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os agilistas

O fator humano vai te obrigar a ser flexível

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DIULIA: Um pouco nisso que você comentou sobre o fato de que as ferramentas do dia a dia mudam, as boas práticas acabam mudando também. Você mesmo comentou que já tem um bom tempo de caminhada, uma boa trajetória dentro da tecnologia. Você consegue citar alguns pontos de, na hora da aplicação, que são pontos que normalmente as pessoas escorregam tentando lidar com as metodologias, seja porque tem dificuldade de adaptar o processo, seja porque, às vezes, não entendeu o conceito mesmo. O que você já conseguiu observar por aí? 

Josias: Tem algumas coisas que se repetem assim. Acho que a primeira delas é, por exemplo, a maturidade de design das empresas. Entender que cada empresa vai estar em um nível de maturidade a respeito do design de forma diferente. Por que eu falo do design especificamente? Porque ele está lá no início do processo, no caráter de exploração. Ter consciência sobre a maturidade organizacional de design ajuda muito nesse processo. Por exemplo, tem empresa que acredita que design é sobre desenhar telas mais bonitas. E está tudo bem, porque esse é um nível de maturidade do processo. Tem empresas que entendem que o design pode ser uma ferramenta estratégica e superimportante para ir a fundo em uma questão que é relacionada a comportamentos de consumidor e esse é um outro nível estratégico do design. Tem o outro lado também das pessoas que fazem cursos e eu já vi isso acontecer, uma pessoa que participou de um determinado curso e ela saiu do curso e ela queria aplicar a design sprint exatamente como a design sprint era, exatamente como estava escrito que era para fazer e ela ficou muito frustrada porque o tempo que a empresa deu para ela fazer a solução era menor do que ela tinha previsto. “Não, mas não foi assim que eu aprendi. Eu aprendi diferente”. E, às vezes, a gente precisa adaptar isso. Eventualmente, você vai chegar em uma empresa que vai ter mais tempo para fazer alguma coisa. Em outros casos você tem outras tarefas que elas vão ter um tempo menor. Não é por causa disso que eu vou jogar o método fora, mas é que dentro do tempo que eu tenho, com o espaço que eu tenho, o que eu posso fazer para estruturar isso aqui da melhor forma? Para utilizar a metodologia como uma ferramenta e não como uma muleta para eu arranjar alguma desculpa para não fazer alguma coisa ou para não seguir alguma coisa. Quanto tempo eu tenho? Eu tenho dois dias. O que dá para fazer em dois dias? Dá para fazer isso e isso. Bom, então vamos fazer da melhor forma isso aqui. O que a gente pode fazer agora? O que a gente pode fazer depois? E alinhar isso com as pessoas. Então, eu acho que tem tanto o lado das empresas de entenderem a sua própria maturidade, terem consciência disso e quererem evoluir para tornar-se um ambiente também mais evolutivo para as próprias pessoas que estão lá. Quanto as pessoas que vão aprender alguma coisa, algum método novo, algum jeito novo de fazer a coisa e entender que aquilo ali é uma sugestão, aquilo ali é algo para você se inspirar e não simplesmente para sair copiando exatamente como foi dito. Claro que pode funcionar, mas é que, na realidade, na grande maioria das vezes, não é assim que funciona exatamente, sabe? 

DIULIA: Com certeza. Eu acho que se fica uma lição é de a gente conseguir focar muito mais no problema que a gente tem de fato do que nos passos ali. A gente aqui dentro da dti sentia muita falta, isso sim, sei lá, oito anos atrás. A gente sentia muita falta de conseguir, de alguma maneira, entender melhor os problemas e o primeiro caminho que a gente encontrou foi estudando muito a própria IAs, o design sprint, mas logo nas primeiras tentativas já deu para, justamente, perceber o que você está comentando, Josias, que assim quando a gente coloca o elemento humano no meio do caminho e entendendo que a gente lida com problemas complexos, vai ter etapa que vai precisar de mais tempo, vai ter etapa que vai precisar de menos tempo, vai ter coisa que vai ser dividida em vários pequenos passos para a gente poder conseguir ter profundidade. Então, ao longo do tempo a gente foi aprendendo, acima de tudo, fazer um bom levantamento de qual que era a necessidade do contexto, para a gente poder adaptar os processos, adaptar as metodologias para o cenário. E não tentar encaixar a todo custo, o cenário naquela metodologia que já tem os passos todos bonitinhos, todos determinados, porque a gente não vive no vácuo. Tem vários elementos para a gente considerar normalmente. 

DIULIA: Um pouco nisso que você comentou sobre o fato de que as ferramentas do dia a dia mudam, as boas práticas acabam mudando também. Você mesmo comentou que já tem um bom tempo de caminhada, uma boa trajetória dentro da tecnologia. Você consegue citar alguns pontos de, na hora da aplicação, que são pontos que normalmente as pessoas escorregam tentando lidar com as metodologias, seja porque tem dificuldade de adaptar o processo, seja porque, às vezes, não entendeu o conceito mesmo. O que você já conseguiu observar por aí?  Josias: Tem algumas coisas que se repetem assim. Acho que a primeira delas é, por exemplo, a maturidade de design das empresas. Entender que cada empresa vai estar em um nível de maturidade a respeito do design de forma diferente. Por que eu falo do design especificamente? Porque ele está lá no início do processo, no caráter de exploração. Ter consciência sobre a maturidade organizacional de design ajuda muito nesse processo. Por exemplo, tem empresa que acredita que design é sobre desenhar telas mais bonitas. E está tudo bem, porque esse é um nível de maturidade do processo. Tem empresas que entendem que o design pode ser uma ferramenta estratégica e superimportante para ir a fundo em uma questão que é relacionada a comportamentos de consumidor e esse é um outro nível estratégico do design. Tem o outro lado também das pessoas que fazem cursos e eu já vi isso acontecer, uma pessoa que participou de um determinado curso e ela saiu do curso e ela queria aplicar a design sprint exatamente como a design sprint era, exatamente como estava escrito que era para fazer e ela ficou muito frustrada porque o tempo que a empresa deu para ela fazer a solução era menor do que ela tinha previsto. “Não, mas não foi assim que eu aprendi. Eu aprendi diferente”. E, às vezes, a gente precisa adaptar isso. Eventualmente, você vai chegar em uma empresa que vai ter mais tempo para fazer alguma coisa. Em outros casos você tem outras tarefas que elas vão ter um tempo menor. Não é por causa disso que eu vou jogar o método fora, mas é que dentro do tempo que eu tenho, com o espaço que eu tenho, o que eu posso fazer para estruturar isso aqui da melhor forma? Para utilizar a metodologia como uma ferramenta e não como uma muleta para eu arranjar alguma desculpa para não fazer alguma coisa ou para não seguir alguma coisa. Quanto tempo eu tenho? Eu tenho dois dias. O que dá para fazer em dois dias? Dá para fazer isso e isso. Bom, então vamos fazer da melhor forma isso aqui. O que a gente pode fazer agora? O que a gente pode fazer depois? E alinhar isso com as pessoas. Então, eu acho que tem tanto o lado das empresas de entenderem a sua própria maturidade, terem consciência disso e quererem evoluir para tornar-se um ambiente também mais evolutivo para as próprias pessoas que estão lá. Quanto as pessoas que vão aprender alguma coisa, algum método novo, algum jeito novo de fazer a coisa e entender que aquilo ali é uma sugestão, aquilo ali é algo para você se inspirar e não simplesmente para sair copiando exatamente como foi dito. Claro que pode funcionar, mas é que, na realidade, na grande maioria das vezes, não é assim que funciona exatamente, sabe?  DIULIA: Com certeza. Eu acho que se fica uma lição é de a gente conseguir focar muito mais no problema que a gente tem de fato do que nos passos ali. A gente aqui dentro da dti sentia muita falta, isso sim, sei lá, oito anos atrás. A gente sentia muita falta de conseguir, de alguma maneira, entender melhor os problemas e o primeiro caminho que a gente encontrou foi estudando muito a própria IAs, o design sprint, mas logo nas primeiras tentativas já deu para, justamente, perceber o que você está comentando, Josias, que assim quando a gente coloca o elemento humano no meio do caminho e entendendo que a gente lida com problemas complexos, vai ter etapa que vai precisar de mais tempo, vai ter etapa que vai precisar de menos tempo, vai ter coisa que vai ser dividida em vários pequenos passos para a gente poder conseguir ter profundidade. Então, ao longo do tempo a gente foi aprendendo, acima de tudo, fazer um bom levantamento de qual que era a necessidade do contexto, para a gente poder adaptar os processos, adaptar as metodologias para o cenário. E não tentar encaixar a todo custo, o cenário naquela metodologia que já tem os passos todos bonitinhos, todos determinados, porque a gente não vive no vácuo. Tem vários elementos para a gente considerar normalmente. 

Descrição

Este conteúdo é um corte do nosso episódio: “#222 - Até onde vai o apego à metodologia? com Josias Oliveira”.

Nele, Diulia Almada, nossa host e Josias Oliveira, Head de Produto e Design da Embraer, conversam sobre como as pessoas, às vezes, tentam encaixar a todo custo em seus cenários exatamente o que diz a literatura e acabam se frustrando. Ficou curioso? Então, dá o play!

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