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os agilistas

O discovery como você conhece mudou por essa razão

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Pedro: A gente falou sobre o foco maior nas pessoas e também nas possíveis restrições para inovações disruptivas. Como tem sido isso aí, Diulia, nossa expert de design?

Diulia: É bem real. Acho que o Alê também deve compartilhar desse sentimento. A gente vinha de oportunidades de testes e validações mais disruptivas de inovação, de trazer soluções que saíam muito da caixinha, e isso mudou até a forma como a gente faz o discovery em muitos dos casos – a gente trazia momentos de ideação mais lúdicos, mais abertos, mais provocativos, para a gente poder sair bem do senso comum. E não é que agora a gente vai cair no senso comum, pelo contrário; mas é porque o foco deixa de ser… não em todos os casos – em alguns casos, ainda continua sendo relevante. Mas deixa de ser, em alguns casos, o encantamento, a solução mais inovadora de tudo, para ser a solução que vai resolver o problema da melhor maneira, mitigando o máximo de erros possível, trazendo mais eficiência, permitindo maior produtividade. Então, a gente começa a incorporar mais e mais esses termos, porque quando a gente constrói experiências, a gente pode construir (possibilidades) [00:01:25] mil, inclusive para poder melhorar a eficiência e a produtividade. Então, acho que isso foi incorporado na forma de pensar o design esse ano, e, consequentemente, na forma de pensar o produto também, de entender o que faz sentido priorizar, o que faz sentido entrar primeiro, o que vai gerar mais valor. Então, acho que as duas coisas caminharam muito juntas.

Pedro: Me corrijam – porque estou um pouco polêmico hoje, entregando algumas opiniões – mas a impressão que eu tive é que o discovery aproximou mais no escopo fechado. É esquisito falar isso, porque o discovery é justamente como se fosse a base do escopo aberto, mas eu sinto que a galera não quer começar um processo de discovery sem ter um mínimo de uma discussão prévia primeiro. Não começa com o problema 100% aberto mais – talvez nunca foi 100% aberto. Mas eu tinha essa impressão de que se fazia mais discovery no passado a partir de mais dúvidas, suposições mais amplas; e hoje parece que já se quer começar, mesmo no discovery – que é para refinar o problema – a partir de uma coisa um pouco mais concreta. Eu tive essa impressão ao longo desse ano.

Diulia: Eu acho que as empresas estão menos abertas a testar…

Pedro: No escuro, não é?

Diulia: É, no escuro de tudo. Acho que agora, cada vez mais, as áreas de negócio dentro da empresa têm tido que justificar uma iniciativa mais e mais. Então, a gente tem esse budget; esse budget é para X soluções. Por que a sua é relevante? Então, dentro das empresas, tem tido esse tipo de discussão – nem sempre acontecia. Em alguns casos, era meio que: “fulano disse que precisa, a gente tem orçamento, a gente tem condições, vamos fazer”, e depois via se realmente ia para a frente. Então, realmente teve um pouco mais de restrição nesse sentido, e acho que até na abordagem que a gente tinha. E aí falando de um recorte nosso, da dti: a gente sempre utilizou das técnicas de design thinking para poder orientar as técnicas de discovery, e a gente não está deixando de utilizar; mas agora a forma e o momento em que elas aparecem têm sido um pouco diferentes. Então, a gente tem atrelado com outras ferramentas de pesquisa e ferramentas de produto também, que ajudam a consolidar informações; e, em alguns casos, ao invés da gente puxar as ferramentas junto com os clientes, a gente faz perguntas mais diretas, mais objetivas, levanta informações e consolida através das ferramentas. Então, vai equilibrando e vai otimizando, inclusive, o tempo dos stakeholders, porque a gente sabe que, muitas das vezes, se a gente for só no que está ali na cabeça de cada um, que é um repertório que é super importante, mas se a gente não validar no mercado, se a gente não trouxer informações de outros meios, corre o risco da gente ter um todo que, em si, faz sentido, mas que não tem market fit. Então, o que a gente tem tentado fazer é diferenciar um pouco as formas como as informações chegam, para que, no final, a gente tenha um resultado mais consistente. E uma coisa que a gente fala – estava até conversando outro dia né Fernandinha – é sobre o papel dos pilares como um todo para ter um discovery mais multidisciplinar, para que o time esteja mais pronto para entrar em desenvolvimento assim que termina uma atividade de discovery. Então, não deixa de ser algo que o design vai puxar, que a pessoa de produto vai puxar, para ser uma tarefa do time cada vez mais. A gente já tinha falado que tinha que ser assim – não é que apareceu, nasceu isso.

Fernanda: Mas é isso que a gente estava falando antes: não que a gente não acreditava que deveria ser assim antes; mas o mercado trazer outros incentivos.

Diulia: Exatamente.

Pedro: Você colocou de uma maneira muito mais elegante do que eu, 100%. No início eu fiquei na dúvida, olhando para a cabeça do Alê, se ele estava concordando ou não. Concorda, Alê?

Alê: O que eu acho… até trazendo uma outra reflexão para essa conversa, acho que faz super sentido ter acontecido esse movimento, porque esse discovery que você descreveu, Pedro, tem muito a ver com buscar, talvez, até coisas que coisas que já são de inovação.

Pedro: Buscar problemas para resolver.

Alê: Isso, exatamente. Na verdade, problemas, tem; mas achar qual é a solução que vai atender o máximo dos problemas, ou até buscar uma coisa muito criativa. Como a gente está num momento onde a gente tem menos investimento, o foco está muito mais em resolver o problema – talvez não da melhor forma; mas resolver o mais rápido possível – e o que gera mais valor. Então, você vê esse movimento muito ligado até pela quantidade de inovação que as empresas estão buscando. Acho que a quantidade de inovação que se busca reduziu – as empresas estão, de fato, querendo resolver os problemas, sabem o que está doendo e querem resolver de forma muito pontual, e aí gera menos espaço para esse tipo de atuação.

Diulia: A gente, normalmente, sepra novas soluções entre soluções que são baseadas em problemas reais – ou seja, em dores que a gente vai buscar analgésicos para poder facilitar a rotina de quem quer que seja que está sentindo aquela dor – e soluções que são baseadas em oportunidades, e aí é um tiro um pouco mais no escuro. Pode ser que tenha aderência se as pessoas pensarem que aquilo dali pode encaixar de alguma forma na rotina delas, mas não necessariamente é baseado num problema. Para essas que são baseadas em oportunidade, fica um pouco mais restrito.

Pedro: Talvez o que foi minha percepção que fosse mudança no processo, na verdade, é a natureza das demandas que estavam vindo.

Pedro: A gente falou sobre o foco maior nas pessoas e também nas possíveis restrições para inovações disruptivas. Como tem sido isso aí, Diulia, nossa expert de design? Diulia: É bem real. Acho que o Alê também deve compartilhar desse sentimento. A gente vinha de oportunidades de testes e validações mais disruptivas de inovação, de trazer soluções que saíam muito da caixinha, e isso mudou até a forma como a gente faz o discovery em muitos dos casos – a gente trazia momentos de ideação mais lúdicos, mais abertos, mais provocativos, para a gente poder sair bem do senso comum. E não é que agora a gente vai cair no senso comum, pelo contrário; mas é porque o foco deixa de ser… não em todos os casos – em alguns casos, ainda continua sendo relevante. Mas deixa de ser, em alguns casos, o encantamento, a solução mais inovadora de tudo, para ser a solução que vai resolver o problema da melhor maneira, mitigando o máximo de erros possível, trazendo mais eficiência, permitindo maior produtividade. Então, a gente começa a incorporar mais e mais esses termos, porque quando a gente constrói experiências, a gente pode construir (possibilidades) [00:01:25] mil, inclusive para poder melhorar a eficiência e a produtividade. Então, acho que isso foi incorporado na forma de pensar o design esse ano, e, consequentemente, na forma de pensar o produto também, de entender o que faz sentido priorizar, o que faz sentido entrar primeiro, o que vai gerar mais valor. Então, acho que as duas coisas caminharam muito juntas. Pedro: Me corrijam – porque estou um pouco polêmico hoje, entregando algumas opiniões – mas a impressão que eu tive é que o discovery aproximou mais no escopo fechado. É esquisito falar isso, porque o discovery é justamente como se fosse a base do escopo aberto, mas eu sinto que a galera não quer começar um processo de discovery sem ter um mínimo de uma discussão prévia primeiro. Não começa com o problema 100% aberto mais – talvez nunca foi 100% aberto. Mas eu tinha essa impressão de que se fazia mais discovery no passado a partir de mais dúvidas, suposições mais amplas; e hoje parece que já se quer começar, mesmo no discovery – que é para refinar o problema – a partir de uma coisa um pouco mais concreta. Eu tive essa impressão ao longo desse ano. Diulia: Eu acho que as empresas estão menos abertas a testar… Pedro: No escuro, não é? Diulia: É, no escuro de tudo. Acho que agora, cada vez mais, as áreas de negócio dentro da empresa têm tido que justificar uma iniciativa mais e mais. Então, a gente tem esse budget; esse budget é para X soluções. Por que a sua é relevante? Então, dentro das empresas, tem tido esse tipo de discussão – nem sempre acontecia. Em alguns casos, era meio que: “fulano disse que precisa, a gente tem orçamento, a gente tem condições, vamos fazer”, e depois via se realmente ia para a frente. Então, realmente teve um pouco mais de restrição nesse sentido, e acho que até na abordagem que a gente tinha. E aí falando de um recorte nosso, da dti: a gente sempre utilizou das técnicas de design thinking para poder orientar as técnicas de discovery, e a gente não está deixando de utilizar; mas agora a forma e o momento em que elas aparecem têm sido um pouco diferentes. Então, a gente tem atrelado com outras ferramentas de pesquisa e ferramentas de produto também, que ajudam a consolidar informações; e, em alguns casos, ao invés da gente puxar as ferramentas junto com os clientes, a gente faz perguntas mais diretas, mais objetivas, levanta informações e consolida através das ferramentas. Então, vai equilibrando e vai otimizando, inclusive, o tempo dos stakeholders, porque a gente sabe que, muitas das vezes, se a gente for só no que está ali na cabeça de cada um, que é um repertório que é super importante, mas se a gente não validar no mercado, se a gente não trouxer informações de outros meios, corre o risco da gente ter um todo que, em si, faz sentido, mas que não tem market fit. Então, o que a gente tem tentado fazer é diferenciar um pouco as formas como as informações chegam, para que, no final, a gente tenha um resultado mais consistente. E uma coisa que a gente fala – estava até conversando outro dia né Fernandinha – é sobre o papel dos pilares como um todo para ter um discovery mais multidisciplinar, para que o time esteja mais pronto para entrar em desenvolvimento assim que termina uma atividade de discovery. Então, não deixa de ser algo que o design vai puxar, que a pessoa de produto vai puxar, para ser uma tarefa do time cada vez mais. A gente já tinha falado que tinha que ser assim – não é que apareceu, nasceu isso. Fernanda: Mas é isso que a gente estava falando antes: não que a gente não acreditava que deveria ser assim antes; mas o mercado trazer outros incentivos. Diulia: Exatamente. Pedro: Você colocou de uma maneira muito mais elegante do que eu, 100%. No início eu fiquei na dúvida, olhando para a cabeça do Alê, se ele estava concordando ou não. Concorda, Alê? Alê: O que eu acho… até trazendo uma outra reflexão para essa conversa, acho que faz super sentido ter acontecido esse movimento, porque esse discovery que você descreveu, Pedro, tem muito a ver com buscar, talvez, até coisas que coisas que já são de inovação. Pedro: Buscar problemas para resolver. Alê: Isso, exatamente. Na verdade, problemas, tem; mas achar qual é a solução que vai atender o máximo dos problemas, ou até buscar uma coisa muito criativa. Como a gente está num momento onde a gente tem menos investimento, o foco está muito mais em resolver o problema – talvez não da melhor forma; mas resolver o mais rápido possível – e o que gera mais valor. Então, você vê esse movimento muito ligado até pela quantidade de inovação que as empresas estão buscando. Acho que a quantidade de inovação que se busca reduziu – as empresas estão, de fato, querendo resolver os problemas, sabem o que está doendo e querem resolver de forma muito pontual, e aí gera menos espaço para esse tipo de atuação. Diulia: A gente, normalmente, sepra novas soluções entre soluções que são baseadas em problemas reais – ou seja, em dores que a gente vai buscar analgésicos para poder facilitar a rotina de quem quer que seja que está sentindo aquela dor – e soluções que são baseadas em oportunidades, e aí é um tiro um pouco mais no escuro. Pode ser que tenha aderência se as pessoas pensarem que aquilo dali pode encaixar de alguma forma na rotina delas, mas não necessariamente é baseado num problema. Para essas que são baseadas em oportunidade, fica um pouco mais restrito. Pedro: Talvez o que foi minha percepção que fosse mudança no processo, na verdade, é a natureza das demandas que estavam vindo.

Descrição

Este conteúdo é um corte do nosso episódio: “#240 - Previsões ágeis: o que realmente virou tendência - Parte ll”. 

Nele, Fernanda Vieira, Head de Engenharia e Alexandre Loriggio, Líder do Chapter de Produto, ambos da dti digital, falam sobre a maneira como a inovação e os testes diruptivos estão sendo aceitos dentro do negócio. Além disso, também refletem sobre como o momento pede mais justificativas reais para implementação de ferramentas. Ficou curioso? Então, dá o play e confira! 

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