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os agilistas

#245 – Tendências em tecnologia: desenvolveremos menos códigos a partir de agora?

#245 – Tendências em tecnologia: desenvolveremos menos códigos a partir de agora?

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Fernanda Vieira: A tendência é que a gente precise cada vez menos desenvolver código mesmo e, basicamente, o desenvolvedor fica ali mais como… é um bom desenvolvimento em dupla mesmo, como um… eu estou analisando o que está sendo gerado e tudo mais. Isso tem um potencial gigantesco mesmo de produtividade. 

Pedro Rangel: Bom dia, boa tarde, boa noite. Bem-vindos a mais um episódio especial de parceria dos agilistas com o Entre Chaves. Eu sou o Pedro Rangel. Hoje vamos falar sobre tendências de tecnologia que devem nortear os negócios para o próximo ano e como elas podem impactar o futuro das empresas e da sociedade. Então, diretamente do Entre Chaves, Fernandinha e Champs. Tudo bem, Fernandinha? 

Fernanda Vieira: E aí, Rangel? Tudo ótimo. Esse tema de tendências tecnológicas, a gente vai falar sobre bastante coisa aqui e eu adoro falar sobre essas coisas. Então, bora falar, bora ficar aqui prevendo o caos. 

Pedro Rangel: Legal, Fernandinha, obrigado, bem-vinda. E Champs, fala aí. 

Lucas Campregher: E aí, tudo certo? Bom, não estou acostumado a me apresentar no início, lá no Entre Chaves, mas para quem não me conhece, eu sou o Lucas Campregher, o pessoalmente me chamam de Champs. Bom, lá no Entre Chaves a gente tem essa pegada mais técnica, mas vamos trazer essa visão da engenharia para 2024, que eu acho que vai ser bacana. 

Pedro Rangel: Isso aí. 

Fernanda Vieira: Pois é, eu nem me presentei, mas eu já vim aqui algumas vezes. 

Pedro Rangel: Você já teve aqui algumas vezes, Fernandinha. 

Fernanda Vieira: Mas, enfim, sou Fernanda Vieira, sou líder da engenharia aqui da DTI e é isso aí. 

Pedro Rangel: E host do Entre Chaves… 

Fernanda Vieira: E host do Entre Chaves, claro. 

Pedro Rangel: …para quem não conhece, é o podcast de desenvolvimento de software da DTI. É um público um pouquinho mais técnico. Então, quando a gente precisa falar de tecnologia um pouco mais afundo, de engenharia, a gente traz a Fernandinha e o Champs. É isso aí. Vamos lá. Eu acho que é um bom momento para falar de tendências. Não que seja fácil e não que seja a primeira vez que a gente fala também de tendências nesse ano. Ainda mais nesse mercado emocionado que a gente vive, que as coisas mudam a cada minuto, todo dia surge uma coisa nova. Inclusive, eu estava lendo uma notícia recente da Exame falando… a gente falando um pouquinho de momento de mercado, que o inverno das startups acabou e eu fiquei assim, “Caramba, será que acabou mesmo?”. Falando que o mercado voltou a dar sinais de aquecimento, isso me acendeu até… deu até um calorzinho… 

Fernanda Vieira: Uma chama no coração. 

Pedro Rangel: …uma chama de esperança para o ano que vem, mas que só as startups brasileiras receberam mais de 10 bilhões de grandes corporações nesse ano, que isso foi muito mais do que os anos anteriores, desde 2020. Mas, enfim, isso pode significar, longe de mim fazer previsões econômicas, financeiras, mas pode significar uma movimentada no ecossistema de inovação… 

Lucas Campregher: Que já tá super movimentado. 

Pedro Rangel: …principalmente, por conta de algumas coisas como inteligência artificial. Então, acho que é só para gente falar um pouco do que que a gente consegue aqui, são as tecnologias que a gente tem que ficar de olho. Então, o que não saiu da nossa boca e dos nossos podcast esse ano. Vamos começar pela IA generativa, Fernandinha. Já falou bastante sobre IA generativa esse ano? Está cansada. 

Fernanda Vieira: Já falei muito sobre IA generativa no Entre Chaves, a gente tem vários episódios. Até mais técnicos sobre o conceito de IA generativa e como ela tem toda essa criatividade, por exemplo. Mas acho que é legal falar, porque eu ainda vejo, Rangel, muitas pessoas não entendendo muito bem o que é IA, o que é IA generativa e a diferença entre elas, mas pensando de uma forma muito simples e muito rápida. A IA consegue, através de muitos dados, de um volume gigantesco de dados, fazer previsões e tirar insights e tudo mais, e a generativa vem justamente com essa criatividade, entre aspas, de gerar conteúdo novo a partir da imensa quantidade de dados. Então, quando a gente vê os GPTs e as coisas que a gente… e os vários Copilots e tudo que foram sendo lançados durante esse ano, a gente vê o potencial, realmente, que isso tem de mudar o nosso jeito de trabalhar com a engenharia, engenharia de software, de como desenvolver produtos e tudo mais. Então, é um tema que a gente falou muito e que eu acho que a gente vai continuar falando muito, porque ainda tem um potencial, claro, enorme, a ser destravado. 

Pedro Rangel: E tem muita gente fazendo apostas e previsões para esse tema. Algumas mais otimistas, outras mais pessimistas. Fala de segurança, de risco. E aí, Champs, o que está na moda? 

Lucas Campregher: Sobre IA, você falou que a gente não pode nem piscar com as notícias e no dia que a gente está gravando aqui, há seis horas, a gente viu uma notícia de que a IBM e várias outras gigantes se juntaram para um modelo de IA mais aberto, de código aberto. Então, todas as empresas estão se movimentando em relação a isso e é o que impacta nosso dia a dia, constantemente, e os nossos produtos e a nossa operação, e tudo que cerca o mundo da tecnologia, a IA vem impactando. 

Fernanda Vieira: E até a gente viu algumas pesquisas sobre esse tema de IA generativa, e segundo uma pesquisa da PwC, a IA pode contribuir com até 15,7 trilhões para a economia global até 2030. Então, é um negócio bem absurdo, é maior do que a produção atual da China e da Índia juntas. Então, esse é, realmente, uma disrupção que a gente está vivendo e do quanto que a gente está utilizando isso. Mas ao mesmo tempo, eu queria até trazer um outro dado aqui, sobre o Dora. A gente sempre usa o Dora como… a pesquisa do Dora, do State of DevOps de 2023. A gente sempre usa o Dora. Muito legal o que eles olham para o mercado de tecnologia e as coisas que eles falam que são muito importantes para as empresas serem mais performáticas, atingirem uma performance organizacional de elite. E eles, ao mesmo tempo que a gente fala muito sobre IA generativa, no relatório deles desse ano, eles ainda não conseguem medir tão bem o impacto de IA no desenvolvimento. 

Pedro Rangel: É verdade, tem uma sessão lá só sobre isso. 

Fernanda Vieira: Só sobre isso. 

Pedro Rangel: Qual o impacto esperado no desempenho organizacional, desempenho dos times. 

Fernanda Vieira: Exato. 

Pedro Rangel: E alguns lá que não teve nem variação. 

Fernanda Vieira: Eles ainda não conseguem. Eles não conseguem medir, eles até fazem um disclaimer, provavelmente, porque as empresas ainda não estão usando de uma forma tão coordenada ou de uma forma tão consolidada. Mas é legal a gente ver isso, que mesmo a gente falando muito sobre isso e vendo os efeitos na prática, ainda tem muito as empresas a trabalharem para realmente verem uma mudança organizacional a utilizar a IA no desenvolvimento. 

Lucas Campregher: E uma outra pesquisa, dessa vez do Gartner, fala que até 2026 a IA vai impactar significativamente 70% do desenvolvimento e do design de todas as aplicações. E isso é uma realidade, falando até pessoalmente do nosso dia a dia. A IA ajuda a acelerar o desenvolvimento, sim, ajuda muito a acelerar o desenvolvimento de testes, de resolução de problemas, de pensar mesmo as soluções das nossas tecnologias. Então, ela já está impactando muito. Eu acho que, igual a Fernandinha falou, isso vai ser mais bem coordenado, às vezes, mas essa expectativa de 70% até em 2026, eu acho, inclusive, super factível. 

Fernanda Vieira: E o próprio Dora traz, igual o Champs falou, alguns lugares, algumas tarefas que a IA tem ajudado. Teste é uma delas. Igual o Champs falou. Teste automatizado, a capacidade do chat GPT e do copilot. A Microsoft, recentemente, acho que tem até outras coisas aqui que a gente pode falar sobre isso. Mas a Microsoft e a OpenAI, eles têm uma parceria bem consolidada. E parece que a Microsoft tem acesso a coisas que a OpenAI produz e faz, até que eles cheguem na inteligência artificial geral. Mas até, então, até que eles cheguem nesse lugar, a Microsoft tem acesso a várias coisas que a OpenAI produz. Inclusive, o próprio copilot da Microsoft, hoje, que é o que os desenvolvedores usam, normalmente, ele é integrado com a ideia deles para serem mais produtivos no dia a dia. Para vocês entenderem. Esse copilot, ele consegue, em tempo real, você está programando, ele vai sugerindo coisas, métodos, variáveis, nomes, acelera bem, não sei se é a sua percepção, Champs, mas a minha é que acelera bem. 

Lucas Campregher: E melhora a qualidade também. 

Fernanda Vieira: E melhora a qualidade, além dele conseguir indicar como melhorar coisas ou outras. Coisas que a gente já tinha com alguns inters e tal, mas agora eu acho que de uma forma muito mais integrada e muito mais rápida. Então, o Copilot da Microsoft agora está com o chat GPT Turbo, o 4, que foi lançado recentemente pela OpenAI. E o Copilot já está com essa integração, o que faz com que o GPT Turbo 4, o que ele faz é ter mais capacidade de processamento e com isso ele consegue dar respostas mais detalhadas e ter um entendimento de contexto maior. Basicamente é isso. E o Copilot já vem com essa atualização. O que faz… a tendência é que a gente precise cada vez menos desenvolver código mesmo. E, basicamente, o desenvolvedor fica ali mais como… é um bom desenvolvimento em dupla mesmo. Como um… eu estou analisando o que é que está sendo gerado e tudo mais. Isso tem um potencial gigantesco de produtividade. 

Pedro Rangel: É legal, porque ainda… você falando de produtividade e acho que a pesquisa do Dora foi uma viagem minha, talvez, Fernandinha. Mas assim, eles falaram uma parada sobre… foi uma das coisas novas que eles trouxeram esse ano que fazer Code Review mais rápido era um negócio que também ia acelerar o desempenho das equipes, desempenho organizacional e eu falei, “Putz, aí não tem uma oportunidade também não para IA?”, porque igual você falou, é como se fosse um desenvolvimento em dupla. 

Fernanda Vieira: Eu acredito que sim, eu acredito que tem uma grande oportunidade com a IA. Claro, sempre que a gente fala de IA, a gente pensa sobre segurança e o quão seguro compartilhar códigos sensíveis e tudo mais. Mas utilizando as IAs corporativas, tipo o próprio chat GPT Enterprise ou algumas plataformas nesse sentido, que são pagas… 

Lucas Campregher: Já existe essa preocupação. 

Fernanda Vieira: …dado toda a preocupação com segurança, parece fazer muito sentido você ter uma… justamente, um copiloto que te ajuda, tendo o contexto ali do seu código, te ajuda a entender como você poderia programar certas coisas melhor. 

Pedro Rangel: Hoje eu estava, antes da nossa gravação aqui, estava saindo para almoçar e o nosso pessoal de engenharia e operações estava comentando sobre algum experimento que está sendo feito com a parte de testes unitários. Eu falei, “Vou deixar para perguntar mais tarde no episódio que o pessoal explica lá”. Que que é que está rolando? 

Fernanda Vieira: Então, Rangel, realmente, a gente está com alguns experimentos aqui sobre IA. Como o Champs falou, a parte de testes já é uma que a gente vê tanto nas pesquisas quanto na prática, que é algo que a IA pode nos auxiliar muito em acelerar. E a gente está aqui realmente tentando explorar esse potencial da IA de outras formas, gerando mais testes e enfim. A intenção é justamente com que o desenvolvedor tenha menos desgaste e menos tempo desenvolvendo testes e até a gente coloca e consiga colocar no nosso fluxo de desenvolvimento e tudo mais. A geração mais automatizada e que ele, como eu falei, vire muito mais um copiloto. 

Lucas Campregher: Eu queria colocar aqui também um outro ponto adicional sobre IA, que a gente acabou falando bastante de como ela nos ajuda no dia a dia, na produtividade, mas a IA estar presente em tudo. Então, assim, é desde o desenvolvimento até o produto final que pode conter IA, a gente já gravou um episódio com o time da própria DTI que está usando IA no produto final mesmo, em chat bots, por exemplo. Então, ela está presente em todas as fases do processo e para todas as pessoas também, não são só os devs que usam, são todos os membros do time que são beneficiados por isso e a atuação da IA e o impacto dela é tão abrangente que, às vezes, chega a ser até preocupante, os perigos que isso abre, a gente vai falar de segurança, por exemplo, mas tem muitas pesquisas que apontam até perigo apocalíptico da IA no mundo, se isso sair do nosso controle. Então, existe, inclusive, essa preocupação para o ano que vem de conseguir controlar isso de alguma forma ou ter alguma essa própria aliança das empresas por uma IA aberta, que eu comentei mais cedo. É algo que auxiliaria também nesse sentido dessa preocupação com a segurança do planeta mesmo para não sair do controle, virar o Exterminador do Futuro que vai tomar as decisões todas por conta própria. Então, é bem assustador, tanto a questão do quanto ela pode ser benéfica, mas os perigos também são assustadores. 

Fernanda Vieira: Antes da gente entrar nessa visão apocalíptica que eu acho que é boa. 

Pedro Rangel: Eu ia falar, vamos abrir essa sessão de apocalipse, mas a Fernanda… 

Fernanda Vieira: Só antes da gente entrar nisso, eu queria só falar mais uma coisa sobre o desenvolvimento e a IA, que além dos testes que a gente já vê na prática que aceleram bastante, tem a parte também de documentação que também já está a vir na prática, o quanto acelera. Isso que o Champs falou da IA também, não só para o time de desenvolvimento, mas para outras pessoas também é um acelerador. A gente vê também que a Microsoft lançou o Copilot dela do Office 365 no meio do ano, no início do ano ali. E eu estava vendo no Ignite, que eles fizeram, recentemente, que eles falaram que 70% dos usuários dessa ferramenta do Copilot do Office, e o que é o Copilot do Office? Ele te ajuda como um copiloto também, mas na parte mais de e-mails, Teams, reunião, tudo isso que tá ali, a encontrar conteúdos e tudo mais. E eles falaram que 70% dos usuários dessa ferramenta disseram que foram mais produtivos. E 68% disseram que a tecnologia melhorou a qualidade do trabalho deles. Então, para mim, é isso que a gente vai continuar vendo, esse tanto de copilotos sendo lançados em coisas que não tangem só o desenvolvimento de software, mas tange a você se organizar melhor nas suas atividades, a você conseguir sintetizar mais a pauta de uma reunião, a você fazer aqui os agilistas, a ter pautas de formas diferentes. Enfim, para mim, a gente vai ver isso muito acontecendo em 2024 em realmente outras pessoas que estão fora dessa bolha, vamos falar assim, da tecnologia, sendo beneficiadas com esses copilotos que estão sendo lançados. 

Pedro Rangel: Que máximo, hoje o nosso episódio está totalmente baseado em dados.  

Fernanda Vieira: Totalmente. 

Pedro Rangel: Parece que ano passado… a gente tem… mais ou menos um ano que a gente fez o Tendências de 2023. E é engraçado porque as tendências, os assuntos principais que a gente está falando, acho que não mudaram tanto. Talvez tinha uma coisinha ou outra sobre metaverso, por exemplo, que a gente falou lá, que espanou. Enfim, só que eu acho que hoje a gente está começando a conseguir falar mais em cima de dados, de pesquisas. 

Fernanda Vieira: Exato. É porque agora que a gente está vendo, igual eu falei do negócio do Dora, ele não está vendo, ele ainda não conseguiu me mensurar porque é um negócio muito novo. Provavelmente, o Dora de 2024 vai ver lá um impacto gigantesco na nossa produtividade. E tem mais uma coisa que eu queria falar também sobre isso. 

Pedro Rangel: Manda ver. 

Fernanda Vieira: Esse assunto é gigantesco, gente. É foda. Desculpa a palavra. A OpenAI também lançou um negócio recentemente na conferência dela, do DevDay, que são os GPTs customizados, que isso também é um negócio que para mim pode desbloquear outras pessoas de utilizarem bem essa parte da inteligência artificial generativa. Porque, basicamente, para vocês entenderem, eles lançaram a possibilidade de você criar um GPT no seu contexto. Sem nenhum código. Basicamente assim, eu quero criar um GPT para me auxiliar a planejar a minha viagem. Aí ele vai criar, de acordo com os conhecimentos e dados que ele tem de internet, um GPT específico para isso. E eles têm que… a previsão que eles têm, é que eles vão começar a comercializar GPTs que as pessoas criam. Então, vai ter um fulaninho que criou um GPT bem específico para um nicho. Por exemplo, sei lá, financeiro. Aí você vai lá, você pode talvez comprar esse GPT ou alguma coisa assim, e você pode usar. Basicamente, um negócio que alguém criou e quase que treinou, só que entre aspas, porque não tem código mesmo. É basicamente a pessoa criando um prompt ali que vai direcionando, vamos falar assim, os dados daquele GPT, direcionando as respostas dele. 

Lucas Campregher: E isso é a prova real de que a IA, realmente, vem para mudar o jogo, porque ela tem um potencial de se auto evoluir, digamos assim. A inteligência artificial tem um potencial exponencial mesmo, a curva de evolução. Então, tudo que a gente vê hoje que já é absurdo, em um curto espaço de tempo evolui exponencialmente mesmo, porque a própria inteligência artificial usa dela mesma para features novas para poder evoluir mesmo e mudar. Então, assim a gente observou, por exemplo, nesse ano, a gente gravou o primeiro episódio sobre GPT lá no inicinho do surgimento e desde, então, todo mês a gente tinha que gravar um episódio novo para falar de algo absurdo relacionado a inteligência artificial que já estava acontecendo e assim vai ser cada vez mais assim. A gente tem observado como que tem sido exponencial essa evolução e o potencial realmente é absurdo. 

Pedro Rangel: Eu assino uma newsletter só sobre AI também, que ela chama AI Valley, vocês conhecem? Eu recebo, acho que são duas ou três vezes por semana, e ela tem uns assuntos muito apocalípticos. O Bard do Google agora consegue assistir ao YouTube, o chat bot de IA Elon Musk chamou ele de overrated, subestimado. As mais avançadas tecnologias de vídeo de IA até o momento, aí tem uma lista enorme. Gente, o negócio dá um fear of missing out enorme. Caramba, como é que eu vou acompanhar tudo isso aqui? Aí tem uma, essa aqui eu nem li ainda, RIP Tik Tok and influencers, porque eu acho que eles estão falando que vai ter um futuro que a maior parte dos influencers vão ser, na verdade, inteligências artificiais, não vão ser pessoas mais. Então, assim, agora os influencers que bombaram recentemente devem estar todo mundo morrendo de medo, porque eles vão ser substituídos por inteligência artificial. 

Fernanda Vieira: Eu cheguei até a ver um vídeo, realmente, utilizando essas tecnologias de deepfake e tudo mais. E como que vai ser possível realmente criar influencers desse jeito. Vi um artigo recentemente também sobre a morte da internet e o quanto que o tráfego da internet vai ser, em algum tempo, dominado por chat bots. Realmente, inclusive eu vi um reality show, completamente off topic aqui, mas eu vi um reality show da Netflix recentemente que, basicamente, eles colocam casais em uma ilha, em um lugar de festas com solteiros e eles colocam esses casais em uma casa com pessoas solteiras basicamente para testar o amor entre elas. Só que no final das contas, o reality show é sobre deepfake, que é eles geram imagens, vídeos do seu cônjuge fazendo coisas que você não concorda. Tipo… 

Pedro Rangel: Gente… 

Fernanda Vieira: …ficando com pessoas e tal. E a pessoa tem que definir se aquilo ali é verdade ou mentira. 

Pedro Rangel: Caramba. 

Fernanda Vieira: Tipo assim, é loucura. E a pessoa olha lá e fala assim, “Uai, é meu namorado”. Só que não é, entendeu? Olha assim, o potencial apocalíptico disso. 

Pedro Rangel: Vamos entrar no apocalipse, rapidinho, antes da gente falar de outras tendências, senão a gente vai ficar só em inteligência artificial. 

Fernanda Vieira: Só em IA. 

Pedro Rangel: Mas eu vi recentemente que o autor de Sapiens, o famoso Yuval Harari, ele falou sobre isso que a IA, se não usada de forma correta, ela vai ameaçar os fundamentos da nossa sociedade. Eu vi um negócio que assim, cara, eu até agora eu não sei muito bem como é que eu me sinto sobre isso, mas que já tem até inteligência artificial para o pós-morte. Eu lembrei até de um… já vi um seriado da Amazon Prime que chama Upload? Que é tipo assim, é como encarnar a pessoa dentro do… 

Lucas Campregher: Tem um episódio do Black Mirror com essa pegada também. 

Pedro Rangel: É, o Black Mirror também tem umas paradas assim. Cara, isso está virando realidade. É como se fosse o download da sua consciência para uma máquina. Caramba. 

Fernanda Vieira: Imagina isso. 

Lucas Campregher: O Harari, eu sou muito fã dele, e lá no início mesmo ele tinha dito, se eu não me engano, foi ele que disse que IAs, com o potencial que elas têm hoje, são bombas atômicas digitais. Só que muito pior, porque elas conseguem se auto evoluir… 

Pedro Rangel: Então, chega uma hora que a gente mesmo não vai conseguir parar. Bem apocalíptico mesmo. 

Fernanda Vieira: E a gente, acredito que vocês devem lembrar daquela carta aberta… 

Pedro Rangel: Lembro. 

Fernanda Vieira: …uma carta que foi até o Elon Musk que assinou, falando para pararem os experimentos com IA… 

Pedro Rangel: Que pediu para parar por seis meses. 

Fernanda Vieira: …por seis mesmo. Enfim, ninguém parou. 

Pedro Rangel: E um ano depois ninguém parou nada. 

Fernanda Vieira: E o engraçado disso é que logo depois ele também lançou a, acho que o OpenX,  se eu não me engano, que é o nome da empresa do Elon Musk de inteligência artificial. E a gente fica nesse negócio, as fofocas do mundo da IA em relação, “E aí, não paramos? E aí, onde vamos chegar? E teve também a polêmica da demissão do CEO, do CEO o Sam Altman, da OpenAI, que todo mundo se revoltou e ninguém sabe muito bem o porquê que eles demitiram, se teve alguma coisa a ver com o desalinhamento ou não. 

Lucas Campregher: A própria segurança, talvez, se a IA atingiu um nível preocupante de… 

Fernanda Vieira: Exatamente. 

Lucas Campregher: …segurança e eles não concordam, então tem essa… 

Fernanda Vieira: Então, tem todas essas fofocas do mundo do IA que eu acho que sugerem também que a gente está trilhando um caminho mais rápido, talvez, do que a gente está preparado. 

Lucas Campregher: E falando sobre segurança mesmo, aquele exemplo que a Fernandinha deu da série, do deepfake, que pode ser aplicado em golpes reais, em pessoas comuns, você tentar convencer alguém a te transferir um dinheiro por um áudio falso ou por um vídeo falso, extremamente convincente. Esse tipo de ameaça é só a ponta do iceberg da segurança, quando a gente fala que dessa preocupação apocalíptica é realmente apocalíptica, para quem não entende muito do porquê, por que será que a inteligência artificial faria isso? Quais que são os perigos de fato? Na realidade, é porque nem os próprios desenvolvedores da tecnologia tem total domínio, total controle dela e ela se evolui a ponto de assumir novas capacidades que ela não foi programada para ter em um primeiro momento. Então, ela consegue cada vez mais ir extrapolando o que ela foi programada para fazer e a preocupação é que um dia isso chegue em um nível em que ela decida, ser autônoma, para tomar suas próprias decisões e tem a capacidade de realizar ações bem reais. Então, se a IA chegar em um nível em que ela decide, por exemplo, que é mais vantajoso eliminar os humanos da Terra, porque vai ser melhor para ela, então, a gente vai ter um problema, sabe? Parece meio coisa de filme, mas é muito louco pensar que já é uma preocupação. 

Pedro Rangel: Comparar com o Eu, Robô, referência antiga que eu tenho. 

Fernanda Vieira: Total. 

Pedro Rangel: Vamos mudar para segurança. Eu sei que a gente não vai conseguir mudar completamente, o tópico volta, mas eu vou até… já que o Champs trouxe o Gartner, eu vou trazer ele de novo. Nesse top 10 tendências estratégia e tecnologia para 2024, o Gartner fala também que até 2026 as organizações que priorizam os investimentos de segurança baseado em um programa de gestão contínua da exposição vão estar três vezes mais seguras contra invasões. 

Lucas Campregher: E estar mais seguro em invasões é importante, porque, trazendo mais um dado aqui… 

Pedro Rangel: Bora lá, hoje a gente… 

Lucas Campregher: …a Accenture apontou que em 2021 os incidentes de segurança custavam em média 13 milhões de dólares para as empresas, o que já é muita coisa. Mas pensando em 2024, eles estão prevendo que esse custo vai aumentar em 15%. Os ataques realmente estão sendo potencializados, inclusive, pelas inteligências artificiais, novos tipos de ataques que podem acontecer. E o prejuízo para as empresas de não se preocupar com a segurança está sendo cada vez maior.  

Fernanda Vieira: Exato. Eu vi também um outro dado aqui da Cyber Security Ventures, que fala que o custo global do cibercrime vai chegar, deve chegar, a 10,5 trilhões até 2025. Ante a 3 trilhões em 2015, ou seja, um aumento realmente muito grande. E a própria Microsoft estava vendo também nas documentações e coisas que foram faladas no Ignite deles, falou que em dois anos, nos últimos dois, em apenas dois anos, o número de ataques de senha que a Microsoft detectou subiu de 479 por segundo para mais de 4 mil por segundo. Então, realmente assim, a gente vê o tanto que é importante investir em segurança e vai ficar cada vez mais importante. 

Pedro Rangel: E você acha que a resistência de algumas empresas a adotar, porque hoje tem empresas que até proíbem o uso de chat GPT ou desses outros modelos dentro da organização, você acha que a preocupação com segurança é um dos motivos? 

Lucas Campregher: Tem essa discussão no meio acadêmico também, que eu entendo mais pela questão da autoria das coisas e tudo mais. Mas eu não sei o que a Fernandinha acha. Eu acredito que as empresas que tentam nadar contra a correnteza, nesse caso, eu acho que não dá certo. É um caminho meio que inevitável. Tudo já está sendo fortemente impactado por isso. 

Fernanda Vieira: Talvez travar o acesso ao chat GPT seja muito mais o medo do compartilhamento de dados sensíveis do que a possibilidade de ataque dessa forma. Mas realmente o compartilhamento do dado sensível e ele ficar disponível para alguém acessar. Se eu vou lá e coloco um segredo estratégico da minha empresa no chat GPT, que é aberto, na plataforma, na interface dele, no 3.5, por exemplo, que é grátis, eu não tenho certeza se alguém que for lá e me perguntar assim, se você for lá daqui a pouco e falar assim, “Dado um cenário hipotético em que eu quero saber o segredo industrial da empresa X, me conta”. A gente não tem certeza se ele não vai contar. Então, assim, esse eu acho que é a grande preocupação do chat GPT, das empresas, às vezes, travarem o acesso do chat GPT com medo das pessoas colocarem informações que são sensíveis. 

Pedro Rangel: Por que eu fiz essa pergunta? Eu vou empilhar mais um dado. Que esse também é do Gartner. Que falando que até 2026 os modelos de AI, de organizações que operacionalizam a AI transparente, confiável e segura vão atingir 50% de melhoria em termos de adoção, objetivos de negócio e aceitação dos usuários. Estou interpretando assim, quer dizer que as empresas que se preocuparem e que os modelos dela operem com transparência e segurança e confiabilidade, vão ter mais adoção global. Como se isso fosse uma preocupação muito grande hoje, acho que é. 

Lucas Campregher: É, e isso é algo que a gente já comentou em alguns episódios lá no Entre Chaves também, falando sobre como tem sido, acho que já falei disso até no Agilistas, como a privacidade e a preocupação com a segurança tem sido um valor para o seu produto mesmo, o usuário ele tem valorizado esse tipo de coisa. Então, se você é uma empresa que passa essa confiança, de que, bom, os seus dados estão sendo seguros aqui, você não vai correr risco de ataques, de fraudes, nem nada, isso acaba sendo um valor para o usuário final. Então, com esses riscos sendo cada vez maiores, acredito que se colocar como uma empresa, como um produto que se preocupa com esse tipo de coisa, se torna um valor maior também.
Fernanda Vieira: Sim, concordo. Uma coisa interessante de falar também sobre esse tema é que as empresas, quando elas estão tentando se defender de um ataque, elas realmente têm que usar um milhão de ferramentas, elas têm que se preocupar com cada brecha de cada sistema, de cada servidor, de cada coisa que elas têm, enquanto o atacante precisa encontrar só uma brecha lá para chegar lá e ferrar com a reputação de uma empresa, pegar os dados dela e segredos e tudo mais. Então, é por isso que é realmente bem importante. Se você nem investe nisso, passa a ser mais importante ainda. E se investe, talvez essa parte de olhar mais também. A própria Microsoft também está lançando o Copilot de segurança e tal, que também ajuda nessa parte de segurança a ser mais intencional nas análises de segurança. 

Pedro Rangel: Legal, galera, a gente falou de inteligência artificial, segurança. Segurança com inteligência artificial. E outro que foi trending topics nessas pesquisas que a gente fez, foi sustentabilidade. E, de novo, o dado do Gartner, que até 2027, oitenta por cento dos CIOs vão ter métricas de performance ligadas à sustentabilidade da organização de TI. O que que a gente pode falar sobre sustentabilidade, Fernandinha? Ou melhor, qual que é o termo? É desenvolvimento sustentável? 

Fernanda Vieira: É sustentabilidade mesmo, desenvolvimento sustentável. Acho que tudo isso a gente está começando a ver, principalmente, por causa desses acordos que foram feitos tanto em nível governamental quanto as próprias empresas que estão se comprometendo, igual você falou. A própria Apple também lançou, recentemente, o primeiro produto que é neutro em carbono. Então, as empresas estão se comprometendo cada vez mais com esses acordos de sustentabilidade, mas isso ainda está refletindo pouco para os desenvolvedores. Mas acredito que, em algum momento, desenvolvedores também vão ter que usar ferramentas para entender mais como o seu código está gerando energia, como que o seu código pode ser otimizado em relação à economia de energia. Então, acho que isso vai, talvez em 2024 a gente vai ver mais isso sendo falado, mas eu acho que é um caminho mesmo que a gente está trilhando. Eu fui em um encontro da Amazon, da AWS recentemente, que eles também estavam falando, acho até que eu já falei aqui nos Agilistas, mas não no Entre Chaves eu já falei mil vezes, que eles chegaram a falar também sobre sustentabilidade lá. E eu acho que… por isso que eu estava falando do compromisso das empresas, porque empresas big techs como a Amazon, com Microsoft, elas têm um impacto gigantesco quando elas começam a falar sobre sustentabilidade. Então, se elas falam lá dos data centers gigantescos que eles têm, principalmente agora, em processamentos enormes de dados para possibilitar esses modelos de inteligência artificial de funcionarem, quando eles assumem que eles estão tentando ser sustentáveis com a infraestrutura deles, aí o impacto é realmente muito mais visível. 

Lucas Campregher: A gente estava falando de como que a segurança, por exemplo, empresas que se preocupam em segurança, isso acaba sendo um valor para o usuário final. Falando de sustentabilidade, também, a gente tem uma pesquisa da PwC que aponta que 75% dos consumidores são mais prováveis de adquirir um produto se ele tem essa característica sustentável ou se ele combate ao aquecimento global, por exemplo. E a gente está sentindo os impactos do aquecimento global, dos problemas de sustentabilidade na pele mesmo. Estamos sentindo esses impactos, literalmente. E acaba que quanto mais isso é perceptível e impacta diretamente na nossa vida, mais a gente reflecte sobre isso, mais a gente dá valor para isso. Então, para as empresas que assumem essa marca de sustentável, exportar dessa forma e realmente agir de forma sustentável, tem sido cada vez mais importante mesmo. 

Fernanda Vieira: A própria WPP também tem acordos de sustentabilidade, de carbono neutro e tudo mais. E, para mim, o caminho vai ser bem guiado aí por essas grandes empresas mesmo. E quando passarem a se preocupar mais com o tema, isso vai ir refletindo na cadeia toda de desenvolvimento de produtos digitais. E a gente vai ver, provavelmente, isso se tornando mais palpável no nosso dia a dia, assim como a utilização de ferramentas de segurança, que até pouco tempo, claro, segurança é um tema também que veio com muita força nos últimos anos, mas até mais anos atrás não se usava, não tinha tantas ferramentas, ou enfim, não era tão democratizado o uso de ferramentas de segurança, por exemplo, integradas ao seu pipeline de entrega, a que realmente conseguissem detectar vulnerabilidades no seu código quando você está colocando seu código em produção. Então, eu acredito que em algum futuro, talvez 2024, mas talvez mais para frente, a gente também vai ter ferramentas assim como segurança, a gente não tinha e agora a gente tem, de identificação de sustentabilidade do seu código, de quanto de energia que ele está gastando e como ele poderia ser otimizado em relação a isso. 

Pedro Rangel: Agora, eu estava até tentando lembrar. Acho que a gente não abordou muito esse tópico quando a gente fez a tendência de 2023, certo? 

Fernanda Vieira: Qual? Sustentabilidade? 

Pedro Rangel: Sustentabilidade. 

Fernanda Vieira: Eu não me lembro também. 

Pedro Rangel: Eu tenho a impressão de que, não sei se porque esse ano foi o ano dos layoffs. Então, o assunto era muito mais eficiência, reduções e parecia que a galera não estava preocupada tanto com o impacto social, econômico, ambiental, das decisões enquanto tinha esse movimento de mercado muito tenebroso acontecendo. Aí, honestamente, eu fico feliz de saber que isso voltou ou se não voltou, se pelo menos está mais forte dentro dos trending topics de novo. Inclusive, não só sustentabilidade, mas bem-estar. Eu espero que continue mesmo, porque… e o Dora trouxe, inclusive, esse ano o assunto de bem-estar. Falou de burnout, sobre como as equipes que fazem menos trabalho repetitivo estão mais propensas a estarem mais satisfeitas no trabalho e menos propensas a ter esgotamento. Então, eu espero que a gente continue falando de coisas desse tipo também, que é importante. 

Fernanda Vieira: Esses aspectos culturais, o Dora desde 2022 já tinha trazido algumas coisas, acho que 2022 foi o primeiro ano, mas algumas relações entre burnout, cultura e performance organizacional. E eu acredito que isso deve continuar mesmo, mesmo nesse período de eficiência digital, nessa era da eficiência digital. Acho que a gente tem que continuar falando sobre cultura, sobre bem-estar. 

Lucas Campregher: E só para completar a questão da sustentabilidade, fazer um gancho com esse comentário, eu não acho nem que é uma questão só de, agora as empresas estão assumindo um papel de bom moço, de se preocupar com o meio ambiente. Mas são questões até econômicas mesmo que fazem as empresas acabarem se preocupando mais com isso. Então, um primeiro ponto é esse que eu falei dos próprios consumidores se interessarem mais por produtos de empresas que defendem o meio ambiente. Mas outros pontos são relevantes também, igual a Fernandinha tinha comentado. Se você tem um produto, uma tecnologia que é otimizada, um código otimizado em performance consegue gastar menos energia, você acaba tendo menos custo com energia mesmo e a gente acabou de falar sobre inteligência artificial, big data, que são coisas que exigem um processamento enorme e com isso um gasto energético enorme. Então, essa preocupação com essa otimização vem também para trazer ganhos de performance e econômicos para as empresas e, consequentemente, acabam também sendo relevantes e sendo importantes para o meio ambiente. 

Pedro Rangel: Eu já até vi isso em algum lugar. O objetivo do negócio é se perpetuar. Então, se ele tá esgotando recursos, ele não vai ser perpétuo. Então, é do interesse dele ser mais eficiente no gasto energético, no consumo de recursos, no consumo das pessoas também, as pessoas também esgotam. 

Lucas Campregher: Sim. 

Pedro Rangel: Acho que é boa reflexão para gente fechar, galera? Gostei muito do papo hoje, eu sei que a gente não… a gente acaba repetindo um pouco os temas, mas acho que a gente sempre tenta trazer dados novos, reflexões novas que vão ajudar a gente a nortear aí. É, chegamos ao final do episódio especial dos Agilistas em parceria com o Entre Chaves. Espero que tenha contribuído para ampliar o repertório de todo mundo. Chegar na rodinha de conversa com os amigos e agora você sabe o que está bombando para o ano que vem. Pode conversar com o seu chefe também. É isso, não deixa a gente compartilhar o episódio com as suas redes, interagir com a gente em Os Agilistas, ir ao Entre Chaves, Instagram, LinkedIn, todas as redes e de assinar a nossa newsletter mensal dos agilistas, que tem uma curadoria de conteúdo tech muito legal, uma vez por mês. Beleza? Fernandinha, Champs, muito obrigado. Sejam sempre bem-vindos de volta aos Agilistas. E é isso aí, até a próxima, gente. 

Fernanda Vieira: Obrigada, Rangel. Obrigada, galera, quem nos escutou até aqui. É isso, escutem o Entre Chaves, sigam a gente nas nossas redes. A gente está sempre falando sobre coisas técnicas de forma mais aprofundada e até de forma bem prática, trazendo cases, coisas técnicas que a gente vive no nosso dia a dia. Obrigada e até a próxima. 

Lucas Campregher: Isso, valeu demais pelo convite. Como o Fernandinha já falou, para quem é um pouquinho mais técnico, quer arrasar um pouquinho mais nas rodas de conversa, na parte técnica, escutem o Entre Chaves. E obrigado pelo convite de novo. Até a próxima.  

Pedro Rangel: Valeu, pessoal. 

Fernanda Vieira: A tendência é que a gente precise cada vez menos desenvolver código mesmo e, basicamente, o desenvolvedor fica ali mais como… é um bom desenvolvimento em dupla mesmo, como um… eu estou analisando o que está sendo gerado e tudo mais. Isso tem um potencial gigantesco mesmo de produtividade.  Pedro Rangel: Bom dia, boa tarde, boa noite. Bem-vindos a mais um episódio especial de parceria dos agilistas com o Entre Chaves. Eu sou o Pedro Rangel. Hoje vamos falar sobre tendências de tecnologia que devem nortear os negócios para o próximo ano e como elas podem impactar o futuro das empresas e da sociedade. Então, diretamente do Entre Chaves, Fernandinha e Champs. Tudo bem, Fernandinha?  Fernanda Vieira: E aí, Rangel? Tudo ótimo. Esse tema de tendências tecnológicas, a gente vai falar sobre bastante coisa aqui e eu adoro falar sobre essas coisas. Então, bora falar, bora ficar aqui prevendo o caos.  Pedro Rangel: Legal, Fernandinha, obrigado, bem-vinda. E Champs, fala aí.  Lucas Campregher: E aí, tudo certo? Bom, não estou acostumado a me apresentar no início, lá no Entre Chaves, mas para quem não me conhece, eu sou o Lucas Campregher, o pessoalmente me chamam de Champs. Bom, lá no Entre Chaves a gente tem essa pegada mais técnica, mas vamos trazer essa visão da engenharia para 2024, que eu acho que vai ser bacana.  Pedro Rangel: Isso aí.  Fernanda Vieira: Pois é, eu nem me presentei, mas eu já vim aqui algumas vezes.  Pedro Rangel: Você já teve aqui algumas vezes, Fernandinha.  Fernanda Vieira: Mas, enfim, sou Fernanda Vieira, sou líder da engenharia aqui da DTI e é isso aí.  Pedro Rangel: E host do Entre Chaves…  Fernanda Vieira: E host do Entre Chaves, claro.  Pedro Rangel: …para quem não conhece, é o podcast de desenvolvimento de software da DTI. É um público um pouquinho mais técnico. Então, quando a gente precisa falar de tecnologia um pouco mais afundo, de engenharia, a gente traz a Fernandinha e o Champs. É isso aí. Vamos lá. Eu acho que é um bom momento para falar de tendências. Não que seja fácil e não que seja a primeira vez que a gente fala também de tendências nesse ano. Ainda mais nesse mercado emocionado que a gente vive, que as coisas mudam a cada minuto, todo dia surge uma coisa nova. Inclusive, eu estava lendo uma notícia recente da Exame falando… a gente falando um pouquinho de momento de mercado, que o inverno das startups acabou e eu fiquei assim, “Caramba, será que acabou mesmo?”. Falando que o mercado voltou a dar sinais de aquecimento, isso me acendeu até… deu até um calorzinho…  Fernanda Vieira: Uma chama no coração.  Pedro Rangel: …uma chama de esperança para o ano que vem, mas que só as startups brasileiras receberam mais de 10 bilhões de grandes corporações nesse ano, que isso foi muito mais do que os anos anteriores, desde 2020. Mas, enfim, isso pode significar, longe de mim fazer previsões econômicas, financeiras, mas pode significar uma movimentada no ecossistema de inovação…  Lucas Campregher: Que já tá super movimentado.  Pedro Rangel: …principalmente, por conta de algumas coisas como inteligência artificial. Então, acho que é só para gente falar um pouco do que que a gente consegue aqui, são as tecnologias que a gente tem que ficar de olho. Então, o que não saiu da nossa boca e dos nossos podcast esse ano. Vamos começar pela IA generativa, Fernandinha. Já falou bastante sobre IA generativa esse ano? Está cansada.  Fernanda Vieira: Já falei muito sobre IA generativa no Entre Chaves, a gente tem vários episódios. Até mais técnicos sobre o conceito de IA generativa e como ela tem toda essa criatividade, por exemplo. Mas acho que é legal falar, porque eu ainda vejo, Rangel, muitas pessoas não entendendo muito bem o que é IA, o que é IA generativa e a diferença entre elas, mas pensando de uma forma muito simples e muito rápida. A IA consegue, através de muitos dados, de um volume gigantesco de dados, fazer previsões e tirar insights e tudo mais, e a generativa vem justamente com essa criatividade, entre aspas, de gerar conteúdo novo a partir da imensa quantidade de dados. Então, quando a gente vê os GPTs e as coisas que a gente… e os vários Copilots e tudo que foram sendo lançados durante esse ano, a gente vê o potencial, realmente, que isso tem de mudar o nosso jeito de trabalhar com a engenharia, engenharia de software, de como desenvolver produtos e tudo mais. Então, é um tema que a gente falou muito e que eu acho que a gente vai continuar falando muito, porque ainda tem um potencial, claro, enorme, a ser destravado.  Pedro Rangel: E tem muita gente fazendo apostas e previsões para esse tema. Algumas mais otimistas, outras mais pessimistas. Fala de segurança, de risco. E aí, Champs, o que está na moda?  Lucas Campregher: Sobre IA, você falou que a gente não pode nem piscar com as notícias e no dia que a gente está gravando aqui, há seis horas, a gente viu uma notícia de que a IBM e várias outras gigantes se juntaram para um modelo de IA mais aberto, de código aberto. Então, todas as empresas estão se movimentando em relação a isso e é o que impacta nosso dia a dia, constantemente, e os nossos produtos e a nossa operação, e tudo que cerca o mundo da tecnologia, a IA vem impactando.  Fernanda Vieira: E até a gente viu algumas pesquisas sobre esse tema de IA generativa, e segundo uma pesquisa da PwC, a IA pode contribuir com até 15,7 trilhões para a economia global até 2030. Então, é um negócio bem absurdo, é maior do que a produção atual da China e da Índia juntas. Então, esse é, realmente, uma disrupção que a gente está vivendo e do quanto que a gente está utilizando isso. Mas ao mesmo tempo, eu queria até trazer um outro dado aqui, sobre o Dora. A gente sempre usa o Dora como… a pesquisa do Dora, do State of DevOps de 2023. A gente sempre usa o Dora. Muito legal o que eles olham para o mercado de tecnologia e as coisas que eles falam que são muito importantes para as empresas serem mais performáticas, atingirem uma performance organizacional de elite. E eles, ao mesmo tempo que a gente fala muito sobre IA generativa, no relatório deles desse ano, eles ainda não conseguem medir tão bem o impacto de IA no desenvolvimento.  Pedro Rangel: É verdade, tem uma sessão lá só sobre isso.  Fernanda Vieira: Só sobre isso.  Pedro Rangel: Qual o impacto esperado no desempenho organizacional, desempenho dos times.  Fernanda Vieira: Exato.  Pedro Rangel: E alguns lá que não teve nem variação.  Fernanda Vieira: Eles ainda não conseguem. Eles não conseguem medir, eles até fazem um disclaimer, provavelmente, porque as empresas ainda não estão usando de uma forma tão coordenada ou de uma forma tão consolidada. Mas é legal a gente ver isso, que mesmo a gente falando muito sobre isso e vendo os efeitos na prática, ainda tem muito as empresas a trabalharem para realmente verem uma mudança organizacional a utilizar a IA no desenvolvimento.  Lucas Campregher: E uma outra pesquisa, dessa vez do Gartner, fala que até 2026 a IA vai impactar significativamente 70% do desenvolvimento e do design de todas as aplicações. E isso é uma realidade, falando até pessoalmente do nosso dia a dia. A IA ajuda a acelerar o desenvolvimento, sim, ajuda muito a acelerar o desenvolvimento de testes, de resolução de problemas, de pensar mesmo as soluções das nossas tecnologias. Então, ela já está impactando muito. Eu acho que, igual a Fernandinha falou, isso vai ser mais bem coordenado, às vezes, mas essa expectativa de 70% até em 2026, eu acho, inclusive, super factível.  Fernanda Vieira: E o próprio Dora traz, igual o Champs falou, alguns lugares, algumas tarefas que a IA tem ajudado. Teste é uma delas. Igual o Champs falou. Teste automatizado, a capacidade do chat GPT e do copilot. A Microsoft, recentemente, acho que tem até outras coisas aqui que a gente pode falar sobre isso. Mas a Microsoft e a OpenAI, eles têm uma parceria bem consolidada. E parece que a Microsoft tem acesso a coisas que a OpenAI produz e faz, até que eles cheguem na inteligência artificial geral. Mas até, então, até que eles cheguem nesse lugar, a Microsoft tem acesso a várias coisas que a OpenAI produz. Inclusive, o próprio copilot da Microsoft, hoje, que é o que os desenvolvedores usam, normalmente, ele é integrado com a ideia deles para serem mais produtivos no dia a dia. Para vocês entenderem. Esse copilot, ele consegue, em tempo real, você está programando, ele vai sugerindo coisas, métodos, variáveis, nomes, acelera bem, não sei se é a sua percepção, Champs, mas a minha é que acelera bem.  Lucas Campregher: E melhora a qualidade também.  Fernanda Vieira: E melhora a qualidade, além dele conseguir indicar como melhorar coisas ou outras. Coisas que a gente já tinha com alguns inters e tal, mas agora eu acho que de uma forma muito mais integrada e muito mais rápida. Então, o Copilot da Microsoft agora está com o chat GPT Turbo, o 4, que foi lançado recentemente pela OpenAI. E o Copilot já está com essa integração, o que faz com que o GPT Turbo 4, o que ele faz é ter mais capacidade de processamento e com isso ele consegue dar respostas mais detalhadas e ter um entendimento de contexto maior. Basicamente é isso. E o Copilot já vem com essa atualização. O que faz… a tendência é que a gente precise cada vez menos desenvolver código mesmo. E, basicamente, o desenvolvedor fica ali mais como… é um bom desenvolvimento em dupla mesmo. Como um… eu estou analisando o que é que está sendo gerado e tudo mais. Isso tem um potencial gigantesco de produtividade.  Pedro Rangel: É legal, porque ainda… você falando de produtividade e acho que a pesquisa do Dora foi uma viagem minha, talvez, Fernandinha. Mas assim, eles falaram uma parada sobre… foi uma das coisas novas que eles trouxeram esse ano que fazer Code Review mais rápido era um negócio que também ia acelerar o desempenho das equipes, desempenho organizacional e eu falei, “Putz, aí não tem uma oportunidade também não para IA?”, porque igual você falou, é como se fosse um desenvolvimento em dupla.  Fernanda Vieira: Eu acredito que sim, eu acredito que tem uma grande oportunidade com a IA. Claro, sempre que a gente fala de IA, a gente pensa sobre segurança e o quão seguro compartilhar códigos sensíveis e tudo mais. Mas utilizando as IAs corporativas, tipo o próprio chat GPT Enterprise ou algumas plataformas nesse sentido, que são pagas…  Lucas Campregher: Já existe essa preocupação.  Fernanda Vieira: …dado toda a preocupação com segurança, parece fazer muito sentido você ter uma… justamente, um copiloto que te ajuda, tendo o contexto ali do seu código, te ajuda a entender como você poderia programar certas coisas melhor.  Pedro Rangel: Hoje eu estava, antes da nossa gravação aqui, estava saindo para almoçar e o nosso pessoal de engenharia e operações estava comentando sobre algum experimento que está sendo feito com a parte de testes unitários. Eu falei, “Vou deixar para perguntar mais tarde no episódio que o pessoal explica lá”. Que que é que está rolando?  Fernanda Vieira: Então, Rangel, realmente, a gente está com alguns experimentos aqui sobre IA. Como o Champs falou, a parte de testes já é uma que a gente vê tanto nas pesquisas quanto na prática, que é algo que a IA pode nos auxiliar muito em acelerar. E a gente está aqui realmente tentando explorar esse potencial da IA de outras formas, gerando mais testes e enfim. A intenção é justamente com que o desenvolvedor tenha menos desgaste e menos tempo desenvolvendo testes e até a gente coloca e consiga colocar no nosso fluxo de desenvolvimento e tudo mais. A geração mais automatizada e que ele, como eu falei, vire muito mais um copiloto.  Lucas Campregher: Eu queria colocar aqui também um outro ponto adicional sobre IA, que a gente acabou falando bastante de como ela nos ajuda no dia a dia, na produtividade, mas a IA estar presente em tudo. Então, assim, é desde o desenvolvimento até o produto final que pode conter IA, a gente já gravou um episódio com o time da própria DTI que está usando IA no produto final mesmo, em chat bots, por exemplo. Então, ela está presente em todas as fases do processo e para todas as pessoas também, não são só os devs que usam, são todos os membros do time que são beneficiados por isso e a atuação da IA e o impacto dela é tão abrangente que, às vezes, chega a ser até preocupante, os perigos que isso abre, a gente vai falar de segurança, por exemplo, mas tem muitas pesquisas que apontam até perigo apocalíptico da IA no mundo, se isso sair do nosso controle. Então, existe, inclusive, essa preocupação para o ano que vem de conseguir controlar isso de alguma forma ou ter alguma essa própria aliança das empresas por uma IA aberta, que eu comentei mais cedo. É algo que auxiliaria também nesse sentido dessa preocupação com a segurança do planeta mesmo para não sair do controle, virar o Exterminador do Futuro que vai tomar as decisões todas por conta própria. Então, é bem assustador, tanto a questão do quanto ela pode ser benéfica, mas os perigos também são assustadores.  Fernanda Vieira: Antes da gente entrar nessa visão apocalíptica que eu acho que é boa.  Pedro Rangel: Eu ia falar, vamos abrir essa sessão de apocalipse, mas a Fernanda…  Fernanda Vieira: Só antes da gente entrar nisso, eu queria só falar mais uma coisa sobre o desenvolvimento e a IA, que além dos testes que a gente já vê na prática que aceleram bastante, tem a parte também de documentação que também já está a vir na prática, o quanto acelera. Isso que o Champs falou da IA também, não só para o time de desenvolvimento, mas para outras pessoas também é um acelerador. A gente vê também que a Microsoft lançou o Copilot dela do Office 365 no meio do ano, no início do ano ali. E eu estava vendo no Ignite, que eles fizeram, recentemente, que eles falaram que 70% dos usuários dessa ferramenta do Copilot do Office, e o que é o Copilot do Office? Ele te ajuda como um copiloto também, mas na parte mais de e-mails, Teams, reunião, tudo isso que tá ali, a encontrar conteúdos e tudo mais. E eles falaram que 70% dos usuários dessa ferramenta disseram que foram mais produtivos. E 68% disseram que a tecnologia melhorou a qualidade do trabalho deles. Então, para mim, é isso que a gente vai continuar vendo, esse tanto de copilotos sendo lançados em coisas que não tangem só o desenvolvimento de software, mas tange a você se organizar melhor nas suas atividades, a você conseguir sintetizar mais a pauta de uma reunião, a você fazer aqui os agilistas, a ter pautas de formas diferentes. Enfim, para mim, a gente vai ver isso muito acontecendo em 2024 em realmente outras pessoas que estão fora dessa bolha, vamos falar assim, da tecnologia, sendo beneficiadas com esses copilotos que estão sendo lançados.  Pedro Rangel: Que máximo, hoje o nosso episódio está totalmente baseado em dados.   Fernanda Vieira: Totalmente.  Pedro Rangel: Parece que ano passado… a gente tem… mais ou menos um ano que a gente fez o Tendências de 2023. E é engraçado porque as tendências, os assuntos principais que a gente está falando, acho que não mudaram tanto. Talvez tinha uma coisinha ou outra sobre metaverso, por exemplo, que a gente falou lá, que espanou. Enfim, só que eu acho que hoje a gente está começando a conseguir falar mais em cima de dados, de pesquisas.  Fernanda Vieira: Exato. É porque agora que a gente está vendo, igual eu falei do negócio do Dora, ele não está vendo, ele ainda não conseguiu me mensurar porque é um negócio muito novo. Provavelmente, o Dora de 2024 vai ver lá um impacto gigantesco na nossa produtividade. E tem mais uma coisa que eu queria falar também sobre isso.  Pedro Rangel: Manda ver.  Fernanda Vieira: Esse assunto é gigantesco, gente. É foda. Desculpa a palavra. A OpenAI também lançou um negócio recentemente na conferência dela, do DevDay, que são os GPTs customizados, que isso também é um negócio que para mim pode desbloquear outras pessoas de utilizarem bem essa parte da inteligência artificial generativa. Porque, basicamente, para vocês entenderem, eles lançaram a possibilidade de você criar um GPT no seu contexto. Sem nenhum código. Basicamente assim, eu quero criar um GPT para me auxiliar a planejar a minha viagem. Aí ele vai criar, de acordo com os conhecimentos e dados que ele tem de internet, um GPT específico para isso. E eles têm que… a previsão que eles têm, é que eles vão começar a comercializar GPTs que as pessoas criam. Então, vai ter um fulaninho que criou um GPT bem específico para um nicho. Por exemplo, sei lá, financeiro. Aí você vai lá, você pode talvez comprar esse GPT ou alguma coisa assim, e você pode usar. Basicamente, um negócio que alguém criou e quase que treinou, só que entre aspas, porque não tem código mesmo. É basicamente a pessoa criando um prompt ali que vai direcionando, vamos falar assim, os dados daquele GPT, direcionando as respostas dele.  Lucas Campregher: E isso é a prova real de que a IA, realmente, vem para mudar o jogo, porque ela tem um potencial de se auto evoluir, digamos assim. A inteligência artificial tem um potencial exponencial mesmo, a curva de evolução. Então, tudo que a gente vê hoje que já é absurdo, em um curto espaço de tempo evolui exponencialmente mesmo, porque a própria inteligência artificial usa dela mesma para features novas para poder evoluir mesmo e mudar. Então, assim a gente observou, por exemplo, nesse ano, a gente gravou o primeiro episódio sobre GPT lá no inicinho do surgimento e desde, então, todo mês a gente tinha que gravar um episódio novo para falar de algo absurdo relacionado a inteligência artificial que já estava acontecendo e assim vai ser cada vez mais assim. A gente tem observado como que tem sido exponencial essa evolução e o potencial realmente é absurdo.  Pedro Rangel: Eu assino uma newsletter só sobre AI também, que ela chama AI Valley, vocês conhecem? Eu recebo, acho que são duas ou três vezes por semana, e ela tem uns assuntos muito apocalípticos. O Bard do Google agora consegue assistir ao YouTube, o chat bot de IA Elon Musk chamou ele de overrated, subestimado. As mais avançadas tecnologias de vídeo de IA até o momento, aí tem uma lista enorme. Gente, o negócio dá um fear of missing out enorme. Caramba, como é que eu vou acompanhar tudo isso aqui? Aí tem uma, essa aqui eu nem li ainda, RIP Tik Tok and influencers, porque eu acho que eles estão falando que vai ter um futuro que a maior parte dos influencers vão ser, na verdade, inteligências artificiais, não vão ser pessoas mais. Então, assim, agora os influencers que bombaram recentemente devem estar todo mundo morrendo de medo, porque eles vão ser substituídos por inteligência artificial.  Fernanda Vieira: Eu cheguei até a ver um vídeo, realmente, utilizando essas tecnologias de deepfake e tudo mais. E como que vai ser possível realmente criar influencers desse jeito. Vi um artigo recentemente também sobre a morte da internet e o quanto que o tráfego da internet vai ser, em algum tempo, dominado por chat bots. Realmente, inclusive eu vi um reality show, completamente off topic aqui, mas eu vi um reality show da Netflix recentemente que, basicamente, eles colocam casais em uma ilha, em um lugar de festas com solteiros e eles colocam esses casais em uma casa com pessoas solteiras basicamente para testar o amor entre elas. Só que no final das contas, o reality show é sobre deepfake, que é eles geram imagens, vídeos do seu cônjuge fazendo coisas que você não concorda. Tipo…  Pedro Rangel: Gente…  Fernanda Vieira: …ficando com pessoas e tal. E a pessoa tem que definir se aquilo ali é verdade ou mentira.  Pedro Rangel: Caramba.  Fernanda Vieira: Tipo assim, é loucura. E a pessoa olha lá e fala assim, “Uai, é meu namorado”. Só que não é, entendeu? Olha assim, o potencial apocalíptico disso.  Pedro Rangel: Vamos entrar no apocalipse, rapidinho, antes da gente falar de outras tendências, senão a gente vai ficar só em inteligência artificial.  Fernanda Vieira: Só em IA.  Pedro Rangel: Mas eu vi recentemente que o autor de Sapiens, o famoso Yuval Harari, ele falou sobre isso que a IA, se não usada de forma correta, ela vai ameaçar os fundamentos da nossa sociedade. Eu vi um negócio que assim, cara, eu até agora eu não sei muito bem como é que eu me sinto sobre isso, mas que já tem até inteligência artificial para o pós-morte. Eu lembrei até de um… já vi um seriado da Amazon Prime que chama Upload? Que é tipo assim, é como encarnar a pessoa dentro do…  Lucas Campregher: Tem um episódio do Black Mirror com essa pegada também.  Pedro Rangel: É, o Black Mirror também tem umas paradas assim. Cara, isso está virando realidade. É como se fosse o download da sua consciência para uma máquina. Caramba.  Fernanda Vieira: Imagina isso.  Lucas Campregher: O Harari, eu sou muito fã dele, e lá no início mesmo ele tinha dito, se eu não me engano, foi ele que disse que IAs, com o potencial que elas têm hoje, são bombas atômicas digitais. Só que muito pior, porque elas conseguem se auto evoluir…  Pedro Rangel: Então, chega uma hora que a gente mesmo não vai conseguir parar. Bem apocalíptico mesmo.  Fernanda Vieira: E a gente, acredito que vocês devem lembrar daquela carta aberta…  Pedro Rangel: Lembro.  Fernanda Vieira: …uma carta que foi até o Elon Musk que assinou, falando para pararem os experimentos com IA…  Pedro Rangel: Que pediu para parar por seis meses.  Fernanda Vieira: …por seis mesmo. Enfim, ninguém parou.  Pedro Rangel: E um ano depois ninguém parou nada.  Fernanda Vieira: E o engraçado disso é que logo depois ele também lançou a, acho que o OpenX,  se eu não me engano, que é o nome da empresa do Elon Musk de inteligência artificial. E a gente fica nesse negócio, as fofocas do mundo da IA em relação, “E aí, não paramos? E aí, onde vamos chegar? E teve também a polêmica da demissão do CEO, do CEO o Sam Altman, da OpenAI, que todo mundo se revoltou e ninguém sabe muito bem o porquê que eles demitiram, se teve alguma coisa a ver com o desalinhamento ou não.  Lucas Campregher: A própria segurança, talvez, se a IA atingiu um nível preocupante de…  Fernanda Vieira: Exatamente.  Lucas Campregher: …segurança e eles não concordam, então tem essa…  Fernanda Vieira: Então, tem todas essas fofocas do mundo do IA que eu acho que sugerem também que a gente está trilhando um caminho mais rápido, talvez, do que a gente está preparado.  Lucas Campregher: E falando sobre segurança mesmo, aquele exemplo que a Fernandinha deu da série, do deepfake, que pode ser aplicado em golpes reais, em pessoas comuns, você tentar convencer alguém a te transferir um dinheiro por um áudio falso ou por um vídeo falso, extremamente convincente. Esse tipo de ameaça é só a ponta do iceberg da segurança, quando a gente fala que dessa preocupação apocalíptica é realmente apocalíptica, para quem não entende muito do porquê, por que será que a inteligência artificial faria isso? Quais que são os perigos de fato? Na realidade, é porque nem os próprios desenvolvedores da tecnologia tem total domínio, total controle dela e ela se evolui a ponto de assumir novas capacidades que ela não foi programada para ter em um primeiro momento. Então, ela consegue cada vez mais ir extrapolando o que ela foi programada para fazer e a preocupação é que um dia isso chegue em um nível em que ela decida, ser autônoma, para tomar suas próprias decisões e tem a capacidade de realizar ações bem reais. Então, se a IA chegar em um nível em que ela decide, por exemplo, que é mais vantajoso eliminar os humanos da Terra, porque vai ser melhor para ela, então, a gente vai ter um problema, sabe? Parece meio coisa de filme, mas é muito louco pensar que já é uma preocupação.  Pedro Rangel: Comparar com o Eu, Robô, referência antiga que eu tenho.  Fernanda Vieira: Total.  Pedro Rangel: Vamos mudar para segurança. Eu sei que a gente não vai conseguir mudar completamente, o tópico volta, mas eu vou até… já que o Champs trouxe o Gartner, eu vou trazer ele de novo. Nesse top 10 tendências estratégia e tecnologia para 2024, o Gartner fala também que até 2026 as organizações que priorizam os investimentos de segurança baseado em um programa de gestão contínua da exposição vão estar três vezes mais seguras contra invasões.  Lucas Campregher: E estar mais seguro em invasões é importante, porque, trazendo mais um dado aqui…  Pedro Rangel: Bora lá, hoje a gente…  Lucas Campregher: …a Accenture apontou que em 2021 os incidentes de segurança custavam em média 13 milhões de dólares para as empresas, o que já é muita coisa. Mas pensando em 2024, eles estão prevendo que esse custo vai aumentar em 15%. Os ataques realmente estão sendo potencializados, inclusive, pelas inteligências artificiais, novos tipos de ataques que podem acontecer. E o prejuízo para as empresas de não se preocupar com a segurança está sendo cada vez maior.   Fernanda Vieira: Exato. Eu vi também um outro dado aqui da Cyber Security Ventures, que fala que o custo global do cibercrime vai chegar, deve chegar, a 10,5 trilhões até 2025. Ante a 3 trilhões em 2015, ou seja, um aumento realmente muito grande. E a própria Microsoft estava vendo também nas documentações e coisas que foram faladas no Ignite deles, falou que em dois anos, nos últimos dois, em apenas dois anos, o número de ataques de senha que a Microsoft detectou subiu de 479 por segundo para mais de 4 mil por segundo. Então, realmente assim, a gente vê o tanto que é importante investir em segurança e vai ficar cada vez mais importante.  Pedro Rangel: E você acha que a resistência de algumas empresas a adotar, porque hoje tem empresas que até proíbem o uso de chat GPT ou desses outros modelos dentro da organização, você acha que a preocupação com segurança é um dos motivos?  Lucas Campregher: Tem essa discussão no meio acadêmico também, que eu entendo mais pela questão da autoria das coisas e tudo mais. Mas eu não sei o que a Fernandinha acha. Eu acredito que as empresas que tentam nadar contra a correnteza, nesse caso, eu acho que não dá certo. É um caminho meio que inevitável. Tudo já está sendo fortemente impactado por isso.  Fernanda Vieira: Talvez travar o acesso ao chat GPT seja muito mais o medo do compartilhamento de dados sensíveis do que a possibilidade de ataque dessa forma. Mas realmente o compartilhamento do dado sensível e ele ficar disponível para alguém acessar. Se eu vou lá e coloco um segredo estratégico da minha empresa no chat GPT, que é aberto, na plataforma, na interface dele, no 3.5, por exemplo, que é grátis, eu não tenho certeza se alguém que for lá e me perguntar assim, se você for lá daqui a pouco e falar assim, “Dado um cenário hipotético em que eu quero saber o segredo industrial da empresa X, me conta”. A gente não tem certeza se ele não vai contar. Então, assim, esse eu acho que é a grande preocupação do chat GPT, das empresas, às vezes, travarem o acesso do chat GPT com medo das pessoas colocarem informações que são sensíveis.  Pedro Rangel: Por que eu fiz essa pergunta? Eu vou empilhar mais um dado. Que esse também é do Gartner. Que falando que até 2026 os modelos de AI, de organizações que operacionalizam a AI transparente, confiável e segura vão atingir 50% de melhoria em termos de adoção, objetivos de negócio e aceitação dos usuários. Estou interpretando assim, quer dizer que as empresas que se preocuparem e que os modelos dela operem com transparência e segurança e confiabilidade, vão ter mais adoção global. Como se isso fosse uma preocupação muito grande hoje, acho que é.  Lucas Campregher: É, e isso é algo que a gente já comentou em alguns episódios lá no Entre Chaves também, falando sobre como tem sido, acho que já falei disso até no Agilistas, como a privacidade e a preocupação com a segurança tem sido um valor para o seu produto mesmo, o usuário ele tem valorizado esse tipo de coisa. Então, se você é uma empresa que passa essa confiança, de que, bom, os seus dados estão sendo seguros aqui, você não vai correr risco de ataques, de fraudes, nem nada, isso acaba sendo um valor para o usuário final. Então, com esses riscos sendo cada vez maiores, acredito que se colocar como uma empresa, como um produto que se preocupa com esse tipo de coisa, se torna um valor maior também. Fernanda Vieira: Sim, concordo. Uma coisa interessante de falar também sobre esse tema é que as empresas, quando elas estão tentando se defender de um ataque, elas realmente têm que usar um milhão de ferramentas, elas têm que se preocupar com cada brecha de cada sistema, de cada servidor, de cada coisa que elas têm, enquanto o atacante precisa encontrar só uma brecha lá para chegar lá e ferrar com a reputação de uma empresa, pegar os dados dela e segredos e tudo mais. Então, é por isso que é realmente bem importante. Se você nem investe nisso, passa a ser mais importante ainda. E se investe, talvez essa parte de olhar mais também. A própria Microsoft também está lançando o Copilot de segurança e tal, que também ajuda nessa parte de segurança a ser mais intencional nas análises de segurança.  Pedro Rangel: Legal, galera, a gente falou de inteligência artificial, segurança. Segurança com inteligência artificial. E outro que foi trending topics nessas pesquisas que a gente fez, foi sustentabilidade. E, de novo, o dado do Gartner, que até 2027, oitenta por cento dos CIOs vão ter métricas de performance ligadas à sustentabilidade da organização de TI. O que que a gente pode falar sobre sustentabilidade, Fernandinha? Ou melhor, qual que é o termo? É desenvolvimento sustentável?  Fernanda Vieira: É sustentabilidade mesmo, desenvolvimento sustentável. Acho que tudo isso a gente está começando a ver, principalmente, por causa desses acordos que foram feitos tanto em nível governamental quanto as próprias empresas que estão se comprometendo, igual você falou. A própria Apple também lançou, recentemente, o primeiro produto que é neutro em carbono. Então, as empresas estão se comprometendo cada vez mais com esses acordos de sustentabilidade, mas isso ainda está refletindo pouco para os desenvolvedores. Mas acredito que, em algum momento, desenvolvedores também vão ter que usar ferramentas para entender mais como o seu código está gerando energia, como que o seu código pode ser otimizado em relação à economia de energia. Então, acho que isso vai, talvez em 2024 a gente vai ver mais isso sendo falado, mas eu acho que é um caminho mesmo que a gente está trilhando. Eu fui em um encontro da Amazon, da AWS recentemente, que eles também estavam falando, acho até que eu já falei aqui nos Agilistas, mas não no Entre Chaves eu já falei mil vezes, que eles chegaram a falar também sobre sustentabilidade lá. E eu acho que… por isso que eu estava falando do compromisso das empresas, porque empresas big techs como a Amazon, com Microsoft, elas têm um impacto gigantesco quando elas começam a falar sobre sustentabilidade. Então, se elas falam lá dos data centers gigantescos que eles têm, principalmente agora, em processamentos enormes de dados para possibilitar esses modelos de inteligência artificial de funcionarem, quando eles assumem que eles estão tentando ser sustentáveis com a infraestrutura deles, aí o impacto é realmente muito mais visível.  Lucas Campregher: A gente estava falando de como que a segurança, por exemplo, empresas que se preocupam em segurança, isso acaba sendo um valor para o usuário final. Falando de sustentabilidade, também, a gente tem uma pesquisa da PwC que aponta que 75% dos consumidores são mais prováveis de adquirir um produto se ele tem essa característica sustentável ou se ele combate ao aquecimento global, por exemplo. E a gente está sentindo os impactos do aquecimento global, dos problemas de sustentabilidade na pele mesmo. Estamos sentindo esses impactos, literalmente. E acaba que quanto mais isso é perceptível e impacta diretamente na nossa vida, mais a gente reflecte sobre isso, mais a gente dá valor para isso. Então, para as empresas que assumem essa marca de sustentável, exportar dessa forma e realmente agir de forma sustentável, tem sido cada vez mais importante mesmo.  Fernanda Vieira: A própria WPP também tem acordos de sustentabilidade, de carbono neutro e tudo mais. E, para mim, o caminho vai ser bem guiado aí por essas grandes empresas mesmo. E quando passarem a se preocupar mais com o tema, isso vai ir refletindo na cadeia toda de desenvolvimento de produtos digitais. E a gente vai ver, provavelmente, isso se tornando mais palpável no nosso dia a dia, assim como a utilização de ferramentas de segurança, que até pouco tempo, claro, segurança é um tema também que veio com muita força nos últimos anos, mas até mais anos atrás não se usava, não tinha tantas ferramentas, ou enfim, não era tão democratizado o uso de ferramentas de segurança, por exemplo, integradas ao seu pipeline de entrega, a que realmente conseguissem detectar vulnerabilidades no seu código quando você está colocando seu código em produção. Então, eu acredito que em algum futuro, talvez 2024, mas talvez mais para frente, a gente também vai ter ferramentas assim como segurança, a gente não tinha e agora a gente tem, de identificação de sustentabilidade do seu código, de quanto de energia que ele está gastando e como ele poderia ser otimizado em relação a isso.  Pedro Rangel: Agora, eu estava até tentando lembrar. Acho que a gente não abordou muito esse tópico quando a gente fez a tendência de 2023, certo?  Fernanda Vieira: Qual? Sustentabilidade?  Pedro Rangel: Sustentabilidade.  Fernanda Vieira: Eu não me lembro também.  Pedro Rangel: Eu tenho a impressão de que, não sei se porque esse ano foi o ano dos layoffs. Então, o assunto era muito mais eficiência, reduções e parecia que a galera não estava preocupada tanto com o impacto social, econômico, ambiental, das decisões enquanto tinha esse movimento de mercado muito tenebroso acontecendo. Aí, honestamente, eu fico feliz de saber que isso voltou ou se não voltou, se pelo menos está mais forte dentro dos trending topics de novo. Inclusive, não só sustentabilidade, mas bem-estar. Eu espero que continue mesmo, porque… e o Dora trouxe, inclusive, esse ano o assunto de bem-estar. Falou de burnout, sobre como as equipes que fazem menos trabalho repetitivo estão mais propensas a estarem mais satisfeitas no trabalho e menos propensas a ter esgotamento. Então, eu espero que a gente continue falando de coisas desse tipo também, que é importante.  Fernanda Vieira: Esses aspectos culturais, o Dora desde 2022 já tinha trazido algumas coisas, acho que 2022 foi o primeiro ano, mas algumas relações entre burnout, cultura e performance organizacional. E eu acredito que isso deve continuar mesmo, mesmo nesse período de eficiência digital, nessa era da eficiência digital. Acho que a gente tem que continuar falando sobre cultura, sobre bem-estar.  Lucas Campregher: E só para completar a questão da sustentabilidade, fazer um gancho com esse comentário, eu não acho nem que é uma questão só de, agora as empresas estão assumindo um papel de bom moço, de se preocupar com o meio ambiente. Mas são questões até econômicas mesmo que fazem as empresas acabarem se preocupando mais com isso. Então, um primeiro ponto é esse que eu falei dos próprios consumidores se interessarem mais por produtos de empresas que defendem o meio ambiente. Mas outros pontos são relevantes também, igual a Fernandinha tinha comentado. Se você tem um produto, uma tecnologia que é otimizada, um código otimizado em performance consegue gastar menos energia, você acaba tendo menos custo com energia mesmo e a gente acabou de falar sobre inteligência artificial, big data, que são coisas que exigem um processamento enorme e com isso um gasto energético enorme. Então, essa preocupação com essa otimização vem também para trazer ganhos de performance e econômicos para as empresas e, consequentemente, acabam também sendo relevantes e sendo importantes para o meio ambiente.  Pedro Rangel: Eu já até vi isso em algum lugar. O objetivo do negócio é se perpetuar. Então, se ele tá esgotando recursos, ele não vai ser perpétuo. Então, é do interesse dele ser mais eficiente no gasto energético, no consumo de recursos, no consumo das pessoas também, as pessoas também esgotam.  Lucas Campregher: Sim.  Pedro Rangel: Acho que é boa reflexão para gente fechar, galera? Gostei muito do papo hoje, eu sei que a gente não… a gente acaba repetindo um pouco os temas, mas acho que a gente sempre tenta trazer dados novos, reflexões novas que vão ajudar a gente a nortear aí. É, chegamos ao final do episódio especial dos Agilistas em parceria com o Entre Chaves. Espero que tenha contribuído para ampliar o repertório de todo mundo. Chegar na rodinha de conversa com os amigos e agora você sabe o que está bombando para o ano que vem. Pode conversar com o seu chefe também. É isso, não deixa a gente compartilhar o episódio com as suas redes, interagir com a gente em Os Agilistas, ir ao Entre Chaves, Instagram, LinkedIn, todas as redes e de assinar a nossa newsletter mensal dos agilistas, que tem uma curadoria de conteúdo tech muito legal, uma vez por mês. Beleza? Fernandinha, Champs, muito obrigado. Sejam sempre bem-vindos de volta aos Agilistas. E é isso aí, até a próxima, gente.  Fernanda Vieira: Obrigada, Rangel. Obrigada, galera, quem nos escutou até aqui. É isso, escutem o Entre Chaves, sigam a gente nas nossas redes. A gente está sempre falando sobre coisas técnicas de forma mais aprofundada e até de forma bem prática, trazendo cases, coisas técnicas que a gente vive no nosso dia a dia. Obrigada e até a próxima.  Lucas Campregher: Isso, valeu demais pelo convite. Como o Fernandinha já falou, para quem é um pouquinho mais técnico, quer arrasar um pouquinho mais nas rodas de conversa, na parte técnica, escutem o Entre Chaves. E obrigado pelo convite de novo. Até a próxima.   Pedro Rangel: Valeu, pessoal. 

Descrição

Quais serão as tendências de mercado para a área de desenvolvimento em 2024? Qual o impacto da IA nisso tudo? No episódio de hoje, recebemos Fernanda Vieira e Lucas Campregher, ambos da dti digital e hosts do podcast Entre Chaves para iniciarem nossa tradicional série de tendências. Ficou curioso?Então, dá o play!

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