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os agilistas

É o fim do especialista em produto?

É o fim do especialista em produto?

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Pedro: Como eu tô vendo as pessoas de produtos se aproximarem das de operação também, sabe? Então, tô vendo cada vez menos o time ter os dois papéis tão claramente definidos, o Scrum Master, que hoje em dia eu já tô querendo me recusar a chamar de Scrum Master, mas porque ele não é uma pessoa que fica dedicada a falar só de Scrum, muito menos a falar só de framework, né? Eu acho que isso morreu, né? A pessoa especialista em determinado framework, mas elas tão convergindo um pouco mais, até porque a pessoa de produto ela também tem que tá de olho se tudo que ela tá fazendo não tá fazendo com desperdício, né? Porque a gente falou lá, deficiência, etc. Então, tem que cuidar das pessoas do time, então, enfim, também cuidar um pouco da operação de certa forma, um pouco diferente, eu acho, do que vinha sendo o papel de produto até aqui, né? 

Diulia: Eu acho que isso é das grandes mudanças que a gente vai ter. Já está tendo, na verdade, que é essa questão de que aquele papel que estava em alta em 2020, 2021, que cresceu, e é justamente desse cenário em que as empresas estavam muito dispostas a, é quase como se fosse uma caça, a nova iniciativa que vai gerar milhões, essa inovação que vai trazer uma grande virada dentro dos negócios. As empresas agora estão muito menos dispostas a isso, é meio tipo, ó, o que a gente está fazendo já está dando algum resultado, já está sendo positivo, então vamos apostar em melhorar o que a gente já tem, assim, é um cenário que eu acho que até um pouco do, a Szuster costuma brincar, né, do Oba-Oba e do Epa-Epa. É um cenário em que a gente está sempre buscando equilíbrio, no final das contas. Uma hora solta demais, uma hora aperta demais para poder ver e talvez em 2024 a gente tenha um pouco mais de equilíbrio nesse sentido, de que a gente veio de um cenário de muita abundância, um cenário de muita freada. Talvez em 2024 a gente tenha um pouquinho mais de maturidade dentro dos aprendizados que já aconteceram. Mas claro que com muita mudança ainda porque, igual você comentou, Pedro, acho que é um ano de desdobramento. Eu acho que 2021 para 22 e 23 foram anos de quebra, principalmente 22 para 23, mas agora eu acho que 24 ainda vai trazer esse dobramento de 2023, porque eu acho que diz desse amadurecimento. E aí, realmente, preocupar com o framework, seguir exatamente aquele passo, daquele jeito que a metodologia fala, provavelmente não vai ser a melhor abordagem. A gente tem visto que o foco na prática, no entendimento da leitura de cenários tem sido muito mais relevante do que ficar apegado a, bom, livro tal fala que tem que ser desse ou daquele jeito, porque a gente sabe que na realidade as necessidades são múltiplas e a gente precisa adequar para o cenário. E além disso, o Alê falou desses papéis que estão se agrupando e tornando um único e então acho que esses limites do que significa o papel de produto, do que significa o papel de design, porque as duas vertentes criaram muitos especialistas, vai ser mais difícil profissionais especialistas trabalhando um conjunto assim, acho que justamente por essa restrição de investimento e também atuar de uma maneira muito especialista. Acho que quem está no mercado quer um especialista que já conseguiu uma grande relevância sensacional, mas inclusive para poder fazer essa virada de atuação agora está mais restrito, mais difícil para poder conseguir. 

Pedro: Legal. 

Alexandre Loriggio: Só completando essa fala, Diulia. É uma coisa que eu gosto muito de citar quando eu falo sobre papel de produto e geralmente liderança de produto. Você tem que usar o livro guia, o livro do teórico como guia. Então, assim, se você tentar usar o que o Mark Kagan escreveu lá no mundo, do Vale do Silício para startup no Brasil, na empresa que usa hierarquia para construir produtos, você vai se frustrar muito. Então, assim, a gente vê no Brasil uma tendência da pessoa de produto ser alguém generalista, que precisa saber um pouco de tudo e aplicar o conhecimento de produto para construir o produto. Então isso está se fortalecendo cada vez mais. Eu acho que é importante a gente saber aonde nós estamos tateando aqui no Brasil, na indústria que você está. Se você está numa startup, talvez você consiga aplicar a metodologia um pouco mais by the book. Agora, se você está numa empresa mais tradicional, as coisas mudam muito esse cenário. 

Pedro: Como eu tô vendo as pessoas de produtos se aproximarem das de operação também, sabe? Então, tô vendo cada vez menos o time ter os dois papéis tão claramente definidos, o Scrum Master, que hoje em dia eu já tô querendo me recusar a chamar de Scrum Master, mas porque ele não é uma pessoa que fica dedicada a falar só de Scrum, muito menos a falar só de framework, né? Eu acho que isso morreu, né? A pessoa especialista em determinado framework, mas elas tão convergindo um pouco mais, até porque a pessoa de produto ela também tem que tá de olho se tudo que ela tá fazendo não tá fazendo com desperdício, né? Porque a gente falou lá, deficiência, etc. Então, tem que cuidar das pessoas do time, então, enfim, também cuidar um pouco da operação de certa forma, um pouco diferente, eu acho, do que vinha sendo o papel de produto até aqui, né?  Diulia: Eu acho que isso é das grandes mudanças que a gente vai ter. Já está tendo, na verdade, que é essa questão de que aquele papel que estava em alta em 2020, 2021, que cresceu, e é justamente desse cenário em que as empresas estavam muito dispostas a, é quase como se fosse uma caça, a nova iniciativa que vai gerar milhões, essa inovação que vai trazer uma grande virada dentro dos negócios. As empresas agora estão muito menos dispostas a isso, é meio tipo, ó, o que a gente está fazendo já está dando algum resultado, já está sendo positivo, então vamos apostar em melhorar o que a gente já tem, assim, é um cenário que eu acho que até um pouco do, a Szuster costuma brincar, né, do Oba-Oba e do Epa-Epa. É um cenário em que a gente está sempre buscando equilíbrio, no final das contas. Uma hora solta demais, uma hora aperta demais para poder ver e talvez em 2024 a gente tenha um pouco mais de equilíbrio nesse sentido, de que a gente veio de um cenário de muita abundância, um cenário de muita freada. Talvez em 2024 a gente tenha um pouquinho mais de maturidade dentro dos aprendizados que já aconteceram. Mas claro que com muita mudança ainda porque, igual você comentou, Pedro, acho que é um ano de desdobramento. Eu acho que 2021 para 22 e 23 foram anos de quebra, principalmente 22 para 23, mas agora eu acho que 24 ainda vai trazer esse dobramento de 2023, porque eu acho que diz desse amadurecimento. E aí, realmente, preocupar com o framework, seguir exatamente aquele passo, daquele jeito que a metodologia fala, provavelmente não vai ser a melhor abordagem. A gente tem visto que o foco na prática, no entendimento da leitura de cenários tem sido muito mais relevante do que ficar apegado a, bom, livro tal fala que tem que ser desse ou daquele jeito, porque a gente sabe que na realidade as necessidades são múltiplas e a gente precisa adequar para o cenário. E além disso, o Alê falou desses papéis que estão se agrupando e tornando um único e então acho que esses limites do que significa o papel de produto, do que significa o papel de design, porque as duas vertentes criaram muitos especialistas, vai ser mais difícil profissionais especialistas trabalhando um conjunto assim, acho que justamente por essa restrição de investimento e também atuar de uma maneira muito especialista. Acho que quem está no mercado quer um especialista que já conseguiu uma grande relevância sensacional, mas inclusive para poder fazer essa virada de atuação agora está mais restrito, mais difícil para poder conseguir.  Pedro: Legal.  Alexandre Loriggio: Só completando essa fala, Diulia. É uma coisa que eu gosto muito de citar quando eu falo sobre papel de produto e geralmente liderança de produto. Você tem que usar o livro guia, o livro do teórico como guia. Então, assim, se você tentar usar o que o Mark Kagan escreveu lá no mundo, do Vale do Silício para startup no Brasil, na empresa que usa hierarquia para construir produtos, você vai se frustrar muito. Então, assim, a gente vê no Brasil uma tendência da pessoa de produto ser alguém generalista, que precisa saber um pouco de tudo e aplicar o conhecimento de produto para construir o produto. Então isso está se fortalecendo cada vez mais. Eu acho que é importante a gente saber aonde nós estamos tateando aqui no Brasil, na indústria que você está. Se você está numa startup, talvez você consiga aplicar a metodologia um pouco mais by the book. Agora, se você está numa empresa mais tradicional, as coisas mudam muito esse cenário. 

Descrição

Este conteúdo é um corte do nosso episódio: “#246 - Tendências em produto e design: oportunidades e desafios para 2024”.

Nele, nossos hosts Pedro e Diulia comentam com Alexandre Loriggio, Product Chapter Leader na dti digital, sobre como as funções de produto extremamente especialistas podem sumir com o tempo. Além disso, a própria prática do agilismo estará cada vez mais sendo adaptada aos cenários individuais, não ficando restrita exclusivamente ao que diz a literatura. Ficou curioso? Então, dá o play!

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