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os agilistas

O design não poderá mais ignorar isso se quiser manter sua relevância

O design não poderá mais ignorar isso se quiser manter sua relevância

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Diulia: Olha, eu acho que uma coisa importante de dizer e que talvez caia um pouco no ponto que você comentou, de gaps que aí outras empresas acabam copiando e tal, é justamente assim, a gente tinha investimento para inovações mais radicais, mais disruptivas, de repente o foco ficou em inovação mais incremental, e aí naturalmente as grandes empresas vão deixando gaps na atuação que elas têm porque para fazer esse atendimento, tocaria esse gap, precisaria de ter um grupo ali de pessoas que poderia estar olhando pra isso. E como tá tudo mais enxuto, é meio que assim, né? Mantenha o que tá funcionando e só melhora o que a gente já tem, que tá rolando e tal. Então acho que isso não vai fazer com que volte aquele cenário que a gente tinha entre 2000 até 2015, de muita startup crescendo. Não acho que o oceano está tão azul e tão bonito para poder a gente crescer da mesma maneira, mas acho que vão surgir novos gaps, ainda mais com a própria danada da inteligência artificial, acho que vão trazer novas oportunidades porque quando as empresas enrijecem a inovação dentro delas ou quando elas têm recursos mais limitados, elas vão cair mais nesses lugares comuns para elas e que vão fazer funcionar, não é que elas vão perder tanto ali, mas elas deixam de alcançar novas partes, é natural, não dá para abraçar tudo. E aí nesse deixar de abraçar, empresas menores e que são tecnicamente mais ágeis, por terem mais flexibilidade, por a estrutura ser mais simples e mais focada em algo, em um problema específico para poder resolver. Acho que a tendência é surgirem novas empresas assim que vão tentar abarcar esses gaps que vão surgindo. Agora, se essas empresas vão virar novos unicórnios, ou se elas vão ser grande parte adquiridas, ou se as grandes empresas vão olhar para elas e vão replicar o que elas estão fazendo, aí eu acho que é cenas dos próximos capítulos, mas que vão surgir gaps de atuação, eu acredito que sim. 

Pedro: Perfeito suas colocações e além disso a gente vê alguns temas ainda um pouco em alta. Low-code, eu acho que foi uma coisa que a gente esperou que fosse ser falado mais do que foi ao longo de 2023. Teve aí em pauta, mas a gente vê alguns movimentos, mas eu acho que não foi tão longe ainda quanto a gente pensa. Ainda acho que, até já emitindo uma opinião, eu concordo muito com a utilização do low-code para validação de hipóteses, fazer alguns testes rápidos, então pode ser muito legal para as pessoas de produto terem domínio dessas ferramentas, porque sendo a dupla ali, o produto e design, sendo as pessoas responsáveis por essas validações, terem domínio dessas ferramentas pode ser uma coisa que vai agilizar muito o trabalho deles e defender ideias e tudo mais.  

Diulia: Vai viabilizar a experimentação muitas vezes, porque assim, num cenário que fica restrito e às vezes o pessoal estava acostumado com grandes discoveres ou com um grande espaço para experimentar durante um período mais longo, e de repente restringe a pessoa fala: “não vai dar para fazer nada, vou fazer o que está me mandando agora, o que está pedindo, é exatamente isso”, aí começa a fritar o pastel ali, qual o sabor você quer, como é que vai ser e não sei o que, e a gente perde a expertise no trabalho, né, porque assim, e aí eu acho que até para manutenção do papel, e aí voltando mais para o papel de design, eu acho que a gente, se ficar muito focado no UI, que por si só já é complexo, enfim, mas corre o risco do papel ter menos relevante, assim, acho que hoje a gente já tem, e falando para empresas talvez menores e que tenham menos possibilidade de investimento, a gente tem inteligência artificial que vai gerar protótipo, vai ser baseado no que você está precisando ali, maior qualidade de tudo, não, mas para uma empresa que não consegue pagar um profissional ou que está ali muito enxuto, vai ter que escolher onde que deixa o buraco, às vezes vai optar, se for só para fazer tela, vai optar por automatizar dessa forma. Agora, se a gente pensa na experiência de ponta a ponta, se a gente começa a olhar com um olhar mais crítico, com relação aos impactos que essa solução vai ter, a gente pensa no UX mesmo, na experiência que pode gerar uma série de desdobramento legal para a empresa, que pode gerar recurso em outro ponto, que pode gerar um novo serviço, aí eu acho que a gente mostra o valor do papel. Se a gente caminhar para esse cenário de nossa, tá mais restrito, eu não consigo fazer aquele grande discover, eu não consigo fazer aquela grande experimentação, corre o risco do papel se tornar menos relevante. Acho que a gente precisa se reinventar para poder fazer acontecer. Existe uma famosíssima frase que é: o bom designer feito na restrição, e é isso.  

Pedro: O papel que você fala de perder relevância ou não aí é o do designer ou do de produto? 

Diulia: É o do designer mesmo, principalmente do designer. Eu não vou falar do de produto que eu tô assim né, eu fico ali sempre vendo todo mundo atuar, de vez em quando eu meto o bedelho e tal, mas falando da parte que me toca mais, que eu conheço mais, o papel do designer eu acho que precisa estar muito atento a essa essência do design. Não é nada novo, não é que a gente vai reinventar o papel, mas é porque acho que talvez por ter criado muitos papéis especialistas ou até por a gente ter se afastado durante a pandemia do usuário mesmo, de conseguir estar próximo ao usuário muitas das vezes, a gente ainda precisa retomar essa essência do design em algumas, em alguns pontos da atuação. 

Diulia: Olha, eu acho que uma coisa importante de dizer e que talvez caia um pouco no ponto que você comentou, de gaps que aí outras empresas acabam copiando e tal, é justamente assim, a gente tinha investimento para inovações mais radicais, mais disruptivas, de repente o foco ficou em inovação mais incremental, e aí naturalmente as grandes empresas vão deixando gaps na atuação que elas têm porque para fazer esse atendimento, tocaria esse gap, precisaria de ter um grupo ali de pessoas que poderia estar olhando pra isso. E como tá tudo mais enxuto, é meio que assim, né? Mantenha o que tá funcionando e só melhora o que a gente já tem, que tá rolando e tal. Então acho que isso não vai fazer com que volte aquele cenário que a gente tinha entre 2000 até 2015, de muita startup crescendo. Não acho que o oceano está tão azul e tão bonito para poder a gente crescer da mesma maneira, mas acho que vão surgir novos gaps, ainda mais com a própria danada da inteligência artificial, acho que vão trazer novas oportunidades porque quando as empresas enrijecem a inovação dentro delas ou quando elas têm recursos mais limitados, elas vão cair mais nesses lugares comuns para elas e que vão fazer funcionar, não é que elas vão perder tanto ali, mas elas deixam de alcançar novas partes, é natural, não dá para abraçar tudo. E aí nesse deixar de abraçar, empresas menores e que são tecnicamente mais ágeis, por terem mais flexibilidade, por a estrutura ser mais simples e mais focada em algo, em um problema específico para poder resolver. Acho que a tendência é surgirem novas empresas assim que vão tentar abarcar esses gaps que vão surgindo. Agora, se essas empresas vão virar novos unicórnios, ou se elas vão ser grande parte adquiridas, ou se as grandes empresas vão olhar para elas e vão replicar o que elas estão fazendo, aí eu acho que é cenas dos próximos capítulos, mas que vão surgir gaps de atuação, eu acredito que sim.  Pedro: Perfeito suas colocações e além disso a gente vê alguns temas ainda um pouco em alta. Low-code, eu acho que foi uma coisa que a gente esperou que fosse ser falado mais do que foi ao longo de 2023. Teve aí em pauta, mas a gente vê alguns movimentos, mas eu acho que não foi tão longe ainda quanto a gente pensa. Ainda acho que, até já emitindo uma opinião, eu concordo muito com a utilização do low-code para validação de hipóteses, fazer alguns testes rápidos, então pode ser muito legal para as pessoas de produto terem domínio dessas ferramentas, porque sendo a dupla ali, o produto e design, sendo as pessoas responsáveis por essas validações, terem domínio dessas ferramentas pode ser uma coisa que vai agilizar muito o trabalho deles e defender ideias e tudo mais.   Diulia: Vai viabilizar a experimentação muitas vezes, porque assim, num cenário que fica restrito e às vezes o pessoal estava acostumado com grandes discoveres ou com um grande espaço para experimentar durante um período mais longo, e de repente restringe a pessoa fala: “não vai dar para fazer nada, vou fazer o que está me mandando agora, o que está pedindo, é exatamente isso”, aí começa a fritar o pastel ali, qual o sabor você quer, como é que vai ser e não sei o que, e a gente perde a expertise no trabalho, né, porque assim, e aí eu acho que até para manutenção do papel, e aí voltando mais para o papel de design, eu acho que a gente, se ficar muito focado no UI, que por si só já é complexo, enfim, mas corre o risco do papel ter menos relevante, assim, acho que hoje a gente já tem, e falando para empresas talvez menores e que tenham menos possibilidade de investimento, a gente tem inteligência artificial que vai gerar protótipo, vai ser baseado no que você está precisando ali, maior qualidade de tudo, não, mas para uma empresa que não consegue pagar um profissional ou que está ali muito enxuto, vai ter que escolher onde que deixa o buraco, às vezes vai optar, se for só para fazer tela, vai optar por automatizar dessa forma. Agora, se a gente pensa na experiência de ponta a ponta, se a gente começa a olhar com um olhar mais crítico, com relação aos impactos que essa solução vai ter, a gente pensa no UX mesmo, na experiência que pode gerar uma série de desdobramento legal para a empresa, que pode gerar recurso em outro ponto, que pode gerar um novo serviço, aí eu acho que a gente mostra o valor do papel. Se a gente caminhar para esse cenário de nossa, tá mais restrito, eu não consigo fazer aquele grande discover, eu não consigo fazer aquela grande experimentação, corre o risco do papel se tornar menos relevante. Acho que a gente precisa se reinventar para poder fazer acontecer. Existe uma famosíssima frase que é: o bom designer feito na restrição, e é isso.   Pedro: O papel que você fala de perder relevância ou não aí é o do designer ou do de produto?  Diulia: É o do designer mesmo, principalmente do designer. Eu não vou falar do de produto que eu tô assim né, eu fico ali sempre vendo todo mundo atuar, de vez em quando eu meto o bedelho e tal, mas falando da parte que me toca mais, que eu conheço mais, o papel do designer eu acho que precisa estar muito atento a essa essência do design. Não é nada novo, não é que a gente vai reinventar o papel, mas é porque acho que talvez por ter criado muitos papéis especialistas ou até por a gente ter se afastado durante a pandemia do usuário mesmo, de conseguir estar próximo ao usuário muitas das vezes, a gente ainda precisa retomar essa essência do design em algumas, em alguns pontos da atuação. 

Descrição

Este conteúdo é um corte do nosso episódio: “#246 - Tendências em produto e design: oportunidades e desafios para 2024”.

Nele, nossos hosts Pedro e Diulia trazem uma reflexão sobre como a área de design pode estar comprometida se o time não olhar para alguns aspectos da experiência do usuário, principalmente com a popularização da IA. Ficou curioso? Então, dá o play!

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