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os agilistas

Como reagir ativamente ao erro para torná-lo um aprendizado

Como reagir ativamente ao erro para torná-lo um aprendizado

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SZUSTER: Quando o Vinição fala do Social Physics, eu acho super interessante falar que o aprendizado é social, eu acho interessante porque o objetivo nosso aqui nesse podcast é falar do agilismo, das novas estruturas e como é que elas são habilitadoras de certas coisas. Quando você se organiza em times que tem muito mais liberdade para fazer essas conexões todas, e não só os times, dentro dos próprios times, mas inclusive com outros times, você tem uma estrutura socialmente densa, onde você vê que esse comportamento vem se repetindo. Isso é certamente uma das melhores formas de aprendizado que tem, porque não é assim: “eu estudei meu livro e vou praticar, mas eu pratico sozinho porque eu tenho uma meta, tenho alguém no meu cangote, que é a cultura de comando e controle. Eu não posso nem olhar para o cara do lado e perguntar, porque alguém vai achar que eu estou ineficiente”. Tentando mostrar esses conceitos que a gente fala, de como é que é importante essa estrutura para você poder copiar e se escorar em outros comportamentos, concorda? 

CRISTIANNE ROZENDO: Eu tenho uma frase do Sérgio Godin que ele me falou uma vez e eu nunca mais esqueci, que muitas vezes a gente aprende com o erro, e aí a gente erra e cria uma casquinha e essa casquinha protege para a gente não errar de novo e você fica ali com esse aprendizado. E é engraçado porque como eu já liderei alguns times, eu vejo algumas pessoas às vezes cometendo erros que eu cometi em 2015, e é aquilo que você falou, o aprendizado social é assim, totalmente. Eu falo para eles: olha, eu talvez tenha passado por essa dificuldade assim e aprendi dessa maneira e vejo essa pessoa conseguindo aprender. Infelizmente, às vezes, o meu erro é assim, na dor, mas é um aprendizado bom, que ele fica marcado nas pessoas. E algumas vezes a gente cria ferramentas, não é? Sempre, na verdade, na BTI, para que esse erro que eu aprendi, a gente possa evitar que outras pessoas precisam comentar. Então, as nossas ferramentas de check, de execução são todas ferramentas que alguém uma vez sentiu na pele e agora a gente tem uma ferramenta de um aprendizado muito mais rápido. E eu acho que casa bem com isso o que o Vinicius falou. 

SZUSTER: Eu acho super interessante isso, porque é como se houvesse uma rede de proteção para você poder errar e aprender. Porque, muita empresa adora declarar que pode errar, mas o pode errar também, depende da escala do erro, obviamente. Não pode ser um erro que cause uma fatalidade ou um impacto grande demais. E você tem que ter segurança, que você pode errar tanto porque o ambiente permite isso, seus colegas permitem isso, quanto até com risco de processo, igual você falou, check. Aqui ele vai ser pego, por exemplo, e corrigido alguém vai aprender, não é? 

CRISTIANNE ROZENDO: O erro, na verdade, eu o considero como uma oportunidade de aprendizado mesmo. Então, eu vou errar, beleza, eu assumi que errei, assumi que errei, não. Validei o erro, mas eu poderia ter evitado esse erro? Poderia. Então, vamos tornar isso um processo? Vamos comunicar a todo mundo? Vamos fazer disso um rito para a gente tentar evitar que no futuro aconteça novamente? Eu acho que o erro não tem que ser crucificado, ele tem que ser realmente visto como uma oportunidade. 

VINÍCIUS : Isso que vocês estão comentando, é um aspecto interessante. Se você imagina o que, na verdade é como que a gente aprende, vamos pensar assim, no nível do indivíduo, você aprende, você coloca na memória um aprendizado e você replica aquilo ali. E aí quando você está colaborando em times, em organizações, em sociedade e tal, aquele aprendizado, a memória que existe de uma estrutura são alterações na própria estrutura, que pode ser através de ferramentas, processos ou novas entidades da estrutura. E por isso que a gente é tão foda, vamos falar assim, como ser humano em termos de transmitir conceitos e valores para uma geração seguinte, entendeu? Porque a gente aprende criando estruturas que são uma forma de aprendizado quando a gente tem uma coleção de indivíduos. Então, uma empresa, como que ela vai aprender na verdade, como que você não comete um erro que você cometeu antes? Por exemplo, um check list. Você materializou o aprendizado em uma ferramenta ou você cria uma estrutura que é capaz de replicar aquele comportamento para uma nova geração que nasce, ou que na verdade entra na empresa, entendeu? É uma explicação do que que seria o aprendizado. 

SZUSTER: Quando o Vinição fala do Social Physics, eu acho super interessante falar que o aprendizado é social, eu acho interessante porque o objetivo nosso aqui nesse podcast é falar do agilismo, das novas estruturas e como é que elas são habilitadoras de certas coisas. Quando você se organiza em times que tem muito mais liberdade para fazer essas conexões todas, e não só os times, dentro dos próprios times, mas inclusive com outros times, você tem uma estrutura socialmente densa, onde você vê que esse comportamento vem se repetindo. Isso é certamente uma das melhores formas de aprendizado que tem, porque não é assim: “eu estudei meu livro e vou praticar, mas eu pratico sozinho porque eu tenho uma meta, tenho alguém no meu cangote, que é a cultura de comando e controle. Eu não posso nem olhar para o cara do lado e perguntar, porque alguém vai achar que eu estou ineficiente”. Tentando mostrar esses conceitos que a gente fala, de como é que é importante essa estrutura para você poder copiar e se escorar em outros comportamentos, concorda?  CRISTIANNE ROZENDO: Eu tenho uma frase do Sérgio Godin que ele me falou uma vez e eu nunca mais esqueci, que muitas vezes a gente aprende com o erro, e aí a gente erra e cria uma casquinha e essa casquinha protege para a gente não errar de novo e você fica ali com esse aprendizado. E é engraçado porque como eu já liderei alguns times, eu vejo algumas pessoas às vezes cometendo erros que eu cometi em 2015, e é aquilo que você falou, o aprendizado social é assim, totalmente. Eu falo para eles: olha, eu talvez tenha passado por essa dificuldade assim e aprendi dessa maneira e vejo essa pessoa conseguindo aprender. Infelizmente, às vezes, o meu erro é assim, na dor, mas é um aprendizado bom, que ele fica marcado nas pessoas. E algumas vezes a gente cria ferramentas, não é? Sempre, na verdade, na BTI, para que esse erro que eu aprendi, a gente possa evitar que outras pessoas precisam comentar. Então, as nossas ferramentas de check, de execução são todas ferramentas que alguém uma vez sentiu na pele e agora a gente tem uma ferramenta de um aprendizado muito mais rápido. E eu acho que casa bem com isso o que o Vinicius falou.  SZUSTER: Eu acho super interessante isso, porque é como se houvesse uma rede de proteção para você poder errar e aprender. Porque, muita empresa adora declarar que pode errar, mas o pode errar também, depende da escala do erro, obviamente. Não pode ser um erro que cause uma fatalidade ou um impacto grande demais. E você tem que ter segurança, que você pode errar tanto porque o ambiente permite isso, seus colegas permitem isso, quanto até com risco de processo, igual você falou, check. Aqui ele vai ser pego, por exemplo, e corrigido alguém vai aprender, não é?  CRISTIANNE ROZENDO: O erro, na verdade, eu o considero como uma oportunidade de aprendizado mesmo. Então, eu vou errar, beleza, eu assumi que errei, assumi que errei, não. Validei o erro, mas eu poderia ter evitado esse erro? Poderia. Então, vamos tornar isso um processo? Vamos comunicar a todo mundo? Vamos fazer disso um rito para a gente tentar evitar que no futuro aconteça novamente? Eu acho que o erro não tem que ser crucificado, ele tem que ser realmente visto como uma oportunidade.  VINÍCIUS : Isso que vocês estão comentando, é um aspecto interessante. Se você imagina o que, na verdade é como que a gente aprende, vamos pensar assim, no nível do indivíduo, você aprende, você coloca na memória um aprendizado e você replica aquilo ali. E aí quando você está colaborando em times, em organizações, em sociedade e tal, aquele aprendizado, a memória que existe de uma estrutura são alterações na própria estrutura, que pode ser através de ferramentas, processos ou novas entidades da estrutura. E por isso que a gente é tão foda, vamos falar assim, como ser humano em termos de transmitir conceitos e valores para uma geração seguinte, entendeu? Porque a gente aprende criando estruturas que são uma forma de aprendizado quando a gente tem uma coleção de indivíduos. Então, uma empresa, como que ela vai aprender na verdade, como que você não comete um erro que você cometeu antes? Por exemplo, um check list. Você materializou o aprendizado em uma ferramenta ou você cria uma estrutura que é capaz de replicar aquele comportamento para uma nova geração que nasce, ou que na verdade entra na empresa, entendeu? É uma explicação do que que seria o aprendizado. 

Descrição

Este conteúdo é um corte do nosso episódio: “#125 - Cultura de aprendizagem contínua”.

Nele, nossos hosts conversaram com Cristianne Rozendo da dti digital e Ana Gobetti, que falam sobre como a cultura ágil incentiva todos a testar sem medo, recalcular a rota se for preciso, mas acima de tudo: aprender com suas ações. Porém, quando o erro acontece, temos caminhos para evitar que outras pessoas também o cometam. Confira algumas dicas práticas para essas situações. Dá o play!

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