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os agilistas

ENZIMAS #231 – Acessibilidade além do óbvio também é experiência

ENZIMAS #231 – Acessibilidade além do óbvio também é experiência

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SZUSTER: Bom dia, boa tarde, boa noite. Este é mais um episódio de Enzimas. Breves reflexões que ajudam a catalisar o agilismo em sua organização. 

Diulia: Oi, pessoal, tudo bem? Aqui é a Júlia, sou Head de Design na dti. Eu hoje vim conversar com vocês sobre acessibilidade para soluções internas. E eu sei que é muito mais comum a gente conversar para acessibilidade quando a gente está pensando em uma solução para um público amplo, diverso. Muitas das vezes quando a gente fala do cliente final. Só que quando a gente fala de solução interna, esse cuidado também é muito importante. E o que significa acessibilidade nesses casos pode mudar muito de figura do que quando a gente considera acessibilidade para esse público amplo. Seja pelo fato mais óbvio de que um produto acessível pode viabilizar uma equipe mais diversa, com a possibilidade de contratação de profissionais PCD para áreas que antes limitavam sua presença. Seja para dar conta do que a gente chama de deficiência temporária ou situacional, que nada mais são do que, por exemplo, ter um profissional com um braço quebrado ou uma perna quebrada que consegue continuar operando o serviço em que atua, mas que vai mudar um pouco a forma como trabalha. Ou, no caso do situacional, a gente fala sobre um profissional que atua, por exemplo, em uma área aberta e que, por isso, pode ter dificuldade de visualizar dados em uma tela por conta da influência do sol. Outro caso muito comum é através do uso de EPIs. Por vezes, o uso obrigatório de luvas, protetores auriculares, óculos de proteção e outros equipamentos acabam tornando-os atípicos em relação ao que seria possível sem os mesmos. O que pode gerar a necessidade de áreas de toque um pouco maior, maior contraste entre as cores utilizadas na interface, telas de confirmação para evitar erros ou reforços sonoros para ações críticas. De modo geral, nas soluções que as equipes vão precisar utilizar durante a rotina de trabalho, quando a gente fala de acessibilidade, estamos falando da diminuição da chance de erro na utilização para poder conseguir gerar economia para a empresa, menos tempo de dedicação para as tarefas, menos retrabalho, maior fluidez entre diferentes áreas de trabalho também e maior domínio sobre a ferramenta. Ou seja, não se trata apenas de ser inclusivo ou ético, o que por si só já seria de extrema importância. Estamos falando de viabilizar os fluxos de trabalho da empresa, diminuindo o risco de prejuízo e de desengajamento com a solução. Agora, é importante mencionar que esse tipo de cuidado com a experiência só é possível através da observação que acontece na operação do dia a dia. Muitas das vezes, quando nós apenas conversamos com as equipes, vão aparecer informações de maneira mais rasa, pois é natural que a equipe tente organizar as etapas do fluxo de uma maneira que facilite a história, que eles possam nos contar de uma maneira que fique mais fluida para a gente poder entender. Agora, quando a gente faz atividades como sombra ou cliente oculto, é possível compreender a disponibilidade de dados, compreender o cenário em que a pessoa está envolvida e quais as restrições nós precisamos considerar para construir essa solução. É por isso que essa atividade de baixíssimo custo, na maior parte das vezes, tem um impacto gigantesco na redução de risco para a construção da solução digital. Por isso, eu gostaria de deixar aqui um convite. Quando for pensar sobre a acessibilidade dos produtos digitais que o seu time está desenvolvendo, não pense apenas no time que já existe ou nos cenários mais felizes. Pense nas restrições que vocês podem estar gerando para pessoas e cenários que ainda não estão presentes dentro daquele contexto, mas que podem facilmente se tornar uma realidade. Além disso, sempre que possível, observe o que acontece na operação todos os dias. Acessibilidade também é saber se a pessoa precisa se deslocar mais por conta da solução ou se precisa fazer malabarismo com equipamentos para conseguir cumprir suas tarefas ou se ela usa mais o mouse ou o teclado. Enfim, é entender o que faz parte da rotina e o que pode tirar fricção ao longo da experiência para a gente tornar o processo cada vez mais fluido e mais simplificado para quem está ali no dia a dia.

SZUSTER: Bom dia, boa tarde, boa noite. Este é mais um episódio de Enzimas. Breves reflexões que ajudam a catalisar o agilismo em sua organização.  Diulia: Oi, pessoal, tudo bem? Aqui é a Júlia, sou Head de Design na dti. Eu hoje vim conversar com vocês sobre acessibilidade para soluções internas. E eu sei que é muito mais comum a gente conversar para acessibilidade quando a gente está pensando em uma solução para um público amplo, diverso. Muitas das vezes quando a gente fala do cliente final. Só que quando a gente fala de solução interna, esse cuidado também é muito importante. E o que significa acessibilidade nesses casos pode mudar muito de figura do que quando a gente considera acessibilidade para esse público amplo. Seja pelo fato mais óbvio de que um produto acessível pode viabilizar uma equipe mais diversa, com a possibilidade de contratação de profissionais PCD para áreas que antes limitavam sua presença. Seja para dar conta do que a gente chama de deficiência temporária ou situacional, que nada mais são do que, por exemplo, ter um profissional com um braço quebrado ou uma perna quebrada que consegue continuar operando o serviço em que atua, mas que vai mudar um pouco a forma como trabalha. Ou, no caso do situacional, a gente fala sobre um profissional que atua, por exemplo, em uma área aberta e que, por isso, pode ter dificuldade de visualizar dados em uma tela por conta da influência do sol. Outro caso muito comum é através do uso de EPIs. Por vezes, o uso obrigatório de luvas, protetores auriculares, óculos de proteção e outros equipamentos acabam tornando-os atípicos em relação ao que seria possível sem os mesmos. O que pode gerar a necessidade de áreas de toque um pouco maior, maior contraste entre as cores utilizadas na interface, telas de confirmação para evitar erros ou reforços sonoros para ações críticas. De modo geral, nas soluções que as equipes vão precisar utilizar durante a rotina de trabalho, quando a gente fala de acessibilidade, estamos falando da diminuição da chance de erro na utilização para poder conseguir gerar economia para a empresa, menos tempo de dedicação para as tarefas, menos retrabalho, maior fluidez entre diferentes áreas de trabalho também e maior domínio sobre a ferramenta. Ou seja, não se trata apenas de ser inclusivo ou ético, o que por si só já seria de extrema importância. Estamos falando de viabilizar os fluxos de trabalho da empresa, diminuindo o risco de prejuízo e de desengajamento com a solução. Agora, é importante mencionar que esse tipo de cuidado com a experiência só é possível através da observação que acontece na operação do dia a dia. Muitas das vezes, quando nós apenas conversamos com as equipes, vão aparecer informações de maneira mais rasa, pois é natural que a equipe tente organizar as etapas do fluxo de uma maneira que facilite a história, que eles possam nos contar de uma maneira que fique mais fluida para a gente poder entender. Agora, quando a gente faz atividades como sombra ou cliente oculto, é possível compreender a disponibilidade de dados, compreender o cenário em que a pessoa está envolvida e quais as restrições nós precisamos considerar para construir essa solução. É por isso que essa atividade de baixíssimo custo, na maior parte das vezes, tem um impacto gigantesco na redução de risco para a construção da solução digital. Por isso, eu gostaria de deixar aqui um convite. Quando for pensar sobre a acessibilidade dos produtos digitais que o seu time está desenvolvendo, não pense apenas no time que já existe ou nos cenários mais felizes. Pense nas restrições que vocês podem estar gerando para pessoas e cenários que ainda não estão presentes dentro daquele contexto, mas que podem facilmente se tornar uma realidade. Além disso, sempre que possível, observe o que acontece na operação todos os dias. Acessibilidade também é saber se a pessoa precisa se deslocar mais por conta da solução ou se precisa fazer malabarismo com equipamentos para conseguir cumprir suas tarefas ou se ela usa mais o mouse ou o teclado. Enfim, é entender o que faz parte da rotina e o que pode tirar fricção ao longo da experiência para a gente tornar o processo cada vez mais fluido e mais simplificado para quem está ali no dia a dia.

Descrição

Será que uma solução acessível é o que você pensa? Provavelmente não. Neste Enzimas, Diulia Almada, nossa host e Head de Design da dti digital desmistifica o conceito de acessibilidade digital, que faz muita diferença no dia a dia das pessoas e influencia diretamente na qualidade dos resultados. Ficou curioso? Então, dá o play!

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