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ENZIMAS #189 – Como perder a vergonha de falar em público: as dicas essenciais

ENZIMAS #189 – Como perder a vergonha de falar em público: as dicas essenciais

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Marcelo Szuster: Bom dia, boa tarde, boa noite, este é mais um episódio de Enzimas, breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização.

Mateus Dias: Fala, pessoal, eu sou Mateus Dias, tech manager da DTI e durante alguns anos eu também trabalhei junto do Instituto Brasileiro de Debates. Comunicação, oratória, falar sempre foi uma coisa que me interessou muito, sempre estive muito preocupado com esse assunto, e a verdade é que problemas de comunicação, como se expressar bem é algo extremamente relevante. Peter Dunker, que é considerado o pai da gestão moderna, já falava que 60% dos problemas decorrem de falhas de comunicação. Tem vários estudos que apontam que milhares de reais, de dólares, são perdidos porque as pessoas quando estão ali alinhando objetivos, alinhando estratégias, elas tem dificuldade de entender porque elas precisam fazer de fato, qual é a responsabilidade de cada um, então isso é uma realidade. Já era uma realidade em tempos de trabalho presencial, onde não só a fala, não só o texto da pessoa estava ali para ser essa fonte de comunicação, mas você também utilizava o gestual, o visual, as expressões faciais. Agora então, nesse momento em que cada vez o trabalho remoto está mais constante, o trabalho assíncrono, a comunicação assíncrona está mais evidente, esses problemas de comunicação, de expressão, vão ficando ainda mais exacerbados, ainda mais evidentes para todo mundo. E comunicação, falar, é uma soft skill, é uma coisa que a gente trabalha, a gente evolui cotidianamente, é de fato o uso, você falar que vai melhorar a sua forma de falar, é você se comunicar mais que vai melhorar sua forma de se comunicar. Infelizmente a gente acaba caindo ou em um ciclo vicioso, ou um ciclo virtuoso. Se você fala bem, se expressa bem, você acaba se sentindo confortável de se expressar cada vez mais, de falar cada vez mais, de se expor a essas situações, de fazer uma apresentação, de conversar com uma plateia, e quanto mais você faz isso, melhor vai ficando essa sua habilidade, essa sua skill de síntese, de comunicação. Por outro lado, se você é uma pessoa mais tímida, mais retraída, se você tem mais dificuldade de se expressar, você cai no ciclo vicioso, então você fica tímido, com vergonha, quando você faz uma vez não sai tão bem e aí você não quer fazer uma segunda, você evita uma terceira, e por não praticar, por não se expor a essa atividade, vamos falar assim, você acaba deixando de desenvolver isso que a gente já falou, essa capacidade de síntese, de expressão, de comunicação que é extremamente relevante. Justamente por ser uma soft skill a gente precisa dela no dia a dia, para conversar com o time, para poder fazer alinhamentos, para entender bem as responsabilidades de cada um, mas ela pode ser trabalhada e ela vai ser bem trabalhada quando a gente não se limita a comunicação com o time. Eu costumo brincar que inevitavelmente, uma hora ou outra, o time vai se comunicar bem, porque com o tempo eles vão entendendo a forma como a pessoa se expressa, seus trejeitos, seus medos. Normalmente a gente faz a, não sei bem, e as pessoas já entendem então que você está muito desconfortável, não é, as pessoas começam a entender as suas entrelinhas. E nem sempre a gente vai ter essa oportunidade de contar que as pessoas que estão nos ouvindo nos conheçam bem, a gente precisa acelerar essa nossa comunicação. Então falar bem está muito ligado também a se fazer compreendido por qualquer plateia e por qualquer pessoa. Mas, de novo, é um medo que a gente tem, se expor ao público, se expor para falar perante as pessoas, a pessoas desconhecidas, normalmente, é um temor, é uma preocupação, a gente fica inseguro, a gente fica preocupado. Está muito ligado à nossa busca por aprovação, ao nosso medo de errar, ao nosso medo de falhar, por isso que espaço seguro, os times que nos deixam confortáveis são extremamente importantes, até para a gente poder desenvolver essas habilidades. Mas não só contar com o outro, contar com a pré-disposição do time, e com o espaço seguro, é interessante, é bom que a gente busque formas nossas também, formas pessoais de aperfeiçoar essa skill de comunicação, de melhorar a forma como a gente vais e expressar. Então buscar o conhecimento, se aprofundar um pouco mais no tema, entender que você não precisa ser um expert no assunto para poder falar dele, basta que você compreenda até onde você conhece, delimite até onde você consegue se expressar e convide as pessoas que estão te ouvindo a fazer parte da construção de conhecimento. Ter essa clareza de propósito que quando a gente está falando com outras pessoas, seja uma apresentação, seja para expor uma ideia para o time, a gente não está buscando ser a voz da razão, na verdade a gente está buscando ser mais uma vez de compreensão, mais uma voz de entendimento ali no meio. Essa clareza de propósito ajuda a gente a lidar com esse nosso medo de falar em público. Também é importante a gente ter uma clareza de função. Muitas vezes a gente está ali em uma apresentação profissional, então a gente fala enquanto profissionais, nós não somos oradores profissionais, nós somos profissionais que fazem uso da oratória, então não adianta nada a gente querer se comparar com grandes palestrantes, pessoas que vivem de dar palestras, fazem quelas palestras maravilhosas, encantadoras. Não, nosso objetivo não é encantar as pessoas, se a gente conseguir, ótimo, se não, o importante é transmitir bem uma ideia, então ter essa convicção de que o seu papel ali é transmitir bem uma informação é algo superimportante. Outra dica muito boa para a gente poder começar a quebrar esse medo de falar com as pessoas é pensar bem como que a gente vai começar a nossa apresentação, como que a gente vai começar a explicar algum problema, explicar uma ideia que a gente tem, porque os inícios são muito importantes, normalmente aqueles 10 segundos, aqueles 15 segundos iniciais que a gente vai falar é quando a gente está mais nervoso, quando a gente está mais preocupado, quando a gente tem mais dificuldade de concatenar as ideias. Superada essa primeira fase, na hora que a gente entra ali já em um fluxo de raciocínio mais constante, as ideias já estão fluindo melhor, o sangue já deu uma acalmada, o coração já desacelerou, as coisas ficam mais fáceis, as ideias vão surgindo com mais clareza. Então ter ali um início de apresentação, um início de fala ou um início de comunicação com um time até pequeno, em uma reunião mais estruturada, talvez escrever ali suas primeiras duas, três frases, te ajuda a quebrar um pouco esse temor inicial. Outra coisa superimportante também, além do início, é o final. Carlos Lacerda, que foi um grande orador da política brasileira, político renomado pelos seus discursos em plenário, muito enfáticos, ele costumava falar que no dia que ele aprendesse a encerrar bem, ele estaria pronto para qualquer plateia. O que a gente pega de lição para isso é, tenha bem uma síntese, no fundo, depois de ter falado dez, cinco minutos, oito minutos, ou que seja menos, um minuto, dois minutos, apresentando uma ideia, explicando algum problema para o time, sintetize no final o que você queria transmitir para aquelas pessoas. Era um sentimento de felicidade, de alegria, de tristeza, de preocupação? Era uma ideia técnica, era um valor mais claro, era uma objetividade que a gente deveria perseguir, um propósito agora que a gente deveria buscar? Tenha isso bem claro e use isso para encerrar bem a sua fala, para dar aquele senso de conclusão que vai ajudar a direcionar as pessoas a sintetizar e a compreenderem bem tudo aquilo que você falou, pelo tempo que tenha sido. Essas são estratégias bem interessantes para a gente lidar um pouco com esse medo de plateia, esse medo de público. Outra coisa também bacana de se fazer, como eu falei, é compartilhar um pouco o medo, entender de onde que vem os nossos receios de nos comunicarmos, de nos expressarmos com outras pessoas. É um receio de ser julgado, de falhar, de falar alguma coisa errada? Tem um receio de nervosismo, de timidez, de desconforto por estar as vezes junto de pessoas que você ainda não conhece, que você não tem intimidade? Então não tenha vergonha, deixe isso claro. Uma coisa que a gente tem que lembrar é que toda vez que a gente vai falar com alguém, que a gente vai se expressar com alguém, ao contrário, como era na faculdade, como era na escola, que a gente falava para ser julgado, literalmente, ser avaliado por um professor que já sabia tudo aquilo que a gente ia falar e mais, no meio profissional a gente fala para pares iguais, para pessoas que estão já pré-dispostas a nos ouvir. Então não tem problema nenhum quando a gente vai comunicar com alguém falar olha, eu tenho um pouco de dúvida no que eu vou falar, eu estou com um pouco de receio, ainda estou um pouco desconfortável, espero que vocês me desculpem se eu cometer alguma falha. Isso já ajuda a destravar e ajuda a colocar as pessoas mais atentas, e até do seu lado. Quando você vai falar em uma língua estrangeira é super comum você poder virar e falar olha, eu não falo tão bem inglês, eu não falo tão bem espanhol, mas ainda assim eu vou tentar me comunicar com vocês, se eu cometer algum erro, se vocês não entenderem alguma coisa bem, peço desculpas de antemão, mas estejam abertos a me ajudar e a tornar esse momento também mais fácil e mais claro para vocês. Então é também uma boa estratégia. Outra coisa que é superimportante para a gente perder o medo de falar, como eu falei, é uma skill que a gente desenvolve com a prática, então é realmente falar mais, falar bem, falar em diferentes oportunidades e até falar de novo, nem que seja só para a gente, coisas que já falamos. Puts, eu tive uma reunião que não foi tão legal, eu podia ter falado diferente, como eu poderia ter colocado aquela mesma ideia? Conversa um pouquinho com o espelho, conversa um pouquinho com o travesseiro, conversa um pouquinho com um amigo, uma amiga, reconstrói aquela ideia na sua cabeça. Obviamente não dá para a gente voltar no passado e repetir de novo aquelas frases, ou repetir de novo aquela ideia, mas com certeza vai surgir no futuro um momento em que a gente vai ter que expressar uma ideia muito parecida, ou a gente vai ter que colocar alguma problemática bem similar. Já ter raciocinado, refletido sobre o que foi bem e o que foi mal, os pontos fortes e como você poderia ter feito diferente, ajuda que nessa segunda vez, nessa terceira vez as coisas saiam melhores, saiam já mais bem afinadas e mais bem preparadas. Eu acho que se fosse para dar um último conselho sobre como perder o medo de falar, seja em público, seja em time, como melhorar as nossas skills de comunicação a dica é a síntese de tudo aquilo que eu já comentei ao longo dessa conversa, é realmente se arriscar e falar mais vezes. Então buscar fazer apresentações, compartilhar com as pessoas, não ser só quem ouve, mas também ser quem apresenta as ideias, e compartilhar conhecimento, fazer apresentações sobre alguma coisa que você estudou, alguma coisa que você leu, compartilhar sobre um código que você escreveu e achou que foi bem escrito. Ou o contrário, um código que você escreveu e achou que poderia ser melhor. Esse tipo de conversa, esse tipo de interação que tende a ser menos formal, tende a ser mais inclusiva, ter jeito de colocar em um papel, de falar para as pessoas ouvirem e também de receber feedbacks o quanto antes das pessoas é uma excelente forma de melhorar e aperfeiçoar nossa skill de comunicação. Então não tenham medo, se arrisquem, falem, se não ficar bom da primeira vez, é assim mesmo, vai ser melhor na segunda, vai ser melhor na terceira, e quanto mais a gente se arriscar, falar, se apresentar, melhor vai se tornar a nossa capacidade de síntese, de organização, de apresentação, e com o tempo melhor vai ficar a nossa comunicação como um todo, seja uma apresentação com uma plateia, seja no dia a dia com o time, seja até mesmo na hora de escrever uma carta para alguém que você não vê a muito tempo, ou que seja um e-mail simples.

Marcelo Szuster: Bom dia, boa tarde, boa noite, este é mais um episódio de Enzimas, breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização. Mateus Dias: Fala, pessoal, eu sou Mateus Dias, tech manager da DTI e durante alguns anos eu também trabalhei junto do Instituto Brasileiro de Debates. Comunicação, oratória, falar sempre foi uma coisa que me interessou muito, sempre estive muito preocupado com esse assunto, e a verdade é que problemas de comunicação, como se expressar bem é algo extremamente relevante. Peter Dunker, que é considerado o pai da gestão moderna, já falava que 60% dos problemas decorrem de falhas de comunicação. Tem vários estudos que apontam que milhares de reais, de dólares, são perdidos porque as pessoas quando estão ali alinhando objetivos, alinhando estratégias, elas tem dificuldade de entender porque elas precisam fazer de fato, qual é a responsabilidade de cada um, então isso é uma realidade. Já era uma realidade em tempos de trabalho presencial, onde não só a fala, não só o texto da pessoa estava ali para ser essa fonte de comunicação, mas você também utilizava o gestual, o visual, as expressões faciais. Agora então, nesse momento em que cada vez o trabalho remoto está mais constante, o trabalho assíncrono, a comunicação assíncrona está mais evidente, esses problemas de comunicação, de expressão, vão ficando ainda mais exacerbados, ainda mais evidentes para todo mundo. E comunicação, falar, é uma soft skill, é uma coisa que a gente trabalha, a gente evolui cotidianamente, é de fato o uso, você falar que vai melhorar a sua forma de falar, é você se comunicar mais que vai melhorar sua forma de se comunicar. Infelizmente a gente acaba caindo ou em um ciclo vicioso, ou um ciclo virtuoso. Se você fala bem, se expressa bem, você acaba se sentindo confortável de se expressar cada vez mais, de falar cada vez mais, de se expor a essas situações, de fazer uma apresentação, de conversar com uma plateia, e quanto mais você faz isso, melhor vai ficando essa sua habilidade, essa sua skill de síntese, de comunicação. Por outro lado, se você é uma pessoa mais tímida, mais retraída, se você tem mais dificuldade de se expressar, você cai no ciclo vicioso, então você fica tímido, com vergonha, quando você faz uma vez não sai tão bem e aí você não quer fazer uma segunda, você evita uma terceira, e por não praticar, por não se expor a essa atividade, vamos falar assim, você acaba deixando de desenvolver isso que a gente já falou, essa capacidade de síntese, de expressão, de comunicação que é extremamente relevante. Justamente por ser uma soft skill a gente precisa dela no dia a dia, para conversar com o time, para poder fazer alinhamentos, para entender bem as responsabilidades de cada um, mas ela pode ser trabalhada e ela vai ser bem trabalhada quando a gente não se limita a comunicação com o time. Eu costumo brincar que inevitavelmente, uma hora ou outra, o time vai se comunicar bem, porque com o tempo eles vão entendendo a forma como a pessoa se expressa, seus trejeitos, seus medos. Normalmente a gente faz a, não sei bem, e as pessoas já entendem então que você está muito desconfortável, não é, as pessoas começam a entender as suas entrelinhas. E nem sempre a gente vai ter essa oportunidade de contar que as pessoas que estão nos ouvindo nos conheçam bem, a gente precisa acelerar essa nossa comunicação. Então falar bem está muito ligado também a se fazer compreendido por qualquer plateia e por qualquer pessoa. Mas, de novo, é um medo que a gente tem, se expor ao público, se expor para falar perante as pessoas, a pessoas desconhecidas, normalmente, é um temor, é uma preocupação, a gente fica inseguro, a gente fica preocupado. Está muito ligado à nossa busca por aprovação, ao nosso medo de errar, ao nosso medo de falhar, por isso que espaço seguro, os times que nos deixam confortáveis são extremamente importantes, até para a gente poder desenvolver essas habilidades. Mas não só contar com o outro, contar com a pré-disposição do time, e com o espaço seguro, é interessante, é bom que a gente busque formas nossas também, formas pessoais de aperfeiçoar essa skill de comunicação, de melhorar a forma como a gente vais e expressar. Então buscar o conhecimento, se aprofundar um pouco mais no tema, entender que você não precisa ser um expert no assunto para poder falar dele, basta que você compreenda até onde você conhece, delimite até onde você consegue se expressar e convide as pessoas que estão te ouvindo a fazer parte da construção de conhecimento. Ter essa clareza de propósito que quando a gente está falando com outras pessoas, seja uma apresentação, seja para expor uma ideia para o time, a gente não está buscando ser a voz da razão, na verdade a gente está buscando ser mais uma vez de compreensão, mais uma voz de entendimento ali no meio. Essa clareza de propósito ajuda a gente a lidar com esse nosso medo de falar em público. Também é importante a gente ter uma clareza de função. Muitas vezes a gente está ali em uma apresentação profissional, então a gente fala enquanto profissionais, nós não somos oradores profissionais, nós somos profissionais que fazem uso da oratória, então não adianta nada a gente querer se comparar com grandes palestrantes, pessoas que vivem de dar palestras, fazem quelas palestras maravilhosas, encantadoras. Não, nosso objetivo não é encantar as pessoas, se a gente conseguir, ótimo, se não, o importante é transmitir bem uma ideia, então ter essa convicção de que o seu papel ali é transmitir bem uma informação é algo superimportante. Outra dica muito boa para a gente poder começar a quebrar esse medo de falar com as pessoas é pensar bem como que a gente vai começar a nossa apresentação, como que a gente vai começar a explicar algum problema, explicar uma ideia que a gente tem, porque os inícios são muito importantes, normalmente aqueles 10 segundos, aqueles 15 segundos iniciais que a gente vai falar é quando a gente está mais nervoso, quando a gente está mais preocupado, quando a gente tem mais dificuldade de concatenar as ideias. Superada essa primeira fase, na hora que a gente entra ali já em um fluxo de raciocínio mais constante, as ideias já estão fluindo melhor, o sangue já deu uma acalmada, o coração já desacelerou, as coisas ficam mais fáceis, as ideias vão surgindo com mais clareza. Então ter ali um início de apresentação, um início de fala ou um início de comunicação com um time até pequeno, em uma reunião mais estruturada, talvez escrever ali suas primeiras duas, três frases, te ajuda a quebrar um pouco esse temor inicial. Outra coisa superimportante também, além do início, é o final. Carlos Lacerda, que foi um grande orador da política brasileira, político renomado pelos seus discursos em plenário, muito enfáticos, ele costumava falar que no dia que ele aprendesse a encerrar bem, ele estaria pronto para qualquer plateia. O que a gente pega de lição para isso é, tenha bem uma síntese, no fundo, depois de ter falado dez, cinco minutos, oito minutos, ou que seja menos, um minuto, dois minutos, apresentando uma ideia, explicando algum problema para o time, sintetize no final o que você queria transmitir para aquelas pessoas. Era um sentimento de felicidade, de alegria, de tristeza, de preocupação? Era uma ideia técnica, era um valor mais claro, era uma objetividade que a gente deveria perseguir, um propósito agora que a gente deveria buscar? Tenha isso bem claro e use isso para encerrar bem a sua fala, para dar aquele senso de conclusão que vai ajudar a direcionar as pessoas a sintetizar e a compreenderem bem tudo aquilo que você falou, pelo tempo que tenha sido. Essas são estratégias bem interessantes para a gente lidar um pouco com esse medo de plateia, esse medo de público. Outra coisa também bacana de se fazer, como eu falei, é compartilhar um pouco o medo, entender de onde que vem os nossos receios de nos comunicarmos, de nos expressarmos com outras pessoas. É um receio de ser julgado, de falhar, de falar alguma coisa errada? Tem um receio de nervosismo, de timidez, de desconforto por estar as vezes junto de pessoas que você ainda não conhece, que você não tem intimidade? Então não tenha vergonha, deixe isso claro. Uma coisa que a gente tem que lembrar é que toda vez que a gente vai falar com alguém, que a gente vai se expressar com alguém, ao contrário, como era na faculdade, como era na escola, que a gente falava para ser julgado, literalmente, ser avaliado por um professor que já sabia tudo aquilo que a gente ia falar e mais, no meio profissional a gente fala para pares iguais, para pessoas que estão já pré-dispostas a nos ouvir. Então não tem problema nenhum quando a gente vai comunicar com alguém falar olha, eu tenho um pouco de dúvida no que eu vou falar, eu estou com um pouco de receio, ainda estou um pouco desconfortável, espero que vocês me desculpem se eu cometer alguma falha. Isso já ajuda a destravar e ajuda a colocar as pessoas mais atentas, e até do seu lado. Quando você vai falar em uma língua estrangeira é super comum você poder virar e falar olha, eu não falo tão bem inglês, eu não falo tão bem espanhol, mas ainda assim eu vou tentar me comunicar com vocês, se eu cometer algum erro, se vocês não entenderem alguma coisa bem, peço desculpas de antemão, mas estejam abertos a me ajudar e a tornar esse momento também mais fácil e mais claro para vocês. Então é também uma boa estratégia. Outra coisa que é superimportante para a gente perder o medo de falar, como eu falei, é uma skill que a gente desenvolve com a prática, então é realmente falar mais, falar bem, falar em diferentes oportunidades e até falar de novo, nem que seja só para a gente, coisas que já falamos. Puts, eu tive uma reunião que não foi tão legal, eu podia ter falado diferente, como eu poderia ter colocado aquela mesma ideia? Conversa um pouquinho com o espelho, conversa um pouquinho com o travesseiro, conversa um pouquinho com um amigo, uma amiga, reconstrói aquela ideia na sua cabeça. Obviamente não dá para a gente voltar no passado e repetir de novo aquelas frases, ou repetir de novo aquela ideia, mas com certeza vai surgir no futuro um momento em que a gente vai ter que expressar uma ideia muito parecida, ou a gente vai ter que colocar alguma problemática bem similar. Já ter raciocinado, refletido sobre o que foi bem e o que foi mal, os pontos fortes e como você poderia ter feito diferente, ajuda que nessa segunda vez, nessa terceira vez as coisas saiam melhores, saiam já mais bem afinadas e mais bem preparadas. Eu acho que se fosse para dar um último conselho sobre como perder o medo de falar, seja em público, seja em time, como melhorar as nossas skills de comunicação a dica é a síntese de tudo aquilo que eu já comentei ao longo dessa conversa, é realmente se arriscar e falar mais vezes. Então buscar fazer apresentações, compartilhar com as pessoas, não ser só quem ouve, mas também ser quem apresenta as ideias, e compartilhar conhecimento, fazer apresentações sobre alguma coisa que você estudou, alguma coisa que você leu, compartilhar sobre um código que você escreveu e achou que foi bem escrito. Ou o contrário, um código que você escreveu e achou que poderia ser melhor. Esse tipo de conversa, esse tipo de interação que tende a ser menos formal, tende a ser mais inclusiva, ter jeito de colocar em um papel, de falar para as pessoas ouvirem e também de receber feedbacks o quanto antes das pessoas é uma excelente forma de melhorar e aperfeiçoar nossa skill de comunicação. Então não tenham medo, se arrisquem, falem, se não ficar bom da primeira vez, é assim mesmo, vai ser melhor na segunda, vai ser melhor na terceira, e quanto mais a gente se arriscar, falar, se apresentar, melhor vai se tornar a nossa capacidade de síntese, de organização, de apresentação, e com o tempo melhor vai ficar a nossa comunicação como um todo, seja uma apresentação com uma plateia, seja no dia a dia com o time, seja até mesmo na hora de escrever uma carta para alguém que você não vê a muito tempo, ou que seja um e-mail simples.

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Falar em público não é pra qualquer um! Mas será mesmo? No Enzimas de hoje, convidamos o Tech Manager Matheus Miranda, para trazer algumas dicas para superar o medo de falar em público. Quer saber como trabalhar e evoluir essa soft skill tão necessária para compartilhar ideias e se comunicar melhor com o time? Dá o play!

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