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ENZIMAS #233 – A vantagem estratégica de saber onde ser ineficiente

ENZIMAS #233 – A vantagem estratégica de saber onde ser ineficiente

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SZUSTER: Bom dia, boa tarde, boa noite. Este é mais um episódio de Enzimas, breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização. 

Pedro Rangel: Bom dia, boa tarde, boa noite. Eu sou o Pedro Rangel, co-host aqui dos Agilistas, é um prazer estar aqui novamente deixando mais uma reflexão para vocês. Ultimamente eu tenho provocado muita discussão em torno do que eu estou chamando de paradoxo da eficiência. A ideia é que a gente busque estabelecer operações altamente eficientes, mas que a gente não fique fissurado com a eficiência máxima ou perfeita e abre o espaço pra questões que a princípio possam ser vistas como ineficientes. Falando assim parece loucura, né? Mas a verdade é que a gente precisa permitir certas ineficiências para inovar, para crescer e para se diferenciar. Recentemente, um dos nossos clientes aqui na dti, a gente montou um time voltado para validar problemas e soluções, descobrir oportunidades e otimizar os esforços de desenvolvimento de outros times. Esse tipo de time é conhecido como UX Research, ou pesquisa de experiência do usuário, e infelizmente ainda não é uma prática muito comum em organizações principalmente mais tradicionais. O livro Product Operations, da Melissa Perri, ele define as operações de produto como cercar os gerentes de produto com as informações necessárias para definir uma estratégia forte e permitir uma tomada de decisão mais rápida e de melhor qualidade, simplificando o fluxo de insights de usuários para os times corretos. Muitas empresas querem colher os benefícios das economias de escala, que vem como ser uma empresa orientada para o produto digital, mas ainda falham em estabelecer estratégias que permitam líderes e membros dos times terem acesso a dados de alta qualidade e um processo para implementar as suas decisões com rapidez, que é o que sugere o livro da Melissa Perri. Isso ocorre porque muitas vezes essas empresas não investem em capacidades e aprendizados que habilitam tudo isso, porque esse investimento não está ativando valor diretamente, ou seja, não produz software. Mas para ilustrar melhor o que eu estou dizendo, vou contar dois exemplos ligados a esse time que eu citei no começo. No primeiro exemplo, o time gastou cerca de 60 horas em atividades de discovery de um produto para avaliar a desejabilidade e viabilidade técnica de uma funcionalidade de painel em Power BI. O resultado foi que o time decidiu não desenvolver essa funcionalidade, que levaria aproximadamente 550 horas de desenvolvimento, eles descobriram que a solução que entregaria valor real e teria uma real desejabilidade pelos usuários não tinha nenhuma viabilidade técnica. Já o segundo exemplo, do mesmo time, o time gastou nove dias em um design sprint, cerca de 40 horas, para validar o conceito de uma possível funcionalidade voltada para transparência sobre emissões de carbono. O desenvolvimento estimado em 10 semanas inicialmente foi reduzido para 5 semanas e voltado para uma solução com maior desejabilidade e maior fit com o problema do que a do conceito inicial. Em uma visão de gestão mais tradicional, certamente essas 60 horas do primeiro caso e as 40 horas do segundo caso vão entrar em uma planilha de Excel como uma espécie de apoio ou investimento ou despesa que vão penalizar a produtividade geral dessa estrutura, ou dessa organização, mas vejam o tanto que esses esforços na verdade economizaram, né? A ineficiência de verdade teria sido produzir algo que não teria nenhuma utilidade para o usuário. Eu não estou falando que a gente precisa ter sempre um time dedicado, tá gente? Isso talvez seria uma ineficiência exagerada, mas eu deixo para vocês a pergunta, onde você pode ser estrategicamente ineficiente? Então, galera, está aqui o paradoxo da eficiência, espero que essas reflexões tenham sido úteis e te ajudem a pensar como a ineficiência não é sempre um problema, mas uma oportunidade de inovar, de crescer e de se diferenciar. Muito obrigado e até o próximo episódio. 

SZUSTER: Bom dia, boa tarde, boa noite. Este é mais um episódio de Enzimas, breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização.  Pedro Rangel: Bom dia, boa tarde, boa noite. Eu sou o Pedro Rangel, co-host aqui dos Agilistas, é um prazer estar aqui novamente deixando mais uma reflexão para vocês. Ultimamente eu tenho provocado muita discussão em torno do que eu estou chamando de paradoxo da eficiência. A ideia é que a gente busque estabelecer operações altamente eficientes, mas que a gente não fique fissurado com a eficiência máxima ou perfeita e abre o espaço pra questões que a princípio possam ser vistas como ineficientes. Falando assim parece loucura, né? Mas a verdade é que a gente precisa permitir certas ineficiências para inovar, para crescer e para se diferenciar. Recentemente, um dos nossos clientes aqui na dti, a gente montou um time voltado para validar problemas e soluções, descobrir oportunidades e otimizar os esforços de desenvolvimento de outros times. Esse tipo de time é conhecido como UX Research, ou pesquisa de experiência do usuário, e infelizmente ainda não é uma prática muito comum em organizações principalmente mais tradicionais. O livro Product Operations, da Melissa Perri, ele define as operações de produto como cercar os gerentes de produto com as informações necessárias para definir uma estratégia forte e permitir uma tomada de decisão mais rápida e de melhor qualidade, simplificando o fluxo de insights de usuários para os times corretos. Muitas empresas querem colher os benefícios das economias de escala, que vem como ser uma empresa orientada para o produto digital, mas ainda falham em estabelecer estratégias que permitam líderes e membros dos times terem acesso a dados de alta qualidade e um processo para implementar as suas decisões com rapidez, que é o que sugere o livro da Melissa Perri. Isso ocorre porque muitas vezes essas empresas não investem em capacidades e aprendizados que habilitam tudo isso, porque esse investimento não está ativando valor diretamente, ou seja, não produz software. Mas para ilustrar melhor o que eu estou dizendo, vou contar dois exemplos ligados a esse time que eu citei no começo. No primeiro exemplo, o time gastou cerca de 60 horas em atividades de discovery de um produto para avaliar a desejabilidade e viabilidade técnica de uma funcionalidade de painel em Power BI. O resultado foi que o time decidiu não desenvolver essa funcionalidade, que levaria aproximadamente 550 horas de desenvolvimento, eles descobriram que a solução que entregaria valor real e teria uma real desejabilidade pelos usuários não tinha nenhuma viabilidade técnica. Já o segundo exemplo, do mesmo time, o time gastou nove dias em um design sprint, cerca de 40 horas, para validar o conceito de uma possível funcionalidade voltada para transparência sobre emissões de carbono. O desenvolvimento estimado em 10 semanas inicialmente foi reduzido para 5 semanas e voltado para uma solução com maior desejabilidade e maior fit com o problema do que a do conceito inicial. Em uma visão de gestão mais tradicional, certamente essas 60 horas do primeiro caso e as 40 horas do segundo caso vão entrar em uma planilha de Excel como uma espécie de apoio ou investimento ou despesa que vão penalizar a produtividade geral dessa estrutura, ou dessa organização, mas vejam o tanto que esses esforços na verdade economizaram, né? A ineficiência de verdade teria sido produzir algo que não teria nenhuma utilidade para o usuário. Eu não estou falando que a gente precisa ter sempre um time dedicado, tá gente? Isso talvez seria uma ineficiência exagerada, mas eu deixo para vocês a pergunta, onde você pode ser estrategicamente ineficiente? Então, galera, está aqui o paradoxo da eficiência, espero que essas reflexões tenham sido úteis e te ajudem a pensar como a ineficiência não é sempre um problema, mas uma oportunidade de inovar, de crescer e de se diferenciar. Muito obrigado e até o próximo episódio. 

Descrição

E se a ineficiência pudesse alavancar a sua inovação? Muitos produtos que hoje são sucesso nasceram assim. Por isso, neste Enzimas, o nosso host Pedro Rangel falou do “paradoxo da eficiência” e como adotar essa mentalidade pode trazer ótimos resultados aos processos que a princípio podemos considerar ineficientes. Ficou curioso? Então, dá o play!

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