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os agilistas

Os “especialistas” da internet e como eles afetam a saúde humana

Os “especialistas” da internet e como eles afetam a saúde humana

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Diulia: A forma como trazem as informações estão cada vez mais muito pelo engajamento. Então, você vai ver o título, está extremamente distorcido. Quando você vai ler a reportagem, você fala, “não, espera aí”.  

Szuster: É irritante, né? Você sempre parece ser a trouxa, né?  

Diulia: Aham.  

Szuster: Você clica lá. É o tal do surveillance capitalism, que esse capitalismo, assim, o tempo todo o modelo de negócio da internet toda é capturar a sua atenção. E usar toda a falha que estiver no seu cérebro para isso, né?  

Vinícius: É usar seus pontos fracos.  

Szuster: Tudo que puder usar, né? Aí fica lá, você fica lá igual a um trouxa, por isso que eu falo assim, como a gente não consegue lutar contra isso, eu sou radical, eu prefiro não ficar exposto a isso, entendeu? Eu fico tentando me expor controladamente a isso, porque não adianta você pensar assim, ah, eu tomo cuidado, você não toma, entendeu? Se você entrar num tanto de grupo, num tanto de coisa, você é capturado porque a gente cai na armadilha. 

Vinícius: Eu estou cada vez mais assim também. Eu estava lendo, por exemplo, que eu já tinha lido, porque eu gosto de ver algumas entrevistas do Harari, por exemplo, ele é autor, né? Ele, por exemplo, ele não tem celular. Aquele ator, eu esqueci o nome dele. 

Szuster: Não tem celular, bicho? Só que só tem, não deve ter um telefone sem ser Smart, ou nem? 

Vinícius: Não, ele tem, tipo assim, o marido dele tem o celular. 

Szuster: Então ele sacaneia com o marido dele.  

Vinícius: Ele até explicou, ele falou que precisa, ele até brincou, falou assim, eu sou muito privilegiado porque eu realmente não preciso de ter, acho que eles até falaram, ser escravo disso, entendeu? Ter um chefe que é o meu celular. Aí ele não tem, aquele ator, eu esqueci o nome dele, que fez o Oppenheimer, o Peaky Blinders, por exemplo, ele não tem também. Eu acho que foi o Harari mesmo que falou que se chegasse a uma civilização alienígena aqui na terra e perguntasse assim para eles: “qual é o ser dominante?”, aí ele falava: “o celular”. Tem gente que tem mais de um. É dominante. Mas assim, eu acho até que tem alguns movimentos de correção, dá para ser minimamente otimista, mas eu não acho que vai ser ano que vem ainda. Por exemplo, você vê que quando cai na grande mídia essas coisas, você vê que está chegando, está batendo na porta. Acho que foi no final de semana passado, eu vi que estava passando uma reportagem no Fantástico sobre saúde mental infantil, por causa de uso excessivo de celular, falando que várias empresas, várias pessoas estavam fazendo ações coletivas lá nos Estados Unidos contra algumas empresas para reduzir, para ter mais controle sobre isso. E, igual o Szuster falou, só para tentar também ter uma visão um pouquinho também que pode, igual ele falou, é muito imprevisível, eu concordo. Tem algumas coisas que parecem que estão melhorando um pouquinho, talvez não no sentido de ter um capitalismo talvez melhor, mas pensando em curto prazo do que a gente está conversando aqui em investimentos e tal. Os juros ainda estão muito altos, mas teve movimentos de redução, tanto aqui quanto nos Estados Unidos. Então pode ser que essa sequência, seja um pouco mais promissora, o pessoal invista mais. Espero que comecem a investir com mais sabedoria também, embora eu acho que é meio.  

Szuster: Fala assim, eu acho que não vai voltar ao que era, parece que é absurdo.  

Vinícius: Mas o que era também era muito distorcido.  

Szuster: O que era talvez fosse uma distorção mesmo, mas a necessidade de investir não acaba, porque justamente por causa disso. Os negócios continuam super ameaçados e cheio de incertezas. Você não pode também só cruzar o braço e ficar quieto. 

Diulia: É. Tem o livro Design para o Mundo Complexo, do Rafael Cardoso, ele traz um questionamento, que é tipo, o que pesa mais? É a tradição, ou é o desejo, é a informação, é a inovação? E ele vai trazendo uma reflexão sobre como que a gente utiliza coisas do passado para poder fazer as coisas para o futuro e como que para você se manter a mesma coisa você necessariamente tem que se movimentar, porque se você não se movimentar, você já passa a ser só uma parte de algo do passado, assim, né? Vai surgindo coisas novas ao redor e você vai ficando para trás. Então, até para empresas. 

Szuster: É tipo eu mesmo que falei agora.  

Diulia: Quando a gente fala de empresas mais tradicionais e que a gente fala até, por exemplo, de grandes concessionárias de energia ou, enfim, empresas que têm um negócio muito estabelecido, que é aquilo hoje, era aquilo ontem, vai ser aquilo grande parte de amanhã, mas ainda assim precisa ter alguma alteração para poder se adaptar para o novo cenário e ter a mesma relevância que elas tinham. Então acho que isso é uma coisa que traz essa necessidade da inovação, assim, por mais que seja incremental, por mais que as pessoas ainda tenham medo, que talvez não vão abrir mão de, né, assim, colocar aquele dinheiro ali num lugar seguro, que vai render uns juros bacana e tal, mas aquela, a inovação voltado para as empresas, né, ela precisa acontecer, nem que seja para poder assim, manter a velocidade, manter o dia a dia. 

Pedro Rangel: Para existir, né? 

Diulia: A forma como trazem as informações estão cada vez mais muito pelo engajamento. Então, você vai ver o título, está extremamente distorcido. Quando você vai ler a reportagem, você fala, “não, espera aí”.   Szuster: É irritante, né? Você sempre parece ser a trouxa, né?   Diulia: Aham.   Szuster: Você clica lá. É o tal do surveillance capitalism, que esse capitalismo, assim, o tempo todo o modelo de negócio da internet toda é capturar a sua atenção. E usar toda a falha que estiver no seu cérebro para isso, né?   Vinícius: É usar seus pontos fracos.   Szuster: Tudo que puder usar, né? Aí fica lá, você fica lá igual a um trouxa, por isso que eu falo assim, como a gente não consegue lutar contra isso, eu sou radical, eu prefiro não ficar exposto a isso, entendeu? Eu fico tentando me expor controladamente a isso, porque não adianta você pensar assim, ah, eu tomo cuidado, você não toma, entendeu? Se você entrar num tanto de grupo, num tanto de coisa, você é capturado porque a gente cai na armadilha.  Vinícius: Eu estou cada vez mais assim também. Eu estava lendo, por exemplo, que eu já tinha lido, porque eu gosto de ver algumas entrevistas do Harari, por exemplo, ele é autor, né? Ele, por exemplo, ele não tem celular. Aquele ator, eu esqueci o nome dele.  Szuster: Não tem celular, bicho? Só que só tem, não deve ter um telefone sem ser Smart, ou nem?  Vinícius: Não, ele tem, tipo assim, o marido dele tem o celular.  Szuster: Então ele sacaneia com o marido dele.   Vinícius: Ele até explicou, ele falou que precisa, ele até brincou, falou assim, eu sou muito privilegiado porque eu realmente não preciso de ter, acho que eles até falaram, ser escravo disso, entendeu? Ter um chefe que é o meu celular. Aí ele não tem, aquele ator, eu esqueci o nome dele, que fez o Oppenheimer, o Peaky Blinders, por exemplo, ele não tem também. Eu acho que foi o Harari mesmo que falou que se chegasse a uma civilização alienígena aqui na terra e perguntasse assim para eles: “qual é o ser dominante?”, aí ele falava: “o celular”. Tem gente que tem mais de um. É dominante. Mas assim, eu acho até que tem alguns movimentos de correção, dá para ser minimamente otimista, mas eu não acho que vai ser ano que vem ainda. Por exemplo, você vê que quando cai na grande mídia essas coisas, você vê que está chegando, está batendo na porta. Acho que foi no final de semana passado, eu vi que estava passando uma reportagem no Fantástico sobre saúde mental infantil, por causa de uso excessivo de celular, falando que várias empresas, várias pessoas estavam fazendo ações coletivas lá nos Estados Unidos contra algumas empresas para reduzir, para ter mais controle sobre isso. E, igual o Szuster falou, só para tentar também ter uma visão um pouquinho também que pode, igual ele falou, é muito imprevisível, eu concordo. Tem algumas coisas que parecem que estão melhorando um pouquinho, talvez não no sentido de ter um capitalismo talvez melhor, mas pensando em curto prazo do que a gente está conversando aqui em investimentos e tal. Os juros ainda estão muito altos, mas teve movimentos de redução, tanto aqui quanto nos Estados Unidos. Então pode ser que essa sequência, seja um pouco mais promissora, o pessoal invista mais. Espero que comecem a investir com mais sabedoria também, embora eu acho que é meio.   Szuster: Fala assim, eu acho que não vai voltar ao que era, parece que é absurdo.   Vinícius: Mas o que era também era muito distorcido.   Szuster: O que era talvez fosse uma distorção mesmo, mas a necessidade de investir não acaba, porque justamente por causa disso. Os negócios continuam super ameaçados e cheio de incertezas. Você não pode também só cruzar o braço e ficar quieto.  Diulia: É. Tem o livro Design para o Mundo Complexo, do Rafael Cardoso, ele traz um questionamento, que é tipo, o que pesa mais? É a tradição, ou é o desejo, é a informação, é a inovação? E ele vai trazendo uma reflexão sobre como que a gente utiliza coisas do passado para poder fazer as coisas para o futuro e como que para você se manter a mesma coisa você necessariamente tem que se movimentar, porque se você não se movimentar, você já passa a ser só uma parte de algo do passado, assim, né? Vai surgindo coisas novas ao redor e você vai ficando para trás. Então, até para empresas.  Szuster: É tipo eu mesmo que falei agora.   Diulia: Quando a gente fala de empresas mais tradicionais e que a gente fala até, por exemplo, de grandes concessionárias de energia ou, enfim, empresas que têm um negócio muito estabelecido, que é aquilo hoje, era aquilo ontem, vai ser aquilo grande parte de amanhã, mas ainda assim precisa ter alguma alteração para poder se adaptar para o novo cenário e ter a mesma relevância que elas tinham. Então acho que isso é uma coisa que traz essa necessidade da inovação, assim, por mais que seja incremental, por mais que as pessoas ainda tenham medo, que talvez não vão abrir mão de, né, assim, colocar aquele dinheiro ali num lugar seguro, que vai render uns juros bacana e tal, mas aquela, a inovação voltado para as empresas, né, ela precisa acontecer, nem que seja para poder assim, manter a velocidade, manter o dia a dia.  Pedro Rangel: Para existir, né? 

Descrição

Este conteúdo é um corte do nosso episódio: "#244 - Antecipando o futuro: as mudanças do agilismo em 2023 rumo a 2024".

Diulia Almada, nossa host e Head de Design da dti digital abre uma discussão sobre como a saúde mental das pessoas está sendo afetada graças ao “conhecimento” absoluto das pessoas na internet, além das abordagens agressivas com foco na atenção e nas tomadas de decisão impulsivas. Além disso, Marcelo Szuster, Vinicius Paiva e Pedro Rangel, todos da dti digital, trazem seus pontos de vista. Ficou curioso? Então, dá o play!

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