: :
os agilistas

#248 – A solução que revolucionou a comunicação interna do Banco Carrefour

#248 – A solução que revolucionou a comunicação interna do Banco Carrefour

os agilistas
: :

Paulo Ruza: Eu acho que é muito bacana ser um espaço de todo mundo. A gente já está, eu falei com a Nancy que cuida disso para a gente, rompendo a barreira de 5 mil reproduções. Então, se você pensar em um banco de 600 para 700 funcionários, 5 mil reproduções em um ano e meio é um volume bastante relevante. 

Pedro Rangel: Bom dia, boa tarde, boa noite. Bem-vindos a mais um episódio de Os Agilistas. Eu sou o Pedro Rangel. Hoje nós vamos conversar sobre um case muito interessante do Banco Carrefour, que é um projeto de fortalecimento da cultura ágil por um projeto de podcast. Essa turma tem case no Agile Brazil, no Web Summit do Rio. Então hoje o esquema aqui é inception. A gente vai falar de podcast dentro do podcast. Mas vamos lá. A gente está trazendo dois convidados, a Thais Keiko, podcaster do CarrefasCast, e o Paulo Ruza, que é gerente de dados do Banco Carrefour. Eles estão nessa jornada para espalhar a cultura ágil dentro da empresa e para isso criaram o CarrefasCast. Então, vamos conhecer eles, começando pela Thais primeiro. Seja muito bem-vinda, Thais. Conta para a gente um pouquinho da sua história, papel no podcast, no banco. 

Thais Keiko: Bom, eu sou, na verdade, eu falo agregada, mas o Ruza vai explicar um pouquinho como que surgiu a ideia do podcast, mas foi através de um dos chamados que tem internamente dentro do banco, que eu me interessei, aí eu procurei o Ruza, a Nancy, que, inclusive, foi ela que participou comigo no Agile Brazil, para eu poder estar fomentando ainda mais a cultura ágil dentro do banco, não só a cultura ágil, mas outros temas também. 

Pedro Rangel: Super legal. Bem-vinda, Thais. Obrigado por aceitar o nosso convite. E, Paulo, se apresenta também para a gente, Paulo. 

Paulo Ruza: Bom, eu sou o Ruza, dificilmente alguém me chama de Paulo… 

Pedro Rangel: Ruza, então. 

Paulo Ruza: Não, tranquilo. Eu brinco que eu estou nesse mundo de podcast desde quando era tudo mato. Eu gravei alguns podcasts bem das antigas, ali em 2015, 2016, 2017. De fato, umas brincadeiras bacanas e era um mundo que a gente tinha muita curiosidade. Na empresa que eu passei anterior, na SulAmérica, a gente já tinha uma cultura muito forte de podcast, e quando eu vim para o Banco Carrefour, eu já trabalhava com a Nancy desde a SulAmérica, uma das coisas que a gente já veio para o Banco Carrefour foi com a ideia de trazer, de fomentar esse canal de podcast como mais um canal de comunicação na companhia. Eu brinco que o podcast é o melhor jeito de receber um e-mail corporativo, porque você não precisa ficar lendo aquele negócio gigantesco, é uma troca mais divertida, enfim. Não deixa de ser um espaço corporativo, mas é onde você consegue ter um conteúdo muito mais aprofundado e de fato falar e conhecer melhor as pessoas ali da empresa. A gente já veio com essa vontade, encontrou um solo fértil e conseguiu construir um podcast bem bacana. 

Pedro Rangel: Que legal, em um formato mais divertido também, não é, Ruza? Mais atrativo para o pessoal da empresa. 

Paulo Ruza: É um canal diferente, né? A ideia é exatamente essa, ser um canal diferente. 

Pedro Rangel: Hoje vocês dois são hosts do CarrefasCast? Tem mais gente com vocês na jogada? Como é que funciona? 

Thais Keiko: Tem mais gente na jogada. Eu digo que o Ruza é o pai do podcast lá no Banco Carrefour. 

Pedro Rangel: Certo. 

Thais Keiko: Mas tem mais gente. Eu, na verdade, como você já apresentou, o Ruza é o gerente de dados, às vezes também está ali na parte de Dados, nos ajudando nessa parte de comunicação. Eu estou ali representando o pilar de agilidade, mas a gente tem outros apresentadores. Temos a Bianca, ela faz o pilar de tecnologia e temos do Marcos, que é de prevenção a fraude. A gente sempre tenta diversificar os assuntos. Não só de agilidade, mas outros temas também. 

Pedro Rangel: Legal, gente. Parabéns pela iniciativa. Vamos conversar um pouquinho mais sobre o desafio aí agora? Primeiro, para o pessoal que não conhece tanto da organização ainda, do Banco Carrefour, em que momento de maturidade vocês diriam que o banco está, hoje, com relação a essa jornada de agilidade? 

Thais Keiko: Falando aqui de agilidade, a gente está com uma maturidade de média para alta. Já estamos fazendo planejamentos entregados com toda a empresa e agora estamos buscando a eficiência. Hoje, tem a parte do delivery que atende as tribos, e temos também a parte do APIMO, que é onde eu estou atuando, que seria onde a gente atende as funções corporativas, por exemplo, Compliance, RH, Auditoria, então tem essa parte também de agilidade dentro do banco. 

Pedro Rangel: Legal. Para quem não conhece, que está ouvindo a gente, o Banco Carrefour tem mais de 700 colaboradores, não é isso? 

Thais Keiko: Quando eu coloquei na Agile Brazil eram 700 colaboradores. Eu não sei se o Paulo tem algum dado mais aproximado, mas acho que está quase 800, por aí. 

Paulo Ruza: É nessa casa aí, de 700. 

Pedro Rangel: Legal. Eu estou comentando isso justamente porque quem trabalha com agilidade hoje sabe que ser ágil é um desafio diferente conforme o tamanho da organização. Uma estrutura que, já podemos considerar grande, como essa aí do banco, com certeza vocês passaram e passaram por desafios que muitas grandes empresas passam na adoção da cultura, não é? E aí eu queria… o Ruza já até comentou um pouquinho, mas eu queria saber se teve um momento eureca que levou à criação do podcast, que vocês falaram assim: “essa é a ideia, vamos com ela”? 

Paulo Ruza: Teve. Eu acho que foi muito acelerado por conta do movimento da pandemia, aquela chuva de e-mail corporativo, todo mundo em casa de maneira forçada, a empresa queria falar com os funcionários, a galera queria se comunicar, saber o que estava rolando, mas cada uma sua casa, a gente perdeu aquele contato e daí veio a ideia: precisamos de um podcast. A gente precisa falar com esta galera. Não pode ser frio como um e-mail corporativo ou como uma conversa, um grupo de WhatsApp ou de Hangout. E aí veio essa vontade de fomentar uma cultura de podcast. A gente começou junto com o time de agilidade, com o time de inovação, plantamos a sementezinha lá no banco. No começo, foi tudo muito puxado nos CPFs mesmo, foi pessoal de agilidade, de inovação e o meu time aqui de dados, meio que bancando as coisas, a gente foi atrás de comprar equipamento, e depois o banco percebeu o valor e aí começou a fomentar. A gente brinca que eu sou o host aposentado. Eu apresentei a primeira temporada inteira… a gente já está indo para a terceira? 

Thais Keiko: Isso. 

Pedro Rangel: Que legal, vocês organizam em temporadas, então? 

Paulo Ruza: Isso, estamos indo para a terceira temporada e vou pegar aqui minha colinha, mas a gente está com mais de 70 episódios. 

Pedro Rangel: Que legal. E desde quando? Quando é que vocês começaram? 

Thais Keiko: Ruza, você vai me ajudar, porque eu não estava na parte inicialmente. O Ruza junto com a Nancy, a gente tem time de inovação. E dentro do time de inovação, a gente tem um colab de portal de ideias. E foi quando a Nancy, junto com o Ruza também colocaram essa ideia. Então, na verdade eu entrei na segunda temporada. Eles lançaram a primeira temporada e, através… a gente tem uns canais de comunicações internos lá dentro do banco e tem alguns chamados através de alguns clip its que a gente coloca internamente e aí eu falei: vou lá procurar o Ruza e a Nancy para saber como que eu posso estar participando. Porque lá na empresa, a agilidade estava passando por um momento… acredito que vai depender do momento de cada organização, mas a gente estava num momento de que o pessoal não estava acreditando muito em agilidade, estavam descrentes, acho que só acontece lá no Leste Europeu. Só no Himalaia. Mas então a gente, aqui junto com o time, a gente estava pensando de que forma a gente poderia estar fomentando, engajando o pessoal, de saber um pouco mais sobre a agilidade e também outras metodologias, por exemplo, a gente estava querendo implementar P.I. Planning, coisa que a gente não fazia ainda na organização. Então o podcast foi uma porta de o pessoal estar mais próximo, como o Ruza falou, estava naquele momento que não poderia ser frio como um e-mail corporativo, então a gente queria, de alguma maneira, engajar o pessoal, e aí através do podcast, a gente teve outras aberturas para outras iniciativas, como por exemplo, aqui dentro de casa a gente fez uma série chamada Agilidade, Para Que Te Quero, que são pílulas de conhecimento, são vídeos de até dez minutos falando sobre backlogs, sobre métricas, sobre também business agility, entre outros temas. E também teve uma outra iniciativa aqui… olha o poder do podcast: através dessa iniciativa do podcast a gente tem o Banco Um Minuto, que são diretores falando, um minuto mesmo, sobre os acontecimentos da última semana. São assuntos assim, por exemplo, diretor de riscos, não precisa necessariamente falar sobre só alguns acontecimentos que aconteceram na área de riscos, mas também das outras áreas, de ouvidoria, compliance. 

Pedro Rangel: Vocês já transcenderam o podcast, não é? Já se desdobraram em várias outras iniciativas aí, isso é que é legal. Muito bom. Thais, o Ruza já comentou que ele já tinha um pouco de histórico com o podcast, mas assim, de host para host, deu frio na barriga quando você começou? 

Thais Keiko: Muito. E eu perguntei para o Ruza, quando eu fui procurar ele, eu falei: “Ruza, posso participar de alguma coisa”? E ele disse: “não, você vai ser host”. Falei: “como assim eu vou ser host”? Então, o legal do podcast é um ambiente colaborativo mesmo. A gente deixa sempre os microfones abertos, porque alguém da outra área pode querer ser host. Apesar de estar concentrado, o Ruza fala que ele é um host aposentado, mas às vezes ele aparece nas temporadas. Apesar de estar concentrado em quatro representadores, cada um representando o seu pilar, a gente sempre deixa os microfones abertos para que a pessoa seja um host. Não necessariamente precisa estar concentrado apenas em mim, na Nancy, na Bia ou no Marcos. Então, as pessoas de outras áreas que se sentirem confortáveis podem ir lá pegar o microfone e gravar. 

Pedro Rangel: E aí vocês vão dando voz para outras pessoas na organização também. Show de bola. 

Thais Keiko: Isso, a gente auxilia ali na hora da montagem e tudo mais, orientações, mas a gente sempre deixa à vontade. 

Pedro Rangel: Legal. E vocês já comentaram um pouco dos desdobramentos do podcast e tal, sobre melhorar o engajamento das pessoas nesses temas que vocês estão trazendo. Acho que o que vocês falaram, cada um de vocês tem um tema predominante, mas vocês conseguiram, de fato, observar mais engajamento? Por exemplo, o do Paulo, seu tema predominante é dados, não é, Paulo? 

Paulo Ruza: Isso. 

Pedro Rangel: Você conseguiu observar, depois do podcast, uma diferença na disseminação do seu conteúdo, antes e depois, depois dos episódios, se teve feedbacks… de que forma que vocês estão vendo mais engajamento com a galera? 

Paulo Ruza: Eu acho que é importante dizer que a gente sempre teve essa preocupação do podcast ser um open mic, microfone aberto para quem quisesse, do banco, falar. Então eu sempre tive esse cuidado de que não podia virar o podcast do Ruza, e é por isso que eu brinco que de fato eu me retirei depois da primeira temporada porque eu precisava dar coragem para galera. A gente sabe que é o que você falou. Dá um frio na barriga, o povo fica tímido, et cetera, então a gente apresenta a primeira temporada para todo mundo ver que não é um monstro, que não é um bicho de sete cabeças e aí surgem Thaises, Bias e Marcos e et cetera e outras pessoas que encarnam essa coragem hoje e vão lá e estão à frente do podcast, que eu acho que é muito bacana ser um espaço de todo mundo. A gente já está… falei com a Nancy que cuida disso para a gente, rompendo a barreira de 5 mil reproduções. Se você pensar num banco de 600 para 700 funcionários, 5 mil reproduções em um ano e meio é um volume bastante relevante. Então, querendo ou não, todo o conteúdo que a gente divulga no podcast acaba alcançando muita gente, gerando engajamento sobre o tema. A galera procura… eu acho muito engraçado, você passa pela empresa hoje ali no híbrido e você vê as pessoas, entre elas, comentando: “ouvi teu podcast”, “vi que você gravou não sei o que lá”, então, a gente vê que o alcance é grande. Do nosso lado de dados, a gente tem um portal de dados e a gente costuma chamar o engajamento. A gente faz um call to action para o nosso portal e aí a gente consegue medir. Aumenta de 200% a 400% o nível de acesso no portal quando a gente lança um podcast. 

Pedro Rangel: A resposta do cara de dados tinha que vir com métricas, não é, Thais? 

Thais Keiko: Dados e fatos. 

Pedro Rangel: Muito legal que vocês já monitoram os KPIs do podcast. Muito bom, parabéns por esses resultados. E de fato é muito gratificante quando você está passando pelo corredor e a pessoa te para, elogia, cita alguma coisa que você tenha falado ali ou que tenha sido reproduzida no podcast. Acho que isso é realmente muito legal. 

Thais Keiko: Posso trazer aqui alguns feedbacks. 

Pedro Rangel: Claro. 

Thais Keiko: No final de cada episódio a gente sempre pede os feedbacks daquele episódio, quais temas que vocês gostariam de estar levando para o próximo episódio de podcast, então eu vou ler aqui alguns: “Parabéns pela iniciativa. Ao menos para mim, tem me ajudado bastante a identificar colegas e áreas de atuação e entender cada vez mais o banco”. “Muito legal. Parabéns pela iniciativa. Acabamos ouvindo as pessoas que muitas vezes não convivemos muito e acabamos nos conectando com ela. Muito legal mesmo”. Apesar de a gente nem sofrer com as reuniões lotadas, agendas e e-mails, então o poder que um podcast dentro de uma empresa corporativa com mais de 700 colaboradores pode estar fazendo. Mesmo a gente só escutando, a gente consegue se conectar com elas. 

Pedro Rangel: Então, teve um fator de fortalecimento da comunidade do banco também. Vocês estão criando mais conexões internas. Isso é muito legal. A gente aqui também faz isso. Os nossos agilistas aqui, o podcast da DTI é muito de conexão com o mercado, mas a gente foi percebendo ao longo do tempo que ele tem um poder até de onboarding, de funcionários novos que chegam. A gente passa, já, logo a playlist. “Escuta esse, esse e aquele”. Muito melhor do que a gente fazer um Powerpoint para o cara que está entrando e já ouvir a gente conversando sobre agilidade, por exemplo. É legal, parabéns pelos feedbacks, Thais. Hoje vocês estão publicando os episódios no SoundCloud. Vocês falaram que já tem mais de 70 episódios. Até pelo que eu vi do próprio Agile Brazil, vocês colocaram o podcast como uma ferramenta interna, mas vocês estão publicando externamente também. Como é que está sendo isso? Tem alguns episódios que vocês deixam externos? Ou o objetivo é realmente, puramente um podcast para dentro do Banco Carrefour? 

Paulo Ruza: Ele nasceu para ser um canal de comunicação interno de endomarketing mesmo. No podcast hoje, nesses episódios publicados lá no SoundCloud, a gente trata de temas sensíveis, de temas mais estratégicos do banco. Eu brinco que eu e a Thais tivemos o prazer, por exemplo, de gravar com o CEO novo. A gente teve uma troca de CEO na companhia e praticamente a primeira aparição pública do CEO novo foi feita no podcast. A gente poder bater esse papo com o cara que ia assumir a cadeira mais importante da empresa. Então por esse motivo a gente ainda os mantém no ambiente interno. Mas, em maio agora, a gente fez a loucura de levar o podcast para o Rio de Janeiro e gravamos 16 episódios dentro do Web Summit. Montamos um estúdio dentro do Web Summit, gravamos esses episódios e aí os episódios que a gente gravou com parceiros, com startups parceiras dentro do Web Summit, esses a gente disponibilizou. 

Pedro Rangel: Legal. E como é que foi essa participação no Web Summit? Esses episódios que vocês gravaram foram palestras ou foram temas que vocês elaboraram para o podcast, especificamente lá? 

Paulo Ruza: A gente no Web Summit levou um estande, construiu um estande para mostrar toda a parte de inovação que a gente vem fazendo no grupo e atrás do estande a gente montou uma sala de gravação de podcast, de fato, levamos todo o equipamento para o Rio, montamos a sala e, como o foco no Web Summit era mostrar o ecossistema de inovação e os parceiros de inovação, a gente acabou gravando com as startups parceiras que a gente levou para fomentar no Web Summit. Então lá, todas as conversas foram com parceiros. Então, por exemplo, gravei episódio com o pessoal que fazia um trabalho incrível lá no Rio de Janeiro de distribuição de correspondência em comunidade que o Correio não fazia. Gravei com o responsável da Microsoft sobre inteligência e AI generativa. A gente foi pescando a galera que ia passando lá de startup do ambiente e trancava a galera na sala e gravava. 

Pedro Rangel: Desde o lançamento do podcast, vocês podem citar um momento mais gratificante ou surpreendente que vocês vivenciaram desde o lançamento? 

Thais Keiko: Bom, vou falar por mim. Eu, com o time aqui de Agilidade, a gente queria estar fazendo esse engajamento aqui do lado, era uma das preocupações aqui do nosso lado. Então, só nos episódios de agilidade, a gente teve mais de 4 mil reproduções no total, e ainda tem mais pautas no planejamento para serem lançados esse ano. Então, para mim foi muito legal que o pessoal escutou e a gente conseguiu fazer engajamento através do podcast, que abriu, como eu comentei anteriormente, as iniciativas, como as pílulas, os vídeos de 10 minutos da série que a gente fez aqui, das … que a gente conseguiu, o pessoal foi mais aberto para as iniciativas que a gente estava tocando aqui dentro. 

Pedro Rangel: Legal. E o Ruza, eu imagino que cada voz nova que ele consegue trazer lá para o microfone é uma conquista nova. Estou vendo no olhar dele ali. 

Paulo Ruza: É isso. Para mim, o orgulho maior é esse, ver a Thais, toda tímida, Bia, que é outra menina que grava com a gente, que era influencer no Instagram e que não falava porque não gostava da voz e assumiu o microfone no podcast e hoje fala no Instagram dela também, então, esses cases para mim são os principais. A minha vitória é ver o podcast voando e eu podendo ouvir e assistir, porque, eu vou contar um segredo aqui. Eu não consigo me escutar. Eu não sei se você consegue. Eu não consigo me escutar. Eu não ouço os meus podcasts editados, eu não consigo ouvir. Então, para mim é uma alegria eles gravarem, porque aí eu posso ouvir. 

Pedro Rangel: No início eu me escutava, que era até como uma forma de autocrítica mesmo, de eu tentar ver se eu consegui melhorar alguma coisa até porque, dos amigos próximos, crítica nunca vinha, eu falava: “não, esse pessoal está querendo amaciar meu ego aqui, eu vou lá ouvir, ver se está legal mesmo”. No início eu ouvia, então, ultimamente eu estou conseguindo menos, porque eu prefiro ouvir os episódios dos que os meus colegas gravam aqui como host, né, mas eu compartilho dessa sensação aí, Ruza, acho que é isso mesmo. Agora, eu vou te falar, dos episódios que eu ouvi aí, dos que vocês liberaram para o Web Summit, não tem ninguém tímido. Não consegui identificar nenhuma voz tímida não. Está todo mundo bem livre, bem solto lá. Vocês podem, podem levar o feedback adiante. E falando de planos futuros para o podcast, pessoal, existem alguma expansão, novos formatos em mente, acho que a Thaís já até comentou de algumas coisas novas que saíram aí, mas o que que vocês podem contar de planos futuros? 

Thais Keiko: Tem a nossa própria sala, não é, Ruza? 

Paulo Ruza: Próximo passo. 

Thais Keiko: É, por que hoje a gente faz o quê? A gente grava e edita, acho que assim como vocês e não tem a gravação da parte do vídeo nem nada, é mais as vozes mesmo. E a gente tem essa parte de ter o nosso próprio estúdio lá. Não sei se tem mais alguma outra iniciativa que agora não esteja lembrada, de cabeça, Ruza. 

Paulo Ruza: Só reforçando que a ideia é essa mesmo: é ter o nosso próprio estúdio, é começar a fazer transmissões e gravações com vídeo e expandir o podcast para o grupo. A gente quer sair do banco com seus 700 funcionários e poder falar para os 130 mil colaboradores do grupo. Acho que esse é o próximo passo. 

Pedro Rangel: Perfeito. Plano ambicioso e muito bacana. Acho que é isso. Vocês têm dicas e insights finais para encorajar a galera das organizações que queiram disseminar mais cultura, compartilhar conteúdo relevante, baseado na jornada de vocês? 

Thais Keiko: Eu acho que todos acabam ganhando quando junta a empresa mais as outras pessoas. Juntando, todos acabam ganhando, porque colocar as pessoas para jogar junto, colocar elas para seguir as boas práticas, ter responsabilidade compartilhada, ouvir a dor do outro através do… Só de você ouvir, você pode estar criando novos laços ou, quem sabe, cocriando. Acho que, no final de tudo, a empresa sai ganhando. Não só a empresa, acho que todo mundo, os colaboradores em si. 

Paulo Ruza: O que eu posso dizer é, comecem. A gente começou com um kit de microfone comprado na Santa Efigênia, parcelamos no cartão e depois pedimos reembolso… começa. Grava primeiro, faz um piloto, grava com o microfone do notebook e leva para o marketing da empresa e fala, temos um piloto, porque é um canal de comunicação incrível, faz diferença dentro da companhia, um pouco do que a Thais falou. É importante para a empresa, é um canal de comunicação importante para a empresa, mas é mais importante ainda para os funcionários. A galera que participa fica muito motivada. Você vê as áreas, aquelas áreas de back office que quase não falam com ninguém, gravando e depois ficando todos orgulhosos de terem falado, exposto o seu conteúdo, contado o que eles fazem no dia a dia. Acho que isso não tem preço e não é difícil. Vocês sabem, óbvio, dá um trabalho, tem um esforço para fazer bacana, mas não é uma coisa impossível. Se organizar, dá para ter um podcast bacana aí dentro da empresa. 

Legal, Ruza. Vocês começaram com os princípios ágeis mesmo, não é? Fizeram um MVP aí, um piloto, depois foram melhorando, expandindo a capacidade do podcast, trazendo mais gente. É isso, galera. Olha, muito obrigado. Queria agradecer a participação de vocês por compartilhar os insights, essa experiência aí do podcast. Eu espero que tenha sido inspirador para todo mundo aí que tem uma jornada similar à de vocês e à nossa, desejo muito sucesso nesse projeto, que vocês consigam expandir, alcançar todo o grupo e além do grupo se for o desejo de vocês e para quem está ouvindo a gente, não esqueçam de acompanhar a gente nas redes sociais. A Thais e o Ruza também já fazem parte da nossa comunidade aqui também, a gente deixa o LinkedIn deles para vocês se quiserem conectar. Os agilistas agora tem uma comunidade no WhatsApp também, que traz uma vez por semana uma curadoria resumida de tudo que a gente está fazendo. Então, sigam a gente por lá também. Thais, Paulo, muito obrigado e até a próxima. 

Thais Keiko: Eu que agradeço o convite e pode nos chamar. Tchau. 

Paulo Ruza: Muito bom, sucesso. Valeu, galera. Obrigado. 

Pedro Rangel: Obrigado a todos por nos acompanharem nesse episódio. Antes de encerrarmos, gostaria de dedicar esse momento para lembrar uma pessoa muito especial. Há cerca de dois meses, tivemos a honra de gravar esse episódio com dois convidados incríveis do Banco Carrefour. Uma dessas convidadas era a Thais Keiko, uma profissional inspiradora e uma voz poderosa no CarrefasCast. Infelizmente, a Thais faleceu alguns dias após a nossa gravação e a perda dela foi sentida por todos nós, que tivemos a sorte de conhecer e aprender com ela. Decidimos fazer uma pausa no lançamento desse episódio, em respeito à memória da Thais, e agora, ao compartilhá-lo com vocês, queremos prestar uma homenagem à nossa querida colega. Então, esse episódio é dedicado à Thais e à sua memória inesquecível. Esperamos que as palavras e as ideias que ela compartilhou conosco nessa gravação sirvam como um lembrete do impacto duradouro que ela teve em todos nós. Nós agradecemos vocês por terem estado conosco nessa jornada e também ao Paulo, que gravou com a gente. E em memória da Thais, vamos continuar aprendendo, crescendo e buscando a excelência em tudo que fazemos. Obrigado. 

Paulo Ruza: Eu acho que é muito bacana ser um espaço de todo mundo. A gente já está, eu falei com a Nancy que cuida disso para a gente, rompendo a barreira de 5 mil reproduções. Então, se você pensar em um banco de 600 para 700 funcionários, 5 mil reproduções em um ano e meio é um volume bastante relevante.  Pedro Rangel: Bom dia, boa tarde, boa noite. Bem-vindos a mais um episódio de Os Agilistas. Eu sou o Pedro Rangel. Hoje nós vamos conversar sobre um case muito interessante do Banco Carrefour, que é um projeto de fortalecimento da cultura ágil por um projeto de podcast. Essa turma tem case no Agile Brazil, no Web Summit do Rio. Então hoje o esquema aqui é inception. A gente vai falar de podcast dentro do podcast. Mas vamos lá. A gente está trazendo dois convidados, a Thais Keiko, podcaster do CarrefasCast, e o Paulo Ruza, que é gerente de dados do Banco Carrefour. Eles estão nessa jornada para espalhar a cultura ágil dentro da empresa e para isso criaram o CarrefasCast. Então, vamos conhecer eles, começando pela Thais primeiro. Seja muito bem-vinda, Thais. Conta para a gente um pouquinho da sua história, papel no podcast, no banco.  Thais Keiko: Bom, eu sou, na verdade, eu falo agregada, mas o Ruza vai explicar um pouquinho como que surgiu a ideia do podcast, mas foi através de um dos chamados que tem internamente dentro do banco, que eu me interessei, aí eu procurei o Ruza, a Nancy, que, inclusive, foi ela que participou comigo no Agile Brazil, para eu poder estar fomentando ainda mais a cultura ágil dentro do banco, não só a cultura ágil, mas outros temas também.  Pedro Rangel: Super legal. Bem-vinda, Thais. Obrigado por aceitar o nosso convite. E, Paulo, se apresenta também para a gente, Paulo.  Paulo Ruza: Bom, eu sou o Ruza, dificilmente alguém me chama de Paulo…  Pedro Rangel: Ruza, então.  Paulo Ruza: Não, tranquilo. Eu brinco que eu estou nesse mundo de podcast desde quando era tudo mato. Eu gravei alguns podcasts bem das antigas, ali em 2015, 2016, 2017. De fato, umas brincadeiras bacanas e era um mundo que a gente tinha muita curiosidade. Na empresa que eu passei anterior, na SulAmérica, a gente já tinha uma cultura muito forte de podcast, e quando eu vim para o Banco Carrefour, eu já trabalhava com a Nancy desde a SulAmérica, uma das coisas que a gente já veio para o Banco Carrefour foi com a ideia de trazer, de fomentar esse canal de podcast como mais um canal de comunicação na companhia. Eu brinco que o podcast é o melhor jeito de receber um e-mail corporativo, porque você não precisa ficar lendo aquele negócio gigantesco, é uma troca mais divertida, enfim. Não deixa de ser um espaço corporativo, mas é onde você consegue ter um conteúdo muito mais aprofundado e de fato falar e conhecer melhor as pessoas ali da empresa. A gente já veio com essa vontade, encontrou um solo fértil e conseguiu construir um podcast bem bacana.  Pedro Rangel: Que legal, em um formato mais divertido também, não é, Ruza? Mais atrativo para o pessoal da empresa.  Paulo Ruza: É um canal diferente, né? A ideia é exatamente essa, ser um canal diferente.  Pedro Rangel: Hoje vocês dois são hosts do CarrefasCast? Tem mais gente com vocês na jogada? Como é que funciona?  Thais Keiko: Tem mais gente na jogada. Eu digo que o Ruza é o pai do podcast lá no Banco Carrefour.  Pedro Rangel: Certo.  Thais Keiko: Mas tem mais gente. Eu, na verdade, como você já apresentou, o Ruza é o gerente de dados, às vezes também está ali na parte de Dados, nos ajudando nessa parte de comunicação. Eu estou ali representando o pilar de agilidade, mas a gente tem outros apresentadores. Temos a Bianca, ela faz o pilar de tecnologia e temos do Marcos, que é de prevenção a fraude. A gente sempre tenta diversificar os assuntos. Não só de agilidade, mas outros temas também.  Pedro Rangel: Legal, gente. Parabéns pela iniciativa. Vamos conversar um pouquinho mais sobre o desafio aí agora? Primeiro, para o pessoal que não conhece tanto da organização ainda, do Banco Carrefour, em que momento de maturidade vocês diriam que o banco está, hoje, com relação a essa jornada de agilidade?  Thais Keiko: Falando aqui de agilidade, a gente está com uma maturidade de média para alta. Já estamos fazendo planejamentos entregados com toda a empresa e agora estamos buscando a eficiência. Hoje, tem a parte do delivery que atende as tribos, e temos também a parte do APIMO, que é onde eu estou atuando, que seria onde a gente atende as funções corporativas, por exemplo, Compliance, RH, Auditoria, então tem essa parte também de agilidade dentro do banco.  Pedro Rangel: Legal. Para quem não conhece, que está ouvindo a gente, o Banco Carrefour tem mais de 700 colaboradores, não é isso?  Thais Keiko: Quando eu coloquei na Agile Brazil eram 700 colaboradores. Eu não sei se o Paulo tem algum dado mais aproximado, mas acho que está quase 800, por aí.  Paulo Ruza: É nessa casa aí, de 700.  Pedro Rangel: Legal. Eu estou comentando isso justamente porque quem trabalha com agilidade hoje sabe que ser ágil é um desafio diferente conforme o tamanho da organização. Uma estrutura que, já podemos considerar grande, como essa aí do banco, com certeza vocês passaram e passaram por desafios que muitas grandes empresas passam na adoção da cultura, não é? E aí eu queria… o Ruza já até comentou um pouquinho, mas eu queria saber se teve um momento eureca que levou à criação do podcast, que vocês falaram assim: “essa é a ideia, vamos com ela”?  Paulo Ruza: Teve. Eu acho que foi muito acelerado por conta do movimento da pandemia, aquela chuva de e-mail corporativo, todo mundo em casa de maneira forçada, a empresa queria falar com os funcionários, a galera queria se comunicar, saber o que estava rolando, mas cada uma sua casa, a gente perdeu aquele contato e daí veio a ideia: precisamos de um podcast. A gente precisa falar com esta galera. Não pode ser frio como um e-mail corporativo ou como uma conversa, um grupo de WhatsApp ou de Hangout. E aí veio essa vontade de fomentar uma cultura de podcast. A gente começou junto com o time de agilidade, com o time de inovação, plantamos a sementezinha lá no banco. No começo, foi tudo muito puxado nos CPFs mesmo, foi pessoal de agilidade, de inovação e o meu time aqui de dados, meio que bancando as coisas, a gente foi atrás de comprar equipamento, e depois o banco percebeu o valor e aí começou a fomentar. A gente brinca que eu sou o host aposentado. Eu apresentei a primeira temporada inteira… a gente já está indo para a terceira?  Thais Keiko: Isso.  Pedro Rangel: Que legal, vocês organizam em temporadas, então?  Paulo Ruza: Isso, estamos indo para a terceira temporada e vou pegar aqui minha colinha, mas a gente está com mais de 70 episódios.  Pedro Rangel: Que legal. E desde quando? Quando é que vocês começaram?  Thais Keiko: Ruza, você vai me ajudar, porque eu não estava na parte inicialmente. O Ruza junto com a Nancy, a gente tem time de inovação. E dentro do time de inovação, a gente tem um colab de portal de ideias. E foi quando a Nancy, junto com o Ruza também colocaram essa ideia. Então, na verdade eu entrei na segunda temporada. Eles lançaram a primeira temporada e, através… a gente tem uns canais de comunicações internos lá dentro do banco e tem alguns chamados através de alguns clip its que a gente coloca internamente e aí eu falei: vou lá procurar o Ruza e a Nancy para saber como que eu posso estar participando. Porque lá na empresa, a agilidade estava passando por um momento… acredito que vai depender do momento de cada organização, mas a gente estava num momento de que o pessoal não estava acreditando muito em agilidade, estavam descrentes, acho que só acontece lá no Leste Europeu. Só no Himalaia. Mas então a gente, aqui junto com o time, a gente estava pensando de que forma a gente poderia estar fomentando, engajando o pessoal, de saber um pouco mais sobre a agilidade e também outras metodologias, por exemplo, a gente estava querendo implementar P.I. Planning, coisa que a gente não fazia ainda na organização. Então o podcast foi uma porta de o pessoal estar mais próximo, como o Ruza falou, estava naquele momento que não poderia ser frio como um e-mail corporativo, então a gente queria, de alguma maneira, engajar o pessoal, e aí através do podcast, a gente teve outras aberturas para outras iniciativas, como por exemplo, aqui dentro de casa a gente fez uma série chamada Agilidade, Para Que Te Quero, que são pílulas de conhecimento, são vídeos de até dez minutos falando sobre backlogs, sobre métricas, sobre também business agility, entre outros temas. E também teve uma outra iniciativa aqui… olha o poder do podcast: através dessa iniciativa do podcast a gente tem o Banco Um Minuto, que são diretores falando, um minuto mesmo, sobre os acontecimentos da última semana. São assuntos assim, por exemplo, diretor de riscos, não precisa necessariamente falar sobre só alguns acontecimentos que aconteceram na área de riscos, mas também das outras áreas, de ouvidoria, compliance.  Pedro Rangel: Vocês já transcenderam o podcast, não é? Já se desdobraram em várias outras iniciativas aí, isso é que é legal. Muito bom. Thais, o Ruza já comentou que ele já tinha um pouco de histórico com o podcast, mas assim, de host para host, deu frio na barriga quando você começou?  Thais Keiko: Muito. E eu perguntei para o Ruza, quando eu fui procurar ele, eu falei: “Ruza, posso participar de alguma coisa”? E ele disse: “não, você vai ser host”. Falei: “como assim eu vou ser host”? Então, o legal do podcast é um ambiente colaborativo mesmo. A gente deixa sempre os microfones abertos, porque alguém da outra área pode querer ser host. Apesar de estar concentrado, o Ruza fala que ele é um host aposentado, mas às vezes ele aparece nas temporadas. Apesar de estar concentrado em quatro representadores, cada um representando o seu pilar, a gente sempre deixa os microfones abertos para que a pessoa seja um host. Não necessariamente precisa estar concentrado apenas em mim, na Nancy, na Bia ou no Marcos. Então, as pessoas de outras áreas que se sentirem confortáveis podem ir lá pegar o microfone e gravar.  Pedro Rangel: E aí vocês vão dando voz para outras pessoas na organização também. Show de bola.  Thais Keiko: Isso, a gente auxilia ali na hora da montagem e tudo mais, orientações, mas a gente sempre deixa à vontade.  Pedro Rangel: Legal. E vocês já comentaram um pouco dos desdobramentos do podcast e tal, sobre melhorar o engajamento das pessoas nesses temas que vocês estão trazendo. Acho que o que vocês falaram, cada um de vocês tem um tema predominante, mas vocês conseguiram, de fato, observar mais engajamento? Por exemplo, o do Paulo, seu tema predominante é dados, não é, Paulo?  Paulo Ruza: Isso.  Pedro Rangel: Você conseguiu observar, depois do podcast, uma diferença na disseminação do seu conteúdo, antes e depois, depois dos episódios, se teve feedbacks… de que forma que vocês estão vendo mais engajamento com a galera?  Paulo Ruza: Eu acho que é importante dizer que a gente sempre teve essa preocupação do podcast ser um open mic, microfone aberto para quem quisesse, do banco, falar. Então eu sempre tive esse cuidado de que não podia virar o podcast do Ruza, e é por isso que eu brinco que de fato eu me retirei depois da primeira temporada porque eu precisava dar coragem para galera. A gente sabe que é o que você falou. Dá um frio na barriga, o povo fica tímido, et cetera, então a gente apresenta a primeira temporada para todo mundo ver que não é um monstro, que não é um bicho de sete cabeças e aí surgem Thaises, Bias e Marcos e et cetera e outras pessoas que encarnam essa coragem hoje e vão lá e estão à frente do podcast, que eu acho que é muito bacana ser um espaço de todo mundo. A gente já está… falei com a Nancy que cuida disso para a gente, rompendo a barreira de 5 mil reproduções. Se você pensar num banco de 600 para 700 funcionários, 5 mil reproduções em um ano e meio é um volume bastante relevante. Então, querendo ou não, todo o conteúdo que a gente divulga no podcast acaba alcançando muita gente, gerando engajamento sobre o tema. A galera procura… eu acho muito engraçado, você passa pela empresa hoje ali no híbrido e você vê as pessoas, entre elas, comentando: “ouvi teu podcast”, “vi que você gravou não sei o que lá”, então, a gente vê que o alcance é grande. Do nosso lado de dados, a gente tem um portal de dados e a gente costuma chamar o engajamento. A gente faz um call to action para o nosso portal e aí a gente consegue medir. Aumenta de 200% a 400% o nível de acesso no portal quando a gente lança um podcast.  Pedro Rangel: A resposta do cara de dados tinha que vir com métricas, não é, Thais?  Thais Keiko: Dados e fatos.  Pedro Rangel: Muito legal que vocês já monitoram os KPIs do podcast. Muito bom, parabéns por esses resultados. E de fato é muito gratificante quando você está passando pelo corredor e a pessoa te para, elogia, cita alguma coisa que você tenha falado ali ou que tenha sido reproduzida no podcast. Acho que isso é realmente muito legal.  Thais Keiko: Posso trazer aqui alguns feedbacks.  Pedro Rangel: Claro.  Thais Keiko: No final de cada episódio a gente sempre pede os feedbacks daquele episódio, quais temas que vocês gostariam de estar levando para o próximo episódio de podcast, então eu vou ler aqui alguns: “Parabéns pela iniciativa. Ao menos para mim, tem me ajudado bastante a identificar colegas e áreas de atuação e entender cada vez mais o banco”. “Muito legal. Parabéns pela iniciativa. Acabamos ouvindo as pessoas que muitas vezes não convivemos muito e acabamos nos conectando com ela. Muito legal mesmo”. Apesar de a gente nem sofrer com as reuniões lotadas, agendas e e-mails, então o poder que um podcast dentro de uma empresa corporativa com mais de 700 colaboradores pode estar fazendo. Mesmo a gente só escutando, a gente consegue se conectar com elas.  Pedro Rangel: Então, teve um fator de fortalecimento da comunidade do banco também. Vocês estão criando mais conexões internas. Isso é muito legal. A gente aqui também faz isso. Os nossos agilistas aqui, o podcast da DTI é muito de conexão com o mercado, mas a gente foi percebendo ao longo do tempo que ele tem um poder até de onboarding, de funcionários novos que chegam. A gente passa, já, logo a playlist. “Escuta esse, esse e aquele”. Muito melhor do que a gente fazer um Powerpoint para o cara que está entrando e já ouvir a gente conversando sobre agilidade, por exemplo. É legal, parabéns pelos feedbacks, Thais. Hoje vocês estão publicando os episódios no SoundCloud. Vocês falaram que já tem mais de 70 episódios. Até pelo que eu vi do próprio Agile Brazil, vocês colocaram o podcast como uma ferramenta interna, mas vocês estão publicando externamente também. Como é que está sendo isso? Tem alguns episódios que vocês deixam externos? Ou o objetivo é realmente, puramente um podcast para dentro do Banco Carrefour?  Paulo Ruza: Ele nasceu para ser um canal de comunicação interno de endomarketing mesmo. No podcast hoje, nesses episódios publicados lá no SoundCloud, a gente trata de temas sensíveis, de temas mais estratégicos do banco. Eu brinco que eu e a Thais tivemos o prazer, por exemplo, de gravar com o CEO novo. A gente teve uma troca de CEO na companhia e praticamente a primeira aparição pública do CEO novo foi feita no podcast. A gente poder bater esse papo com o cara que ia assumir a cadeira mais importante da empresa. Então por esse motivo a gente ainda os mantém no ambiente interno. Mas, em maio agora, a gente fez a loucura de levar o podcast para o Rio de Janeiro e gravamos 16 episódios dentro do Web Summit. Montamos um estúdio dentro do Web Summit, gravamos esses episódios e aí os episódios que a gente gravou com parceiros, com startups parceiras dentro do Web Summit, esses a gente disponibilizou.  Pedro Rangel: Legal. E como é que foi essa participação no Web Summit? Esses episódios que vocês gravaram foram palestras ou foram temas que vocês elaboraram para o podcast, especificamente lá?  Paulo Ruza: A gente no Web Summit levou um estande, construiu um estande para mostrar toda a parte de inovação que a gente vem fazendo no grupo e atrás do estande a gente montou uma sala de gravação de podcast, de fato, levamos todo o equipamento para o Rio, montamos a sala e, como o foco no Web Summit era mostrar o ecossistema de inovação e os parceiros de inovação, a gente acabou gravando com as startups parceiras que a gente levou para fomentar no Web Summit. Então lá, todas as conversas foram com parceiros. Então, por exemplo, gravei episódio com o pessoal que fazia um trabalho incrível lá no Rio de Janeiro de distribuição de correspondência em comunidade que o Correio não fazia. Gravei com o responsável da Microsoft sobre inteligência e AI generativa. A gente foi pescando a galera que ia passando lá de startup do ambiente e trancava a galera na sala e gravava.  Pedro Rangel: Desde o lançamento do podcast, vocês podem citar um momento mais gratificante ou surpreendente que vocês vivenciaram desde o lançamento?  Thais Keiko: Bom, vou falar por mim. Eu, com o time aqui de Agilidade, a gente queria estar fazendo esse engajamento aqui do lado, era uma das preocupações aqui do nosso lado. Então, só nos episódios de agilidade, a gente teve mais de 4 mil reproduções no total, e ainda tem mais pautas no planejamento para serem lançados esse ano. Então, para mim foi muito legal que o pessoal escutou e a gente conseguiu fazer engajamento através do podcast, que abriu, como eu comentei anteriormente, as iniciativas, como as pílulas, os vídeos de 10 minutos da série que a gente fez aqui, das … que a gente conseguiu, o pessoal foi mais aberto para as iniciativas que a gente estava tocando aqui dentro.  Pedro Rangel: Legal. E o Ruza, eu imagino que cada voz nova que ele consegue trazer lá para o microfone é uma conquista nova. Estou vendo no olhar dele ali.  Paulo Ruza: É isso. Para mim, o orgulho maior é esse, ver a Thais, toda tímida, Bia, que é outra menina que grava com a gente, que era influencer no Instagram e que não falava porque não gostava da voz e assumiu o microfone no podcast e hoje fala no Instagram dela também, então, esses cases para mim são os principais. A minha vitória é ver o podcast voando e eu podendo ouvir e assistir, porque, eu vou contar um segredo aqui. Eu não consigo me escutar. Eu não sei se você consegue. Eu não consigo me escutar. Eu não ouço os meus podcasts editados, eu não consigo ouvir. Então, para mim é uma alegria eles gravarem, porque aí eu posso ouvir.  Pedro Rangel: No início eu me escutava, que era até como uma forma de autocrítica mesmo, de eu tentar ver se eu consegui melhorar alguma coisa até porque, dos amigos próximos, crítica nunca vinha, eu falava: “não, esse pessoal está querendo amaciar meu ego aqui, eu vou lá ouvir, ver se está legal mesmo”. No início eu ouvia, então, ultimamente eu estou conseguindo menos, porque eu prefiro ouvir os episódios dos que os meus colegas gravam aqui como host, né, mas eu compartilho dessa sensação aí, Ruza, acho que é isso mesmo. Agora, eu vou te falar, dos episódios que eu ouvi aí, dos que vocês liberaram para o Web Summit, não tem ninguém tímido. Não consegui identificar nenhuma voz tímida não. Está todo mundo bem livre, bem solto lá. Vocês podem, podem levar o feedback adiante. E falando de planos futuros para o podcast, pessoal, existem alguma expansão, novos formatos em mente, acho que a Thaís já até comentou de algumas coisas novas que saíram aí, mas o que que vocês podem contar de planos futuros?  Thais Keiko: Tem a nossa própria sala, não é, Ruza?  Paulo Ruza: Próximo passo.  Thais Keiko: É, por que hoje a gente faz o quê? A gente grava e edita, acho que assim como vocês e não tem a gravação da parte do vídeo nem nada, é mais as vozes mesmo. E a gente tem essa parte de ter o nosso próprio estúdio lá. Não sei se tem mais alguma outra iniciativa que agora não esteja lembrada, de cabeça, Ruza.  Paulo Ruza: Só reforçando que a ideia é essa mesmo: é ter o nosso próprio estúdio, é começar a fazer transmissões e gravações com vídeo e expandir o podcast para o grupo. A gente quer sair do banco com seus 700 funcionários e poder falar para os 130 mil colaboradores do grupo. Acho que esse é o próximo passo.  Pedro Rangel: Perfeito. Plano ambicioso e muito bacana. Acho que é isso. Vocês têm dicas e insights finais para encorajar a galera das organizações que queiram disseminar mais cultura, compartilhar conteúdo relevante, baseado na jornada de vocês?  Thais Keiko: Eu acho que todos acabam ganhando quando junta a empresa mais as outras pessoas. Juntando, todos acabam ganhando, porque colocar as pessoas para jogar junto, colocar elas para seguir as boas práticas, ter responsabilidade compartilhada, ouvir a dor do outro através do… Só de você ouvir, você pode estar criando novos laços ou, quem sabe, cocriando. Acho que, no final de tudo, a empresa sai ganhando. Não só a empresa, acho que todo mundo, os colaboradores em si.  Paulo Ruza: O que eu posso dizer é, comecem. A gente começou com um kit de microfone comprado na Santa Efigênia, parcelamos no cartão e depois pedimos reembolso… começa. Grava primeiro, faz um piloto, grava com o microfone do notebook e leva para o marketing da empresa e fala, temos um piloto, porque é um canal de comunicação incrível, faz diferença dentro da companhia, um pouco do que a Thais falou. É importante para a empresa, é um canal de comunicação importante para a empresa, mas é mais importante ainda para os funcionários. A galera que participa fica muito motivada. Você vê as áreas, aquelas áreas de back office que quase não falam com ninguém, gravando e depois ficando todos orgulhosos de terem falado, exposto o seu conteúdo, contado o que eles fazem no dia a dia. Acho que isso não tem preço e não é difícil. Vocês sabem, óbvio, dá um trabalho, tem um esforço para fazer bacana, mas não é uma coisa impossível. Se organizar, dá para ter um podcast bacana aí dentro da empresa.  Legal, Ruza. Vocês começaram com os princípios ágeis mesmo, não é? Fizeram um MVP aí, um piloto, depois foram melhorando, expandindo a capacidade do podcast, trazendo mais gente. É isso, galera. Olha, muito obrigado. Queria agradecer a participação de vocês por compartilhar os insights, essa experiência aí do podcast. Eu espero que tenha sido inspirador para todo mundo aí que tem uma jornada similar à de vocês e à nossa, desejo muito sucesso nesse projeto, que vocês consigam expandir, alcançar todo o grupo e além do grupo se for o desejo de vocês e para quem está ouvindo a gente, não esqueçam de acompanhar a gente nas redes sociais. A Thais e o Ruza também já fazem parte da nossa comunidade aqui também, a gente deixa o LinkedIn deles para vocês se quiserem conectar. Os agilistas agora tem uma comunidade no WhatsApp também, que traz uma vez por semana uma curadoria resumida de tudo que a gente está fazendo. Então, sigam a gente por lá também. Thais, Paulo, muito obrigado e até a próxima.  Thais Keiko: Eu que agradeço o convite e pode nos chamar. Tchau.  Paulo Ruza: Muito bom, sucesso. Valeu, galera. Obrigado.  Pedro Rangel: Obrigado a todos por nos acompanharem nesse episódio. Antes de encerrarmos, gostaria de dedicar esse momento para lembrar uma pessoa muito especial. Há cerca de dois meses, tivemos a honra de gravar esse episódio com dois convidados incríveis do Banco Carrefour. Uma dessas convidadas era a Thais Keiko, uma profissional inspiradora e uma voz poderosa no CarrefasCast. Infelizmente, a Thais faleceu alguns dias após a nossa gravação e a perda dela foi sentida por todos nós, que tivemos a sorte de conhecer e aprender com ela. Decidimos fazer uma pausa no lançamento desse episódio, em respeito à memória da Thais, e agora, ao compartilhá-lo com vocês, queremos prestar uma homenagem à nossa querida colega. Então, esse episódio é dedicado à Thais e à sua memória inesquecível. Esperamos que as palavras e as ideias que ela compartilhou conosco nessa gravação sirvam como um lembrete do impacto duradouro que ela teve em todos nós. Nós agradecemos vocês por terem estado conosco nessa jornada e também ao Paulo, que gravou com a gente. E em memória da Thais, vamos continuar aprendendo, crescendo e buscando a excelência em tudo que fazemos. Obrigado. 

Descrição

Apenas o e-mail como canal corporativo é passado quando falamos em engajamento interno da organização. Por isso, o Banco Carrefour tem colhido ótimos resultados internos com a estratégia que criaram para falar com os colaboradores. Nossos convidados refletem sobre o projeto que já virou estudo de caso no mercado.

Este episódio é dedicado à Thais Keiko, que era uma profissional incrível e talentosa. Ela nos deixou dias após a gravação deste conteúdo. Que o seu legado fique para sempre em nossas memórias. Agradecimento especial também ao Paulo Ruza que esteve no episódio.

Quer conversar com Os Agilistas? É só mandar sua dúvida/sugestão na nossa página do Linkedin ou pelo e-mail osagilistas@dtidigital.com.br que nós responderemos em um de nossos conteúdos!

Nos acompanhe pelas redes sociais e assine a nossa newsletter que chega todo mês com os assuntos quentes do agilismo através do site.

See omnystudio.com/listener for privacy information.