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os agilistas

Acostume-se com a instabilidade e foque nas necessidades

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Pedro Rangel: A gente precisa fazer a seguinte pergunta. Quando eu abri o episódio aqui, eu falei sobre como o ágil evoluiu ao longo das décadas. Você acredita que o ágil que a gente se refere hoje não é o mesmo de duas décadas atrás, pensando até que o manifesto não sofreu grandes mudanças, ou mudou a nossa percepção do que estava escrito lá no manifesto ao longo do tempo? 

Marcelo Szuster: Eu acho que o ágil, não vou dizer aqui, vamos supor, eu nunca fiz uma análise exaustiva, fiquei me atualizando o tempo todo sobre os últimos, mas assim, eu acredito que realmente quando o ágil surgiu, ele surgiu com uma técnica declarando que o jeito de fazer software é errado, o jeito de fazer software é esse aqui. Software é uma atividade intangível, tem que ser feita de forma evolutiva. É isso, sabe? O ágil, digamos assim. Se você não fizer assim você tem que ser um processo que você pode gerar aprendizado. Agora, ele foi ampliado, eu diria, na medida em que software se misturou com negócio e o ágil começou a significar também uma estrutura organizacional, é o tal business agility, que é uma necessidade de a empresa também ser uma empresa que aprende, sabe? Ou seja, ela está fazendo software, mas ela também está aprendendo naquele ambiente. Acho que hoje o ágil, quando alguém fala: “nós temos que ser ágeis”, está falando desse pacote completo, entendeu?  

Vinicius Paiva: Pegando o que você descreveu e que eu concordo totalmente, é porque o ecossistema de uma empresa que antigamente era mais estável, é aqueles exemplo que você sempre dá, vários episódios que a gente deu que quando você passa a ter, por algum motivo, qualquer que seja, uma vantagem competitiva que tem uma barreira de entrada muito grande, você praticamente começa a mudar para o modo de otimização. Você fala assim: “como que eu vou maximizar o jeito que eu vou ganhar dinheiro com isso aqui?”, que era a realidade há um tempo. Porque, por exemplo, se eu tinha uma vantagem competitiva, vou te dar um exemplo da empresa que quer comprar um CRM. Quem conseguia antes comprar um CRM? Quase ninguém. Se eu conseguir isso aí, a partir desse momento eu criei uma muralha em relação à competição. O que eu vou fazer? Eu vou tentar otimizar minha estrutura interna de forma que eu consiga aumentar minhas margens com isso. Porém, o ecossistema, principalmente por causa dos avanços tecnológicos que foram existindo, foi fazendo com que tudo ficasse muito mais dinâmico e muito mais flexível. E aí que vem, na minha visão, a associação com o método de fazer software. Que o software, quem me ensinou foi o Szuster no meu primeiro dia de trabalho, é software, maleável. Se você tem algo que é maleável e que precisa de algumas restrições para o negócio convergir, precisa seguir esse tipo de filosofia, é a mesma coisa que aconteceu no mercado e que as empresas passaram a olhar: “no fundo, aquela coisa que o cara falou se aplica ao meio que a gente está vivendo agora”. A sua pergunta, na minha visão, mudou bastante porque o conceito foi ficando aplicável a uma gama muito mais ampla de coisas que não só softwares. 

Marcelo Szuster: E por isso que eu acredito profundamente que quando eu falo que tem que dobrar a aposta, para alguém que ainda está achando que eu só estou falando isso por causa da DTI, para a DTI poder vender, é porque o mundo vai continuar desse jeito, entendeu? Essas condições que fizeram com que o ágil fosse necessário com uma filosofia até de gestão da empresa, não parece que vão mudar. O mundo vai continuar como? Extremamente competitivo, o consumidor no centro, a tecnologia avançando, entendeu? É difícil de imaginar que você vai voltar a ter um tipo de estabilidade, porque assim, lá atrás o pessoal já defendia o ágil para as coisas. Imagina o seguinte, uma empresa tinha que fazer um sistema interno, e ela não estava com problema nenhum, mas ela queria fazer um sistema.  

Vinicius Paiva: Por que mudar essa estrutura?  

Marcelo Szuster: É. Imagina, eu preciso fazer um sistema aqui. O ágil já existia nessa época e falava o seguinte: “cara, para fazer esse sistema é melhor você fazer ele evolutivo, porque software é difícil de definir o que você quer”. Era isso. Agora é aquilo que o Vinição explicou, eu não vou repetir. Agora é o seguinte, você tem que fazer software continuamente, mas mais do que isso, você tem que sentir e responder o tempo todo o seu ambiente. Você tem que evoluir o tempo todo, porque o tempo todo você está ameaçado, você não tem sossego. O que você conquistou hoje, amanhã alguém já copiou etc. 

Pedro Rangel: A gente precisa fazer a seguinte pergunta. Quando eu abri o episódio aqui, eu falei sobre como o ágil evoluiu ao longo das décadas. Você acredita que o ágil que a gente se refere hoje não é o mesmo de duas décadas atrás, pensando até que o manifesto não sofreu grandes mudanças, ou mudou a nossa percepção do que estava escrito lá no manifesto ao longo do tempo?  Marcelo Szuster: Eu acho que o ágil, não vou dizer aqui, vamos supor, eu nunca fiz uma análise exaustiva, fiquei me atualizando o tempo todo sobre os últimos, mas assim, eu acredito que realmente quando o ágil surgiu, ele surgiu com uma técnica declarando que o jeito de fazer software é errado, o jeito de fazer software é esse aqui. Software é uma atividade intangível, tem que ser feita de forma evolutiva. É isso, sabe? O ágil, digamos assim. Se você não fizer assim você tem que ser um processo que você pode gerar aprendizado. Agora, ele foi ampliado, eu diria, na medida em que software se misturou com negócio e o ágil começou a significar também uma estrutura organizacional, é o tal business agility, que é uma necessidade de a empresa também ser uma empresa que aprende, sabe? Ou seja, ela está fazendo software, mas ela também está aprendendo naquele ambiente. Acho que hoje o ágil, quando alguém fala: “nós temos que ser ágeis”, está falando desse pacote completo, entendeu?   Vinicius Paiva: Pegando o que você descreveu e que eu concordo totalmente, é porque o ecossistema de uma empresa que antigamente era mais estável, é aqueles exemplo que você sempre dá, vários episódios que a gente deu que quando você passa a ter, por algum motivo, qualquer que seja, uma vantagem competitiva que tem uma barreira de entrada muito grande, você praticamente começa a mudar para o modo de otimização. Você fala assim: “como que eu vou maximizar o jeito que eu vou ganhar dinheiro com isso aqui?”, que era a realidade há um tempo. Porque, por exemplo, se eu tinha uma vantagem competitiva, vou te dar um exemplo da empresa que quer comprar um CRM. Quem conseguia antes comprar um CRM? Quase ninguém. Se eu conseguir isso aí, a partir desse momento eu criei uma muralha em relação à competição. O que eu vou fazer? Eu vou tentar otimizar minha estrutura interna de forma que eu consiga aumentar minhas margens com isso. Porém, o ecossistema, principalmente por causa dos avanços tecnológicos que foram existindo, foi fazendo com que tudo ficasse muito mais dinâmico e muito mais flexível. E aí que vem, na minha visão, a associação com o método de fazer software. Que o software, quem me ensinou foi o Szuster no meu primeiro dia de trabalho, é software, maleável. Se você tem algo que é maleável e que precisa de algumas restrições para o negócio convergir, precisa seguir esse tipo de filosofia, é a mesma coisa que aconteceu no mercado e que as empresas passaram a olhar: “no fundo, aquela coisa que o cara falou se aplica ao meio que a gente está vivendo agora”. A sua pergunta, na minha visão, mudou bastante porque o conceito foi ficando aplicável a uma gama muito mais ampla de coisas que não só softwares.  Marcelo Szuster: E por isso que eu acredito profundamente que quando eu falo que tem que dobrar a aposta, para alguém que ainda está achando que eu só estou falando isso por causa da DTI, para a DTI poder vender, é porque o mundo vai continuar desse jeito, entendeu? Essas condições que fizeram com que o ágil fosse necessário com uma filosofia até de gestão da empresa, não parece que vão mudar. O mundo vai continuar como? Extremamente competitivo, o consumidor no centro, a tecnologia avançando, entendeu? É difícil de imaginar que você vai voltar a ter um tipo de estabilidade, porque assim, lá atrás o pessoal já defendia o ágil para as coisas. Imagina o seguinte, uma empresa tinha que fazer um sistema interno, e ela não estava com problema nenhum, mas ela queria fazer um sistema.   Vinicius Paiva: Por que mudar essa estrutura?   Marcelo Szuster: É. Imagina, eu preciso fazer um sistema aqui. O ágil já existia nessa época e falava o seguinte: “cara, para fazer esse sistema é melhor você fazer ele evolutivo, porque software é difícil de definir o que você quer”. Era isso. Agora é aquilo que o Vinição explicou, eu não vou repetir. Agora é o seguinte, você tem que fazer software continuamente, mas mais do que isso, você tem que sentir e responder o tempo todo o seu ambiente. Você tem que evoluir o tempo todo, porque o tempo todo você está ameaçado, você não tem sossego. O que você conquistou hoje, amanhã alguém já copiou etc. 

Descrição

Este conteúdo é um corte do nosso episódio: “#223 O passado, o presente e o futuro do agilismo nos negócios”.

Nele, nossos hosts conversam sobre a evolução do agilismo e se ele mudou ou não nas últimas décadas. Ficou curioso? Então, dá o play!

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