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os agilistas

Até onde o agilismo contribui para testes em produtos físicos?

Até onde o agilismo contribui para testes em produtos físicos?

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Vinícius: Eu fico pensando aqui, assim, do ponto de vista até, vamos pensar o olhar do agilismo, mas isso poderia valer para um olhar de projetos em geral, é uma questão muito importante que talvez seja fácil em software, em alguns casos, e para coisas onde envolve segurança e produção em massa também, porque o custo de recall deve ser altíssimo, uma coisa muito importante é você conseguir realimentar rápido, saber se o que você está produzindo ali funciona, de fato. E isso aí para mim deve, eu imagino que deve mudar tudo. Por exemplo, se você consegue simular o carro inteiro ou se você consegue simular pelo menos uma parte dos componentes, essa tecnologia de testar as coisas que… 

Marcelo: Vinícius, sabe que, só complementar, porque quando ele falou de ágil, eu pensei muito nisso. O ágil, a gente tem uma facilidade de mexer com o software, que o software é soft, você pode mudar à vontade. E você tem as coisas que são físicas, você tem que saber rápido se funciona, e quando você bota em produção o impacto é gigante. 

Vinícius: É, tanto o risco de acidente quanto o risco de recall. Você coloca uma porta que não fecha, por exemplo. 

Marcelo: Isso. É verdade isso aí, Rogério?  

Vinícius: É. Tipo, o que mudou? 

Marcelo: Isso.  

Rogério: Então, isso é um ponto que a gente vem discutindo. Agora eu vou falar pelo meu lado também, fui voluntário bastante tempo do PMI, tem o PMP, também apliquei a metodologia ágeis. Isso foi um tema também que eu fiz o mestrado na USP, em São Carlos, a gente trabalhou muito direto com isso. Então, realmente, o que você está falando é risco, cultura que você tem, a parte de capacitação. Esses são alguns dos tripés que a gente precisa colocar para fazer a avaliação de até que ponto vale a pena a parte das metodologias ágeis. Então, por exemplo, em classificação de segurança, e depende da cultura e depende da competência que você tem, você tem que alinhar esses três pontos e verificar se você tem condições de você implementar um Scrum junto com o Kanban. Eu vou te dar um exemplo; se eu estivesse na parte de sistemas de injeção ou sistema de freios, eu pensaria duas vezes. Quando você faz o teste erro, você faz os sprints e começa a colocar, eu verificaria o quanto isso está envolvido a parte de gestão de risco em cima disso. Não estou te falando que é impossível de fazer. Eu não conheço bem, disseram que na Tesla fazem, mas eu não conheço como que eles desenvolvem, porque eu não tenho conhecimento disso. Eu vou dar mais experiência minha aqui. Mas por exemplo, na parte de desenvolvimento de produto, todo mundo pensa assim: poxa, mas como que você vai colocar isso? Imagina que você fatia, o desenvolvimento de produto tem várias fases, ele passa por vários departamentos. Vou só te dar um exemplo. Eu era, por exemplo, responsável pela parte de laboratório e teste dos componentes que a gente desenvolvia lá na Bosch. Um dos problemas nossos, eu era responsável não somente por uma divisão automotiva, mas por várias divisões automotivas e por vários projetos de clientes; e dentro desse laboratório você tinha vários recursos, equipamentos. Além de pessoas, de profissionais que você tem, você tem os recursos que eles competem entre si, entre os projetos. Então, uma forma de você colocar a metodologia ágil, primeiro você tem que verificar primeiro a parte cultural. Se é dentro do seu departamento, ele está apto para fazer isso, em termos de ter essa flexibilidade. Multidisciplinaridade, isso é um ponto muito grande de você ter metodologia Scrum ou Kanban, ou combinar com o Kanban. E é o famoso, que a gente chama no conceito da produção, que é mais ou menos o conceito do que é o working process. A gente divide lá a parte do Scrum e a gente tem os recursos, e você verifica como que se pode dividir entre o time. E eu tenho várias, vamos dizer assim, várias frentes, várias histórias; eu estou tentando traduzir, porque a gente não chama de história, mas várias atividades, e a gente quebra essas atividades. Existe uma sequência; por exemplo, eu tenho que fazer um teste que a gente chama de funcional, né? Ligar PS. Teste de durabilidade que o cara fica lá em vibração e não sei o que lá. Teste de funcional em câmera climática. Então, tem câmeras que você pode colocar duas, três peças, tem equipamentos que você coloca uma por vez, que é um fifo. Então, dependendo dessa disponibilidade, dependendo do recurso que você faz, você faz uma metodologia híbrida. Para tal tipo de atividades, você bota um quadro Scrum. Mas dentro desse mesmo quadro Scrum, dependendo da outra atividade, que é uma máquina que você tem um fifo, você bota um Kanban. Ou a mesma coisa para a pessoa, a pessoa só tem especialidade naquilo. Então isso, você consegue pôr, por quê? Primeiro, se a cultura está adequada. Primeiro, se a forma de processo que você roda os sprints, vamos dizer assim, você traduz, consegue ser aplicado. E o segundo é se, com esses dois, o nível de risco é baixo de ter alguma complicação, em termos de mistura ou erro de sequência ou complexidade que vai afetar o efeito final, você consegue colocar a metodologia em prática. 

 

Vinícius: Eu fico pensando aqui, assim, do ponto de vista até, vamos pensar o olhar do agilismo, mas isso poderia valer para um olhar de projetos em geral, é uma questão muito importante que talvez seja fácil em software, em alguns casos, e para coisas onde envolve segurança e produção em massa também, porque o custo de recall deve ser altíssimo, uma coisa muito importante é você conseguir realimentar rápido, saber se o que você está produzindo ali funciona, de fato. E isso aí para mim deve, eu imagino que deve mudar tudo. Por exemplo, se você consegue simular o carro inteiro ou se você consegue simular pelo menos uma parte dos componentes, essa tecnologia de testar as coisas que…  Marcelo: Vinícius, sabe que, só complementar, porque quando ele falou de ágil, eu pensei muito nisso. O ágil, a gente tem uma facilidade de mexer com o software, que o software é soft, você pode mudar à vontade. E você tem as coisas que são físicas, você tem que saber rápido se funciona, e quando você bota em produção o impacto é gigante.  Vinícius: É, tanto o risco de acidente quanto o risco de recall. Você coloca uma porta que não fecha, por exemplo.  Marcelo: Isso. É verdade isso aí, Rogério?   Vinícius: É. Tipo, o que mudou?  Marcelo: Isso.   Rogério: Então, isso é um ponto que a gente vem discutindo. Agora eu vou falar pelo meu lado também, fui voluntário bastante tempo do PMI, tem o PMP, também apliquei a metodologia ágeis. Isso foi um tema também que eu fiz o mestrado na USP, em São Carlos, a gente trabalhou muito direto com isso. Então, realmente, o que você está falando é risco, cultura que você tem, a parte de capacitação. Esses são alguns dos tripés que a gente precisa colocar para fazer a avaliação de até que ponto vale a pena a parte das metodologias ágeis. Então, por exemplo, em classificação de segurança, e depende da cultura e depende da competência que você tem, você tem que alinhar esses três pontos e verificar se você tem condições de você implementar um Scrum junto com o Kanban. Eu vou te dar um exemplo; se eu estivesse na parte de sistemas de injeção ou sistema de freios, eu pensaria duas vezes. Quando você faz o teste erro, você faz os sprints e começa a colocar, eu verificaria o quanto isso está envolvido a parte de gestão de risco em cima disso. Não estou te falando que é impossível de fazer. Eu não conheço bem, disseram que na Tesla fazem, mas eu não conheço como que eles desenvolvem, porque eu não tenho conhecimento disso. Eu vou dar mais experiência minha aqui. Mas por exemplo, na parte de desenvolvimento de produto, todo mundo pensa assim: poxa, mas como que você vai colocar isso? Imagina que você fatia, o desenvolvimento de produto tem várias fases, ele passa por vários departamentos. Vou só te dar um exemplo. Eu era, por exemplo, responsável pela parte de laboratório e teste dos componentes que a gente desenvolvia lá na Bosch. Um dos problemas nossos, eu era responsável não somente por uma divisão automotiva, mas por várias divisões automotivas e por vários projetos de clientes; e dentro desse laboratório você tinha vários recursos, equipamentos. Além de pessoas, de profissionais que você tem, você tem os recursos que eles competem entre si, entre os projetos. Então, uma forma de você colocar a metodologia ágil, primeiro você tem que verificar primeiro a parte cultural. Se é dentro do seu departamento, ele está apto para fazer isso, em termos de ter essa flexibilidade. Multidisciplinaridade, isso é um ponto muito grande de você ter metodologia Scrum ou Kanban, ou combinar com o Kanban. E é o famoso, que a gente chama no conceito da produção, que é mais ou menos o conceito do que é o working process. A gente divide lá a parte do Scrum e a gente tem os recursos, e você verifica como que se pode dividir entre o time. E eu tenho várias, vamos dizer assim, várias frentes, várias histórias; eu estou tentando traduzir, porque a gente não chama de história, mas várias atividades, e a gente quebra essas atividades. Existe uma sequência; por exemplo, eu tenho que fazer um teste que a gente chama de funcional, né? Ligar PS. Teste de durabilidade que o cara fica lá em vibração e não sei o que lá. Teste de funcional em câmera climática. Então, tem câmeras que você pode colocar duas, três peças, tem equipamentos que você coloca uma por vez, que é um fifo. Então, dependendo dessa disponibilidade, dependendo do recurso que você faz, você faz uma metodologia híbrida. Para tal tipo de atividades, você bota um quadro Scrum. Mas dentro desse mesmo quadro Scrum, dependendo da outra atividade, que é uma máquina que você tem um fifo, você bota um Kanban. Ou a mesma coisa para a pessoa, a pessoa só tem especialidade naquilo. Então isso, você consegue pôr, por quê? Primeiro, se a cultura está adequada. Primeiro, se a forma de processo que você roda os sprints, vamos dizer assim, você traduz, consegue ser aplicado. E o segundo é se, com esses dois, o nível de risco é baixo de ter alguma complicação, em termos de mistura ou erro de sequência ou complexidade que vai afetar o efeito final, você consegue colocar a metodologia em prática.   

Descrição

Testes e validação de hipóteses são processos comuns em uma rotina ágil já que quase sempre estamos tratando de produtos digitais. Porém, será que é possível aplicar Scrum ou Kanban para desenvolver testes em produtos físicos? Rogério Nakamura, North and Latin America Head of Lean na SEG Automotive, conta como isso funciona dentro do setor automotivo. Ficou curioso? Então, dá o play!

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