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os agilistas

#209 – Temos um recado para você

#209 – Temos um recado para você

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Marcelo Szuster: Bom dia, boa tarde, boa noite. Vamos começar mais um episódio de Os Agilistas. Hoje aqui mais uma vez com o Vinição. E aí, Vinição.

Vinicius: E aí, pessoal. Tudo bom? Vamos lá.

Marcelo Szuster: Então, hoje nós estamos gravando o nosso episódio aqui de fim de ano, e a gente gosta de tentar trazer alguma reflexão no final do ano, antes só passar algumas retrospectivas aqui, algumas estatísticas interessantes que as ferramentas aí de podcast geram e que a gente achou legal compartilhar com vocês, que são os nossos ouvintes que fazem o podcast existir, que gostam do nosso trabalho. Em 2022 nós criamos 112 episódios totalizando mais de 2 mil minutos de podcast e fomos ouvidos em mais de quatro continentes, rompendo barreiras e sendo escutados em 28 países. Eu não consigo nem listar 28 países, Vinição. Tem gente no mundo inteiro ouvindo aí Os Agilistas. Brincadeiras à parte, a gente fica muito feliz com isso, a gente faz esse podcast aqui com muito carinho e como a gente fala sempre o objetivo principal aqui é realmente compartilhar experiências aqui reais nossas, dos nossos clientes sobre essa cultura que a gente acha tão importante aí para as empresas prosperarem nessa era digital, e também uma cultura que a gente acha muito boa para lidar com as pessoas, para que as pessoas possam atingir o seu máximo dentro das organizações para que elas possam ser felizes e serem profissionais plenos, então essa é a missão de Os Agilistas. A gente fica muito feliz aí de completar mais um ano. Feliz também, Vinição?

Vinicius: Sim. Claro.

Marcelo Szuster: Então, e aí assim um assunto que a gente acha até engraçado, a gente tem assuntos recorrentes aqui, Vinição, e parece que esse… o estoicismo, eu como sou um cara cético, as vezes eu penso: “Será que o estoicismo virou modinha? Assim, será que a gente caiu na modinha também do estoicismo?”, porque como eu acho que tudo dá para ter um olhar cético.

Vinicius: Tem chance, não é?

Marcelo Szuster: Tem uma chance, porque todo mundo está falando isso, a gente é só mais um, que somos todos manipulados mesmo, não tem jeito. Mas, assim, é engraçado, porque parece mais uma vez que nesse final de ano tem muito sentido falar de estoicismo quando a gente pensa o momento assim de crise ou de incerteza em que a gente vive, que tem tudo a ver com os fundamentos do estoicismo. É muito curioso isso, porque…

Vinicius: Característica do mundo, não é? Durante um tempo a gente sempre tende a acreditar que aquela situação ali veio para ficar.

Marcelo Szuster: Não, isso é muito curioso porque o mundo vinha… acho que a gente comentou isso em outro episódio. Assim, o mundo vinha numa prosperidade muito grande… E, assim, outro dia eu estava lendo um artigo sobre aquele Harari, ele fez um artigo interessante porque ele fala assim… Eu não estou falando nem só de prosperidade de negócios, prosperidade do mundo em si, por exemplo…

Vinicius: De valores, começar a ter valores mais…

Marcelo Szuster: Esqueci o termo que ele usou exatamente, mas ele falava um negócio interessante que é assim: a gente estava numa era em que a guerra parecia nem ser mais uma possibilidade, sabe a guerra entre… guerra de dominação, invasão de países, isso parecia não ser mais uma possibilidade. Então, assim, é como se a humanidade tivesse avançado de fase, tipo assim, tivesse deixado para trás uma…

Vinicius: No próprio Sapiens, que é o livro mais famoso dele, ele fala muito sobre isso, assim, que é como se ainda existem guerras e tal, mas seria quase que por opção ali política, porque em termos de recursos e tal não era um negócio que era mais necessário, porque, segundo ele, a grande motivação de guerra é a escassez.

Marcelo Szuster: Exatamente. Esse artigo saiu a pouquinho tempo. Ele fala sobre a Guerra da Ucrânia, sobre o momento do mundo, sobre os movimentos nacionalistas que vão acontecendo em países, ele tenta contrapor o nacionalismo mostrando que o fato de haver nacionalismo não quer dizer que tem que haver guerra de novo, mas que o mundo pode estar caminhando para isso. Mas para não entrar nessas discussões polêmicas, eu fujo das polêmicas hoje em dia, eu estou citando isso mais pelo seguinte, de uma certa forma é aquela história, o que eu queria trazer do estoicismo aqui hoje, que tem muito a ver com o budismo também, cara, esse princípio da impermanência. A gente se apega as coisas do jeito que são, acha que a realidade está sob controle, mas nunca está, cara. Isso é impressionante, sabe? Parece que a gente tem que ser lembrado disso o tempo todo. Parece que você viveria num mundo que não teria mais guerra, que não teria mais inflação, que não teria mais discussão sobre livre comércio, que não teria um tanto de coisa, e de repente você está num mundo onde você vê várias discussões que aparentemente já seriam superadas. E aí no mundo de negócios você vê um tanto de empresa, você vê as big techs poderosíssimas fazendo layoffs. Layouts também, pra não perder. Fazendo layoffs.

Vinicius: Não admite.

Marcelo Szuster: É, não admite o erro. Fazendo layoffs. Então, assim, tem muito a ver…

Vinicius: Não, e você como é que é difícil, tipo assim, fazer uma previsão do que vai acontecer do… assim, voltar um pouquinho na discussão que você falou. Mas, por exemplo, a própria Guerra da Rússia, quando foi iniciada a invasão, todo mundo achou que, tipo assim, que ia acabar em um minuto lá e era domínio total russo. Agora…

Marcelo Szuster: É, parecia assim: isso não está acontecendo, mas se está, vai acabar rápido. Assim, não é?

Vinicius: É. Agora, por exemplo, eu estava vendo hoje na The Economist eles falando que corre um risco enorme, por exemplo, de a sociedade russa entrar num movimento extremamente caótico de guerra civil e tal, porque eles estão com uma série de problemas que foram oriundos da guerra e o Putin não está largando o osso, vamos falar assim.

Marcelo Szuster: Entendi. Pode ter insurgência dentro da Rússia por causa da…

Vinicius: É, eles estão sem recurso de uma séria de coisa, então sem, de certa forma, liderança. Então quem diria isso, não é?

Marcelo Szuster: Então, e aí, sabe, você vai ficar surpreso com a pergunta que eu vou te fazer, acredito eu, que aí tem a ver com a conversa que a gente estava tendo outro dia, o pessoal vai achar que a gente é louco, que eu vou falar uma conversa que a gente estava tendo outro dia, o tipo de coisa que a gente conversa. Lembra que você estava falando um dia da sútil diferença entre tolerar e…

Vinicius: E aceitar.

Marcelo Szuster: …E aceitar. É engraçado porque a gente, nesse momento, a gente tem que aceitar mais essa incerteza, porque as coisas são mais incertas. Isso é uma lição bem histórica que tem muito a ver com a dicotomia do controle, não é? Mas fala sobre isso aí, Vinição, porque eu acho interessante isso, sabe assim. Aceitar é diferente de tolerar.

Vinicius: Eu, historicamente, sempre fui uma pessoa bastante ansiosa, então eu sempre busquei referências para lidar com isso. E até um tipo de terapia mais novo, que eles falam que é uma onda nova da terapia cognitivo comportamental, eles chamam de ACT, que fala um pouco sobre isso, de você… citaram várias coisas, não sou especialista não, os ouvintes que estiverem vendo aí, só li um pouquinho inclusive.

Marcelo Szuster: Como é que chama a escola que você ia dizer?

Vinicius: Chama ACT. Eles não gostam que pronunciam ACT, as letras não, porque o ACT já…

Marcelo Szuster: Já mostra que…

Vinicius: Já mostra a ação, que é o ACT no sentido…

Marcelo Szuster: Mas o acrônimo é ACT mesmo, de ACT.

Vinicius: É Acceptance & Commitment Therapy.

Marcelo Szuster: Entendi.

Vinicius: Então o ACT soa bem sobre. Então eu acho que todas essas teorias, todas essas práticas mais modernas de terapia, as mais modernas elas têm uma raiz muito forte em coisas que tem a ver com o estoicismo, por isso que eu acho que não é modinha não, que essas coisas cada vez mais elas têm embasamento científico, ela consegue fazer …, essas coisas assim, não é? Mas, basicamente, é um tipo de terapia que tem como base a impermanência, a aceitação do mundo como ele é, impermanente, volátil, caótico. Então, assim, a atitude perante a isso é mais de aceitação da condição que você está, mas sempre com algumas ações em direção aos valores que você quer seguir. Então parece muito com o estoicismo na verdade.

Marcelo Szuster: Sim, é a personificação do estoicismo mesmo.

Vinicius: Então, assim, tipo assim, você aceita várias condições externas que não dependem de você na verdade, mas sempre não perde a essência de estar caminhando, estar fazendo ações práticas, inclusive de técnicas também, para lidar com isso, par lidar com as emoções que emergem em virtude dessas perturbações externas que a gente acaba tendo, e as vezes internas também. Então você tem técnicas para você não ter reações impulsivas e que acabam amplificando principalmente os sentimentos que são ruins. Você vê que é muito… é quase o estoicismo sendo declarado, não é? Só que tem técnicas, eu acho que o estoicismo até nem tantas técnicas, talvez o budismo tenha muito mais, talvez eles tenham inspirado muito mais algumas…

Marcelo Szuster: Não, mas sabe que tinha até conceitos práticos também no estoicismo.

Vinicius: É, as vezes eu acho que tem menos porque…

Marcelo Szuster: Não, deve ter evoluído assim para ferramentais mesmo. Eu falei àquela hora brincando assim, é claro como tudo, igual o ágil, ele ficou entalado em algum momento e perdeu a essência, isso pode acontecer com qualquer coisa na nossa sociedade de consumo. Então, assim, o estoicismo como material de consumo tem que tomar cuidado, porque é muito fácil, os caras nunca pretenderam ser aquela autoajuda simples de… porque, assim, por que é que a gente fala assim mal de autoajuda? Porque fica parecendo que é muito simples, seriam uns conselhos ali, 10 dicas para poder enfrentar a incerteza, de Seneca, e aí você vai lá…

Vinicius: É porque o segredo está na execução, igual a gente …

Marcelo Szuster: É, os… E assim…

Vinicius: O mais difícil é a execução mesmo.

Marcelo Szuster: Igual, por exemplo, um exemplo que eu dou eventualmente. É estudado até que esses sentimentos de gratidão, você sentir essa gratidão é muito bom, só que você tem que sentir a gratidão, não é você ficar falando que é grato. E, assim, as pessoas começaram, pode ser até que você começa a falar e começa a criar o sentimento, digamos que fosse esse o caminho, mas você vê hoje, existe um hábito de todo mundo falar assim: “Eu sou grato por isso”, “Eu sou grato por aquilo”, parece um consumo simples de uma coisa que se pretende ser muito mais profunda, que é você, de fato, se sentir grato. Sei lá, você está ali com o seu filho e está se sentindo grato de existir, de ter aquele momento ali, de estar podendo desfrutar aquilo, porque aquilo é tipo o máximo que você consegue tirar daquele momento da sua vida mesmo. Mas mais do que falar aquilo, você tem que sentir aquilo, é igual… por isso que eu achei muito interessante quando você trouxe essa história do tolerar vezes o aceitar, porque na meditação… porque eu uso uma ferramenta de meditação, o Waking Up, do Sam Harris, eu já vi, ele cita muito os textos budistas também, etc., eu já vi muito usar o termo “surrender”, tipo assim, é como você se rendesse a realidade, você parasse de lutar contra a realidade, sabe assim? A gente cria um mundo na nossa cabeça e não quer aceitar a realidade. Então o tolerar nesse sentido é muito diferente do aceitar, porque o tolerar você não está querendo controlar o mundo, só querendo que aquilo seja passageiro; e o aceitar você está simplesmente aceitando as coisas como elas são.

Vinicius: É, a definição sua ficou boa.

Marcelo Szuster: Assim, toda a insistência, pelo menos o Sam Harris nesse app de medição é tipo isso, cara, é para você aceitar as coisas como elas são e aceitar as coisas como elas são, a gente luta contra isso. E por que é que a gente trouxe aqui, assim, pensando em reflexão de fim de ano, porque eu acho que esse é o momento onde isso é… poxa, muitos layoffs, muitas empresas com o caminho incerto, muitas pessoas que têm carreiras aí que estão pensando “O que é que vai ser de mim agora?”, o mundo também cheio de fusões, cara, cheio de coisas. Então todo mundo… Assim, o ambiente político super incerto, ninguém sabe o que vai acontecer.

Vinicius: Econômico também da…

Marcelo Szuster: É o ambiente econômico, assim, o que é que…

Vinicius: As decisões dos governos.

Marcelo Szuster: …Vai acontecer com a minha aplicação? O que é que vai acontecer o dinheiro que eu lutei para guardar aqui? Será que a inflação vai correr o meu dinheiro, cara? Eu falo assim, é tanta coisa para nos causar sofrimento e ansiedade. Pensando em fim de ano e sendo leal ao que a gente faz aqui, que a gente acredita mesmo no estoicismo, eu acho que a mensagem pode ser muito essa mesmo, cara, você tem que aceitar muito a realidade aí. Aquela velha história que a gente já discutiu até eu acho que em um Enzimas ou num episódio, aceitar não quer dizer que você é passivo, você aceita a realidade, mas não quer dizer que você sabe o seu rendimento. Por exemplo, vão supor que você sabe que você está num rendimento ruim e você não muda para o rendimento bom, aceita aquilo e pronto.

Vinicius: Não, mas tem muito mais a ver com as coisas que você não tem controle.

Marcelo Szuster: Exatamente. Porque essa situação é uma situação que você tem um controle total, pra você falar, eu consigo pegar o meu dinheiro e mover daqui para lá. Mas tem um tanto de coisa que você absolutamente não tem controle, igual esse cenário do Brasil, quer queira de que lado que a pessoa esteja, você tem que aceitar esse cenário agora, sabe? Você tem que aceitar ele e seguir em frente. Então eu acho que é isso, acho que como mensagem de fim de ano. Mais alguma coisa que você quer acrescentar, Vinição?

Vinicius: Não, acho que está bom.

Marcelo Szuster: Pratiquem. Realmente, gente, isso é mais profundo que parece, é uma coisa que eu esqueci de falar. Assim, eu estava falando: “Isso como um mero consumo”, eu acho que a gente vulgariza muito as coisas e aí o ser humano tende a fazer a parte mais fácil, que é… Tem um filosofo, acho que é o… aquele cara que eu gosto, o William, como é que é?

Vinicius: O Ivay.

Marcelo Szuster: É, o Ivay, o William Ivay, que eu acho interessante demais, eu acho que é ele mesmo, até acho que é no … que ele fala isso, ele fala assim: “Que o cara que é histórico e não prática é igual um cara que entende de vinho, mas não toma vinho”, tipo assim, você fica falando sobre o assunto, mas não praticar, é como se não fizesse sentido. Então, assim, é muito fácil vulgarizar o negócio. E temos que lembrar que o estoicismo ele é fruto de uma época em que os filósofos pensavam sem parar sobre como viver, e tudo deriva lá da escola de Sócrates, dos gregos. Então só estou querendo dizer o seguinte: a gente já tinha esses problemas antigamente. O Marco Aurélio, um imperador estoico, um imperador filosofo, o últimos dos imperadores bons lá romanos, que fez um livro que virou um livro super referência de estoicismo, que era um livro para ele mesmo, que são as meditações, ele enfrentava o ambiente, ele enfrentou praga, ele enfrentou guerra toda hora no império, então…

Vinicius: Antigamente era…

Marcelo Szuster: Muito pior do que hoje.

Vinicius: Você citou o… como é que fala? Você citou o Harari, no livro lá ele fala que os reis tinham as vezes 20 filhos para um sobreviver.

Marcelo Szuster: É, eu falo assim, isso foi concebido numa época que era muito mais necessário até, ou seja, se a gente já acha que hoje vive numa incerteza, imagina a humanidade há 2 mil anos atrás, que assim, você nem entendia os fenômenos naturais direitos, cara, as coisas aconteciam.

Vinicius: O que eu acho o pior agora, é difícil fazer uma comparação assim porque parece que isso é bem pior, mas o que é pior agora é que a gente… a exploração da nossa natureza impulsiva e emotiva é muito grande dada a quantidade de eventos que a gente era submetido o tempo todo. Então a gente acaba sendo… esse lado nosso da impulsividade é muito explorado o tempo todo pelo tipo de vida que a gente leva, então acaba que é muito fácil ficar extremamente angustiado.

Marcelo Szuster: Pelo menos antigamente você estava na sua vida, desconectado do mundo, não sabia de notícias de fora, tem razão. Ou seja, essa excessiva conectividade, esse tanto de coisa que a gente lê o tempo todo, que a gente é bombardeado, tudo aumenta a nossa percepção de incerteza e aí aumenta essa reação nossa de ansiedade, de medo. Mas é isso. E eu queria dar um recado final. Então desejar muito estoicismo para todos nesse momento de incerteza e aceitar essa incerteza mesmo, aceitar que os momentos vão ser mais difíceis e não simplesmente tolerar. O mundo passou por momentos de crescimento durante muitos anos e aparentemente agora vão ser um momento de muito mais austeridade mesmo, juros mais altos, vai ter menos dinheiro, menos investimento, todo mundo… a barra vai aumentar, os profissionais vão ter que ser mais dedicados agora e vão ter que fazer mais. Parece que temos que aceitar isso, as pessoas têm que aceitar isso entender a realidade. E aí durante o mês de janeiro, um comunicado aqui importante, eu e Vinição vamos tirar um tempinho aqui de descanso, ficar filosofando não é, Vinição? Não, nós vamos tirar férias mesmo, só que o podcast obviamente segue, então nós vamos aproveitar para trazer mais dois hosts aqui, são pessoas que já participaram de alguns episódios anteriores, que vão trazer temas interessantes aqui também, vão aportar um conhecimento multidisciplinar. É legal ter outras caras, outras perspectivas aqui.

Vinicius: Sim, com certeza.

Marcelo Szuster: É uma ideia que surgiu aqui que a gente pode fazer sempre, não tem que ficar sempre concentrado só em mim e só no Vinição. Então nesse mês nós vamos ter episódios aí conduzidos pela Diulia, que a head nossa de design, Diulia Almada, e pelo Pedro Rangel, que é um AM nosso, um account management, que também tem uma bagagem técnica, faz orçamento com clientes internacionais. Então eles vão trazer assuntos aí bem interessantes. Então não deixe de interagir conosco, não deixe de enviar perguntas e sugestões para que a gente possa fazer o podcast casa vez melhor. Então desejamos aí um feliz 2023 e uma aceitação aí do que acontecer. Grande abraço a todos.

Vinicius: Valeu, pessoa. Abraço. Boas festas e feliz 2023 aí.

Marcelo Szuster: Bom dia, boa tarde, boa noite. Vamos começar mais um episódio de Os Agilistas. Hoje aqui mais uma vez com o Vinição. E aí, Vinição. Vinicius: E aí, pessoal. Tudo bom? Vamos lá. Marcelo Szuster: Então, hoje nós estamos gravando o nosso episódio aqui de fim de ano, e a gente gosta de tentar trazer alguma reflexão no final do ano, antes só passar algumas retrospectivas aqui, algumas estatísticas interessantes que as ferramentas aí de podcast geram e que a gente achou legal compartilhar com vocês, que são os nossos ouvintes que fazem o podcast existir, que gostam do nosso trabalho. Em 2022 nós criamos 112 episódios totalizando mais de 2 mil minutos de podcast e fomos ouvidos em mais de quatro continentes, rompendo barreiras e sendo escutados em 28 países. Eu não consigo nem listar 28 países, Vinição. Tem gente no mundo inteiro ouvindo aí Os Agilistas. Brincadeiras à parte, a gente fica muito feliz com isso, a gente faz esse podcast aqui com muito carinho e como a gente fala sempre o objetivo principal aqui é realmente compartilhar experiências aqui reais nossas, dos nossos clientes sobre essa cultura que a gente acha tão importante aí para as empresas prosperarem nessa era digital, e também uma cultura que a gente acha muito boa para lidar com as pessoas, para que as pessoas possam atingir o seu máximo dentro das organizações para que elas possam ser felizes e serem profissionais plenos, então essa é a missão de Os Agilistas. A gente fica muito feliz aí de completar mais um ano. Feliz também, Vinição? Vinicius: Sim. Claro. Marcelo Szuster: Então, e aí assim um assunto que a gente acha até engraçado, a gente tem assuntos recorrentes aqui, Vinição, e parece que esse… o estoicismo, eu como sou um cara cético, as vezes eu penso: “Será que o estoicismo virou modinha? Assim, será que a gente caiu na modinha também do estoicismo?”, porque como eu acho que tudo dá para ter um olhar cético. Vinicius: Tem chance, não é? Marcelo Szuster: Tem uma chance, porque todo mundo está falando isso, a gente é só mais um, que somos todos manipulados mesmo, não tem jeito. Mas, assim, é engraçado, porque parece mais uma vez que nesse final de ano tem muito sentido falar de estoicismo quando a gente pensa o momento assim de crise ou de incerteza em que a gente vive, que tem tudo a ver com os fundamentos do estoicismo. É muito curioso isso, porque… Vinicius: Característica do mundo, não é? Durante um tempo a gente sempre tende a acreditar que aquela situação ali veio para ficar. Marcelo Szuster: Não, isso é muito curioso porque o mundo vinha… acho que a gente comentou isso em outro episódio. Assim, o mundo vinha numa prosperidade muito grande… E, assim, outro dia eu estava lendo um artigo sobre aquele Harari, ele fez um artigo interessante porque ele fala assim… Eu não estou falando nem só de prosperidade de negócios, prosperidade do mundo em si, por exemplo… Vinicius: De valores, começar a ter valores mais… Marcelo Szuster: Esqueci o termo que ele usou exatamente, mas ele falava um negócio interessante que é assim: a gente estava numa era em que a guerra parecia nem ser mais uma possibilidade, sabe a guerra entre… guerra de dominação, invasão de países, isso parecia não ser mais uma possibilidade. Então, assim, é como se a humanidade tivesse avançado de fase, tipo assim, tivesse deixado para trás uma… Vinicius: No próprio Sapiens, que é o livro mais famoso dele, ele fala muito sobre isso, assim, que é como se ainda existem guerras e tal, mas seria quase que por opção ali política, porque em termos de recursos e tal não era um negócio que era mais necessário, porque, segundo ele, a grande motivação de guerra é a escassez. Marcelo Szuster: Exatamente. Esse artigo saiu a pouquinho tempo. Ele fala sobre a Guerra da Ucrânia, sobre o momento do mundo, sobre os movimentos nacionalistas que vão acontecendo em países, ele tenta contrapor o nacionalismo mostrando que o fato de haver nacionalismo não quer dizer que tem que haver guerra de novo, mas que o mundo pode estar caminhando para isso. Mas para não entrar nessas discussões polêmicas, eu fujo das polêmicas hoje em dia, eu estou citando isso mais pelo seguinte, de uma certa forma é aquela história, o que eu queria trazer do estoicismo aqui hoje, que tem muito a ver com o budismo também, cara, esse princípio da impermanência. A gente se apega as coisas do jeito que são, acha que a realidade está sob controle, mas nunca está, cara. Isso é impressionante, sabe? Parece que a gente tem que ser lembrado disso o tempo todo. Parece que você viveria num mundo que não teria mais guerra, que não teria mais inflação, que não teria mais discussão sobre livre comércio, que não teria um tanto de coisa, e de repente você está num mundo onde você vê várias discussões que aparentemente já seriam superadas. E aí no mundo de negócios você vê um tanto de empresa, você vê as big techs poderosíssimas fazendo layoffs. Layouts também, pra não perder. Fazendo layoffs. Vinicius: Não admite. Marcelo Szuster: É, não admite o erro. Fazendo layoffs. Então, assim, tem muito a ver… Vinicius: Não, e você como é que é difícil, tipo assim, fazer uma previsão do que vai acontecer do… assim, voltar um pouquinho na discussão que você falou. Mas, por exemplo, a própria Guerra da Rússia, quando foi iniciada a invasão, todo mundo achou que, tipo assim, que ia acabar em um minuto lá e era domínio total russo. Agora… Marcelo Szuster: É, parecia assim: isso não está acontecendo, mas se está, vai acabar rápido. Assim, não é? Vinicius: É. Agora, por exemplo, eu estava vendo hoje na The Economist eles falando que corre um risco enorme, por exemplo, de a sociedade russa entrar num movimento extremamente caótico de guerra civil e tal, porque eles estão com uma série de problemas que foram oriundos da guerra e o Putin não está largando o osso, vamos falar assim. Marcelo Szuster: Entendi. Pode ter insurgência dentro da Rússia por causa da… Vinicius: É, eles estão sem recurso de uma séria de coisa, então sem, de certa forma, liderança. Então quem diria isso, não é? Marcelo Szuster: Então, e aí, sabe, você vai ficar surpreso com a pergunta que eu vou te fazer, acredito eu, que aí tem a ver com a conversa que a gente estava tendo outro dia, o pessoal vai achar que a gente é louco, que eu vou falar uma conversa que a gente estava tendo outro dia, o tipo de coisa que a gente conversa. Lembra que você estava falando um dia da sútil diferença entre tolerar e… Vinicius: E aceitar. Marcelo Szuster: …E aceitar. É engraçado porque a gente, nesse momento, a gente tem que aceitar mais essa incerteza, porque as coisas são mais incertas. Isso é uma lição bem histórica que tem muito a ver com a dicotomia do controle, não é? Mas fala sobre isso aí, Vinição, porque eu acho interessante isso, sabe assim. Aceitar é diferente de tolerar. Vinicius: Eu, historicamente, sempre fui uma pessoa bastante ansiosa, então eu sempre busquei referências para lidar com isso. E até um tipo de terapia mais novo, que eles falam que é uma onda nova da terapia cognitivo comportamental, eles chamam de ACT, que fala um pouco sobre isso, de você… citaram várias coisas, não sou especialista não, os ouvintes que estiverem vendo aí, só li um pouquinho inclusive. Marcelo Szuster: Como é que chama a escola que você ia dizer? Vinicius: Chama ACT. Eles não gostam que pronunciam ACT, as letras não, porque o ACT já… Marcelo Szuster: Já mostra que… Vinicius: Já mostra a ação, que é o ACT no sentido… Marcelo Szuster: Mas o acrônimo é ACT mesmo, de ACT. Vinicius: É Acceptance & Commitment Therapy. Marcelo Szuster: Entendi. Vinicius: Então o ACT soa bem sobre. Então eu acho que todas essas teorias, todas essas práticas mais modernas de terapia, as mais modernas elas têm uma raiz muito forte em coisas que tem a ver com o estoicismo, por isso que eu acho que não é modinha não, que essas coisas cada vez mais elas têm embasamento científico, ela consegue fazer …, essas coisas assim, não é? Mas, basicamente, é um tipo de terapia que tem como base a impermanência, a aceitação do mundo como ele é, impermanente, volátil, caótico. Então, assim, a atitude perante a isso é mais de aceitação da condição que você está, mas sempre com algumas ações em direção aos valores que você quer seguir. Então parece muito com o estoicismo na verdade. Marcelo Szuster: Sim, é a personificação do estoicismo mesmo. Vinicius: Então, assim, tipo assim, você aceita várias condições externas que não dependem de você na verdade, mas sempre não perde a essência de estar caminhando, estar fazendo ações práticas, inclusive de técnicas também, para lidar com isso, par lidar com as emoções que emergem em virtude dessas perturbações externas que a gente acaba tendo, e as vezes internas também. Então você tem técnicas para você não ter reações impulsivas e que acabam amplificando principalmente os sentimentos que são ruins. Você vê que é muito… é quase o estoicismo sendo declarado, não é? Só que tem técnicas, eu acho que o estoicismo até nem tantas técnicas, talvez o budismo tenha muito mais, talvez eles tenham inspirado muito mais algumas… Marcelo Szuster: Não, mas sabe que tinha até conceitos práticos também no estoicismo. Vinicius: É, as vezes eu acho que tem menos porque… Marcelo Szuster: Não, deve ter evoluído assim para ferramentais mesmo. Eu falei àquela hora brincando assim, é claro como tudo, igual o ágil, ele ficou entalado em algum momento e perdeu a essência, isso pode acontecer com qualquer coisa na nossa sociedade de consumo. Então, assim, o estoicismo como material de consumo tem que tomar cuidado, porque é muito fácil, os caras nunca pretenderam ser aquela autoajuda simples de… porque, assim, por que é que a gente fala assim mal de autoajuda? Porque fica parecendo que é muito simples, seriam uns conselhos ali, 10 dicas para poder enfrentar a incerteza, de Seneca, e aí você vai lá… Vinicius: É porque o segredo está na execução, igual a gente … Marcelo Szuster: É, os… E assim… Vinicius: O mais difícil é a execução mesmo. Marcelo Szuster: Igual, por exemplo, um exemplo que eu dou eventualmente. É estudado até que esses sentimentos de gratidão, você sentir essa gratidão é muito bom, só que você tem que sentir a gratidão, não é você ficar falando que é grato. E, assim, as pessoas começaram, pode ser até que você começa a falar e começa a criar o sentimento, digamos que fosse esse o caminho, mas você vê hoje, existe um hábito de todo mundo falar assim: “Eu sou grato por isso”, “Eu sou grato por aquilo”, parece um consumo simples de uma coisa que se pretende ser muito mais profunda, que é você, de fato, se sentir grato. Sei lá, você está ali com o seu filho e está se sentindo grato de existir, de ter aquele momento ali, de estar podendo desfrutar aquilo, porque aquilo é tipo o máximo que você consegue tirar daquele momento da sua vida mesmo. Mas mais do que falar aquilo, você tem que sentir aquilo, é igual… por isso que eu achei muito interessante quando você trouxe essa história do tolerar vezes o aceitar, porque na meditação… porque eu uso uma ferramenta de meditação, o Waking Up, do Sam Harris, eu já vi, ele cita muito os textos budistas também, etc., eu já vi muito usar o termo “surrender”, tipo assim, é como você se rendesse a realidade, você parasse de lutar contra a realidade, sabe assim? A gente cria um mundo na nossa cabeça e não quer aceitar a realidade. Então o tolerar nesse sentido é muito diferente do aceitar, porque o tolerar você não está querendo controlar o mundo, só querendo que aquilo seja passageiro; e o aceitar você está simplesmente aceitando as coisas como elas são. Vinicius: É, a definição sua ficou boa. Marcelo Szuster: Assim, toda a insistência, pelo menos o Sam Harris nesse app de medição é tipo isso, cara, é para você aceitar as coisas como elas são e aceitar as coisas como elas são, a gente luta contra isso. E por que é que a gente trouxe aqui, assim, pensando em reflexão de fim de ano, porque eu acho que esse é o momento onde isso é… poxa, muitos layoffs, muitas empresas com o caminho incerto, muitas pessoas que têm carreiras aí que estão pensando “O que é que vai ser de mim agora?”, o mundo também cheio de fusões, cara, cheio de coisas. Então todo mundo… Assim, o ambiente político super incerto, ninguém sabe o que vai acontecer. Vinicius: Econômico também da… Marcelo Szuster: É o ambiente econômico, assim, o que é que… Vinicius: As decisões dos governos. Marcelo Szuster: …Vai acontecer com a minha aplicação? O que é que vai acontecer o dinheiro que eu lutei para guardar aqui? Será que a inflação vai correr o meu dinheiro, cara? Eu falo assim, é tanta coisa para nos causar sofrimento e ansiedade. Pensando em fim de ano e sendo leal ao que a gente faz aqui, que a gente acredita mesmo no estoicismo, eu acho que a mensagem pode ser muito essa mesmo, cara, você tem que aceitar muito a realidade aí. Aquela velha história que a gente já discutiu até eu acho que em um Enzimas ou num episódio, aceitar não quer dizer que você é passivo, você aceita a realidade, mas não quer dizer que você sabe o seu rendimento. Por exemplo, vão supor que você sabe que você está num rendimento ruim e você não muda para o rendimento bom, aceita aquilo e pronto. Vinicius: Não, mas tem muito mais a ver com as coisas que você não tem controle. Marcelo Szuster: Exatamente. Porque essa situação é uma situação que você tem um controle total, pra você falar, eu consigo pegar o meu dinheiro e mover daqui para lá. Mas tem um tanto de coisa que você absolutamente não tem controle, igual esse cenário do Brasil, quer queira de que lado que a pessoa esteja, você tem que aceitar esse cenário agora, sabe? Você tem que aceitar ele e seguir em frente. Então eu acho que é isso, acho que como mensagem de fim de ano. Mais alguma coisa que você quer acrescentar, Vinição? Vinicius: Não, acho que está bom. Marcelo Szuster: Pratiquem. Realmente, gente, isso é mais profundo que parece, é uma coisa que eu esqueci de falar. Assim, eu estava falando: “Isso como um mero consumo”, eu acho que a gente vulgariza muito as coisas e aí o ser humano tende a fazer a parte mais fácil, que é… Tem um filosofo, acho que é o… aquele cara que eu gosto, o William, como é que é? Vinicius: O Ivay. Marcelo Szuster: É, o Ivay, o William Ivay, que eu acho interessante demais, eu acho que é ele mesmo, até acho que é no … que ele fala isso, ele fala assim: “Que o cara que é histórico e não prática é igual um cara que entende de vinho, mas não toma vinho”, tipo assim, você fica falando sobre o assunto, mas não praticar, é como se não fizesse sentido. Então, assim, é muito fácil vulgarizar o negócio. E temos que lembrar que o estoicismo ele é fruto de uma época em que os filósofos pensavam sem parar sobre como viver, e tudo deriva lá da escola de Sócrates, dos gregos. Então só estou querendo dizer o seguinte: a gente já tinha esses problemas antigamente. O Marco Aurélio, um imperador estoico, um imperador filosofo, o últimos dos imperadores bons lá romanos, que fez um livro que virou um livro super referência de estoicismo, que era um livro para ele mesmo, que são as meditações, ele enfrentava o ambiente, ele enfrentou praga, ele enfrentou guerra toda hora no império, então… Vinicius: Antigamente era… Marcelo Szuster: Muito pior do que hoje. Vinicius: Você citou o… como é que fala? Você citou o Harari, no livro lá ele fala que os reis tinham as vezes 20 filhos para um sobreviver. Marcelo Szuster: É, eu falo assim, isso foi concebido numa época que era muito mais necessário até, ou seja, se a gente já acha que hoje vive numa incerteza, imagina a humanidade há 2 mil anos atrás, que assim, você nem entendia os fenômenos naturais direitos, cara, as coisas aconteciam. Vinicius: O que eu acho o pior agora, é difícil fazer uma comparação assim porque parece que isso é bem pior, mas o que é pior agora é que a gente… a exploração da nossa natureza impulsiva e emotiva é muito grande dada a quantidade de eventos que a gente era submetido o tempo todo. Então a gente acaba sendo… esse lado nosso da impulsividade é muito explorado o tempo todo pelo tipo de vida que a gente leva, então acaba que é muito fácil ficar extremamente angustiado. Marcelo Szuster: Pelo menos antigamente você estava na sua vida, desconectado do mundo, não sabia de notícias de fora, tem razão. Ou seja, essa excessiva conectividade, esse tanto de coisa que a gente lê o tempo todo, que a gente é bombardeado, tudo aumenta a nossa percepção de incerteza e aí aumenta essa reação nossa de ansiedade, de medo. Mas é isso. E eu queria dar um recado final. Então desejar muito estoicismo para todos nesse momento de incerteza e aceitar essa incerteza mesmo, aceitar que os momentos vão ser mais difíceis e não simplesmente tolerar. O mundo passou por momentos de crescimento durante muitos anos e aparentemente agora vão ser um momento de muito mais austeridade mesmo, juros mais altos, vai ter menos dinheiro, menos investimento, todo mundo… a barra vai aumentar, os profissionais vão ter que ser mais dedicados agora e vão ter que fazer mais. Parece que temos que aceitar isso, as pessoas têm que aceitar isso entender a realidade. E aí durante o mês de janeiro, um comunicado aqui importante, eu e Vinição vamos tirar um tempinho aqui de descanso, ficar filosofando não é, Vinição? Não, nós vamos tirar férias mesmo, só que o podcast obviamente segue, então nós vamos aproveitar para trazer mais dois hosts aqui, são pessoas que já participaram de alguns episódios anteriores, que vão trazer temas interessantes aqui também, vão aportar um conhecimento multidisciplinar. É legal ter outras caras, outras perspectivas aqui. Vinicius: Sim, com certeza. Marcelo Szuster: É uma ideia que surgiu aqui que a gente pode fazer sempre, não tem que ficar sempre concentrado só em mim e só no Vinição. Então nesse mês nós vamos ter episódios aí conduzidos pela Diulia, que a head nossa de design, Diulia Almada, e pelo Pedro Rangel, que é um AM nosso, um account management, que também tem uma bagagem técnica, faz orçamento com clientes internacionais. Então eles vão trazer assuntos aí bem interessantes. Então não deixe de interagir conosco, não deixe de enviar perguntas e sugestões para que a gente possa fazer o podcast casa vez melhor. Então desejamos aí um feliz 2023 e uma aceitação aí do que acontecer. Grande abraço a todos. Vinicius: Valeu, pessoa. Abraço. Boas festas e feliz 2023 aí.

Descrição

Como foi o seu 2022? Por aqui, produzimos muito conteúdo, trouxemos vozes influentes para falar sobre transformação digital e para terminar o ano com chave de ouro, ainda temos algo para revelar! Neste episódio, nossos hosts Marcelo Szuster e Vinicius Paiva fizeram uma reflexão do nosso ano, analisaram as perspectivas para 2023 e ainda apresentaram a novidade, dá o play e saiba mais!

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