: :
os agilistas

Inovação: 5 perguntas essenciais para se fazer ao líder

Inovação: 5 perguntas essenciais para se fazer ao líder

os agilistas
: :

Vinicius: Danilo, é bem interessante esse ponto que você colocou, de ter essa unidade interna mais protegida, se eu entendi bem, que tem essa licença para funcionar mais ou menos parecido com uma startup lá dentro. E como é que você sabe que está dando certo? Como é nos lugares que você já passou aí na sua experiência? Não sei, você parece pelo que eu senti aí, parece que você tem uma, – até pelas outras coisas que você fundou aí, dos hubs -, se você lembrar também de alguns casos interessantes que você observou isso acontecendo, dando certo, que são públicos, que você pudesse citar, também seria legal. 

Danilo Sciumbata: Eu vou te citar um caso que foi muito, tenho um carinho muito grande do pessoal da Randon, estou remontando aqui a 2017, e foi exatamente uma empresa que queria se oxigenar e justamente não conseguia fazer isso internamente, mas fez com uma maestria muito grande fora, escolheu as brigas certas, fez isso dar resultado, e conseguiu internalizar isso, hoje é um pilar estratégico da companhia. E a palavra que eu te diria que é o elemento decisor de sucesso ou de fracasso na minha experiência é exatamente essa, estratégia. O quanto a inovação está presente e relacionada à estratégia da companhia. Porque se tiver fortemente relacionada, você vai ter um ambiente onde você consegue puxar a discussão e desenvolver o trabalho. Quando a inovação é uma coisa que é legal ter, ninguém vai dizer que não quer fazer inovação. Eu acho que ninguém, nenhum executivo, vai cometer esse suicídio de ignorar e falar: “não, nós não precisamos inovar”. Mas, entre o que se fala e o que se promove, tem um gap aí. O quanto isso está presente no dia a dia. Então, a estratégia é o que direciona tudo. Eu digo que todo líder de inovação tem que se fazer cinco perguntas. E aí a gente tem que olhar assim, onde a inovação encaixa na estratégia do negócio, porque às vezes não vai ser fazer coisas mirabolantes, às vezes você vai ter uma inovação de sustentação que é muito importante para o teu negócio, não lembra que o negócio já roda, já gera valor, é perene, tem uma história, tem uma tradição, uns 30, 20, 50, 100 anos de vida, no meu caso eu trabalho em uma empresa que tem 160 anos quase de vida. Então, eu vou chegar lá dizendo que a inovação é a bala de prata? Não é. E realmente não é. Mas ela vai ajudar a companhia a perpetuar esse negócio por mais 200 anos. Então ela é um enabler da estratégia, ela é uma ferramenta da estratégia. E esse é o entendimento inicial que a gente tem que ter de onde encaixa a inovação. E aí você começa a desdobrar. Que tipo de ambição cultural a gente tem, como que isso vai direcionar o sucesso da nossa estratégia, aí você olha para os teus habilitadores internos se está sobrando, se está faltando, o que a gente precisa construir para a inovação ser essa ferramenta da estratégia, como que eu desdobro essas prioridades na vida das pessoas; porque tem outra coisa, estratégia no PowerPoint é diferente da estratégia que as pessoas conhecem no dia a dia da empresa e que elas usam isso como bússola para priorizar. A gente vive um momento hoje que é muito, vocês falaram a questão de dinheiro. A fonte secou em muitas frentes. Antigamente você tinha budgets infinitos aonde você não tinha que prestar tanta conta assim. E isso é muito ruim, porque a inovação tem sim que gerar resultado, essa conversa de que não tem ROI em inovação. Tem sim, tem performance em inovação, tem gestão de inovação. Você mede diferente, eu não te peço um business case, um fluxo de caixa trazido a valor presente, um NPV, um IRR imediato, porque eu não sei o que isso vai se transformar. Mas você tem que ter uma hipótese bem construída, com hipótese de valor, com uma experimentação ágil, que vai te dizer se você está no caminho certo ou no caminho errado de gastar tempo e energia da empresa e das pessoas naquilo, para não ficar insistindo em coisas que às vezes era só hipótese e estava errado. Então, como é que eu meço isso? Como que eu trago isso para a realidade da empresa? Aí, de novo, a gente vai bater na estrutura. Você tem que ter, internamente, uma estrutura de inovação que consegue criar linguagem de comunicação para essa coisa chamada inovação. Mas tudo da estratégia. 

Vinicius: Danilo, é bem interessante esse ponto que você colocou, de ter essa unidade interna mais protegida, se eu entendi bem, que tem essa licença para funcionar mais ou menos parecido com uma startup lá dentro. E como é que você sabe que está dando certo? Como é nos lugares que você já passou aí na sua experiência? Não sei, você parece pelo que eu senti aí, parece que você tem uma, – até pelas outras coisas que você fundou aí, dos hubs -, se você lembrar também de alguns casos interessantes que você observou isso acontecendo, dando certo, que são públicos, que você pudesse citar, também seria legal.  Danilo Sciumbata: Eu vou te citar um caso que foi muito, tenho um carinho muito grande do pessoal da Randon, estou remontando aqui a 2017, e foi exatamente uma empresa que queria se oxigenar e justamente não conseguia fazer isso internamente, mas fez com uma maestria muito grande fora, escolheu as brigas certas, fez isso dar resultado, e conseguiu internalizar isso, hoje é um pilar estratégico da companhia. E a palavra que eu te diria que é o elemento decisor de sucesso ou de fracasso na minha experiência é exatamente essa, estratégia. O quanto a inovação está presente e relacionada à estratégia da companhia. Porque se tiver fortemente relacionada, você vai ter um ambiente onde você consegue puxar a discussão e desenvolver o trabalho. Quando a inovação é uma coisa que é legal ter, ninguém vai dizer que não quer fazer inovação. Eu acho que ninguém, nenhum executivo, vai cometer esse suicídio de ignorar e falar: “não, nós não precisamos inovar”. Mas, entre o que se fala e o que se promove, tem um gap aí. O quanto isso está presente no dia a dia. Então, a estratégia é o que direciona tudo. Eu digo que todo líder de inovação tem que se fazer cinco perguntas. E aí a gente tem que olhar assim, onde a inovação encaixa na estratégia do negócio, porque às vezes não vai ser fazer coisas mirabolantes, às vezes você vai ter uma inovação de sustentação que é muito importante para o teu negócio, não lembra que o negócio já roda, já gera valor, é perene, tem uma história, tem uma tradição, uns 30, 20, 50, 100 anos de vida, no meu caso eu trabalho em uma empresa que tem 160 anos quase de vida. Então, eu vou chegar lá dizendo que a inovação é a bala de prata? Não é. E realmente não é. Mas ela vai ajudar a companhia a perpetuar esse negócio por mais 200 anos. Então ela é um enabler da estratégia, ela é uma ferramenta da estratégia. E esse é o entendimento inicial que a gente tem que ter de onde encaixa a inovação. E aí você começa a desdobrar. Que tipo de ambição cultural a gente tem, como que isso vai direcionar o sucesso da nossa estratégia, aí você olha para os teus habilitadores internos se está sobrando, se está faltando, o que a gente precisa construir para a inovação ser essa ferramenta da estratégia, como que eu desdobro essas prioridades na vida das pessoas; porque tem outra coisa, estratégia no PowerPoint é diferente da estratégia que as pessoas conhecem no dia a dia da empresa e que elas usam isso como bússola para priorizar. A gente vive um momento hoje que é muito, vocês falaram a questão de dinheiro. A fonte secou em muitas frentes. Antigamente você tinha budgets infinitos aonde você não tinha que prestar tanta conta assim. E isso é muito ruim, porque a inovação tem sim que gerar resultado, essa conversa de que não tem ROI em inovação. Tem sim, tem performance em inovação, tem gestão de inovação. Você mede diferente, eu não te peço um business case, um fluxo de caixa trazido a valor presente, um NPV, um IRR imediato, porque eu não sei o que isso vai se transformar. Mas você tem que ter uma hipótese bem construída, com hipótese de valor, com uma experimentação ágil, que vai te dizer se você está no caminho certo ou no caminho errado de gastar tempo e energia da empresa e das pessoas naquilo, para não ficar insistindo em coisas que às vezes era só hipótese e estava errado. Então, como é que eu meço isso? Como que eu trago isso para a realidade da empresa? Aí, de novo, a gente vai bater na estrutura. Você tem que ter, internamente, uma estrutura de inovação que consegue criar linguagem de comunicação para essa coisa chamada inovação. Mas tudo da estratégia. 

Descrição

Este conteúdo é um corte do nosso episódio: “#247 - Desmitificando a gestão da inovação: verdades e mentiras”.

Nele, Danillo Sciumbata, Innovation SME - Transformation Office Cargill Agricultural Supply Chain South America na Cargill traz toda a sua expertise sobre a gestão da inovação e como a estratégia do negócio deve andar junto com os processos inovadores. Ele ainda cita 5 lições essenciais que todo líder não pode ignorar. Ficou curioso? Então, dá o play!

Quer conversar com Os Agilistas? É só mandar sua dúvida/sugestão na nossa página do Linkedin ou pelo e-mail osagilistas@dtidigital.com.br que nós responderemos em um de nossos conteúdos!

Nos acompanhe pelas redes sociais e assine a nossa newsletter que chega todo mês com os assuntos quentes do agilismo através do site.

See omnystudio.com/listener for privacy information.