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os agilistas

Como a Gerdau tornou fluida a sua estratégia e operação?

Como a Gerdau tornou fluida a sua estratégia e operação?

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Marcelo Szuster: Você comentou aí, eu achei interessante. Você falou assim: “a gente fez Usina Digital como um experimento organizacional”. Por que eu toco nesse assunto? Porque a gente tem como ouvinte muitas vezes empresas grandes e tradicionais também, e um tema sempre recorrente é esse, como é que eu faço a mudança? Como é que eu começo? É claro que como um bom agilista, para a gente não existe prescrição, mas existe experiências que podem ser inspiradoras. Até a gente brinca, tem um episódio nosso que é o fucking first step aí. Um fucking first step seus teria sido a Usina Digital? 

Gustavo França: Sim.  

Marcelo Szuster: Começar a fazer isso para poder mostrar para a organização o que era possível. 

Gustavo França: É isso aí. Eu concordo plenamente contigo, não tem fórmula, não tem enlatado padrão que você implemente e sai funcionando. A prática do learning by doing, de você iniciar pequeno em um cenário controlado e exercitando ao extremo todas as capacidades e os conceitos é o melhor modelo e é isso aí. A Usina Digital foi uma das iniciativas que a gente de fato testou comportamento, mentalidade, testou tecnologia, mas sem paixão pela tecnologia. Nós tínhamos muito mais apreço pelo aprendizado que a gente estava gerando naquele momento. Imagina, naquele momento a gente começou a ter P.O Product Owner. B.O Business Owner, Sprint Planner, Sprint Review, todas essas cerimônias que eram uma novidade para a organização do ponto de vista de conexão com a estratégia. Foi importante. Outra coisa muito disruptiva, nós fazemos entregas a cada duas semanas. A cada duas semanas eu entregava uma história de usuário, que podia ser uma solução tecnológica ou podia ser uma solução de processos. Poderia ser simplesmente uma revisão de processo, mas sempre com a máxima de produto funcionando, não entregar componente, entregar produto funcionando, testado e aprovado com os critérios de aceitação bem definidos junto ao próprio cliente, a própria área de negócio. Foi um grande MVP organizacional de toda a transformação que hoje a gente já vive em uma escala diferente. De lá para cá a agilidade a gente exercitou e vinha exercitando a agilidade em projetos, em iniciativas que têm início, meio e fim. Mas mais recentemente do último ano para cá a gente vem falando de agilidade muito na perspectiva organizacional mesmo de como é que você traz a agilidade da estratégia para a operação, da operação para a estratégia. Ou seja, você garante uma conexão fluída entre as duas coisas. Hoje nós temos na Gerdau squads funcionando e orientados ao fluxo de valor da organização, orientada a cliente, orientada a supply chain, orientada a indústria 4.0 e assim sucessivamente. E esses squads estão extremamente bem conectados com a estratégia, com o que norteia a nossa estratégia de negócio. Para tudo isso trouxemos e escalamos novos papéis, novos personagens. Construímos uma área internamente que não é uma área, é como se fosse uma aceleradora e nós chamamos de Digital Factory, onde a gente acelera muito os talentos, ou a gente dissemina o conhecimento sobre toda essa metodologia e esse pensamento ágil e ajuda as principais iniciativas da organização a escalarem nesse mesmo contexto. 

Marcelo Szuster: Você comentou aí, eu achei interessante. Você falou assim: “a gente fez Usina Digital como um experimento organizacional”. Por que eu toco nesse assunto? Porque a gente tem como ouvinte muitas vezes empresas grandes e tradicionais também, e um tema sempre recorrente é esse, como é que eu faço a mudança? Como é que eu começo? É claro que como um bom agilista, para a gente não existe prescrição, mas existe experiências que podem ser inspiradoras. Até a gente brinca, tem um episódio nosso que é o fucking first step aí. Um fucking first step seus teria sido a Usina Digital?  Gustavo França: Sim.   Marcelo Szuster: Começar a fazer isso para poder mostrar para a organização o que era possível.  Gustavo França: É isso aí. Eu concordo plenamente contigo, não tem fórmula, não tem enlatado padrão que você implemente e sai funcionando. A prática do learning by doing, de você iniciar pequeno em um cenário controlado e exercitando ao extremo todas as capacidades e os conceitos é o melhor modelo e é isso aí. A Usina Digital foi uma das iniciativas que a gente de fato testou comportamento, mentalidade, testou tecnologia, mas sem paixão pela tecnologia. Nós tínhamos muito mais apreço pelo aprendizado que a gente estava gerando naquele momento. Imagina, naquele momento a gente começou a ter P.O Product Owner. B.O Business Owner, Sprint Planner, Sprint Review, todas essas cerimônias que eram uma novidade para a organização do ponto de vista de conexão com a estratégia. Foi importante. Outra coisa muito disruptiva, nós fazemos entregas a cada duas semanas. A cada duas semanas eu entregava uma história de usuário, que podia ser uma solução tecnológica ou podia ser uma solução de processos. Poderia ser simplesmente uma revisão de processo, mas sempre com a máxima de produto funcionando, não entregar componente, entregar produto funcionando, testado e aprovado com os critérios de aceitação bem definidos junto ao próprio cliente, a própria área de negócio. Foi um grande MVP organizacional de toda a transformação que hoje a gente já vive em uma escala diferente. De lá para cá a agilidade a gente exercitou e vinha exercitando a agilidade em projetos, em iniciativas que têm início, meio e fim. Mas mais recentemente do último ano para cá a gente vem falando de agilidade muito na perspectiva organizacional mesmo de como é que você traz a agilidade da estratégia para a operação, da operação para a estratégia. Ou seja, você garante uma conexão fluída entre as duas coisas. Hoje nós temos na Gerdau squads funcionando e orientados ao fluxo de valor da organização, orientada a cliente, orientada a supply chain, orientada a indústria 4.0 e assim sucessivamente. E esses squads estão extremamente bem conectados com a estratégia, com o que norteia a nossa estratégia de negócio. Para tudo isso trouxemos e escalamos novos papéis, novos personagens. Construímos uma área internamente que não é uma área, é como se fosse uma aceleradora e nós chamamos de Digital Factory, onde a gente acelera muito os talentos, ou a gente dissemina o conhecimento sobre toda essa metodologia e esse pensamento ágil e ajuda as principais iniciativas da organização a escalarem nesse mesmo contexto. 

Descrição

Este conteúdo é um corte do nosso episódio: “#82 - Apaixone-se pela criação de valor”.

Nele, Gustavo França, CDO/CIO na Gerdau compartilha a evolução dos processos tradicionais da empresa para uma mudança de paradigma com a chegada dos processos ágeis que tornaram a operação e a estratégia fluidas. Ficou curioso? Então, dá o play!

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