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os agilistas

ENZIMAS #27 MECE Vs Sistema Inteligente

ENZIMAS #27 MECE Vs Sistema Inteligente

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M1: Bom dia, boa tarde, boa noite. Este é mais um episódio de Enzimas, breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização. Hoje eu gostaria de falar um pouquinho sobre como a informação é organizada nas empresas. Para isso, eu lembro de um exemplo interessante que o Stanley McChrystal dá naquele livro Team of Teams. Ele cita o que? É uma coisa que ele fez quando ele foi transformar o exército. Existe um princípio que acaba norteando a maior parte das organizações, que é o princípio MECE, em inglês é uma sigla, M-E-C-E, que significa mutually exclusive and collectively exhaustive. Na prática, o que significa isso? Quando as empresas se organizam em uma estrutura mais rígida, uma coisa que segue essa organização estrutural, o que caminha junto é definir muito bem qual fluxo de informação deve estar em cada departamento ou em cada caixinha. E ainda fazer de forma mutuamente exclusiva, como se um departamento fosse dono de uma informação então o outro nem precisasse sabe daquela informação. Vocês vêm que nesse tipo de visão existe uma premissa muito otimizante e muito de um mundo estático por trás disso tudo e muito, no final das contas, aquela premissa que alguém azeita a máquina. É um modelo ainda muito mecanicista. Alguém define qual a informação que um determinado grupo deve ter e qual ele não deve ter e presume, de saída, que aquilo ali é o suficiente para que aquele grupo aja de forma ótima. Agora, quando a gente pensa que a gente quer mudar para uma estrutura orgânica e multidisciplinar, é claro que não começa a fazer mais sentido você ter essa visão tão otimizante e predefinida de qual informação deve estar em qual lugar. “Mas isso pode gerar redundância, eu posso ter informações repetidas, eu posso não estar tão otimizado igual eu gostaria.” Mas é exatamente esse tipo de coisa que acontece em uma organização que tende a uma estrutura mais orgânica. Você vai ter redundância, vai ter o que, aos olhos de alguns, é até um pouco de desperdício, mas para fomentar uma estrutura onde você tenha resposta mais rápido, onde você tenha mais chance de inovação. Então o que o Stanley McChrystal fala muito no livro é que, na visão dele, e é algo que ele tentou criar, mais do que tentar de forma predefinida definir exatamente os compartimentos com as suas respectivas informações, você tem que criar um sistema de inteligência acessível por toda a organização e deixar que as pessoas possam, tão livremente quando possível, acessar esse sistema de inteligência. Porque você não consegue prever exatamente qual informação vai ser importante para quem e em qual interação. Então, pensando em uma coisa mais orgânica e adaptativa, eu acho que isso faz muito mais sentido. É isso aí, pessoal. Até a próxima.
M1: Bom dia, boa tarde, boa noite. Este é mais um episódio de Enzimas, breves reflexões que te ajudam a catalisar o agilismo em sua organização. Hoje eu gostaria de falar um pouquinho sobre como a informação é organizada nas empresas. Para isso, eu lembro de um exemplo interessante que o Stanley McChrystal dá naquele livro Team of Teams. Ele cita o que? É uma coisa que ele fez quando ele foi transformar o exército. Existe um princípio que acaba norteando a maior parte das organizações, que é o princípio MECE, em inglês é uma sigla, M-E-C-E, que significa mutually exclusive and collectively exhaustive. Na prática, o que significa isso? Quando as empresas se organizam em uma estrutura mais rígida, uma coisa que segue essa organização estrutural, o que caminha junto é definir muito bem qual fluxo de informação deve estar em cada departamento ou em cada caixinha. E ainda fazer de forma mutuamente exclusiva, como se um departamento fosse dono de uma informação então o outro nem precisasse sabe daquela informação. Vocês vêm que nesse tipo de visão existe uma premissa muito otimizante e muito de um mundo estático por trás disso tudo e muito, no final das contas, aquela premissa que alguém azeita a máquina. É um modelo ainda muito mecanicista. Alguém define qual a informação que um determinado grupo deve ter e qual ele não deve ter e presume, de saída, que aquilo ali é o suficiente para que aquele grupo aja de forma ótima. Agora, quando a gente pensa que a gente quer mudar para uma estrutura orgânica e multidisciplinar, é claro que não começa a fazer mais sentido você ter essa visão tão otimizante e predefinida de qual informação deve estar em qual lugar. “Mas isso pode gerar redundância, eu posso ter informações repetidas, eu posso não estar tão otimizado igual eu gostaria.” Mas é exatamente esse tipo de coisa que acontece em uma organização que tende a uma estrutura mais orgânica. Você vai ter redundância, vai ter o que, aos olhos de alguns, é até um pouco de desperdício, mas para fomentar uma estrutura onde você tenha resposta mais rápido, onde você tenha mais chance de inovação. Então o que o Stanley McChrystal fala muito no livro é que, na visão dele, e é algo que ele tentou criar, mais do que tentar de forma predefinida definir exatamente os compartimentos com as suas respectivas informações, você tem que criar um sistema de inteligência acessível por toda a organização e deixar que as pessoas possam, tão livremente quando possível, acessar esse sistema de inteligência. Porque você não consegue prever exatamente qual informação vai ser importante para quem e em qual interação. Então, pensando em uma coisa mais orgânica e adaptativa, eu acho que isso faz muito mais sentido. É isso aí, pessoal. Até a próxima.

Descrição

No Enzimas de hoje falamos um pouco sobre como as informações são organizadas dentro das organizações. A sua empresa utiliza o princípio MECE?