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os agilistas

#251 – Liderança feminina: aprendizados, desafios e dicas práticas

#251 – Liderança feminina: aprendizados, desafios e dicas práticas

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Mariane Pereira: Eu acho que está mudando. Nós temos muito para caminhar ainda, mas está mudando. E eu acho que essa mudança na figura da liderança em si ajudou e propiciou que isso acontecesse. Então, talvez a gente não precise mais ser tão histérica, e rude e gritar para ser ouvidas, porque a figura da liderança está mudando. 

Diulia Almada: Ei, pessoal, tudo bem mais um episódio dos agilistas e hoje com um tema um pouco diferente do que a gente costuma trazer de modo geral e também com uma companhia diferente. Hoje eu não estou com o Pedro aqui, estou muito bem acompanhada de 3 lideranças femininas pra gente poder falar um pouquinho sobre esse, né?! Dia da Mulher, mas que a gente sabe que na verdade é muito mais sobre a gente falar da troca ali que a gente pode ter de um cenário com muito mais desigualdade, muito mais equalitário na atuação de homens e mulheres dentro da tecnologia. E a gente está com 3 lideranças e são aqui da dti, pra gente conversar um pouquinho sobre os espaços que as mulheres têm alcançado dentro da nossa sociedade pra gente poder reforçar que não é só um 08 de março, que é um dia de falar sobre essa importância de discutir sobre as necessidades de mais igualdade mas também pra gente ter um espaço especial para poder falar sobre o tema bom nosso objetivo aqui é fazer um bate-papo sobre os desafios, sobre os aprendizados das trajetórias que vocês têm traçado, né? E já vou chamar vocês para se apresentarem. E eu queria justamente entender um pouquinho assim, de como é que era no começo, como é que tá hoje? Como é que vocês chegaram nesse mercado de tecnologia? Lu, começa se apresentando pra gente?

Luciana Seif: Oi, bom dia, eu sou a Luciana Seif, eu tenho pouco mais de 6 anos e meio de de dti, entrei aqui como gerente de projetos e hoje eu já atuo como Account Manager, como tech manager, né? E hoje atuo como Account Manager, eu sou formada em administração e direito, no primeiro período do curso de direito eu já ingressei na TAM, na saudosa TAM, a minha primeira empresa de de tecnologia. Então eu entrei lá como coordenadora de projetos e aí desde então já tem quase 20 anos atuando em empresas de tecnologia, a maioria delas empresas prestadoras de serviço, são uma das empresas que tinham produto e aí eu atuei em importantes projetos como gerente de projetos, na TAM eu comecei num projeto que a gente desenvolvia sistemas de força de vendas para a Pepsico, depois eu participei de um projeto de implantação de um RP numa emissora de TV no sul, depois eu fiz um projeto grande, amei quando Bradesco comprou HSBC, a gente fez a parte de integração das empresas relacionadas à previdência, e os projetos que eu toquei aqui na dti, desde quando eu cheguei projetos importantes é principalmente mais duradouros, na localiza e no Hermes Pardini, né? 

Diulia Almada: São parcerias bem consolidadas e bem importantes, assim, né? Com os visuais. Legal demais. Laura.

Lara Melo: Oi gente, sou a Lara. Hoje eu atuo como TechManager aqui na dti. Acabei de ganhar um cliente novo. Mas eu comecei minha carreira como em projetos mecânicos. Eu desenhava e via se eles iam parar em pé, basicamente. A mudança que deu pra tecnologia na minha vida foi alguém sugerir, falou, você já pensou nisso? Eu falei, não. Aí ele falou, tenta, então, e cá estou, alguns anos depois é, sou formada em engenharia mecânica, então assim deu uma desviada, deu uma desviada, mas quem da minha turma não deu, né? E sigo. Eu atuo também como professora de matemática, em um cursinho  popular, outra forma de liderança na minha vida. E, é isso eu acho.

Diulia Almada: Muito bacana, e Mari.

Mariane Pereira: Oi, pessoal, bom dia! Eu sou a Mari, sou líder da tribo Balboa, aqui na dti, já estou na dti há 7 anos, entrei como Scrum Master, aqui e depois já fui atuando como líder de tribo, formei em ciência da computação quando eu formei, eu fui programadora por 1 ano, mas logo programadora Java, mas logo eu já fui direcionando minha trajetória mais pra parte de gestão de projeto. É gestão de times e já fui enveredando para a área de liderança.  

Trabalhei 10 anos em São Paulo e já estou há 7 anos aqui em BH, na dti e cuido de alguns times aí da super mix. É daho e mas atuei muito tempo que que atuei na dti foi cuidando da MRV, também. 

Diulia Almada: Muito bom assim. Somente de peso, né? E já tem um pouquinho de experiência e queria até começar, é você comentou que atuou como programador. A Lara também comentou que é formada em engenharia mecânica. São assim, vocês vêm de cenários que são majoritariamente masculinos, como é que foi pra vocês assim, a formação acadêmica no sentido até de buscar inspirações, exemplos e também a própria vivência ali no dia. 

Lara Melo: Eu sempre tive muito amigo, homem assim, eu sempre fui, estive nesse meio, mas acho que só na faculdade que eu senti o baque de ser uma das únicas mulheres, das pessoas me olharem diferentes, saberem quem que eu era, porque tinha 2 em 80 e foi muito difícil. Eu sentia principalmente alguns contextos muito específicos que eu tinha que me dar 200%, enquanto os caras estavam entregando 30 e mesmo assim eles duvidavam na minha capacidade, eu conseguia aprender do que eu não conseguia.
Eu tive uma matéria específica que o professor resolveu juntar as mulheres da sala, que eram 6 para fazer um grupo, porque ele queria ver se a gente era capaz ou não. Isso foi no primeiro semestre de faculdade, caramba, é, foi ótimo, enfim, isso seguiu minha trajetória toda, mas eu acho que foi muito importante para mim, porque eu comecei a me entender como mulher e como uma mulher feminista dentro da faculdade se eu não lutasse por mim, pelas minhas ninguém ia fazer isso, né? 

Acho que é isso que assim foi difícil pra caramba. Ainda é difícil às vezes, mas fica mais fácil também, né? Quando a gente se une, a gente consegue. Aliado também, eu falo que eu tenho casos de sucesso na faculdade. São homens que começaram a pensar em questões que eles não tinham atravessado ainda do tanto que enchem o saco, basicamente. 

É considero cases e cases de sucesso meus amigos queridos. Mas foi complicado assim. Sinto muita falta, não? 

Mariane Pereira: É, no meu caso, eu acho que acho que foi a primeira situação que eu me vi assim num ambiente majoritariamente masculino, porque antes disso, eu sempre fui roteado de mulheres, tive 2 irmãs, é muitas primas, muitas amigas, então é foi um baque pra mim também, e eu acho que a minha reação foi me fechar mesmo, então eu fechei. 

Eu já sou tímida, né? Fiquei muito mais tímida, então e demorou muito pra eu conseguir me sentir, me sentir à vontade naquele ambiente e conseguir ser eu, né, dentro daquele contexto, e aí eu acho que também, falando um pouco da situação que ela viveu assim, eu acho que foi também um primeiro momento em que eu encontrei, comecei a entender o que que significava aquilo, que aquilo representava, e eu comecei a entender também a importância da gente ter um suporte e ter uma comunidade feminina. Então, eu tive veteranas ótimos nesse na faculdade e elas começaram a trabalhar isso e criaram grupos femininos e empoderamento e vamos fazer reuniões e conversas. Então foi o meu primeiro contato ali, nesse sentido de entender a importância disso, de empoderar, de estar, de suportar, de acolhere foi muito importante até pra que eu me começasse a me sentir à vontade ali naquele ambiente.

Diulia Almada: Pois é, é aquele… é um aspecto que, às vezes a gente não dá a devida importância assim, né? No sentido de que, se você não vê outras pessoas que estão no mesmo cenário que você tem mais ou menos a mesma, assim não é nem a mesma. Como é que eu posso dizer que tem uma vivência semelhante, né? É, você fica meio perdido assim, né? A gente tem uma necessidade enquanto ser humano, de se sentir pertencente, então é muito importante, né, esse tipo de movimento, de criação de grupos.

Mariane Pereira:  É, de ter referência, né?

Diulia Almada: De interferência. Não muito interessante. E queria entender em que momento vocês compreenderam que faria sentido ir para essa trajetória de liderança? Como é que foi assim, aí Lu, se você quiser começar. 

Luciana Seif: Diulia no meu caso foi um foi um pouco de coincidência assim, de estar no lugar certo na hora certa, não foi nada planejado. Quando eu entrei na TAM, eu entrei como coordenadora de projetos, eu tinha acabado de chegar de um de um intercâmbio na Inglaterra e as minhas experiências anteriores eram como administração mesmo, então eu tinha trabalhado na telemar, mas como estágio assim, então quando eu formei eu fui bem Inglaterra e quando eu voltei meu primeiro trabalho assim de como CLT foi esse na TAM, então eu caí ali meio que de paraquedas, como coordenador de projetos, mas eu tinha muita facilidade de comunicação, assim, eu nunca tive problema de falar em público, de me comunicar, sou mais organizada, eu acho que as coisas começaram a se encaixar, funcionou bem assim, mas eu te confesso que não foi um planejamento, um desejo de carreira, não era um plano assim que pensei não.

 Diulia Almada: Aham

Luciana Seif: Aconteceu de forma natural, assim, estar, no lugar certo, na hora certa, efetivamente. 

E aí eu comecei na TAM como coordenadora de projetos, depois de um tempo eu comecei a assumir como gerente de projetos e aí era, é o que eu gosto de fazer, o que eu gostava de fazer, tanto que eu comecei a fazer direito com a intenção de fazer um concurso público, de tentar uma estabilidade, e aí depois quando eu vi que essa área estava legal e que eu estava gostando, eu desisti. 

Então assim é eu concluí o curso, sou bacharel, mas não, não cheguei a exercer e nem pensei nisso como uma mudança de carreira, alguma coisa assim, porque eu já estava decidida que a gestão dos projetos ali a gestão de pessoas era o que eu queria fazer o contato direto com o cliente essa parte de liderança aí pra mim já estava bem claro que era o que eu queria fazer então aconteceu de uma forma bem espontânea  

Diulia Almada: Não, legal demais! E pra você, Mari?. 

Mariane Pereira: Acho que foi espontânea também, eu estava conversando, só veio a cabeça uma coisa engraçada, estava conversando com a Isabela sobre esse podcast aqui, eu estava falando com ela “ai, como será que surgiu a liderança na minha vida?” Ela brigou comigo “Que? Você já era líder dessas irmãs desde pequenininha. Você que escolhia o que que IA passar na televisão e tal” brincando comigo, eu sou um pouquinho mandona, né? É, mas eu acho que veio, é natural também. A parte de gestão de projetos veio primeiro, antes de gestão de pessoas, então a minha migração de da trajetória técnica não é isso que eu estava, eu era programadora para começar a atuar mais como gestão de projetos, acho que não era nem como ScrumMaster, né? nem um pouquinho para trás. Mas depois a parte de gestão de pessoas, ela veio através de referências. Então no meu segundo emprego no Itaú eu tive uma referência muito importante é que foi a Alice Baeta, minha gestora, foi primeiro gestora feminina e ela me trouxe muito a referência, é o exemplo e também identificou em mim e me mostrou, né, me empoderou e mostrou que eu tinha aptidão e conhecimento e perfil para tomar dessa forma. 

Então foi muito ali assim, acho que já tinha uma questão minha, mas veio muito do exemplo e da referência que eu tive ali naquele momento.

Diulia Almada: Não, maravilhoso e pra você, Lara?

Lara Melo: Eu fui avisada. Eu fui convidada para uma reunião de liderança que tinha da hakuna na época, mandei mensagem para o Henrique falando, acho que vocês me convidaram errado, ele falou, não é para você ir, aí eu fiquei parada um tempo olhando, isso quer dizer que eu sou liderança, agora fiquei parado né, assim, pensando sobre o que significava, sobre a responsabilidade que eu ia ter, aí ele falou !você está preocupado porque você já tá tipo assim, já é a sua atuação mesmo, não precisa, não vai mudar nada, não, é só uma reunião” aí tá beleza, só que foi um processo interno muito difícil assim pra mim, porque eu sou muito de operações, mas mão na massa de pegar, de pegar e fazer mesmo, fico brincando com as meninas que minha veia de que é AE ou enfim se aflora de vez em quando, então eu entendo que eu, tinha que olhar um pouco mais pra fora e ao mesmo tempo me aproximar de todo mundo e aí foi um processo que foi acontecendo eu gosto muito acho aprendo muito todo dia mas foi assim eu não nem tava querendo muito tipo não era uma inspiração que eu tinha na minha vida ou algo que eu tava buscando aí me avisaram e, eu topei foi uma surpresa pra todo mundo, eu acho que. 

Mariane Pereira: Inclusive pra você, né?

Lara Melo: Inclusive pra mim!

Diulia Almada: Eu acho que para as outras pessoas, se bobear foi menos do que pra você. 

Lara Melo: Provavelmente, provavelmente.

Diulia Almada: Porque se as pessoas estavam te considerando, elas já estavam vendo ali que você estava fazendo bastante coisa. 

Mariane Pereira: Provavelmente você já estava atuando, né? 

Luciana Seif: Talvez não formalmente, talvez não tinha a virada de chave, mas eu já era uma líder. 

Diulia Almada: Eu acho que isso vem até muito assim, não sei vocês assim, mas para mim é difícil estar em ambientes e estar participando de coisas e não querer que aquilo funcione assim e estar engajada ativamente para poder entender o que que pode ser feito e como é que pode ser mudado ali. Então acho que esse incômodo, não vou falar que é um incômodo, é essencialmente feminino, mas acho que, em termos de liderança, isso é uma coisa que movimenta até a traz rede, um espaço ali de reconhecer, fala nossa, essa pessoa, ele está preocupando com como é que é, que as coisas funcionam, está correndo atrás de tentar fazer ser melhor e aí acho que esse talvez até esses caminhos, né de “ai eu planejei, eu queria chegar nesse papel” seja uma minoria assim, porque a gente vai descobrindo a trajetória à medida que a gente vai atuando, né? Então, mas é bom, é bom saber que houve a aptidão, houve o esforço em que ele foi reconhecido, que havia espaço, né, para tal? 

E quais que foram os maiores desafios que vocês já tiveram, assim, na trajetória como um todo, no sentido de desde que começaram a atuar e antes até da liderança e até chegar também nesse papel de liderança, encontrar novos ambientes, novos cenários, precisar de se colocar, negociar, argumentar, e por aí vai. 

Mariane Pereira: Eu acho que a virada de chave para essa trajetória já é difícil por si só, assim, a gente se enxergar como líder e como, de alguma forma responsável pela trajetória das pessoas que estão com você, é saber que você está sendo exemplo para as pessoas, então é uma é e parar de fazer, né? E começar a orientar o time, a fazer, então já é difícil. Para a mulher então eu acho que é muito mais difícil, porque, como a Lara falou, às vezes a gente tem que fazer o triplo, o quadruplo para conseguir, né? chegar a algum lugar e tem muito questionamento, tem muita dúvida, então eu acho que o meu maior desafio, principalmente no início foi me fazer ouvida, foi com que as pessoas é acreditassem no que eu estava falando e levassem a sério o que eu estava falando. Então, até um exemplo eu tive, sei lá, reuniões que eu tinha que apresentar números, e os números não eram muito bons e eu tinha que sair de lá com planos de ação para resolver esses números, e as pessoas não estavam discutindo o problema eles estavam discutindo que meus números não estavam certos pelo simples fato de que eles não confiavam e acreditavam no que eu estava falando ali é então eu acho que foi muito mais difícil para mim nesse sentido até eu conseguir encontrar a minha forma de me fazer ouvida de me fazer respeitada tive aí alguns episódios difíceis, nesse sentido. 

Luciana Seif: O meu, sem dúvida nenhuma, meu maior desafio nesse papel é o desconhecimento técnico. Eu especificamente fui questionada muitas vezes com relação a isso, então vivi várias situações assim, de estar em meios majoritariamente masculinos, com maioria masculina, resolvedores masculinos, cliente masculino, gestor do cliente masculino e eu lá como a gerente do projeto, e fui questionado várias vezes outros conhecimentos técnicos assim. Ao longo do tempo eu aprendi alguns, alguns. Uns macetes assim, coisas que foram fundamentais para mim, então eu passei a não ir em nenhuma reunião mais sozinha. Eu sempre que iam ter discussões técnicas, eu sempre levava alguém comigo mais experiente, um arquiteto, um desenvolvedor líder, alguém sempre estava comigo e eu aprendi também que eu não tinha que dar as respostas imediatamente se eu fosse questionada por alguma coisa que eu não sabia responder alguma coisa técnica, eu falava explicitamente, é, eu vou pesquisar sobre esse assunto e até amanhã eu te respondo sobre isto e aí eu era muito organizado de ir de lá, depois no dia seguinte responder o que eu não sabia. Então assim eu fui muito questionada por isso, por esse desconhecimento técnico e também por essa questão feminina que a Mari falou, eu tive sorte de ter líderes homens extremamente competentes também e que compraram meu peixe assim e foram lá e bateram de frente com o cliente, fala assim, não vai ser ela e pronto, acabou.  

Daí eu estou te dizendo que ela tem competência para fazer a gestão desse projeto e ela que vai fazer esse. Isso aconteceu mais de uma e eu tive sorte de ter esses líderes masculinos assim que compraram também a ideia, acreditava em mim e iam lá e batiam de frente junto comigo, mas estavam lá de mão dada comigo assim fica tranquilo que a gente vai bater o pé, aqui é você e pronto, acabou e aí no final dava certo. 

Mas passei por vários questionamentos, certo? Acho que o maior desafio, principalmente no início, quando você tem pouca experiência, né, que você está começando, até você pegar essas maldades, eu vivi muito essa essa experiência negativa.

Diulia Almada: Pois é. Eu Acredito que quando a gente entra nesses papéis de liderança ainda tem um teor mais sensível ali, que tem a hora que você precisa negociar, a hora que você precisa pressionar um pouco mais, você precisa ser mais persuasivo a hora que você precisa, às vezes já tem um apoio de alguém que vai comprar a briga ali com você para não ficar que ali, né, aquela queda de braço e por aí vai. 

Acho que tem todas as questões da própria atuação, né, de se colocar, de conseguir se perceber ali no papel e ao mesmo tempo, saber que horas que você exercite, que hora que você pede ajuda, que hora que né, você vai ter, que não vou correr atrás, igual você comentou né, não tem resposta agora, mas vou correr atrás e tudo bem. Eu não preciso ter todas as respostas do tempo todo, mas eu vou, eu sei que eu estou fazendo o meu melhor e eu vou dar o meu melhor de maneira honesta aqui e alinhada. E pra você, Lara? 

Lara Melo: Ainda dentro desse universo que eu acho que é o que vai unir todo mundo vindo pra cá, começaram já umas postagens de dia da mulher e tal e eu li uma que era falando que quando mulher grita, normalmente é para ser escutada e homem quando grita porque não foi obedecido e assim, eu grito muito. É um traço muito forte de personalidade meu, inclusive eu acho que foi para conseguir me bancar assim, falar, não estou sabendo que eu estou falando, eu sei do que eu estou fazendo, eu confio nas pessoas que trabalham comigo, e aí às vezes eu passo um pouco do ponto assim, para mim a dificuldade é achar esse equilíbrio de conseguir ser firme, ser escutada, sem precisar ser grossa, sem precisar ser indelicada, né? 

Minha mãe detestaria que eu fosse qualquer uma dessas coisas e realmente potencializar o que tem que ser potencializado, então conhecer as pessoas que eu estou trabalhando, eu sei que num contexto que eu preciso entrar numa reunião, que vai ter um monte de gente discutindo arquitetura, preciso levar alguém comigo que não só que sabe do que está falando, como sabe falar também, então eu preciso conhecer muito bem os pontos do meu time para eu não atropelar ninguém porque fica nessa também te queria fazer tudo ao mesmo tempo acho que dou conta final do dia estou exausto e aí muitas vezes a troco de nada assim eu podia só ter compartilhado mais isso está ficando mais fácil com o passar do tempo mas eu achei esse equilíbrio assim entre fazer e não fazer falar mais a mais alto, ficar calado que é muito. 

É tudo muito delicado, na minha vida assim, mas tá.  

Diulia Almada: E você comentou, né, que assim é a sua. Na sua vida você sempre teve muitos amigos homens, e acho que até essa vivência assim é de conseguir olhar e falar assim, mas pra eles é normal e aí eu ter determinado comportamento é diferente. 

Então assim, talvez até esse entendimento assim do eles podem, eu não posso, como é que é? É parecido, não é que hora que muda, que hora que é diferente, porque que é diferente, ainda mais você sempre tendo diferenças, né? Mais próximos, né, de do comportamento masculino, que querendo ou não, acaba gerando umas quedas. 

Lara Melo: É, ô Diulia, em retrospectiva, eu percebo a quantidade de maluquice que eu me enfiei, porque eu achava que eu era um dos meninos e eu não era, então eu achar e se tinha uma Barreira gigantesca, apesar dele sempre, todo mundo sempre me tratou com muito respeito e tudo, mas sempre tinha uma coisinha ali tipo “Ah não, não vamos chamar a Lara porque ela não vai topar, não vai querer, não vai conseguir” e isso é desde muito pequenininho assim, eu acho que mas assim, de certa forma, isso me preparou também, já tive alguns debates um pouco mais acalorados com o cliente, por exemplo que eu tive que falar “eu acho que você não está me respeitando”, já me chamaram de garotinha em meio de reunião, minha voz não facilita também, parece que eu tenho 10 anos a menos, mas eu aprendi a me colocar, isso nunca foi um problema para mim para mim o problema normalmente é passar do ponto me colocar demais. 

Mariane Pereira: Mas você sabe que você está falando aí. Eu estava lembrando assim quando eu estava na, nesse meu desafio de como que eu me faço ser ouvida, eu comecei a observar muito as as outras lideranças que eu tinha à minha volta e acontecia exatamente isso que você está falando assim, é a liderança masculina, que era mais firme, que falava mais alto, se impõe mais, era respeitada e assim, a fama dessa pessoa de que era uma pessoa firme, de que era uma pessoa ali, que conseguia fazer as coisas que conseguia fazer, que conseguia movimentar em contrapartida, as mulheres que FA que se comportavam dessa mesma forma eram rudes, grossas, loucas… 

Lara Melo: Histéricas.

Mariane Pereira: Histéricas! E aí eu acho que eu comecei a nesse momento ali eu comecei a tentar entender como que eu queria ser como liderança e isso me trouxe uma visão de muita empatia em relação a essas mulheres. Tipo, o que levou ela a estar nessa situação de talvez ser realmente um pouco mais grossa ou falar mais brava, mais ríspida, porque se ela não vai ser ouvida assim, foi a situação e a trajetória dela que levou ela dessa forma, então é muito difícil mesmo e é muito injusto a gente observar esse tipo de comportamento mesmo. 

Lara Melo: E eu acho que ainda tem um recorte nosso especificamente aqui, que a gente tem muito privilégio de raça, é a gente não é lida, acredito que não seja, com todos os preconceitos que tangem LGBTQIA+ de pessoas, pessoas com deficiência. Então tipo assim, eu já tenho todas as facilidades e mesmo assim, às vezes é difícil pra caramba, então tem gente que a gente precisa. Eu acho que esse negócio de referência né, de você conseguir olhar para as pra alguém e valorizar e agradecer você conseguisse essa pessoa também. Pra quem tá chegando né? Acho que caminho precisa passar por isso também.

Dulia Almada: É que aí já linka inclusive com a próxima pergunta, que eu ia fazer é, vocês tem algum conselho para mulheres que querem almejar também espaços de liderança, atuar como líder?
Lara Melo: Para mim, primeiro que como eu falei, minha trajetória de liderança meio que foi acontecendo, né? Eu nem vi ela acontecendo e eu acho que liderança que busca muito se ele liderança, acaba virando só chefe, pra mim esse é o primeiro se esse for o seu único intuito, abre mão, porque não é o caminho. E aí o segundo passa muito por isso, que é fácil, o trabalho bem feito não abaixa cabeça não, não vale a pena no final do dia, só você sabe que você sabe mesmo ou não, e tenta passar esse conhecimento para outras pessoas, porque se você faz um trabalho bom e consegue ensinar outras pessoas aí nesse caminho, naturalmente vão te enxergar  como liderança, esse é o ponto da questão, acho isso é liderança, quem sabe pra caramba, ou minimamente e consegue trazer outras pessoas para aprender junto, né? 

Construir um time, fortalecer uma base, rede, então pra mim é isso e aí no caso especificamente pra, mulheres é se você for uma mulher super feminina você é desse jeito as pessoas que vão ter que entender que você é desse jeito não precisa se fantasiar de calça jeans e sei lá camiseta ter alguma pessoa na vida do mesmo ponto, que é mais meu caso. 

Você não precisa performar uma feminilidade que não, não é natural que você não está afim, não precisa, a gente é muito lido de aparência, né? Principalmente mulher, nunca vi ninguém comentando que roupa que um cara entrou numa reunião, então seja quem você e banca quem você é, acredita naquilo ali, junta com outras pessoas, que também estão bancando o rolê delas e segue em frente, não para por medo ou por achar que não é capaz, não deixa a impostora que está dentro de você assumir um papel muito maior é bom de vez em quando ser duvidado que você sabe pra saber, você sabe mesmo, mas não deixa a impostora que tá dentro de você te paralisar, sabe? É um negócio, aqueles frases meio clichê de se tá com medo, vai com medo, depois vê o que que acontece. Acho que é isso porque tem um ponto de coragem também no meio desse caminho que eu acho que vale muito a pena, sim, isso você conseguir, no final você vai olhar pra trás e vai trazer um monte de gente, ciclo, vai rodando, que é isso. 

 

 Luciana Seif: A minha sugestão é a seguinte, a minha dica é o seguinte, primeiro se estabeleça ali qual que é o seu objetivo, né? Se você tiver clareza que é esse de liderança, entenda se você tem importantes skills para executar esse papel, se você não tiver a primeira, né? Se busque melhorar, mas a principal é assim é, estabeleça ali a sua meta, corra para que ela aconteça, se se esforça para que isso aconteça, não se compare com outras pessoas, eu acho que essa é uma dica de ouro assim para você não se frustrar, não fique comparando, por exemplo, salário com um par seu que é masculino, que você vai se frustrar porque a realidade hoje ainda é assim, né? 

Então acho que procure uma empresa que valorize os colaboradores e que te dê oportunidade de ser a liderança que você quer ser e saiba que se você fizer seu papel bem feito sem se comparar com os outros sem se preocupar com isso né sem ficar tão bitolada nisso, se fizer o trabalho bem feito, ele vai ter alguém dentro da empresa que vai estar olhando para a sua evolução, vai entender, vai estar acompanhando os seus resultados, isso naturalmente vai acontecer, você vai assumir esse papel de liderança que você tanto desejo, cuide sempre para preservar tudo que você já conquistou e lute para conquistar coisas novas, então então vai estabelecer metas ao longo do tempo, à medida que você for alcança nesse papel de liderança, né? 

E busque muito essa. Eu acho que o principal é isso, assim, de estar numa empresa que te proporcione isso, né? Eu acho que hoje é muito mais essa realidade do que era antigamente, né? Então a minha dica primordial é essa, assim, não se compare com os outros que, você não correr nenhum risco de se frustrar porque eu acho que não vale a pena faça o seu se você fizer o seu bem feito alguém vai ver e vai te recompensar por isso. 

 

Mariane Pereira: Acho que a minha não desistir. Dentro do que todo mundo aqui já falou mesmo é difícil é, principalmente falando dentro do contexto, do recorte que a gente tá falando aqui, né, das mulheres muitas vezes, como a gente também já falou que várias vezes vai ter que fazer muito mais pra conseguir mostrar o valor e mostrar o seu esforço é, e eu acho que é usar a rede de apoio, mesmo assim.Eu acho que isso é super importante a gente ter isso aqui, graças a Deus e usar isso muito a seu favor. Então, conversar, trocar ideia, observar as outras mulheres, é empoderar, é acolher e também ser emponderada. 

Então, eu acho que foi muito relevante na minha trajetória esse tipo de rede de apoio que eu tive, e eu acho que é super importante para outras pessoas também. Claro que sem se comparar, né? Eu acho que e também, pelo que a Lara também falou assim, observar as outras pessoas, mas tem em mente o seu jeito, a sua forma de liderança, a sua individualidade dentro desse contexto também. 

 

Diulia Almada: Hum, é e uma coisa que você foram comentando. Em parcelas, né? Que eu acho que é muito importante da gente também colocar aqui nesse ponto. É com relação a beleza. Existe um cenário de ampla restrição. É a gente.Sabe que até assim, né? Por por dados de vaga, né, as mulheres tendem a ficar até inseguras assim na hora de aplicar para uma vaga para poder. Será que eu estou ali em todos os requisitos, será que eu sou o suficiente para aquela vaga? Mas no final do dia só a gente sabe do esforço que a gente tem, do tanto que a gente se cobra, então acho que até esse esforço que você comentou, Lara diz assim, não ter que pegar e fazer todas as atividades, conseguir delegar, muitas vezes é difícil porque você vai delegar e, às vezes fica com aquela sensação de sim, mas se eu passar para outra pessoa, será que é? 

Não vai soar que eu não vou fazer, que eu não, não sei fazer, que eu não dou conta. Então é de realmente conseguir acionar essa rede, né?Aqui a gente tem ao nosso redor. Para assim, não precisa ter todas as respostas. Não precisa dar conta de tudo, tem pessoas ao meu redor e aí é até o que você comentou Mari, da rede de apoio, se permitir receber apoio também é muito importante, né? 

Porque muitas das vezes a gente vai criando uma casca ali de não, eu tenho que dar conta, vai não mais um pouquinho, não vou me esforçar aqui, vai dar certo, vai dar certo, vai dar certo e a gente não se coloca nesse lugar vulnerável também, de precisar de um apoio, de precisar de alguém ali pra poder ou várias pessoas, né, pra poder auxiliar também na nossa trajetória. 

Então acho que isso é muito importante também até acalentador, né? Assim, existe o lado de a gente correr atrás, mas também somos humanas, continuamos como seres humanos e precisamos de apoio, é natural, né? E aí uma outra questão que eu queria ver com vocês ao longo né da trajetória de vocês principalmente Mari e Lu já tem um tempo maior aí de atuação na tecnologia que que vocês viram de mudança nos cenários das empresas você até comentou Lu agora há pouco né que hoje em dia, as empresas estão mais voltadas pra ter um pouco mais de equidade, enfim mudou vocês têm visto mais mulheres atuando como liderança. Vocês têm visto mais respeito também numa atuação que tá muito mais pelo que precisa ser feito do que por quem tá fazendo.

Luciana Seif: Diulia, olha assim sem dúvida, acho que a mudança foi drástica, né? Assim, ela vem mudando ao longo do tempo e a tendência é que melhore cada vez mais, né? Assim as pessoas falaram, até comentou, da dificuldade que ela teve, mas acho que a tendência daqui pra frente é que essas dificuldades seja cada vez menores. Imaginem que num curso, por exemplo, hoje de tecnologia da informação, um curso de automação, tem muito mais mulheres do que a quantidade que tinha antigamente, não quer dizer que tem mais mulheres do que homens, mas tem uma quantidade de mulher muito mais relevante do que tinha antigamente, né? Então acho que naturalmente essa mudança já está ocorrendo, mas eu acho que assim, papel de liderança sem dúvida nenhuma, hoje a gente vê muito mais mulheres líderes, né, eu acho que a gente tem empresas muito mais humanizadas, né? Não que os homens não sejam mais, a mulher a mulher traz um pouco dessa leveza ali também o ambiente de trabalho, né? Então acho que hoje as empresas são muito mais compreensivas, né? A gente consegue entender muito mais que a pessoa não só trabalha, ela tem uma vida ali também. Então acho que a liderança feminina trouxe um pouco disso, desse humanismo, de entender que a pessoa ela pode ser produtiva se ela trabalhar menos horas, se ela tiver que levar o filho pra escola ou se ela tiver, né, que fazer alguma atividade em casa e que a gente consegue é conciliar isso de uma forma totalmente, é normal, natural né, porque não, isso não vire um fardo, nem pra pessoa, nem pra própria empresa. 

Eu acho que hoje tá muito mais humanizado. Isso que a gente falou, por exemplo, de delegar tarefas também eu acho que hoje é muito mais visível isso até a liderança masculinas, entenderam que eles não são líderes sozinhos eles precisam de um time que a liderança seja, compartilhada tomada de decisão seja compartilhada então acho que hoje essa visão tá muito mais tá, muito mais diluída do que era antigamente né então hoje a gente tem muito mais líderes igual a gente fala aqui na dti, líder e servidor do que um líder, autoritário então independente de ser mulher ou homem, mas a mulher muito mais né eu acho.

Mariane Pereira: É eu concordo, eu acho que está mudando, temos muito para caminhar ainda, mas está mudando, e eu acho que essa mudança na figura da liderança em si ajudou e propiciou que isso acontecesse. Então a talvez a gente não precise mais ser tão histérica e rude e gritar para ser ouvidas, porque a figura da liderança está mudando, né? A gente tem lideranças e se espera que as lideranças sejam mais humanizadas, se preocupem genuinamente com com as pessoas, com o indivíduo mesmo e não seja só uma pessoa autoritária. Então isso permite com que é novos formatos de liderança apareçam. Eu acho que isso fomenta um pouco mais aí, a surgirem mais lideranças femininas nesse contexto. 

Diulia Almada: É uma revisão do que significa autoridade?

Mariane Pereira: É, e a liderança em si como um todo, né? 

 

Diulia Almada: Uhum, não, sensacional. E aí até queria puxar, Lu, você falou, né, de conciliar e tal. Como que é pra você conciliar a maternidade com a liderança? Eu estou com o meu pequenininho, então agora estou vivendo..

Luciana Seif: Você está compartilhando as tarefas.

Diulia Almada: É, vários desafios nesse sentido. E você, está com a Beth? Beth tem 10 anos.

Luciana Seif: É, eu tenho uma filha que já tem 10 anos, hoje ela já é independente, é uma vida mais fácil, mas ô Diulia, eu acho assim é, são duas tarefas super difíceis conciliar a liderança com a maternidade. 

Mas eu acho que é, é totalmente possível, né? Assim é um desafio grande, mas é possível. E aí eu tenho 3 importantes pilares ali pra mim, assim que eu usei a minha vida toda, desde quando eu virei mãe, o primeiro é priorizar, mesmo assim, entenda que você não consegue fazer tudo, prioriza o que você vai fazer, né? 

Tanto no trabalho quanto ali, no papel de mãe e o resto. Deixa acontecer, esquece, pode dar errado, mas relaxa que você não vai conseguir resolver tudo e você não vai conseguir abraçar o mundo e fazer tudo ao mesmo tempo. Então a primeira coisa é estabelecer as prioridades e deixa o pau torar, a segunda é qualidade do tempo assim, eu acho que é isso aí, eu uso muito também, sempre usei quando você estiver dedicado ao trabalho, se dedica ao trabalho, deixa as outras coisas periféricas não te interromper, e quando você tiver dedicada é ao filho, se dedica ao filho, quando eu tô com a Beth, a gente eu não uso celular, eu fico com ela, a gente faz as refeições juntas, conversa, televisão desligada, ela também não usa o telefone na minha casa, tem uma televisão só na sala, pra gente não ficar em ambiente separados, então se a gente for ver televisão, nós vamos escolher o mesmo, programa, e assistir juntos tal qualidade do tempo quando eu tô com ela, é o tempo que eu estou com ela e aí, eu não faço mais nada além de, de, estar vivendo aquele momento com ela e, foi, assim desde sempre e aí quando eu estou no trabalho ela entende também e aí ela aprendeu, que ela não pode me interromper, que eu, tô ali num ambiente de trabalho, então ela aprendeu a fazer para casa sozinha aprendeu a estudar sozinha porque eram situações que eu não conseguia que fazer essa priorização, esse, essa separação do tempo e aí funcionou super bem e o terceiro que eu acho que é algum super importante também que a Mari comentou em rede de apoio de ambiente de trabalho, ter lideranças femininas junto é a rede de apoio também de família, que assim uma época eu viajava muito a trabalho e a minha mãe e minhas irmãs me ajudavam muito, então assim a rede de apoio faz toda a diferença também pra você conseguir conciliar o trabalho com esse papel de mãe, né? 

Então a rede de apoio, família, rede de apoio de uma ajudante em casa também pode resolver e a rede de apoio da empresa também. Sem dúvida nenhuma, você está numa empresa que te que te apoia e que respeita esse essa sua função dupla passou da diferença também que aqui na dti a gente tem total Liberdade para esse funciona o mutíssimo bem então acho que são os 3 principais pontos ali começa a praticar Diu que você vai ter que fazer.

Diulia Almada: Eu sinto que. É, eu até brinquei com o Szuster, outro dia ele falou, e aí, como é que está sendo? Eu falei, é assim, agora eu virei agilista de verdade, porque agora eu olho para o que realmente precisa ser feito, eu consigo priorizar a qualidade das coisas, o que que realmente faz sentido e, é muito louco, né? Assim, a capacidade de foco, apesar de no começo ter muita privação de som, de ficar muito na função, agora já está mais tranquilo, mais muito no sentido de sim, tem mais coisa para ser feito, as coisas são críticas, você aprende a priorizar, você aprende a delegar, você aprende a conversar, você aprende a fazer um monte de outras atividades que vão influenciar na sua vida como um todo, assim, né, vai influenciar na maternidade, vai influenciar no relacionamento, vai influenciar no trabalho, na relação com a família, enfim, contudo né a gente, não eu costumo brincar muito com a minha irmã assim nós somos seres biopsicossociais então, a gente é feito a gente precisa entender o que o nosso corpo precisa a gente precisa entender o que a gente vive e a gente prrecisa entender o que que a gente está sentindo. Também não dá pra gente achar que é uma máquina que vai, vai, vai, vai, vai, uma hora a gente vai pifar. Mas ao mesmo tempo, a gente precisa estar muito atento para conseguir aprender, né? Com com todos os sinais.  

Luciana Seif: Isso e aprender que a gente não vai acertar sempre. Aprender que nós vamos errar e que tá tudo bem. Se errar, também não se culpe, porque não adianta .Não vai resolver, você vai só sofrer mais.

Diulia Almada: Com certeza! Gente, que episódio maravilhoso. Dá pra ficar conversando muito, muito, muito mais, que é um tema que a gente sente todos os dias que a gente experiencia que a gente tá correndo atrás todos os dias, mas muito bom ter vocês aqui. Muito bom ter toda essa troca e agradecer pelo disponibilidade, pela abertura, por trazerem experiências, né, da da trajetória de vocês. Espero que vocês possam inspirar nesse caminho, né?D e a gente ter uma rede que se apoia, que a gente consiga com esse papel, quem sabe inspirar outras mulheres a também a entrar nesse papel de liderança, de se reconhecerem como liderança. Muito obrigada pela presença de vocês.
 

Lara Melo: Obrigada você.

Mariane Pereira: Eu que agradeço.

Luican Seif: Obrigada a você, a dti, Mari, Lara também pela companhia e que a gente vê a faça com que essas conversas sobre mulheres e a comemoração aconteça ao longo de todo o ano, né?Vivemos cada vez mais lideranças femininas.

Mariane Pereira: Exato. Agradeço pelo espaço, pela abertura na minha trajetória, isso foi muito importante, sabe ter essas referências e ter esses espaços e essas comunidades e essa rede de apoio, como a gente já falou, então agradecer o espaço aqui do dos agilistas pra gente conversar sobre isso e quem sabe a gente também ser essa rede de apoio para outras pessoas.

Lara Melo: Muito obrigada. Acho que é um tema, falo sobre isso o ano inteiro, mas é bom poder ecoar sempre, né? Acho que quem tiver escutando e precisar desse abraço virtual, recebo que a gente segue junta. Obrigado pelo espaço, obrigado pela troca.  

Diulia Almada: Maravilha. Até mais gente. 

 

Mariane Pereira: Eu acho que está mudando. Nós temos muito para caminhar ainda, mas está mudando. E eu acho que essa mudança na figura da liderança em si ajudou e propiciou que isso acontecesse. Então, talvez a gente não precise mais ser tão histérica, e rude e gritar para ser ouvidas, porque a figura da liderança está mudando.  Diulia Almada: Ei, pessoal, tudo bem mais um episódio dos agilistas e hoje com um tema um pouco diferente do que a gente costuma trazer de modo geral e também com uma companhia diferente. Hoje eu não estou com o Pedro aqui, estou muito bem acompanhada de 3 lideranças femininas pra gente poder falar um pouquinho sobre esse, né?! Dia da Mulher, mas que a gente sabe que na verdade é muito mais sobre a gente falar da troca ali que a gente pode ter de um cenário com muito mais desigualdade, muito mais equalitário na atuação de homens e mulheres dentro da tecnologia. E a gente está com 3 lideranças e são aqui da dti, pra gente conversar um pouquinho sobre os espaços que as mulheres têm alcançado dentro da nossa sociedade pra gente poder reforçar que não é só um 08 de março, que é um dia de falar sobre essa importância de discutir sobre as necessidades de mais igualdade mas também pra gente ter um espaço especial para poder falar sobre o tema bom nosso objetivo aqui é fazer um bate-papo sobre os desafios, sobre os aprendizados das trajetórias que vocês têm traçado, né? E já vou chamar vocês para se apresentarem. E eu queria justamente entender um pouquinho assim, de como é que era no começo, como é que tá hoje? Como é que vocês chegaram nesse mercado de tecnologia? Lu, começa se apresentando pra gente? Luciana Seif: Oi, bom dia, eu sou a Luciana Seif, eu tenho pouco mais de 6 anos e meio de de dti, entrei aqui como gerente de projetos e hoje eu já atuo como Account Manager, como tech manager, né? E hoje atuo como Account Manager, eu sou formada em administração e direito, no primeiro período do curso de direito eu já ingressei na TAM, na saudosa TAM, a minha primeira empresa de de tecnologia. Então eu entrei lá como coordenadora de projetos e aí desde então já tem quase 20 anos atuando em empresas de tecnologia, a maioria delas empresas prestadoras de serviço, são uma das empresas que tinham produto e aí eu atuei em importantes projetos como gerente de projetos, na TAM eu comecei num projeto que a gente desenvolvia sistemas de força de vendas para a Pepsico, depois eu participei de um projeto de implantação de um RP numa emissora de TV no sul, depois eu fiz um projeto grande, amei quando Bradesco comprou HSBC, a gente fez a parte de integração das empresas relacionadas à previdência, e os projetos que eu toquei aqui na dti, desde quando eu cheguei projetos importantes é principalmente mais duradouros, na localiza e no Hermes Pardini, né?  Diulia Almada: São parcerias bem consolidadas e bem importantes, assim, né? Com os visuais. Legal demais. Laura. Lara Melo: Oi gente, sou a Lara. Hoje eu atuo como TechManager aqui na dti. Acabei de ganhar um cliente novo. Mas eu comecei minha carreira como em projetos mecânicos. Eu desenhava e via se eles iam parar em pé, basicamente. A mudança que deu pra tecnologia na minha vida foi alguém sugerir, falou, você já pensou nisso? Eu falei, não. Aí ele falou, tenta, então, e cá estou, alguns anos depois é, sou formada em engenharia mecânica, então assim deu uma desviada, deu uma desviada, mas quem da minha turma não deu, né? E sigo. Eu atuo também como professora de matemática, em um cursinho  popular, outra forma de liderança na minha vida. E, é isso eu acho. Diulia Almada: Muito bacana, e Mari. Mariane Pereira: Oi, pessoal, bom dia! Eu sou a Mari, sou líder da tribo Balboa, aqui na dti, já estou na dti há 7 anos, entrei como Scrum Master, aqui e depois já fui atuando como líder de tribo, formei em ciência da computação quando eu formei, eu fui programadora por 1 ano, mas logo programadora Java, mas logo eu já fui direcionando minha trajetória mais pra parte de gestão de projeto. É gestão de times e já fui enveredando para a área de liderança.   Trabalhei 10 anos em São Paulo e já estou há 7 anos aqui em BH, na dti e cuido de alguns times aí da super mix. É daho e mas atuei muito tempo que que atuei na dti foi cuidando da MRV, também.  Diulia Almada: Muito bom assim. Somente de peso, né? E já tem um pouquinho de experiência e queria até começar, é você comentou que atuou como programador. A Lara também comentou que é formada em engenharia mecânica. São assim, vocês vêm de cenários que são majoritariamente masculinos, como é que foi pra vocês assim, a formação acadêmica no sentido até de buscar inspirações, exemplos e também a própria vivência ali no dia.  Lara Melo: Eu sempre tive muito amigo, homem assim, eu sempre fui, estive nesse meio, mas acho que só na faculdade que eu senti o baque de ser uma das únicas mulheres, das pessoas me olharem diferentes, saberem quem que eu era, porque tinha 2 em 80 e foi muito difícil. Eu sentia principalmente alguns contextos muito específicos que eu tinha que me dar 200%, enquanto os caras estavam entregando 30 e mesmo assim eles duvidavam na minha capacidade, eu conseguia aprender do que eu não conseguia. Eu tive uma matéria específica que o professor resolveu juntar as mulheres da sala, que eram 6 para fazer um grupo, porque ele queria ver se a gente era capaz ou não. Isso foi no primeiro semestre de faculdade, caramba, é, foi ótimo, enfim, isso seguiu minha trajetória toda, mas eu acho que foi muito importante para mim, porque eu comecei a me entender como mulher e como uma mulher feminista dentro da faculdade se eu não lutasse por mim, pelas minhas ninguém ia fazer isso, né?  Acho que é isso que assim foi difícil pra caramba. Ainda é difícil às vezes, mas fica mais fácil também, né? Quando a gente se une, a gente consegue. Aliado também, eu falo que eu tenho casos de sucesso na faculdade. São homens que começaram a pensar em questões que eles não tinham atravessado ainda do tanto que enchem o saco, basicamente.  É considero cases e cases de sucesso meus amigos queridos. Mas foi complicado assim. Sinto muita falta, não?  Mariane Pereira: É, no meu caso, eu acho que acho que foi a primeira situação que eu me vi assim num ambiente majoritariamente masculino, porque antes disso, eu sempre fui roteado de mulheres, tive 2 irmãs, é muitas primas, muitas amigas, então é foi um baque pra mim também, e eu acho que a minha reação foi me fechar mesmo, então eu fechei.  Eu já sou tímida, né? Fiquei muito mais tímida, então e demorou muito pra eu conseguir me sentir, me sentir à vontade naquele ambiente e conseguir ser eu, né, dentro daquele contexto, e aí eu acho que também, falando um pouco da situação que ela viveu assim, eu acho que foi também um primeiro momento em que eu encontrei, comecei a entender o que que significava aquilo, que aquilo representava, e eu comecei a entender também a importância da gente ter um suporte e ter uma comunidade feminina. Então, eu tive veteranas ótimos nesse na faculdade e elas começaram a trabalhar isso e criaram grupos femininos e empoderamento e vamos fazer reuniões e conversas. Então foi o meu primeiro contato ali, nesse sentido de entender a importância disso, de empoderar, de estar, de suportar, de acolhere foi muito importante até pra que eu me começasse a me sentir à vontade ali naquele ambiente. Diulia Almada: Pois é, é aquele… é um aspecto que, às vezes a gente não dá a devida importância assim, né? No sentido de que, se você não vê outras pessoas que estão no mesmo cenário que você tem mais ou menos a mesma, assim não é nem a mesma. Como é que eu posso dizer que tem uma vivência semelhante, né? É, você fica meio perdido assim, né? A gente tem uma necessidade enquanto ser humano, de se sentir pertencente, então é muito importante, né, esse tipo de movimento, de criação de grupos. Mariane Pereira:  É, de ter referência, né? Diulia Almada: De interferência. Não muito interessante. E queria entender em que momento vocês compreenderam que faria sentido ir para essa trajetória de liderança? Como é que foi assim, aí Lu, se você quiser começar.  Luciana Seif: Diulia no meu caso foi um foi um pouco de coincidência assim, de estar no lugar certo na hora certa, não foi nada planejado. Quando eu entrei na TAM, eu entrei como coordenadora de projetos, eu tinha acabado de chegar de um de um intercâmbio na Inglaterra e as minhas experiências anteriores eram como administração mesmo, então eu tinha trabalhado na telemar, mas como estágio assim, então quando eu formei eu fui bem Inglaterra e quando eu voltei meu primeiro trabalho assim de como CLT foi esse na TAM, então eu caí ali meio que de paraquedas, como coordenador de projetos, mas eu tinha muita facilidade de comunicação, assim, eu nunca tive problema de falar em público, de me comunicar, sou mais organizada, eu acho que as coisas começaram a se encaixar, funcionou bem assim, mas eu te confesso que não foi um planejamento, um desejo de carreira, não era um plano assim que pensei não.  Diulia Almada: Aham Luciana Seif: Aconteceu de forma natural, assim, estar, no lugar certo, na hora certa, efetivamente.  E aí eu comecei na TAM como coordenadora de projetos, depois de um tempo eu comecei a assumir como gerente de projetos e aí era, é o que eu gosto de fazer, o que eu gostava de fazer, tanto que eu comecei a fazer direito com a intenção de fazer um concurso público, de tentar uma estabilidade, e aí depois quando eu vi que essa área estava legal e que eu estava gostando, eu desisti.  Então assim é eu concluí o curso, sou bacharel, mas não, não cheguei a exercer e nem pensei nisso como uma mudança de carreira, alguma coisa assim, porque eu já estava decidida que a gestão dos projetos ali a gestão de pessoas era o que eu queria fazer o contato direto com o cliente essa parte de liderança aí pra mim já estava bem claro que era o que eu queria fazer então aconteceu de uma forma bem espontânea   Diulia Almada: Não, legal demais! E pra você, Mari?.  Mariane Pereira: Acho que foi espontânea também, eu estava conversando, só veio a cabeça uma coisa engraçada, estava conversando com a Isabela sobre esse podcast aqui, eu estava falando com ela “ai, como será que surgiu a liderança na minha vida?” Ela brigou comigo “Que? Você já era líder dessas irmãs desde pequenininha. Você que escolhia o que que IA passar na televisão e tal” brincando comigo, eu sou um pouquinho mandona, né? É, mas eu acho que veio, é natural também. A parte de gestão de projetos veio primeiro, antes de gestão de pessoas, então a minha migração de da trajetória técnica não é isso que eu estava, eu era programadora para começar a atuar mais como gestão de projetos, acho que não era nem como ScrumMaster, né? nem um pouquinho para trás. Mas depois a parte de gestão de pessoas, ela veio através de referências. Então no meu segundo emprego no Itaú eu tive uma referência muito importante é que foi a Alice Baeta, minha gestora, foi primeiro gestora feminina e ela me trouxe muito a referência, é o exemplo e também identificou em mim e me mostrou, né, me empoderou e mostrou que eu tinha aptidão e conhecimento e perfil para tomar dessa forma.  Então foi muito ali assim, acho que já tinha uma questão minha, mas veio muito do exemplo e da referência que eu tive ali naquele momento. Diulia Almada: Não, maravilhoso e pra você, Lara? Lara Melo: Eu fui avisada. Eu fui convidada para uma reunião de liderança que tinha da hakuna na época, mandei mensagem para o Henrique falando, acho que vocês me convidaram errado, ele falou, não é para você ir, aí eu fiquei parada um tempo olhando, isso quer dizer que eu sou liderança, agora fiquei parado né, assim, pensando sobre o que significava, sobre a responsabilidade que eu ia ter, aí ele falou !você está preocupado porque você já tá tipo assim, já é a sua atuação mesmo, não precisa, não vai mudar nada, não, é só uma reunião” aí tá beleza, só que foi um processo interno muito difícil assim pra mim, porque eu sou muito de operações, mas mão na massa de pegar, de pegar e fazer mesmo, fico brincando com as meninas que minha veia de que é AE ou enfim se aflora de vez em quando, então eu entendo que eu, tinha que olhar um pouco mais pra fora e ao mesmo tempo me aproximar de todo mundo e aí foi um processo que foi acontecendo eu gosto muito acho aprendo muito todo dia mas foi assim eu não nem tava querendo muito tipo não era uma inspiração que eu tinha na minha vida ou algo que eu tava buscando aí me avisaram e, eu topei foi uma surpresa pra todo mundo, eu acho que.  Mariane Pereira: Inclusive pra você, né? Lara Melo: Inclusive pra mim! Diulia Almada: Eu acho que para as outras pessoas, se bobear foi menos do que pra você.  Lara Melo: Provavelmente, provavelmente. Diulia Almada: Porque se as pessoas estavam te considerando, elas já estavam vendo ali que você estava fazendo bastante coisa.  Mariane Pereira: Provavelmente você já estava atuando, né?  Luciana Seif: Talvez não formalmente, talvez não tinha a virada de chave, mas eu já era uma líder.  Diulia Almada: Eu acho que isso vem até muito assim, não sei vocês assim, mas para mim é difícil estar em ambientes e estar participando de coisas e não querer que aquilo funcione assim e estar engajada ativamente para poder entender o que que pode ser feito e como é que pode ser mudado ali. Então acho que esse incômodo, não vou falar que é um incômodo, é essencialmente feminino, mas acho que, em termos de liderança, isso é uma coisa que movimenta até a traz rede, um espaço ali de reconhecer, fala nossa, essa pessoa, ele está preocupando com como é que é, que as coisas funcionam, está correndo atrás de tentar fazer ser melhor e aí acho que esse talvez até esses caminhos, né de “ai eu planejei, eu queria chegar nesse papel” seja uma minoria assim, porque a gente vai descobrindo a trajetória à medida que a gente vai atuando, né? Então, mas é bom, é bom saber que houve a aptidão, houve o esforço em que ele foi reconhecido, que havia espaço, né, para tal?  E quais que foram os maiores desafios que vocês já tiveram, assim, na trajetória como um todo, no sentido de desde que começaram a atuar e antes até da liderança e até chegar também nesse papel de liderança, encontrar novos ambientes, novos cenários, precisar de se colocar, negociar, argumentar, e por aí vai.  Mariane Pereira: Eu acho que a virada de chave para essa trajetória já é difícil por si só, assim, a gente se enxergar como líder e como, de alguma forma responsável pela trajetória das pessoas que estão com você, é saber que você está sendo exemplo para as pessoas, então é uma é e parar de fazer, né? E começar a orientar o time, a fazer, então já é difícil. Para a mulher então eu acho que é muito mais difícil, porque, como a Lara falou, às vezes a gente tem que fazer o triplo, o quadruplo para conseguir, né? chegar a algum lugar e tem muito questionamento, tem muita dúvida, então eu acho que o meu maior desafio, principalmente no início foi me fazer ouvida, foi com que as pessoas é acreditassem no que eu estava falando e levassem a sério o que eu estava falando. Então, até um exemplo eu tive, sei lá, reuniões que eu tinha que apresentar números, e os números não eram muito bons e eu tinha que sair de lá com planos de ação para resolver esses números, e as pessoas não estavam discutindo o problema eles estavam discutindo que meus números não estavam certos pelo simples fato de que eles não confiavam e acreditavam no que eu estava falando ali é então eu acho que foi muito mais difícil para mim nesse sentido até eu conseguir encontrar a minha forma de me fazer ouvida de me fazer respeitada tive aí alguns episódios difíceis, nesse sentido.  Luciana Seif: O meu, sem dúvida nenhuma, meu maior desafio nesse papel é o desconhecimento técnico. Eu especificamente fui questionada muitas vezes com relação a isso, então vivi várias situações assim, de estar em meios majoritariamente masculinos, com maioria masculina, resolvedores masculinos, cliente masculino, gestor do cliente masculino e eu lá como a gerente do projeto, e fui questionado várias vezes outros conhecimentos técnicos assim. Ao longo do tempo eu aprendi alguns, alguns. Uns macetes assim, coisas que foram fundamentais para mim, então eu passei a não ir em nenhuma reunião mais sozinha. Eu sempre que iam ter discussões técnicas, eu sempre levava alguém comigo mais experiente, um arquiteto, um desenvolvedor líder, alguém sempre estava comigo e eu aprendi também que eu não tinha que dar as respostas imediatamente se eu fosse questionada por alguma coisa que eu não sabia responder alguma coisa técnica, eu falava explicitamente, é, eu vou pesquisar sobre esse assunto e até amanhã eu te respondo sobre isto e aí eu era muito organizado de ir de lá, depois no dia seguinte responder o que eu não sabia. Então assim eu fui muito questionada por isso, por esse desconhecimento técnico e também por essa questão feminina que a Mari falou, eu tive sorte de ter líderes homens extremamente competentes também e que compraram meu peixe assim e foram lá e bateram de frente com o cliente, fala assim, não vai ser ela e pronto, acabou.   Daí eu estou te dizendo que ela tem competência para fazer a gestão desse projeto e ela que vai fazer esse. Isso aconteceu mais de uma e eu tive sorte de ter esses líderes masculinos assim que compraram também a ideia, acreditava em mim e iam lá e batiam de frente junto comigo, mas estavam lá de mão dada comigo assim fica tranquilo que a gente vai bater o pé, aqui é você e pronto, acabou e aí no final dava certo.  Mas passei por vários questionamentos, certo? Acho que o maior desafio, principalmente no início, quando você tem pouca experiência, né, que você está começando, até você pegar essas maldades, eu vivi muito essa essa experiência negativa. Diulia Almada: Pois é. Eu Acredito que quando a gente entra nesses papéis de liderança ainda tem um teor mais sensível ali, que tem a hora que você precisa negociar, a hora que você precisa pressionar um pouco mais, você precisa ser mais persuasivo a hora que você precisa, às vezes já tem um apoio de alguém que vai comprar a briga ali com você para não ficar que ali, né, aquela queda de braço e por aí vai.  Acho que tem todas as questões da própria atuação, né, de se colocar, de conseguir se perceber ali no papel e ao mesmo tempo, saber que horas que você exercite, que hora que você pede ajuda, que hora que né, você vai ter, que não vou correr atrás, igual você comentou né, não tem resposta agora, mas vou correr atrás e tudo bem. Eu não preciso ter todas as respostas do tempo todo, mas eu vou, eu sei que eu estou fazendo o meu melhor e eu vou dar o meu melhor de maneira honesta aqui e alinhada. E pra você, Lara?  Lara Melo: Ainda dentro desse universo que eu acho que é o que vai unir todo mundo vindo pra cá, começaram já umas postagens de dia da mulher e tal e eu li uma que era falando que quando mulher grita, normalmente é para ser escutada e homem quando grita porque não foi obedecido e assim, eu grito muito. É um traço muito forte de personalidade meu, inclusive eu acho que foi para conseguir me bancar assim, falar, não estou sabendo que eu estou falando, eu sei do que eu estou fazendo, eu confio nas pessoas que trabalham comigo, e aí às vezes eu passo um pouco do ponto assim, para mim a dificuldade é achar esse equilíbrio de conseguir ser firme, ser escutada, sem precisar ser grossa, sem precisar ser indelicada, né?  Minha mãe detestaria que eu fosse qualquer uma dessas coisas e realmente potencializar o que tem que ser potencializado, então conhecer as pessoas que eu estou trabalhando, eu sei que num contexto que eu preciso entrar numa reunião, que vai ter um monte de gente discutindo arquitetura, preciso levar alguém comigo que não só que sabe do que está falando, como sabe falar também, então eu preciso conhecer muito bem os pontos do meu time para eu não atropelar ninguém porque fica nessa também te queria fazer tudo ao mesmo tempo acho que dou conta final do dia estou exausto e aí muitas vezes a troco de nada assim eu podia só ter compartilhado mais isso está ficando mais fácil com o passar do tempo mas eu achei esse equilíbrio assim entre fazer e não fazer falar mais a mais alto, ficar calado que é muito.  É tudo muito delicado, na minha vida assim, mas tá.   Diulia Almada: E você comentou, né, que assim é a sua. Na sua vida você sempre teve muitos amigos homens, e acho que até essa vivência assim é de conseguir olhar e falar assim, mas pra eles é normal e aí eu ter determinado comportamento é diferente.  Então assim, talvez até esse entendimento assim do eles podem, eu não posso, como é que é? É parecido, não é que hora que muda, que hora que é diferente, porque que é diferente, ainda mais você sempre tendo diferenças, né? Mais próximos, né, de do comportamento masculino, que querendo ou não, acaba gerando umas quedas.  Lara Melo: É, ô Diulia, em retrospectiva, eu percebo a quantidade de maluquice que eu me enfiei, porque eu achava que eu era um dos meninos e eu não era, então eu achar e se tinha uma Barreira gigantesca, apesar dele sempre, todo mundo sempre me tratou com muito respeito e tudo, mas sempre tinha uma coisinha ali tipo “Ah não, não vamos chamar a Lara porque ela não vai topar, não vai querer, não vai conseguir” e isso é desde muito pequenininho assim, eu acho que mas assim, de certa forma, isso me preparou também, já tive alguns debates um pouco mais acalorados com o cliente, por exemplo que eu tive que falar “eu acho que você não está me respeitando”, já me chamaram de garotinha em meio de reunião, minha voz não facilita também, parece que eu tenho 10 anos a menos, mas eu aprendi a me colocar, isso nunca foi um problema para mim para mim o problema normalmente é passar do ponto me colocar demais.  Mariane Pereira: Mas você sabe que você está falando aí. Eu estava lembrando assim quando eu estava na, nesse meu desafio de como que eu me faço ser ouvida, eu comecei a observar muito as as outras lideranças que eu tinha à minha volta e acontecia exatamente isso que você está falando assim, é a liderança masculina, que era mais firme, que falava mais alto, se impõe mais, era respeitada e assim, a fama dessa pessoa de que era uma pessoa firme, de que era uma pessoa ali, que conseguia fazer as coisas que conseguia fazer, que conseguia movimentar em contrapartida, as mulheres que FA que se comportavam dessa mesma forma eram rudes, grossas, loucas…  Lara Melo: Histéricas. Mariane Pereira: Histéricas! E aí eu acho que eu comecei a nesse momento ali eu comecei a tentar entender como que eu queria ser como liderança e isso me trouxe uma visão de muita empatia em relação a essas mulheres. Tipo, o que levou ela a estar nessa situação de talvez ser realmente um pouco mais grossa ou falar mais brava, mais ríspida, porque se ela não vai ser ouvida assim, foi a situação e a trajetória dela que levou ela dessa forma, então é muito difícil mesmo e é muito injusto a gente observar esse tipo de comportamento mesmo.  Lara Melo: E eu acho que ainda tem um recorte nosso especificamente aqui, que a gente tem muito privilégio de raça, é a gente não é lida, acredito que não seja, com todos os preconceitos que tangem LGBTQIA+ de pessoas, pessoas com deficiência. Então tipo assim, eu já tenho todas as facilidades e mesmo assim, às vezes é difícil pra caramba, então tem gente que a gente precisa. Eu acho que esse negócio de referência né, de você conseguir olhar para as pra alguém e valorizar e agradecer você conseguisse essa pessoa também. Pra quem tá chegando né? Acho que caminho precisa passar por isso também. Dulia Almada: É que aí já linka inclusive com a próxima pergunta, que eu ia fazer é, vocês tem algum conselho para mulheres que querem almejar também espaços de liderança, atuar como líder? Lara Melo: Para mim, primeiro que como eu falei, minha trajetória de liderança meio que foi acontecendo, né? Eu nem vi ela acontecendo e eu acho que liderança que busca muito se ele liderança, acaba virando só chefe, pra mim esse é o primeiro se esse for o seu único intuito, abre mão, porque não é o caminho. E aí o segundo passa muito por isso, que é fácil, o trabalho bem feito não abaixa cabeça não, não vale a pena no final do dia, só você sabe que você sabe mesmo ou não, e tenta passar esse conhecimento para outras pessoas, porque se você faz um trabalho bom e consegue ensinar outras pessoas aí nesse caminho, naturalmente vão te enxergar  como liderança, esse é o ponto da questão, acho isso é liderança, quem sabe pra caramba, ou minimamente e consegue trazer outras pessoas para aprender junto, né?  Construir um time, fortalecer uma base, rede, então pra mim é isso e aí no caso especificamente pra, mulheres é se você for uma mulher super feminina você é desse jeito as pessoas que vão ter que entender que você é desse jeito não precisa se fantasiar de calça jeans e sei lá camiseta ter alguma pessoa na vida do mesmo ponto, que é mais meu caso.  Você não precisa performar uma feminilidade que não, não é natural que você não está afim, não precisa, a gente é muito lido de aparência, né? Principalmente mulher, nunca vi ninguém comentando que roupa que um cara entrou numa reunião, então seja quem você e banca quem você é, acredita naquilo ali, junta com outras pessoas, que também estão bancando o rolê delas e segue em frente, não para por medo ou por achar que não é capaz, não deixa a impostora que está dentro de você assumir um papel muito maior é bom de vez em quando ser duvidado que você sabe pra saber, você sabe mesmo, mas não deixa a impostora que tá dentro de você te paralisar, sabe? É um negócio, aqueles frases meio clichê de se tá com medo, vai com medo, depois vê o que que acontece. Acho que é isso porque tem um ponto de coragem também no meio desse caminho que eu acho que vale muito a pena, sim, isso você conseguir, no final você vai olhar pra trás e vai trazer um monte de gente, ciclo, vai rodando, que é isso.     Luciana Seif: A minha sugestão é a seguinte, a minha dica é o seguinte, primeiro se estabeleça ali qual que é o seu objetivo, né? Se você tiver clareza que é esse de liderança, entenda se você tem importantes skills para executar esse papel, se você não tiver a primeira, né? Se busque melhorar, mas a principal é assim é, estabeleça ali a sua meta, corra para que ela aconteça, se se esforça para que isso aconteça, não se compare com outras pessoas, eu acho que essa é uma dica de ouro assim para você não se frustrar, não fique comparando, por exemplo, salário com um par seu que é masculino, que você vai se frustrar porque a realidade hoje ainda é assim, né?  Então acho que procure uma empresa que valorize os colaboradores e que te dê oportunidade de ser a liderança que você quer ser e saiba que se você fizer seu papel bem feito sem se comparar com os outros sem se preocupar com isso né sem ficar tão bitolada nisso, se fizer o trabalho bem feito, ele vai ter alguém dentro da empresa que vai estar olhando para a sua evolução, vai entender, vai estar acompanhando os seus resultados, isso naturalmente vai acontecer, você vai assumir esse papel de liderança que você tanto desejo, cuide sempre para preservar tudo que você já conquistou e lute para conquistar coisas novas, então então vai estabelecer metas ao longo do tempo, à medida que você for alcança nesse papel de liderança, né?  E busque muito essa. Eu acho que o principal é isso, assim, de estar numa empresa que te proporcione isso, né? Eu acho que hoje é muito mais essa realidade do que era antigamente, né? Então a minha dica primordial é essa, assim, não se compare com os outros que, você não correr nenhum risco de se frustrar porque eu acho que não vale a pena faça o seu se você fizer o seu bem feito alguém vai ver e vai te recompensar por isso.    Mariane Pereira: Acho que a minha não desistir. Dentro do que todo mundo aqui já falou mesmo é difícil é, principalmente falando dentro do contexto, do recorte que a gente tá falando aqui, né, das mulheres muitas vezes, como a gente também já falou que várias vezes vai ter que fazer muito mais pra conseguir mostrar o valor e mostrar o seu esforço é, e eu acho que é usar a rede de apoio, mesmo assim.Eu acho que isso é super importante a gente ter isso aqui, graças a Deus e usar isso muito a seu favor. Então, conversar, trocar ideia, observar as outras mulheres, é empoderar, é acolher e também ser emponderada.  Então, eu acho que foi muito relevante na minha trajetória esse tipo de rede de apoio que eu tive, e eu acho que é super importante para outras pessoas também. Claro que sem se comparar, né? Eu acho que e também, pelo que a Lara também falou assim, observar as outras pessoas, mas tem em mente o seu jeito, a sua forma de liderança, a sua individualidade dentro desse contexto também.    Diulia Almada: Hum, é e uma coisa que você foram comentando. Em parcelas, né? Que eu acho que é muito importante da gente também colocar aqui nesse ponto. É com relação a beleza. Existe um cenário de ampla restrição. É a gente.Sabe que até assim, né? Por por dados de vaga, né, as mulheres tendem a ficar até inseguras assim na hora de aplicar para uma vaga para poder. Será que eu estou ali em todos os requisitos, será que eu sou o suficiente para aquela vaga? Mas no final do dia só a gente sabe do esforço que a gente tem, do tanto que a gente se cobra, então acho que até esse esforço que você comentou, Lara diz assim, não ter que pegar e fazer todas as atividades, conseguir delegar, muitas vezes é difícil porque você vai delegar e, às vezes fica com aquela sensação de sim, mas se eu passar para outra pessoa, será que é?  Não vai soar que eu não vou fazer, que eu não, não sei fazer, que eu não dou conta. Então é de realmente conseguir acionar essa rede, né?Aqui a gente tem ao nosso redor. Para assim, não precisa ter todas as respostas. Não precisa dar conta de tudo, tem pessoas ao meu redor e aí é até o que você comentou Mari, da rede de apoio, se permitir receber apoio também é muito importante, né?  Porque muitas das vezes a gente vai criando uma casca ali de não, eu tenho que dar conta, vai não mais um pouquinho, não vou me esforçar aqui, vai dar certo, vai dar certo, vai dar certo e a gente não se coloca nesse lugar vulnerável também, de precisar de um apoio, de precisar de alguém ali pra poder ou várias pessoas, né, pra poder auxiliar também na nossa trajetória.  Então acho que isso é muito importante também até acalentador, né? Assim, existe o lado de a gente correr atrás, mas também somos humanas, continuamos como seres humanos e precisamos de apoio, é natural, né? E aí uma outra questão que eu queria ver com vocês ao longo né da trajetória de vocês principalmente Mari e Lu já tem um tempo maior aí de atuação na tecnologia que que vocês viram de mudança nos cenários das empresas você até comentou Lu agora há pouco né que hoje em dia, as empresas estão mais voltadas pra ter um pouco mais de equidade, enfim mudou vocês têm visto mais mulheres atuando como liderança. Vocês têm visto mais respeito também numa atuação que tá muito mais pelo que precisa ser feito do que por quem tá fazendo. Luciana Seif: Diulia, olha assim sem dúvida, acho que a mudança foi drástica, né? Assim, ela vem mudando ao longo do tempo e a tendência é que melhore cada vez mais, né? Assim as pessoas falaram, até comentou, da dificuldade que ela teve, mas acho que a tendência daqui pra frente é que essas dificuldades seja cada vez menores. Imaginem que num curso, por exemplo, hoje de tecnologia da informação, um curso de automação, tem muito mais mulheres do que a quantidade que tinha antigamente, não quer dizer que tem mais mulheres do que homens, mas tem uma quantidade de mulher muito mais relevante do que tinha antigamente, né? Então acho que naturalmente essa mudança já está ocorrendo, mas eu acho que assim, papel de liderança sem dúvida nenhuma, hoje a gente vê muito mais mulheres líderes, né, eu acho que a gente tem empresas muito mais humanizadas, né? Não que os homens não sejam mais, a mulher a mulher traz um pouco dessa leveza ali também o ambiente de trabalho, né? Então acho que hoje as empresas são muito mais compreensivas, né? A gente consegue entender muito mais que a pessoa não só trabalha, ela tem uma vida ali também. Então acho que a liderança feminina trouxe um pouco disso, desse humanismo, de entender que a pessoa ela pode ser produtiva se ela trabalhar menos horas, se ela tiver que levar o filho pra escola ou se ela tiver, né, que fazer alguma atividade em casa e que a gente consegue é conciliar isso de uma forma totalmente, é normal, natural né, porque não, isso não vire um fardo, nem pra pessoa, nem pra própria empresa.  Eu acho que hoje tá muito mais humanizado. Isso que a gente falou, por exemplo, de delegar tarefas também eu acho que hoje é muito mais visível isso até a liderança masculinas, entenderam que eles não são líderes sozinhos eles precisam de um time que a liderança seja, compartilhada tomada de decisão seja compartilhada então acho que hoje essa visão tá muito mais tá, muito mais diluída do que era antigamente né então hoje a gente tem muito mais líderes igual a gente fala aqui na dti, líder e servidor do que um líder, autoritário então independente de ser mulher ou homem, mas a mulher muito mais né eu acho. Mariane Pereira: É eu concordo, eu acho que está mudando, temos muito para caminhar ainda, mas está mudando, e eu acho que essa mudança na figura da liderança em si ajudou e propiciou que isso acontecesse. Então a talvez a gente não precise mais ser tão histérica e rude e gritar para ser ouvidas, porque a figura da liderança está mudando, né? A gente tem lideranças e se espera que as lideranças sejam mais humanizadas, se preocupem genuinamente com com as pessoas, com o indivíduo mesmo e não seja só uma pessoa autoritária. Então isso permite com que é novos formatos de liderança apareçam. Eu acho que isso fomenta um pouco mais aí, a surgirem mais lideranças femininas nesse contexto.  Diulia Almada: É uma revisão do que significa autoridade? Mariane Pereira: É, e a liderança em si como um todo, né?    Diulia Almada: Uhum, não, sensacional. E aí até queria puxar, Lu, você falou, né, de conciliar e tal. Como que é pra você conciliar a maternidade com a liderança? Eu estou com o meu pequenininho, então agora estou vivendo.. Luciana Seif: Você está compartilhando as tarefas. Diulia Almada: É, vários desafios nesse sentido. E você, está com a Beth? Beth tem 10 anos. Luciana Seif: É, eu tenho uma filha que já tem 10 anos, hoje ela já é independente, é uma vida mais fácil, mas ô Diulia, eu acho assim é, são duas tarefas super difíceis conciliar a liderança com a maternidade.  Mas eu acho que é, é totalmente possível, né? Assim é um desafio grande, mas é possível. E aí eu tenho 3 importantes pilares ali pra mim, assim que eu usei a minha vida toda, desde quando eu virei mãe, o primeiro é priorizar, mesmo assim, entenda que você não consegue fazer tudo, prioriza o que você vai fazer, né?  Tanto no trabalho quanto ali, no papel de mãe e o resto. Deixa acontecer, esquece, pode dar errado, mas relaxa que você não vai conseguir resolver tudo e você não vai conseguir abraçar o mundo e fazer tudo ao mesmo tempo. Então a primeira coisa é estabelecer as prioridades e deixa o pau torar, a segunda é qualidade do tempo assim, eu acho que é isso aí, eu uso muito também, sempre usei quando você estiver dedicado ao trabalho, se dedica ao trabalho, deixa as outras coisas periféricas não te interromper, e quando você tiver dedicada é ao filho, se dedica ao filho, quando eu tô com a Beth, a gente eu não uso celular, eu fico com ela, a gente faz as refeições juntas, conversa, televisão desligada, ela também não usa o telefone na minha casa, tem uma televisão só na sala, pra gente não ficar em ambiente separados, então se a gente for ver televisão, nós vamos escolher o mesmo, programa, e assistir juntos tal qualidade do tempo quando eu tô com ela, é o tempo que eu estou com ela e aí, eu não faço mais nada além de, de, estar vivendo aquele momento com ela e, foi, assim desde sempre e aí quando eu estou no trabalho ela entende também e aí ela aprendeu, que ela não pode me interromper, que eu, tô ali num ambiente de trabalho, então ela aprendeu a fazer para casa sozinha aprendeu a estudar sozinha porque eram situações que eu não conseguia que fazer essa priorização, esse, essa separação do tempo e aí funcionou super bem e o terceiro que eu acho que é algum super importante também que a Mari comentou em rede de apoio de ambiente de trabalho, ter lideranças femininas junto é a rede de apoio também de família, que assim uma época eu viajava muito a trabalho e a minha mãe e minhas irmãs me ajudavam muito, então assim a rede de apoio faz toda a diferença também pra você conseguir conciliar o trabalho com esse papel de mãe, né?  Então a rede de apoio, família, rede de apoio de uma ajudante em casa também pode resolver e a rede de apoio da empresa também. Sem dúvida nenhuma, você está numa empresa que te que te apoia e que respeita esse essa sua função dupla passou da diferença também que aqui na dti a gente tem total Liberdade para esse funciona o mutíssimo bem então acho que são os 3 principais pontos ali começa a praticar Diu que você vai ter que fazer. Diulia Almada: Eu sinto que. É, eu até brinquei com o Szuster, outro dia ele falou, e aí, como é que está sendo? Eu falei, é assim, agora eu virei agilista de verdade, porque agora eu olho para o que realmente precisa ser feito, eu consigo priorizar a qualidade das coisas, o que que realmente faz sentido e, é muito louco, né? Assim, a capacidade de foco, apesar de no começo ter muita privação de som, de ficar muito na função, agora já está mais tranquilo, mais muito no sentido de sim, tem mais coisa para ser feito, as coisas são críticas, você aprende a priorizar, você aprende a delegar, você aprende a conversar, você aprende a fazer um monte de outras atividades que vão influenciar na sua vida como um todo, assim, né, vai influenciar na maternidade, vai influenciar no relacionamento, vai influenciar no trabalho, na relação com a família, enfim, contudo né a gente, não eu costumo brincar muito com a minha irmã assim nós somos seres biopsicossociais então, a gente é feito a gente precisa entender o que o nosso corpo precisa a gente precisa entender o que a gente vive e a gente prrecisa entender o que que a gente está sentindo. Também não dá pra gente achar que é uma máquina que vai, vai, vai, vai, vai, uma hora a gente vai pifar. Mas ao mesmo tempo, a gente precisa estar muito atento para conseguir aprender, né? Com com todos os sinais.   Luciana Seif: Isso e aprender que a gente não vai acertar sempre. Aprender que nós vamos errar e que tá tudo bem. Se errar, também não se culpe, porque não adianta .Não vai resolver, você vai só sofrer mais. Diulia Almada: Com certeza! Gente, que episódio maravilhoso. Dá pra ficar conversando muito, muito, muito mais, que é um tema que a gente sente todos os dias que a gente experiencia que a gente tá correndo atrás todos os dias, mas muito bom ter vocês aqui. Muito bom ter toda essa troca e agradecer pelo disponibilidade, pela abertura, por trazerem experiências, né, da da trajetória de vocês. Espero que vocês possam inspirar nesse caminho, né?D e a gente ter uma rede que se apoia, que a gente consiga com esse papel, quem sabe inspirar outras mulheres a também a entrar nesse papel de liderança, de se reconhecerem como liderança. Muito obrigada pela presença de vocês.   Lara Melo: Obrigada você. Mariane Pereira: Eu que agradeço. Luican Seif: Obrigada a você, a dti, Mari, Lara também pela companhia e que a gente vê a faça com que essas conversas sobre mulheres e a comemoração aconteça ao longo de todo o ano, né?Vivemos cada vez mais lideranças femininas. Mariane Pereira: Exato. Agradeço pelo espaço, pela abertura na minha trajetória, isso foi muito importante, sabe ter essas referências e ter esses espaços e essas comunidades e essa rede de apoio, como a gente já falou, então agradecer o espaço aqui do dos agilistas pra gente conversar sobre isso e quem sabe a gente também ser essa rede de apoio para outras pessoas. Lara Melo: Muito obrigada. Acho que é um tema, falo sobre isso o ano inteiro, mas é bom poder ecoar sempre, né? Acho que quem tiver escutando e precisar desse abraço virtual, recebo que a gente segue junta. Obrigado pelo espaço, obrigado pela troca.   Diulia Almada: Maravilha. Até mais gente.   

Descrição

No mês das mulheres, nossa host Diulia Almada recebe Luciana Seif, Mariane Pereira e Lara Melo, todas lideranças da dti digital, para um papo descontraído. Elas trazem suas experiências enquanto mulheres na liderança e algumas dicas para quem quiser seguir este caminho. Ficou curioso? Então, dá o play!

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