: :
os agilistas

ENZIMAS #228 – IA na construção civil? Conheça essa nova tendência

ENZIMAS #228 – IA na construção civil? Conheça essa nova tendência

os agilistas
: :

Marcelo: Bom dia, boa tarde, boa noite. Este é mais um episódio de Enzimas, breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização.  

Vladimir: Olá, seja muito bem-vindo. O meu nome é Vladimir Araújo, hoje eu sou head de produtos, aqui na OrçaFascio, e estou aqui para falar um pouquinho para vocês sobre inovação na engenharia, na arquitetura, exatamente falando sobre BIM, um pouquinho sobre como o generative design está ajudando a gente aí, exatamente na propagação e na melhoria das tratativas de BIM. BIM, na realidade, não é nenhuma novidade já, para a indústria de AEC, arquitetura, engenharia e construção, mas existe hoje uma demanda muito forte aí por inteligência artificial, e a utilização disso em diversas áreas da nossa vida profissional, e não é diferente com. arquitetura, com a engenharia e com a construção propriamente dita, a gente já tem aí a utilização de uma série de algoritmos que fazem a identificação, por exemplo, de fissuras em edifícios, ou, inclusive, de geração automática de algumas plantas, mas fato é que, hoje, pelo menos, na indústria AEC, muita coisa ainda é manual, o que torna mais difícil a gente utilizar algumas automações, mas isso está mudando, e está mudando, graças a Deus, em uma velocidade muito grande, sempre para melhor, e toda vez que a gente ouve a palavra automação, automaticamente a gente pensa em inteligência artificial, robotização. Bom, existe uma diferença muito grande em automação e inteligência artificial. A inteligência artificial, como costumam falar hoje, IA Generativa, é uma inteligência que ela vai literalmente aprendendo conforme o comportamento, ou conforme nós, humanos, vamos ensinando a ferramenta a pensar. “Mas como assim, pensar, Vladimir?”. Bom, hoje a gente pode escrever o algoritmo, pode escrever um conjunto de instruções, um programa, como a maioria das pessoas conhecem, infinito de regras, e aí a gente ensina para ela: “Olha, você vai executar essas atividades de uma determinada forma, em uma determinada sequência, para atender ou para chegar a um determinado resultado”. A inteligência artificial já é um pouco diferente disso. A inteligência artificial, literalmente, lê todos esses algoritmos e executa esses algoritmos conforme essas instruções, porém, a inteligência artificial tem a capacidade de pegar alguma dessas instruções e ramificar essas instruções. O que eu quero dizer com isso? Imagina, por exemplo, hoje, quando a gente conversa com um arquiteto, ou com engenheiro, e fala assim: “Olha, eu quero minha casa com três quartos, sala, cozinha, copa, sala de jantar”, enfim, eu descrevo, para o meu arquiteto, como é que eu quero a minha casa, e aí o arquiteto vem com mais perguntas, do tipo: “Você prefere uma sala mais envidraçada, uma sala mais intimista? Um quarto mais voltado para o sol na parte da tarde, na parte da manhã?”, ou seja, o arquiteto vem com uma série de perguntas que vão contornar, ou vão mudar a direção do meu projeto conforme as minhas respostas para essas perguntas, e a inteligência generativa precisa, literalmente, interpretar essas respostas, e aí vem a novidade, para a engenharia, arquitetura e construção, a IA generativa começou já, há alguns anos, por volta de 2011, 2015, com os algoritmos, por exemplo, como o Grasshopper, o Dynamo. O Grasshopper hoje, é uma iniciativa comprada pela AutoDesk, e ele criou então uma série de algoritmos para que a gente pudesse fazer uma série de automações na arquitetura, na engenharia e na construção, e de lá para cá a coisa vem evoluindo mais e mais. O que acontece? Hoje, a gente ainda depende muito de como a gente escreve esses algoritmos, mas as ferramentas mais novas de arquitetura já funcionam um pouco parecido com o arquiteto, então a gente vai literalmente falando para a IA, ou escrevendo para a IA, o que a gente pretende, por exemplo, um apartamento retangular, de oito por dez metros, ou dois quartos, três quartos, enfim, e a IA então, o generative design, de forma interativa, vai mudando, literalmente, a composição do meu apartamento, colocando, por exemplo, dois quartos para o lado esquerdo, dois quartos para o lado direito, para cima, para baixo, reposicionando banheiro, sala, cozinha, conforme as variáveis que a gente vem fazendo. Um estudo recente do AutoDesk, foi feito há um pouco mais de três anos, no Canadá, inclusive, usou a inteligência artificial, generative design, vamos falar assim, de forma mais precisa, para poder fazer a disposição do escritório dela lá no Canadá. Canadá é sabidamente o lugar mais frio, e a gente tem, por exemplo, prédios que são em película de vidro, que a gente precisa, por exemplo, utilizar ao máximo a energia solar. Então imagine que você está em um país muito frio, e coloca, por exemplo, a fachada de vidro, que absorve muito a ondas de calor, o infravermelho, por exemplo, e ondas que causam o efeito estufa, só que no caso da película de vidro a gente usa isso para o bem, em países frios. Por quê? Quando ela absorve toda essa radiação, todo esse calor na parte da manhã, ela retém isso e segura um pouco para a parte da tarde. O problema é que normalmente, ao longo do dia, eu vou absorvendo e mantendo esse calor, então seria legal que isso fosse virado, por exemplo, onde o sol se põe. Então o que acontece? Eu falo para minha IA, ou para o meu generative design, quais são as restrições que eu tenho. Por exemplo, eu não quero a fachada de vidro virada para o Sul ou para o Norte, ela tem que estar virada para Leste ou Oeste, que é onde o sol nasce e se põe, e a IA então vai entendendo e mudando a disposição do mobiliário, das saídas e das entradas do meu prédio, da saída de emergência, dos elevadores, proporcionando então uma vista mais agradável da janela, uma absorção melhor da radiação do sol nesse período, e ao mesmo tempo, otimizando o uso do espaço. Então foi uma utilização muito bacana que a gente teve, do generative design, ou da IA generativa, para condução de um projeto na indústria AEC, porque nós fomos até a IA então e colocamos uma série de restrições, e essas restrições eram atendidas e trabalhadas pela IA exatamente para que a gente pudesse ter aí então uma melhor absorção da energia que vem no sol, juntamente com a disposição do meu mobiliário que ia ficar nessa sala, para aproveitar melhor essa radiação, mas também prover o máximo possível de conforto aos meus colaboradores, aos meus funcionários, de forma que eles tivessem uma experiência mais agradável dentro do nosso escritório, e é uma coisa que está avançando com uma rapidez incrível, tanto que outros estudos, como eu falei lá no começo, estão sendo verificados por essa IA, por exemplo, leitura de prédios, por exemplo, fissuras, trincas e rachaduras, para a gente saber se está na hora de dar manutenção naquela estrutura, ou não. Tudo isso é uma possibilidade que está nascendo agora, está evoluindo extremamente rápido. Então, olha só, eu falei que a gente estava ainda no desenho de papel há 20 anos atrás, de cinco, seis anos para cá, a gente está fazendo a utilização da IA para transformar isso em um modelo mais otimizado de projeto. Há quem diga que em cinco a dez anos, o arquiteto ou engenheiro serão obsoletos. Eu falo que não, porque a IA pode substituir uma série de trabalhos hoje, por exemplo, na parte de design, mas a parte de concepção, como eu digo, artística, aquele insight de você absorver uma resposta e trabalhar ela, ainda é uma coisa muito humana, tanto que a IA atende a essas disposições, mas a decisão de qual é a melhor opção ainda continua sendo nossa. Bom, foi muito bom falar com vocês, e aguarde para um próximo episódio. Até lá.  

Marcelo: Bom dia, boa tarde, boa noite. Este é mais um episódio de Enzimas, breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização.   Vladimir: Olá, seja muito bem-vindo. O meu nome é Vladimir Araújo, hoje eu sou head de produtos, aqui na OrçaFascio, e estou aqui para falar um pouquinho para vocês sobre inovação na engenharia, na arquitetura, exatamente falando sobre BIM, um pouquinho sobre como o generative design está ajudando a gente aí, exatamente na propagação e na melhoria das tratativas de BIM. BIM, na realidade, não é nenhuma novidade já, para a indústria de AEC, arquitetura, engenharia e construção, mas existe hoje uma demanda muito forte aí por inteligência artificial, e a utilização disso em diversas áreas da nossa vida profissional, e não é diferente com. arquitetura, com a engenharia e com a construção propriamente dita, a gente já tem aí a utilização de uma série de algoritmos que fazem a identificação, por exemplo, de fissuras em edifícios, ou, inclusive, de geração automática de algumas plantas, mas fato é que, hoje, pelo menos, na indústria AEC, muita coisa ainda é manual, o que torna mais difícil a gente utilizar algumas automações, mas isso está mudando, e está mudando, graças a Deus, em uma velocidade muito grande, sempre para melhor, e toda vez que a gente ouve a palavra automação, automaticamente a gente pensa em inteligência artificial, robotização. Bom, existe uma diferença muito grande em automação e inteligência artificial. A inteligência artificial, como costumam falar hoje, IA Generativa, é uma inteligência que ela vai literalmente aprendendo conforme o comportamento, ou conforme nós, humanos, vamos ensinando a ferramenta a pensar. “Mas como assim, pensar, Vladimir?”. Bom, hoje a gente pode escrever o algoritmo, pode escrever um conjunto de instruções, um programa, como a maioria das pessoas conhecem, infinito de regras, e aí a gente ensina para ela: “Olha, você vai executar essas atividades de uma determinada forma, em uma determinada sequência, para atender ou para chegar a um determinado resultado”. A inteligência artificial já é um pouco diferente disso. A inteligência artificial, literalmente, lê todos esses algoritmos e executa esses algoritmos conforme essas instruções, porém, a inteligência artificial tem a capacidade de pegar alguma dessas instruções e ramificar essas instruções. O que eu quero dizer com isso? Imagina, por exemplo, hoje, quando a gente conversa com um arquiteto, ou com engenheiro, e fala assim: “Olha, eu quero minha casa com três quartos, sala, cozinha, copa, sala de jantar”, enfim, eu descrevo, para o meu arquiteto, como é que eu quero a minha casa, e aí o arquiteto vem com mais perguntas, do tipo: “Você prefere uma sala mais envidraçada, uma sala mais intimista? Um quarto mais voltado para o sol na parte da tarde, na parte da manhã?”, ou seja, o arquiteto vem com uma série de perguntas que vão contornar, ou vão mudar a direção do meu projeto conforme as minhas respostas para essas perguntas, e a inteligência generativa precisa, literalmente, interpretar essas respostas, e aí vem a novidade, para a engenharia, arquitetura e construção, a IA generativa começou já, há alguns anos, por volta de 2011, 2015, com os algoritmos, por exemplo, como o Grasshopper, o Dynamo. O Grasshopper hoje, é uma iniciativa comprada pela AutoDesk, e ele criou então uma série de algoritmos para que a gente pudesse fazer uma série de automações na arquitetura, na engenharia e na construção, e de lá para cá a coisa vem evoluindo mais e mais. O que acontece? Hoje, a gente ainda depende muito de como a gente escreve esses algoritmos, mas as ferramentas mais novas de arquitetura já funcionam um pouco parecido com o arquiteto, então a gente vai literalmente falando para a IA, ou escrevendo para a IA, o que a gente pretende, por exemplo, um apartamento retangular, de oito por dez metros, ou dois quartos, três quartos, enfim, e a IA então, o generative design, de forma interativa, vai mudando, literalmente, a composição do meu apartamento, colocando, por exemplo, dois quartos para o lado esquerdo, dois quartos para o lado direito, para cima, para baixo, reposicionando banheiro, sala, cozinha, conforme as variáveis que a gente vem fazendo. Um estudo recente do AutoDesk, foi feito há um pouco mais de três anos, no Canadá, inclusive, usou a inteligência artificial, generative design, vamos falar assim, de forma mais precisa, para poder fazer a disposição do escritório dela lá no Canadá. Canadá é sabidamente o lugar mais frio, e a gente tem, por exemplo, prédios que são em película de vidro, que a gente precisa, por exemplo, utilizar ao máximo a energia solar. Então imagine que você está em um país muito frio, e coloca, por exemplo, a fachada de vidro, que absorve muito a ondas de calor, o infravermelho, por exemplo, e ondas que causam o efeito estufa, só que no caso da película de vidro a gente usa isso para o bem, em países frios. Por quê? Quando ela absorve toda essa radiação, todo esse calor na parte da manhã, ela retém isso e segura um pouco para a parte da tarde. O problema é que normalmente, ao longo do dia, eu vou absorvendo e mantendo esse calor, então seria legal que isso fosse virado, por exemplo, onde o sol se põe. Então o que acontece? Eu falo para minha IA, ou para o meu generative design, quais são as restrições que eu tenho. Por exemplo, eu não quero a fachada de vidro virada para o Sul ou para o Norte, ela tem que estar virada para Leste ou Oeste, que é onde o sol nasce e se põe, e a IA então vai entendendo e mudando a disposição do mobiliário, das saídas e das entradas do meu prédio, da saída de emergência, dos elevadores, proporcionando então uma vista mais agradável da janela, uma absorção melhor da radiação do sol nesse período, e ao mesmo tempo, otimizando o uso do espaço. Então foi uma utilização muito bacana que a gente teve, do generative design, ou da IA generativa, para condução de um projeto na indústria AEC, porque nós fomos até a IA então e colocamos uma série de restrições, e essas restrições eram atendidas e trabalhadas pela IA exatamente para que a gente pudesse ter aí então uma melhor absorção da energia que vem no sol, juntamente com a disposição do meu mobiliário que ia ficar nessa sala, para aproveitar melhor essa radiação, mas também prover o máximo possível de conforto aos meus colaboradores, aos meus funcionários, de forma que eles tivessem uma experiência mais agradável dentro do nosso escritório, e é uma coisa que está avançando com uma rapidez incrível, tanto que outros estudos, como eu falei lá no começo, estão sendo verificados por essa IA, por exemplo, leitura de prédios, por exemplo, fissuras, trincas e rachaduras, para a gente saber se está na hora de dar manutenção naquela estrutura, ou não. Tudo isso é uma possibilidade que está nascendo agora, está evoluindo extremamente rápido. Então, olha só, eu falei que a gente estava ainda no desenho de papel há 20 anos atrás, de cinco, seis anos para cá, a gente está fazendo a utilização da IA para transformar isso em um modelo mais otimizado de projeto. Há quem diga que em cinco a dez anos, o arquiteto ou engenheiro serão obsoletos. Eu falo que não, porque a IA pode substituir uma série de trabalhos hoje, por exemplo, na parte de design, mas a parte de concepção, como eu digo, artística, aquele insight de você absorver uma resposta e trabalhar ela, ainda é uma coisa muito humana, tanto que a IA atende a essas disposições, mas a decisão de qual é a melhor opção ainda continua sendo nossa. Bom, foi muito bom falar com vocês, e aguarde para um próximo episódio. Até lá.  

Descrição

Dá pra imaginar um projeto arquitetônico feito com IA? Agora dá. Neste Enzimas, o Wladmir Araújo, Head de Desenvolvimento de Produtos da Orçafascio, trouxe exemplos práticos de como a inteligência artificial já está revolucionando a maneira como os arquitetos e engenheiros trabalham. Ele também dá sua visão sobre o que será desses profissionais daqui alguns anos. Ficou curioso? Então, dá o play! 

Quer conversar com Os Agilistas? É só mandar sua dúvida/sugestão para @osagilistas no Instagram ou pelo e-mail osagilistas@dtidigital.com.br que nós responderemos em um de nossos conteúdos! 

Nos acompanhe pelas redes sociais e assine a nossa newsletter que chega todo mês com os assuntos quentes do agilismo através do site

See omnystudio.com/listener for privacy information.