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os agilistas

Os ambientes atuais estão mais complexos?

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Marcelo: Como você descreveria como esse ambiente foi se tornando mais complexo com o passar do tempo? E é até uma pergunta já, porque a gente conhece pouco. Hoje, está muito mais complexo mesmo do que era, um ambiente muito mais difícil de lidar? Como foi essa evolução ao longo do tempo? 

Rogério: Eu acho que é assim, Marcelo, a complexidade na indústria automobilística, vamos partir do princípio de desenvolvimento de produtos, de conceitos. Antigamente, a gente falava de dez, 15 anos de desenvolvimento, desde a ideia até a entrada de uma plataforma nova de veículos. Isso lá para a década de 70, vai indo para aí, aí você joga para a década de 80. Isso, cada vez, você vai reduzindo esse prazo, então o mercado começa a reduzir esse prazo. Então você começa a verificar a complexidade ali, a forma de como você faz esse desenvolvimento, essa complexidade. Então, entra desde o conceito que você pensava entre funcional, uma coisa dedicada, uma coisa que, apesar que era padrão, vamos dizer assim, aquela coisa em massa, você ainda pensava um pouco individualizado, um pouco setorizado, e era uma coisa que você precisava desenvolver sem ter uma sinergia, uma base de referência que você pudesse replicar rapidamente. Aí depois veio os conceitos modulares que você começa a acelerar esse ponto. Então, a complexidade começa ali, a forma de como você muda esse pensamento e a forma como a organização se adapta, se adequa a isso. Então, à medida que você passa de tempos em tempos, de geração em geração, você vê essa dinâmica acontecendo; e o mercado puxa isso muito. O que acontece? Como começou a aumentar, vamos dizer, mais a complexidade? Hoje, você fala de carro sendo produzido em dois anos, um ano e meio, ou menos que isso, uma plataforma, não é? Porque começa nesse conceito modular, tanto na forma de produto, de componentes, como uma forma de organização ou uma forma entre cadeias de fornecedores e clientes, então você tem essas parcerias. E a digitalização, quando você entra com essa parte, vou fazer só um link; não somente a digitalização, mas tem outros fatores. Você vê a velocidade que vem a parte da tecnologia. Ela começa a ter uma velocidade exponencial que eu acho que vocês conhecem aí do mercado, e começa a tornar-se mais acessível, vamos dizer, no mercado. Mesmo para a indústria de grande porte, multinacional que tinha esse conhecimento, você entra com novos players no mercado, novos concorrentes no mercado que você não vê. Por exemplo, antigamente ninguém pensava em Tesla, ninguém pensava em Google fazendo carro autônomo, Huawei entrando na parte automotiva. Então, você vê essa pressão no mercado fazendo no setor automobilístico, e até a mudança de comportamento. Você vê a mudança de comportamento do consumidor. Isso também traz um fator que é um mundo de complexidade que você tem que se adaptar, e você tem que se adaptar rapidamente a isso. Então, a forma de gerir; então imagina em uma indústria multinacional que você tem mais, mundialmente você tem, sei lá, 50 mil, mais do que 50 mil funcionários, você tem 100 mil, depende dos lugares, 67 mil funcionários, você tem ainda; a maioria ainda é um pouco mais voltada, assim, para o conservador; mas eu não diria assim, meio conservador, meio tradicional. E para você girar essa transformação comparado com as indústrias de TI, de softwares ou mesmo essas novas indústrias que são mais flexíveis, entre aspas, você tem que girar isso de uma forma rápida numa empresa multinacional, é tirar essa complexidade dessa coisa rígida e tornar-se mais flexível. Aí você começa a entrar; a primeira complexidade que você entra é nesse choque que a gente chama de choque de cultura entre o padrão tradicional com essa ideia de inovação. Tem até um palavrão teórico que ele chama de ambidestria, então você tem um ambiente ambidestro entre como você atua com esse segmento de inovação, não somente estrutural, não somente de processo, mas também cultural, com o segmento padrão que você já tinha enraizado. E você vê na indústria automobilística, agora eles estão tentando renovar as gerações, mas você vê uma média de idade ainda um pouco centrada. Assim, está vindo desde os baby boomers, está entrando agora a grande parte dos milênios, agora vem a geração Z que eles chamam. Então, você vê esse contraste dentro da montadora, vê essa dinâmica e a montadora; e as autopeças também têm que se adequar a esse tipo de, vamos dizer assim, de mudança. Então essa complexidade cabe ali, não é? Então não é uma coisa simples de comentar, Marcelo, Vinicius. 

Marcelo: Como você descreveria como esse ambiente foi se tornando mais complexo com o passar do tempo? E é até uma pergunta já, porque a gente conhece pouco. Hoje, está muito mais complexo mesmo do que era, um ambiente muito mais difícil de lidar? Como foi essa evolução ao longo do tempo?  Rogério: Eu acho que é assim, Marcelo, a complexidade na indústria automobilística, vamos partir do princípio de desenvolvimento de produtos, de conceitos. Antigamente, a gente falava de dez, 15 anos de desenvolvimento, desde a ideia até a entrada de uma plataforma nova de veículos. Isso lá para a década de 70, vai indo para aí, aí você joga para a década de 80. Isso, cada vez, você vai reduzindo esse prazo, então o mercado começa a reduzir esse prazo. Então você começa a verificar a complexidade ali, a forma de como você faz esse desenvolvimento, essa complexidade. Então, entra desde o conceito que você pensava entre funcional, uma coisa dedicada, uma coisa que, apesar que era padrão, vamos dizer assim, aquela coisa em massa, você ainda pensava um pouco individualizado, um pouco setorizado, e era uma coisa que você precisava desenvolver sem ter uma sinergia, uma base de referência que você pudesse replicar rapidamente. Aí depois veio os conceitos modulares que você começa a acelerar esse ponto. Então, a complexidade começa ali, a forma de como você muda esse pensamento e a forma como a organização se adapta, se adequa a isso. Então, à medida que você passa de tempos em tempos, de geração em geração, você vê essa dinâmica acontecendo; e o mercado puxa isso muito. O que acontece? Como começou a aumentar, vamos dizer, mais a complexidade? Hoje, você fala de carro sendo produzido em dois anos, um ano e meio, ou menos que isso, uma plataforma, não é? Porque começa nesse conceito modular, tanto na forma de produto, de componentes, como uma forma de organização ou uma forma entre cadeias de fornecedores e clientes, então você tem essas parcerias. E a digitalização, quando você entra com essa parte, vou fazer só um link; não somente a digitalização, mas tem outros fatores. Você vê a velocidade que vem a parte da tecnologia. Ela começa a ter uma velocidade exponencial que eu acho que vocês conhecem aí do mercado, e começa a tornar-se mais acessível, vamos dizer, no mercado. Mesmo para a indústria de grande porte, multinacional que tinha esse conhecimento, você entra com novos players no mercado, novos concorrentes no mercado que você não vê. Por exemplo, antigamente ninguém pensava em Tesla, ninguém pensava em Google fazendo carro autônomo, Huawei entrando na parte automotiva. Então, você vê essa pressão no mercado fazendo no setor automobilístico, e até a mudança de comportamento. Você vê a mudança de comportamento do consumidor. Isso também traz um fator que é um mundo de complexidade que você tem que se adaptar, e você tem que se adaptar rapidamente a isso. Então, a forma de gerir; então imagina em uma indústria multinacional que você tem mais, mundialmente você tem, sei lá, 50 mil, mais do que 50 mil funcionários, você tem 100 mil, depende dos lugares, 67 mil funcionários, você tem ainda; a maioria ainda é um pouco mais voltada, assim, para o conservador; mas eu não diria assim, meio conservador, meio tradicional. E para você girar essa transformação comparado com as indústrias de TI, de softwares ou mesmo essas novas indústrias que são mais flexíveis, entre aspas, você tem que girar isso de uma forma rápida numa empresa multinacional, é tirar essa complexidade dessa coisa rígida e tornar-se mais flexível. Aí você começa a entrar; a primeira complexidade que você entra é nesse choque que a gente chama de choque de cultura entre o padrão tradicional com essa ideia de inovação. Tem até um palavrão teórico que ele chama de ambidestria, então você tem um ambiente ambidestro entre como você atua com esse segmento de inovação, não somente estrutural, não somente de processo, mas também cultural, com o segmento padrão que você já tinha enraizado. E você vê na indústria automobilística, agora eles estão tentando renovar as gerações, mas você vê uma média de idade ainda um pouco centrada. Assim, está vindo desde os baby boomers, está entrando agora a grande parte dos milênios, agora vem a geração Z que eles chamam. Então, você vê esse contraste dentro da montadora, vê essa dinâmica e a montadora; e as autopeças também têm que se adequar a esse tipo de, vamos dizer assim, de mudança. Então essa complexidade cabe ali, não é? Então não é uma coisa simples de comentar, Marcelo, Vinicius. 

Descrição

Este conteúdo é um corte do nosso episódio: “#250 - A mentalidade ágil aplicada aos produtos físicos”.

Nele, Rogério Nakamura, North and Latin America Head of Lean na SEG Automotive, faz uma reflexão sobre como os ambientes se tornam mais complexos e dos desafios culturais que muitas empresas ainda precisam enfrentar para inovar. Ficou curioso? Então, dá o play!

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