse é um dos principais pontos, assim, que a gente consegue ter uma visão geral mesmo do que está acontecendo, e expandir, de fato, a rede, não só visualizar a rede da empresa, a estrutura, mas expandir a sua própria rede como colaborador, fazer mais interação ali entre os colegas, et cetera.
Marcelo: Fantástico, gente. Infelizmente já estamos chegando aqui no final, o tempo passa muito rápido, então a gente tem que conseguir dar um sabor aí para o ouvinte, não somente do que é a Round, a dti divulgando a Round, mas mais como a gente sempre bota aqui, a gente sempre tenta compartilhar como que a gente constrói a nossa organização, a nossa cultura, e hoje a Round virou um elemento essencial disso, a forma que a gente falou no começo, como algo que complementa, reforça e realimenta a cultura. E esse mecanismo aí que a gente pretende avançar muito, de exploração, como eu já falei, ele é completamente conectado ao que eu comentei anteriormente. Assim, um time que é capaz, uma pessoa e um time que é capaz de explorar o ambiente, ele traz ideias novas para o time, e se aquele time tiver um alto índice de engajamento, aquele time eleva o conhecimento de todo mundo muito fortemente, então faz uma diferença brutal mesmo, sabe, uma pessoa estar isolada, ou a pessoa estar conectada em várias outras fontes de ideias. E você imagina, assim, já é difícil em uma organização grande você estar conectado a um tanto de gente, essa dificuldade aumenta mais ainda com o mundo remoto, todo mundo remoto, então essa ferramenta fica mais importante ainda no contexto desse, porque quando você estava ainda no escritório você ainda andava por ali, por ali, conhece alguém, claro, é limitado, mas ainda você tinha essa possibilidade. Hoje você está em casa, e aí como é que você explora essa rede? E por isso que eu falo que meu sonho é quase ter um avatar ali, a gente ficasse andando pela rede, dando umas viajadas ali pela rede, mas isso é lá para frente, senão a gente cai no erro que a gente brincou no começo, de não fazer MVP, você não sabe nem se o pessoal está explorando a rede, mas já tem um avatar, mas que um dia poderia ser assim ia ser muito legal, você ficar navegando aí pela rede, encontrar com alguém ali, e com uma realidade aumentada, você já olha para alguém, já sabe o que ele sabe, as recomendações. Imagina, isso é uma viagem que está na minha cabeça aqui. Mas é isso aí, pessoal, muito obrigado aí, Caio, Leonardo e Renata, acho que foi uma conversa bem bacana.
Caio: Obrigado, Szuster, eu agradeço também, e gostei bastante de conversar com eles.
Leonardo: Valeu demais, Szuster. Agradecer a participação.
Renata: Valeu, gente. Prazer estar aqui.

Marcelo: Bom dia, boa tarde, boa noite. Vamos começar mais um episódio Os Agilistas. Hoje nós vamos falar sobre um tema muito interessante, que diz respeito a uma pergunta também que é muito comumente feita por quem acompanha o nosso podcast, que é como formar uma cultura, como espalhar uma cultura, principalmente uma cultura que esteja muito ligado aí ao que a gente fala aqui no Os Agilistas, é uma cultura de colaboração, uma cultura de compartilhamento de conhecimento, são aspectos super importantes, que as empresas, principalmente as empresas de estrutura tradicional se defrontam muito. A gente sabe, fala muito aqui, no episódio, sobre isso, estrutura tradicionais, muito hierarquizadas, muito silos de informação, e você tem que quebrar isso, criar novas estruturas, criar estruturas em rede, e a gente vai tratar de um aspecto aqui, não é uma pretensão de dizer que o que nós vamos falar aqui hoje vai resolver o problema, mas é algo que a gente pretende compartilhar aqui, a experiência que nós vamos compartilhar, que ajuda a reforçar essa cultura. Então, assim, estou falando sobre o que? Estou falando sobre uma ferramenta que a gente mesmo desenvolve, e uso aqui dentro da dti, que se chama Round, temos aqui três convidados que vão explicar, daqui a pouquinho, o que se trata essa ferramenta, mas é uma ferramenta que ajuda a gente a fomentar várias práticas que a gente julga importantes, como Merit Money, One-on-one’s, práticas do management 3.0, alguns aspectos aí de complexidade, de a gente pode enxergar melhor nossa própria estrutura, fazer uma exploração melhor da estrutura, enfim, nós vamos falar sobre isso, então o que é importante ficar claro, como sempre, o objetivo aqui é contar um pouquinho dessa história e compartilhar isso, porque a gente acredita que isso é um elemento que ajuda a reforçar a cultura. Claro que não adianta simplesmente comprar uma ferramenta e estarei resolvido, é um pensamento mágico que muitas vezes a gente vê por aí, porque acaba que é um ato simples, para uma empresa que tem dinheiro, comprar uma ferramenta, então se fosse simples assim resolver as coisas ninguém teria problema, quem teria dinheiro já teria comprado a ferramenta. Mas ainda que não seja suficiente comprar a ferramenta, em muitos casos isso pode ser necessário e pode ser um elemento que ajuda a reforçar a cultura, em vários aspectos. Então sem mais delongas, vou apresentar aqui os nossos convidados. Vamos conversar aqui com a Renata. Tudo bem, Renata? Renata: Meu nome é Renata. Eu sou analista de dados, atuo nesse produto há, mais ou menos, um ano e meio, desde que eu entrei aqui na dti. Prazerão estar aqui Marcelo: Estamos aqui também com Caio. E aí, Caio, tudo bom? Caio: E aí, Szuster, beleza? Fala, pessoal. Eu sou o Caio, estou na dti há dois anos e atuo como desenvolvedor. Prazer estar aqui. Marcelo: Bom, estamos aqui também com Leonardo. E aí, Leonardo, beleza? Leonardo: Oi, Szuster. Oi, pessoal, tudo bom? Eu sou o Léo, muita gente aqui me chama de Léo, a maioria das pessoas, então na dti farei dois anos e atuo na Round desde então. Eu entrei como UX Designer, mas agora estou atuando como production aqui dentro da Round. Marcelo: Demais. Assim, eu acho que a primeira pergunta inevitável é assim: “O que é Round?”, porque, senão, o pessoal que estiver escutando aqui fica doido, não é? E outra coisa, nós estamos aqui com vocês três, fiquem à vontade, vamos complementar o outro, isso aqui não tem que ser assim sempre, fazer pergunta também, vamos fazer isso aqui um bate-papo, mas a primeira pergunta, quem quiser começar. O que é a Round? Em que ela é baseada? O que ela é, o que ela traz para empresa, para pessoas poderem entender melhor os assuntos aqui. Leonardo: Bacana. Falando de Round, eu acho que faz sentido primeiro apontar a missão que a gente tem enquanto produto. A Round quer materializar, ela é essa ferramenta de materializar estruturas empresariais, inspiradas no agilismo e fornecendo ao usuário ferramentas baseadas no Management 3.0, e no agilismo, para fomentar a cultura empresarial, então através desse ferramental que a gente oferece na plataforma, como Merit Money, One-on-one, mentoria, mentoria, a gente mune os usuários, fornece essas ferramentas aos usuários, para que materializem e usem da plataforma como esse objeto de materialização da cultura empresarial, melhorando e incentivando a interação e reconhecimento entre os colaboradores. Marcelo:. A Round é uma ferramenta que pretende, sei lá, no dia a dia, que os crafters, como a gente chama as pessoas aqui na dti, que os Crafters possam interagir uns com uns outros e com a própria empresa, também por essa plataforma, com o mínimo de fricção possível, e ela fazer isso, reforçar certos conceitos, como você disse, sei lá, conceitos da estrutura em rede, conceito da importância de fazer One-on-one, facilitar a execução de mentorias, fomentar a colaboração por meio de Merit Money. É isso, não é? Leonardo: Exatamente. E sempre focado nesse novo modelo digital, do Management 3.0. Esse Management 1.0 e o 2.0 muitas lacunas ainda ficaram de dores, a gente tinha o 1.0 focado na eficácia e na produção, então o Management 2.0 surgiu com técnicas para melhorar essas dores em motivação e engajamento que já existiam, mas não era perfeito ainda, então esse movimento do Management 3.0 surge como esse modelo de gestão e tem como base esse pensamento complexo, invés de focar em hierarquia, cargos, em complexidades muito conservadoras, o Management 3.0 mira para o outro lado, sempre focando no agilismo e nas pessoas como centro dessas relações. E pensando que a gente tem que tratar as pessoas no centro da relação, a Round tem essa ferramenta principal que se chama Merit Money, quase como se fosse um Cudocade. E baseado também no Management 3.0, onde os colaboradores ganham 10 moedas mensais, onde eles conseguem reconhecer os outros colaboradores, no dia a dia, por atividades cotidianas. Então, por exemplo, o Caio me ajudou com o code review, eu vou lá através da Round e dou uma moeda para o Caio para ele me ajudar no code review, e assim através de um feed a gente consegue visualizar as interações da empresa, quem se relaciona com quem, como essas colaborações estão sendo feitas, e dar essa materialização da cultura da empresa através de uma plataforma. Renata: É só para complementar, essas moedas que são trocadas dentro da plataforma elas retornam para o colaborador que recebe em forma de recompensas, também, no final, quando ele recebe uma quantidade X moedas que já consiga ir trocar pelas recompensas, tem uma lojinha disponível dentro da plataforma, que recebe vários itens, de acordo com a cultura da empresa, de acordo com o que faz sentido para o dia a dia daqueles colaboradores, então eles podem fazer essa troca, desde vales, livros, enfim, varia as possibilidades dos itens. Marcelo: É interessante, não é? Assim, se não me engano, a Round começou com Merit Money, não é isso? Ela começou com foco no Merit Money, não é? É interessante, porque Dono Delposs dá um depoimento que é assim, eu sempre falo que eu sou muito cético, então, assim, às vezes eu ficava pensando: “Será que esse negócio não vai ser meio artificial?”, o Merit Money, mas é curioso, porque como as pessoas dão espontaneamente o Merit Money, e é meio de surpresa que você ganha, sabe? Quando você ganha é legal pra caramba, porque é autêntico, assim, de repente você recebe uma mensagem de alguém ali, de fato, agradecendo por uma coisa que você fez, te premiando, é um negócio muito gostoso, porque não é, apesar de chamar Merit Money, é justamente se ele tira essa coisa financeira do relacionamento, que ninguém vai ficar ajudando o outro para ganhar uma moedinha ali, sabe? É um negócio que às vezes as pessoas não entendem, acho que até)fiz um episódio, sabe, sobre o Merit Money, tipo assim, não é que você faz a coisa para ganhar o Merit Money, mas você usa o Merit Money para premiar quem você está satisfeito, está colaborando muito, isso que eu acho super interessante. Aí não sei quem lembra a história, não sei se o Caio vai lembrar da história, já está há dois anos aí, do Merit Money que começou a fazer a gente trazer, a plataforma ter tração, digamos assim, as pessoas começarem a usar, porque é bastante utilizado, depois a Renata pode até dar informações aí, como grounfing do Merit Money, mas, assim, qual foi a evolução dela? Você lembra, Caio, mais ou menos? Assim, a plataforma foi evoluindo para o que? Caio: Eu não peguei nessa época do início, mas eu acredito que o Léo possa complementar também, mas pelo o que eu me lembre, a plataforma se iniciou muito em um conceito de uma planilha, assim, a gente queria muito validar essa ideia de premiar pessoas, consolidar, de fato, isso que você falou bem aí, do Merit Money, consolidar o esforço daquela pessoa, que aquela pessoa empregou em algum problema que você estava tendo ali, então a gente sempre trouxe essa ideia para a Round, foi um dos pilares, com certeza, e é um dos pilares até hoje, e esse MVP da Round, essa pré-validação da Round, ela se iniciou através de uma planilha, a gente tinha todo o contexto de pessoas doando para pessoas, através ali da planilha, e no final aquelas moedinhas eram trocadas em açaí, se não me engano, não era isso? M:. Leonardo: A famosa MVP do açaí, tem até um Enzimas, aqui do Os Agilistas, que fala sobre isso, eu acho que tem dois anos já, foi até quando eu descobri essa história do MVP). E é exatamente isso que o Caio falou, era uma planilha que tinha como objetivo validar a ideia de Merit Money, e eu lembro que nesse depoimento do Enzimas, é até você que fala, você fala sobre a necessidade de querer validar e criar o MVP um pouquinho mais complexo, as pessoas queriam colocar uma tela de login, criar o ambiente, e aí chegou o Vinição e falou: “Não, vamos chegar lá no açaí, aqui da rua da dti mesmo, comprar 50 açaí e dizer: ‘Quando chegar alguém você pega um caderninho e anota o nome da pessoa da dti”. Marcelo:. Leonardo: E aí foi. Essa ideia é muito boa de validação do MVP. Acho que até você pode contar mais, você tem um contexto mais de perto. Como foi esse processo para a dti? Marcelo: Isso aí foi legal, a gente até fez um Enzima, porque, o que a gente observa, é claro que nem tudo dá para simplificar tanto, mas a maior parte das vezes, as pessoas que fazem produtos digitais, seja a gente, seja o cliente, ou seja, o ser humano fazendo produto digital, a gente fica mais é em uma zona de conforto, digamos assim, de ficar sempre achando que para colocar no ar é só se acontecer tal coisa e tal coisa, e isso para mim paradoxalmente é uma zona de conforto, porque, no fundo, em vez de você quebrar a cabeça para testar logo a sua principal hipótese, você meio que fica em uma zona de conforto fazendo coisas que você consegue fazer, entendeu? Em vez de encarar a realidade, não é? Isso é meio paradoxal, porque a pessoa pensa super bem intencionada, fica fazendo um tanto de funcionalidade, e convencido de que aquilo ali é a única forma, porque a teoria é muito simples, mas a prática é muito difícil, de MVP, entende? Eu sempre falo isso. O próprio agilismo, a teoria é muito simples, a prática que é muito difícil, sabe? Então MVP é a mesma coisa. Tudo orientado à hipótese, eu faço uma hipótese e persigo ela quase no método científico, ok, isso demanda um mindset muito diferente mesmo, que às vezes a própria organização não deixa, sabe? Todo mundo vai ficar falando: “ , isso aí não tem jeito”, isso aí não sei o que, isso aí não sei o que, aí você vai lá seis meses depois descobrir, sei lá, imagina, seis meses depois você descobre que não é verdade, ninguém liga para as moedinha, que não serve para nada, mas você já tem lá um tanto de tela de troca de moeda, de doação de moeda, de recuperação de moeda,, e aí você descobre que ninguém nem está querendo a moeda. Então, ou seja, a primeira hipótese que era para ser validada era essa. As pessoas terão interesse em doar moedas? E as pessoas vão ficar felizes e vão trocar por recompensa? Vão. Então vale a pena seguir esse caminho. Então, mas, assim, a minha memória é péssima, pena que o Vinição não está aqui hoje, porque eu não tenho uma memória cronológica boa, não, mas, assim, eu sei que a Round, a gente até vê esse nome Round, isso eu lembro bem, tem um livro que tem um exemplo famoso, sabe? é mais uma dessas culturas, tipo o Management 3.0, mais uma dessas filosofias, vamos dizer assim, que são mais centradas no ser humano e mais baseadas em autonomia, sabe, do que essas filosofias mais baseadas em controle. O exemplo que tem em vários livros de Management 3.0 é justamente de você ter um trânsito que é todo controlado por sinais. Se tiver algum paulista escutando a gente, como que é sinal em São Paulo? O pessoal fala. M: Farol. Marcelo: Farol. O farol. Aqui para a gente é sinal de trânsito. E aí, assim, tudo funciona teoricamente bem, mas, primeiro,, e segundo, quando dá um problema ninguém sabe o que fazer, vira aquele caos. E aí tem um exemplo famoso que eles dão no livro, de uma rotatória na Inglaterra, que é uma loucura, aqui para a gente então, porque na Inglaterra, rodando ao contrário ainda, é como se fosse uma rotatória com quatro sub rotatórias, sabe? Então você chega, um trânsito gigante ali, você tem vários caminhos para chegar do outro lado, entendeu? Você pode. E aí essa outra organização ali, eles ficam medindo, ela é muito mais eficiente do que cruzamentos similares organizar, então ali cada um está tomando a sua decisão, cada um está colaborando, está tendo autonomia, e o resultado emergente dessa auto organização é muito melhor do que um sistema totalmente controlado, então a Round a gente se inspirou nesse exemplo. Podia falar um pouquinho, mas a Round também tem outras funcionalidades importantes aí, One-on-one, o que mais tem lá de bom? Leonardo: Hoje a gente tem o Merit Money como esse foco inicial da plataforma, a home é composta por esse feed inicial, você consegue ver quantas moedas você tem e ver a interação entre colaboradores, através de um filtro geral da empresa, então você consegue ver como a empresa toda comporta, e uma aba específica do seu departamento, então eu consigo ver como meu departamento, aqui no caso da dti, minha tribo interage entre si, mas a gente também tem outras funcionalidades, como One-on-one, que é um registro de One-on-one que você faz, para quem não está acostumado com o tema de One-on-one, é esse momento entre a liderança e um liderança, em que você conversa, estreita essa relação entre o time, tem conversas complexas ou não, mas o objetivo é fortalecer essas relações entre o time. A plataforma tem essa funcionalidade, onde o usuário consegue fazer o registro de suas One-on-one’s e ser notificado quando está em atraso. Então, assim, eu como liderança que tenho dez associações de One-on-one, por exemplo, eu consigo fazer o controle de quais estão atrasadas, quais estão em dia. E eu como não liderança também eu consigo fazer esse acompanhamento para ver quem são meus líderes, quem são as pessoas que estão ao meu redor fazendo One-on-one. A gente tem também um recorte de adesão dos departamentos, então eu consigo ver qual departamento tem uma boa adesão de One-on-one, qual não tem. Aliado a isso a gente também tem um programa de mentoria, um sistema de mentoria, onde você também se inscreve como mentor e mentorado, em um tema específico, e consegue uma associação para dar uma mentoria ou fazer uma mentoria, fortalecendo essa gestão do conhecimento dentro de uma empresa, materializando essa cultura, não só de interação direta de colaboração profissional entre colaboradores, mas também de estudo, de aprendizado, que também faz parte de uma rede, também faz parte de uma empresa. Renata: Só para completar, a gente agora também está com a última funcionalidade que está sendo desenvolvida, e já está liberado, já está sendo testado, que é a própria funcionalidade de visualização da rede, em que o colaborador consegue se localizar dentro daquela estrutura, conhecer o seu contexto, o contexto de outras pessoas, encontrar gente, conhecer gente, conhecer espaço, às vezes pelo tamanho da empresa, pela forma como ele vive ali no dia a dia trabalhando, ele não tem essa oportunidade de conhecer. Então, assim, essa funcionalidade tem se mostrado muito interessante, para a gente até conhecer outras pessoas, aumentar o seu contexto, aumentar ali dentro dessa rede, dentro dessa estrutura, conhecer pessoas com habilidades diferentes, às vezes tirar dúvidas, fazer essa gestão do conhecimento, enfim, e pessoas que tem ali, que já trabalharam com determinadas tecnologias, que já foram reconhecidas ali, valorizadas, dentro das tecnologias que trabalham, então é uma funcionalidade também aí que tem se mostrado muito bacana, assim, a gente tem recebido um feedback bem positivo em relação a ela. Caio: Se a gente fizer um compilada aí do que o Léo e a Renata falaram, a gente vai ver que a Round, a principal proposta dela é consolidar a cultura empresarial complexa, diminuir essa fricção do colaborador se encontrar ali naquela estrutura grande, complexa, robusta, et cetera, então a Round atua bem nesse proposto, atua bem nesse problema ali, e a funcionalidade de rede é uma das principais aí, para que a gente se encontre dentro dessa estrutura complexa, e é bem importante, assim, a gente tentar entender de onde surgiu esse problema, como resolver essa fricção do colaborador se encontrar dentro daquela estrutura complexa, aquela estrutura enorme de uma empresa muito grande, então a Round tem um desses propostos, um desses pilares principais aí. Marcelo: Isso é interessante, porque, assim, eu, particularmente, sou muito otimista com essa funcionalidade aí, o que ela pode virar com a evolução contínua, porque, assim, a dti, de fato, possui uma estrutura em rede, e isso não é muito convencional, uma estrutura de rede de verdade, digamos assim, e é engraçado porque em uma estrutura de rede, por que eu sou otimista com essa ferramenta? Porque para mim tem dois problemas aí importantes, dois que eu me lembro agora. Um é esse que vocês falam, como é que eu facilito a conectividade aqui dentro, como é que eu amplio a conectividade até interna? É claro que você tem o Teams, et cetera, as pessoas nos conectando, tem a guildas que vão fomentando conexão, mas como a estrutura não é tão formalmente definida, já que ela é uma rede que vai se construindo, então não é simples como olhar alguns departamentos, se você não sabe exatamente o que está acontecendo na empresa, porque talvez para aqui de fora não seja fácil entender isso, você poder explorar sua rede, você poder descobrir, como se fosse, assim, eu imagino no futuro a gente tendo mapas de calor, sabe, para saber onde as coisas estão acontecendo, então é uma coisa super interessante, primeiro, para cada um saber como se conectar, e aí é legal isso, porque quem acompanha nosso podcast, eu lembro de uma época, eu e o Vinição, a gente só falava do Socho Fisics, que é um livro que fala do i die flow, então é como se fomentasse muito essa exploração na rede, cada um poder explorar mais a rede. É claro que a exploração efetiva vai ser você conversando com outras pessoas, você achar os caminhos ali na rede e conseguir explorar. E a outra coisa para mim também, que eu insisto muito aqui na dti atualmente, é que se a gente tem uma estrutura em rede, nós temos que gerir essa rede, sabe? Assim, a gestão tem que ser da rede. Então, e meu sonho, já até pedi para vocês fazerem, eu fico brincando, meu sonho era botar um óculos, uma realidade virtual, sabe, ficar andando pela rede da dti, imagina, você está andando assim pela rede, voando, na verdade, pela rede, e vendo vários aspectos, sabe? Por exemplo, para a gente é importantíssimo a alta conectividade entre as pessoas, para saber onde tem mais confiança, onde tem menos relação de confiança, sabe? Você poder ter outras visões ali talvez mais técnicas, igual vocês falaram, saber onde estamos mais avançados com a cultura de produto, por exemplo, onde nós estamos mais avançados com a cultura operacional. Mas o interessante é que uma empresa igual a nossa tem que saber gerir a rede, ver a inclinações, sabe, o que está acontecendo na rede, para poder agir, que eu falo, assim, isso é muito diferente de uma estrutura tradicional, onde você fica fazendo planos centralizados. Aqui, na verdade, vão acontecendo coisas na ponta, e a gente interpreta que o centro tem que dar uma olhada, as pessoas que estão no centro, elas têm que tentar olhar as tendências, tentar amplificar aquelas coisas que são boas, tentar abafar, digamos assim, as coisas que são ruins, e assim que essa rede vai evoluindo organicamente. Então, só para quem está escutando, assim, a nossa pretensão é que isso vire, e aí, assim, no caminho nosso, em vez de ficar tentando saber exatamente o que é isso agora, vocês começam dando uma ferramenta simples da exploração da rede, e na medida em que a gente for sendo realimentado aí, a gente vai seguindo o caminho de ir sofisticando isso para poder cumprir esse objetivo. Eu queria fazer uma pergunta, primeiro, assim, vocês como primeiro, botando chapéu de usuários da Round, como é um dia típico de um usuário da Round? Leonardo: Eu vou responder então, essa pergunta. Hoje, um usuário da Round, ele entra para fazer as doações de moedas, eu acho que o principal motivador de entrada na plataforma é a doação de moeda através de Merit Money, então existe uma sazonalidade nesse processo, que acontece no final do mês, Renata com certeza pode falar melhor disso, mas a gente tem essa sazonalidade no final do mês, onde as pessoas refletem o que aconteceu no mês e materializam esse reconhecimento em doações. Existem dois tipos de usuário, esse que é sazonal, que entra no final do mês, e o que reconhece de imediato. Hoje eu entro na plataforma, e através de um botão na Home, chamado Doar Moedas, eu entro em uma página de doar moedas e consigo escolher um remetente, para quem eu quero doar essa moeda, o destinatário, e consigo também escrever o motivo e definir quantidade de moedas. Dentro do motivo, eu escrevo um texto para outro colaborador, então: “Caio, por me ajudar no Code Review”, e eu consigo associar essa doação a uma recomendação, a uma hashtag de recomendação, que está dividido em algumas habilidades técnicas que existem na empresa. Então no momento de fazer essa transação, eu consigo selecionar o motivo e associar a uma habilidade técnica. Além disso, eu também consigo navegar na rede, que é essa funcionalidade que a gente estava falando de materialização de estruturas empresariais. Todo o controle de rede está na mão do usuário atualmente, a gente não tem distinção, então acreditando nessa autonomia, nessa horizontalidade, a gente acredita que o usuário tem que estar responsável pelos acessos, então hoje um usuário se coloca em um grupo, ele coloca outra pessoa dentro de um grupo, então ele consegue fazer essa gestão de usuários dentro de um grupo e navegar entre eles, visualizando dashboard de adesão de moedas, adesão de One-on-one, quais são as categorias das moedas que estão  mais lá dentro daquele grupo. Então eu entro dentro de uma estrutura qual eu pertenço, um squad, um departamento, e consigo ter essa visualização também dos dados, então eu diria que a rotina do usuário da Round seria doar moedas, se visualizar no grupo e fazer o acompanhamento desse ferramental, então eu consigo visualizar, através desse ferramental ágil, se meu time está bem ou não, a nível de saúde, existe essa forma de fazer esse acompanhamento através da plataforma. Marcelo: Só um negócio, assim, rapidinho, que eu achei interessante, não sei se o pessoal que está ouvindo percebeu assim, como é que você consegue alimentar quais são as capacidades da empresa de uma forma mais orgânica, sabe? não é assim, não é que tem um RH centralizado que sabe o que cada um faz, entende? As próprias recompensas, de forma legítima, você vai recompensando uma pessoa por uma capacidade, vai ficando claro que aquela pessoa é uma referência naquilo, é mais legítimo do que qualquer coisa, não é? Porque é a verdade, tipo assim, as pessoas estão recompensando, sabe? Então, assim, é super interessante, você recompensa e ao mesmo tempo vai coletando informações e construindo informações sobre aquela rede. Renata: até uma coisa parecida, porque, assim, sobre o que o Léo falou sobre a sazonalidade, a gente viu o quanto que foi bem validado o MVP, lá no início, da hipótese de que o usuário quer reconhecer, ele quer ser reconhecido, e isso depois de anos, depois de novas funcionalidades, a plataforma deixou de ser uma planilha, ela ganhou uma cara, ganhou uma tela, virou um produto digital realmente, e essa hipótese continua válida da mesma forma que era antes, então continua sendo ali o que motiva o colaborador a entrar ali dentro, é o poder reconhecer e o ver como que ele foi reconhecido, então acho importante citar que quando a gente está falando testes, quanto mais fazer um teste muito bem feito, de forma simples, é muito difícil. A gente passou por uma fase dentro da Round que a gente estava fazendo muitas experimentações tentando descobrir mais informações ali sobre o usuário, tentando testar com o menor esforço possível, e os testes mais simples eram mais difíceis de conseguir fazer, porque para poder validar ali com o mínimo de esforço mesmo, é uma ação muito difícil, então essa sacada da planilha, do açaí, de tudo, a gente consegue ver valor nesse MVP até hoje, assim. Mas outra coisa que tem acontecido muito dentro da Round, que a gente tem percebido, é sobre a necessidade de ver o recorte de contexto, de entender o que está acontecendo dentro do seu contexto. Vou explicar um pouquinho melhor, é sobre olhar para os dados ali dentro daquilo que está acontecendo, então a gente tem visto que não só as lideranças, a gestão, que olha às vezes mais para um contexto um pouco mais, mas o próprio crafter, o próprio usuário da plataforma tem se interessado em entender o que está rolando ali dentro, então aqui dentro da dti eu quero saber o que está acontecendo no meu squad, então eu olho ali tanto para as One-on-one’s, para adesão de One-on-one, a gente tem aí pessoas que são motivadas em sempre fazer One-on-one no dia certinho, não atrasar, para manter a adesão em 100%, existe ali esse interesse de realmente ser um exemplo dentro da tribo, dentro do squad, dentro desses contextos, em doar todas as moedas, em ser reconhecido ali, de poder reconhecer as pessoas e ser reconhecido por isso também, tem um interesse de conhecer as habilidades também, dentro do seu contexto, então essas recomendações que são feitas junto com as doações, dentro dessa funcionalidade de rede a gente tem conseguido ver o valor que isso gera para o próprio crafter, de eu quero saber ali, dentro da minha tribo, quem saber disso, porque eu estou precisando de uma ajuda, estou querendo tirar um dúvida e vou lá saber, então trazer esses dados para mais perto do usuário, não só para gestão, mas a gente tem conseguido ver valor nisso também, sabe? Marcelo: Isso que você falou é muito legal, porque, assim, o tipo de cultura que a gente quer fomentar, de colaboração, de autonomia, das pessoas, não é, assim, eu preciso de ajuda, aí eu peço para um gerente, o gerente vai lá e conversa com alguém, porque imagina uma empresa tradicional, aí eu: “Esse alguém é de outro time, então não posso conversar com esse alguém, o meu gerente tem que conversar com o outro gerente”, tipo assim, aí passou um mês até conseguir sua ajuda, não é? Então aqui, assim, a gente fomenta muito essas comunicações diretas, e o que você está falando aí é que as pessoas de fato demonstram interesse nisso, isso aí me deixa muito feliz, sabe, quando você fala que as pessoas, porque isso mostra aquilo que eu falei no começo, a ferramenta a serviço da cultura, entende? Então a cultura é essa, as pessoas querem procurar as outras e querem saber o que está rolando, porque elas têm essa liberdade. Eu te garanto que em uma estrutura mais rígida, que a pessoa está presa dentro da caixinha dela, ela ia achar isso completamente relevante, sabe? Que ela fala assim: “Eu tenho uma meta local, não estou nem me ligando o que está acontecendo em outro lugar, porque o que me interessa é o que acontece aqui aonde eu estou, então a ferramenta é um reflexo da cultura e ajuda a reforçar a própria cultura, ela vira um espelho da cultura. E aí, imagina, daqui um tempo tem 1 milhão de coisas justamente para o colaborador, alguém de fora, gestor tradicional, crítica ao gestor tradicional, nós estamos falando das diferenças, o gestor tradicional talvez olhasse e falasse assim: “Mas para que essa pessoa precisa saber disso? Por que ela tem que saber disso? Quem tem que saber disso é o líder”, e na verdade, não, nessa cultura nossa, isso é um negócio que está até naquele livro Teams of Teams, que é super interessante, as empresas, na estrutura tradicional, você pré-define a informação que todo mundo tem que ter, sabe? Porque você imagina que só aquela informação que é necessária para aquele papel dentro daquela caixinha. Em uma estrutura mais orgânica igual a nossa, respeitando, é claro, a confidencialidade de dados de cliente, você não tem essa pré-definição justamente porque você não parte do princípio que você sabe o que cada um precisa, porque você dando essa liberdade, tem muito mais chance de ter colaboração e surgir inovação. Leonardo: E sobre esse ponto aí, complementando esse ponto sobre colaboração, é algo muito da cultura, assim, a Round consegue materializar isso de fato, através de, eu tenho um problema aqui, preciso de alguma ajuda, não estou conseguindo dentro do meu contexto, ou seja, dentro do meu time, e você consegue ter uma visualização geral ali de quem pode te ajudar, então quem é aquela pessoa recomendada ali, na tribo, quem são as N pessoas recomendadas na tribo, na aliança, como são as estruturas que a gente tem aqui, quem são essas pessoas recomendadas para me ajudar nesse problema, e você acaba expandindo sua rede, então se mantém aquela visão local só do seu time ali, estou preocupado só com demandas locais aqui do meu time mesmo, só com os problemas locais, tenho metas a bater localmente, mas você consegue expandir isso e ter contextos de outras estruturas, de outros times. Eu acho que esse é um dos principais pontos, assim, que a gente consegue ter uma visão geral mesmo do que está acontecendo, e expandir, de fato, a rede, não só visualizar a rede da empresa, a estrutura, mas expandir a sua própria rede como colaborador, fazer mais interação ali entre os colegas, et cetera. Marcelo: Fantástico, gente. Infelizmente já estamos chegando aqui no final, o tempo passa muito rápido, então a gente tem que conseguir dar um sabor aí para o ouvinte, não somente do que é a Round, a dti divulgando a Round, mas mais como a gente sempre bota aqui, a gente sempre tenta compartilhar como que a gente constrói a nossa organização, a nossa cultura, e hoje a Round virou um elemento essencial disso, a forma que a gente falou no começo, como algo que complementa, reforça e realimenta a cultura. E esse mecanismo aí que a gente pretende avançar muito, de exploração, como eu já falei, ele é completamente conectado ao que eu comentei anteriormente. Assim, um time que é capaz, uma pessoa e um time que é capaz de explorar o ambiente, ele traz ideias novas para o time, e se aquele time tiver um alto índice de engajamento, aquele time eleva o conhecimento de todo mundo muito fortemente, então faz uma diferença brutal mesmo, sabe, uma pessoa estar isolada, ou a pessoa estar conectada em várias outras fontes de ideias. E você imagina, assim, já é difícil em uma organização grande você estar conectado a um tanto de gente, essa dificuldade aumenta mais ainda com o mundo remoto, todo mundo remoto, então essa ferramenta fica mais importante ainda no contexto desse, porque quando você estava ainda no escritório você ainda andava por ali, por ali, conhece alguém, claro, é limitado, mas ainda você tinha essa possibilidade. Hoje você está em casa, e aí como é que você explora essa rede? E por isso que eu falo que meu sonho é quase ter um avatar ali, a gente ficasse andando pela rede, dando umas viajadas ali pela rede, mas isso é lá para frente, senão a gente cai no erro que a gente brincou no começo, de não fazer MVP, você não sabe nem se o pessoal está explorando a rede, mas já tem um avatar, mas que um dia poderia ser assim ia ser muito legal, você ficar navegando aí pela rede, encontrar com alguém ali, e com uma realidade aumentada, você já olha para alguém, já sabe o que ele sabe, as recomendações. Imagina, isso é uma viagem que está na minha cabeça aqui. Mas é isso aí, pessoal, muito obrigado aí, Caio, Leonardo e Renata, acho que foi uma conversa bem bacana. Caio: Obrigado, Szuster, eu agradeço também, e gostei bastante de conversar com eles. Leonardo: Valeu demais, Szuster. Agradecer a participação. Renata: Valeu, gente. Prazer estar aqui.

Descrição