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os agilistas

Lean: olhe primeiro para os hábitos das pessoas

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Marcelo: Eu achei legal como você disse, primeiro pense Lean, porque pensar Lean organiza a empresa para ser puxada pelo cliente, organiza ela em torno de fluxo de valor, começa a quebrar as fronteiras organizacionais, e aí como consequência disso, você começa a usar o Ágil ali para resolver certos problemas e a tecnologia para apoiar nisso. O pensar Lean, como é que você começa isso de uma forma pragmática? Porque uma coisa que a gente observa, nossos clientes somente são grandes e tradicionais empresas, e aí a gente sempre fala, a tarefa é tão desafiador mudar uma organização grande, que muitas vezes elas ficam imobilizadas do jeito que estão. E você falou de change management no começo. Então, como é que você começa a fazer isso acontecer, a fazer essa roda girar e ganhar a confiança da autogestão que é tão ansiosa por ter uma data para ficar Ágil e Lean? Como é que você lida? 

ERASTO MENEZES: Marcelo, tu sabe que tem uma prática que, na verdade, parece uma fórmula que no Lean se utiliza desde faz muitos anos para entender como iniciar um processo de transformação e melhoria contínua. Os chamados 4 Ms. Os 4 Ms são, naquela época eram 4 Ms porque as pessoas seriam chamadas de mão de obra. Então era, mão de obra, métodos, materiais, máquina. No contexto atual, a gente poderia falar pessoas, processos e métodos, software e hardware, olhando para algo de transformação digital. Geralmente, as organizações, quando decidem iniciar um processo Lean na organização ou de transformação digital, começam de direita para a esquerda, começam querendo mudar equipamentos, software, hardware, colocar o melhor RP, o melhor CRM, trazer a melhor tecnologia, embutir um machine learning, um inteligente artificial, mas se esquecem que se isso não mexe também com os processos e métodos de trabalho, e ainda não mexe com o impacto das pessoas gerindo tudo aquilo, porque tudo aquilo é meio, a gente não consegue acelerar o processo de transformação digital. Por isso que eu mencionei change management, porque ele é focado para pessoas, como eu faço que as pessoas adotem a mudança para acelerar a mudança. Então a gente precisa começar o Lean olhando para as pessoas, fazendo que processos e métodos se ajustem às reais necessidades das pessoas gerando valor e, posteriormente, trazer melhores recursos, materiais e máquinas, software e hardware, para eles reduzirem o lead time de processamento e melhorar a qualidade da sua entrega de valor. Então novamente, como meio. Então a gente tem essa ordem. Para iniciar Lean, a gente tem que olhar primeiro atitudes e comportamentos das pessoas, logo, quais são os processos e métodos de trabalho, logo, em consequência, que tecnologias estão utilizando para apoiar a sua rotina diária. 

Marcelo: Eu achei legal como você disse, primeiro pense Lean, porque pensar Lean organiza a empresa para ser puxada pelo cliente, organiza ela em torno de fluxo de valor, começa a quebrar as fronteiras organizacionais, e aí como consequência disso, você começa a usar o Ágil ali para resolver certos problemas e a tecnologia para apoiar nisso. O pensar Lean, como é que você começa isso de uma forma pragmática? Porque uma coisa que a gente observa, nossos clientes somente são grandes e tradicionais empresas, e aí a gente sempre fala, a tarefa é tão desafiador mudar uma organização grande, que muitas vezes elas ficam imobilizadas do jeito que estão. E você falou de change management no começo. Então, como é que você começa a fazer isso acontecer, a fazer essa roda girar e ganhar a confiança da autogestão que é tão ansiosa por ter uma data para ficar Ágil e Lean? Como é que você lida?  ERASTO MENEZES: Marcelo, tu sabe que tem uma prática que, na verdade, parece uma fórmula que no Lean se utiliza desde faz muitos anos para entender como iniciar um processo de transformação e melhoria contínua. Os chamados 4 Ms. Os 4 Ms são, naquela época eram 4 Ms porque as pessoas seriam chamadas de mão de obra. Então era, mão de obra, métodos, materiais, máquina. No contexto atual, a gente poderia falar pessoas, processos e métodos, software e hardware, olhando para algo de transformação digital. Geralmente, as organizações, quando decidem iniciar um processo Lean na organização ou de transformação digital, começam de direita para a esquerda, começam querendo mudar equipamentos, software, hardware, colocar o melhor RP, o melhor CRM, trazer a melhor tecnologia, embutir um machine learning, um inteligente artificial, mas se esquecem que se isso não mexe também com os processos e métodos de trabalho, e ainda não mexe com o impacto das pessoas gerindo tudo aquilo, porque tudo aquilo é meio, a gente não consegue acelerar o processo de transformação digital. Por isso que eu mencionei change management, porque ele é focado para pessoas, como eu faço que as pessoas adotem a mudança para acelerar a mudança. Então a gente precisa começar o Lean olhando para as pessoas, fazendo que processos e métodos se ajustem às reais necessidades das pessoas gerando valor e, posteriormente, trazer melhores recursos, materiais e máquinas, software e hardware, para eles reduzirem o lead time de processamento e melhorar a qualidade da sua entrega de valor. Então novamente, como meio. Então a gente tem essa ordem. Para iniciar Lean, a gente tem que olhar primeiro atitudes e comportamentos das pessoas, logo, quais são os processos e métodos de trabalho, logo, em consequência, que tecnologias estão utilizando para apoiar a sua rotina diária. 

Descrição

Este conteúdo é um corte do nosso episódio: “#194 - Lean e Ágil: a dupla que eleva resultados”.

Nele, Erasto Menezes, Head of Lean Digital Transformation no Lean Institute, compartilhou insights importantes sobre como o Lean pode gerar valor para os stakeholders na prática. Além disso, ele ainda falou da aplicação atual dos 4 M’s da melhoria contínua. Ficou curioso? Então, dá o play!

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