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os agilistas

O medo de errar freia a geração de valor

O medo de errar freia a geração de valor

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SZUSTER: Porque, assim, veja o que nós estamos falando aqui até agora, né? Que esse medo de errar das pessoas, seja por que motivo for, mas esse medo de errar que você tem somado aos incentivos da corporação, plano de carreira, o que seja que você também vai ter medo de errar e manchar a sua reputação, somado a essa cultura de planejamento, que acha que você resolve tudo no planejamento, tudo isso pode, na verdade, gerar inação dos times, das equipes, das pessoas, justamente para poder se protegerem. E eu fico pensando assim, por que eu falei antes de prosseguir? Porque a gente tinha que fazer um alerta muito grande esse mês, né? Porque a gente sempre fala que o ouvinte é aquele que quer transformar a sua empresa, porque isso não é desprezível, tanto que a cultura da empresa, a estrutura da empresa, ela pode de fato atrapalhar nisso, sabe? Por exemplo, vocês estão falando aí que sejamos descomplicados e avancemos aos poucos. A coisa que a gente sabe que é dificílima é um cliente aceitar bem o conceito de débito técnico, vocês concordam com isso? Aceitar bem mesmo, sabe? Você vai gerando débito e vai pagando. É difícil do cara não ficar com aquela pontinha de achar que isso é uma incompetência, sabe? E que alguém tinha que ter visto aquilo, que sempre o cara: “É, se fosse alguém aqui”; aí vem esse negócio: “Se fosse alguém que soubesse mesmo”; não tinha esse débito, sabe? 

FELIPE RABELO: É, e normalmente no primeiro incidente, vamos dizer, o sistema ficou fora do ar 15 minutos: “Tá vendo? Olha lá, as dívidas técnicas, isso foi porque não planejou direito, né?”; e aí volta, parece, assim, que quando começa a ter uma flexibilização em relação a essa forma de atuação um pouco mais ágil, na primeira vez que isso ali é testado, porque mudar a cultura é muito difícil, se volta a situação de conforto ali, que é: “Não, vamos planejar aqui, vamos para a prancheta, fazer um blueprint”; e tudo mais. 

SZUSTER: É, porque eu falo assim, a antítese desse … é o próprio será, gente, sabe? Se você pensar, o será já é um convite a você não ficar estagnado ali, que é partir de uma posição mais de humildade, ser mais evolutivo. 

Vinícius: Acho que conversa um pouco com o que eu falei antes, eu acho que de fato é um problema muito sério, assim, como que você encara a natureza da coisa, sabe? Porque, assim, pensa bem se você for analisar mesmo um negócio digital, o nível de incerteza, ele é quase por definição enorme. Então, por exemplo, você tem decisões que você tem, tipo assim, você tem um negócio muitas vezes que já está gerando caixa, versus, você pensa assim: “Mas quanto tempo vai durar isso aqui, eu não sei, eu tenho que continuar inovando?”; então, no fundo, você tem que tomar várias decisões ali que você não consegue ter aquela resposta exata, tipo assim: “Achei a solução perfeita”; e normalmente, quando você está fazendo essa análise extensiva mais do que deveria, é em uma tentativa de encarar o problema até como se fosse um problema transacional, um problema finito, não é um problema finito, tipo assim, você não sabe necessariamente o que vai vir depois. Então, tem até aquela coisa, aquela questão, aquela lei dos diminishing returns, chega num ponto lá que você não tem mais ganho com aquilo ali, entendeu? Então, no fundo, é sempre uma aposta do curto prazo versus o longo prazo, e você tem que ficar, você tem que aceitar que tem uma incerteza inerente e que é um jogo infinito, sabe, entendeu? Assim, e aí, na verdade você tem que fazer alguma coisa, não tem opção. 

SZUSTER: Vinição, você me lembrou, eu lembro que isso é desde a minha época lá na LATAM, sabe? Às vezes eu chegava para o pessoal, fazia um gráfico, assim, de quanto valia a pena pensar com o tempo, sabe? Porque o cara ficava ofendido, achando que você queria que ele, eu falei: “Cara, não é que não vale a pena pensar, mas vai caindo o retorno, sabe? Não é que você sai fazendo de qualquer jeito”; que eu acho engraçado, cara, isso foi uma coisa, o ser humano vive muito nos extremos, já viu? “Então, já que eu não posso pensar, então vou fazer de qualquer jeito”. 

Vinícius: É, exatamente. 

SZUSTER: Agilismo não é avacalhação, assim, tem que ter método, tem que ter estudo antes de iniciar as coisas também. 

Vinícius: É, isso é muito curioso, essa dificuldade que a gente tem em transitar entre esses dois mundos. 

SZUSTER: Porque, assim, veja o que nós estamos falando aqui até agora, né? Que esse medo de errar das pessoas, seja por que motivo for, mas esse medo de errar que você tem somado aos incentivos da corporação, plano de carreira, o que seja que você também vai ter medo de errar e manchar a sua reputação, somado a essa cultura de planejamento, que acha que você resolve tudo no planejamento, tudo isso pode, na verdade, gerar inação dos times, das equipes, das pessoas, justamente para poder se protegerem. E eu fico pensando assim, por que eu falei antes de prosseguir? Porque a gente tinha que fazer um alerta muito grande esse mês, né? Porque a gente sempre fala que o ouvinte é aquele que quer transformar a sua empresa, porque isso não é desprezível, tanto que a cultura da empresa, a estrutura da empresa, ela pode de fato atrapalhar nisso, sabe? Por exemplo, vocês estão falando aí que sejamos descomplicados e avancemos aos poucos. A coisa que a gente sabe que é dificílima é um cliente aceitar bem o conceito de débito técnico, vocês concordam com isso? Aceitar bem mesmo, sabe? Você vai gerando débito e vai pagando. É difícil do cara não ficar com aquela pontinha de achar que isso é uma incompetência, sabe? E que alguém tinha que ter visto aquilo, que sempre o cara: “É, se fosse alguém aqui”; aí vem esse negócio: “Se fosse alguém que soubesse mesmo”; não tinha esse débito, sabe?  FELIPE RABELO: É, e normalmente no primeiro incidente, vamos dizer, o sistema ficou fora do ar 15 minutos: “Tá vendo? Olha lá, as dívidas técnicas, isso foi porque não planejou direito, né?”; e aí volta, parece, assim, que quando começa a ter uma flexibilização em relação a essa forma de atuação um pouco mais ágil, na primeira vez que isso ali é testado, porque mudar a cultura é muito difícil, se volta a situação de conforto ali, que é: “Não, vamos planejar aqui, vamos para a prancheta, fazer um blueprint”; e tudo mais.  SZUSTER: É, porque eu falo assim, a antítese desse … é o próprio será, gente, sabe? Se você pensar, o será já é um convite a você não ficar estagnado ali, que é partir de uma posição mais de humildade, ser mais evolutivo.  Vinícius: Acho que conversa um pouco com o que eu falei antes, eu acho que de fato é um problema muito sério, assim, como que você encara a natureza da coisa, sabe? Porque, assim, pensa bem se você for analisar mesmo um negócio digital, o nível de incerteza, ele é quase por definição enorme. Então, por exemplo, você tem decisões que você tem, tipo assim, você tem um negócio muitas vezes que já está gerando caixa, versus, você pensa assim: “Mas quanto tempo vai durar isso aqui, eu não sei, eu tenho que continuar inovando?”; então, no fundo, você tem que tomar várias decisões ali que você não consegue ter aquela resposta exata, tipo assim: “Achei a solução perfeita”; e normalmente, quando você está fazendo essa análise extensiva mais do que deveria, é em uma tentativa de encarar o problema até como se fosse um problema transacional, um problema finito, não é um problema finito, tipo assim, você não sabe necessariamente o que vai vir depois. Então, tem até aquela coisa, aquela questão, aquela lei dos diminishing returns, chega num ponto lá que você não tem mais ganho com aquilo ali, entendeu? Então, no fundo, é sempre uma aposta do curto prazo versus o longo prazo, e você tem que ficar, você tem que aceitar que tem uma incerteza inerente e que é um jogo infinito, sabe, entendeu? Assim, e aí, na verdade você tem que fazer alguma coisa, não tem opção.  SZUSTER: Vinição, você me lembrou, eu lembro que isso é desde a minha época lá na LATAM, sabe? Às vezes eu chegava para o pessoal, fazia um gráfico, assim, de quanto valia a pena pensar com o tempo, sabe? Porque o cara ficava ofendido, achando que você queria que ele, eu falei: “Cara, não é que não vale a pena pensar, mas vai caindo o retorno, sabe? Não é que você sai fazendo de qualquer jeito”; que eu acho engraçado, cara, isso foi uma coisa, o ser humano vive muito nos extremos, já viu? “Então, já que eu não posso pensar, então vou fazer de qualquer jeito”.  Vinícius: É, exatamente.  SZUSTER: Agilismo não é avacalhação, assim, tem que ter método, tem que ter estudo antes de iniciar as coisas também.  Vinícius: É, isso é muito curioso, essa dificuldade que a gente tem em transitar entre esses dois mundos. 

Descrição

Este conteúdo é um corte do nosso episódio: “#171 - Planejamento sem ação é estagnação”.

Nele, Fernanda Vieira, da dti digital e Felipe Rabelo, refletem junto com nossos hosts sobre como o medo de errar e a cultura do planejamento sem ação pode atrapalhar o desenvolvimento do time. Eles também falam sobre o conceito de débito técnico dentro de rotinas ágeis. Ficou curioso? Então, dá o play!

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