gestão de times e organizações
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Princípios essenciais para a gestão de times e organizações

Empresas que buscam formar times nos quais todas as pessoas possam tomar decisões de forma ágil têm grandes chances de se desenvolver melhor. Uma cultura que descentraliza a tomada de decisão é essencial para a gestão de times e organizações ágeis.

Para seguir o conceito da descentralização, é preciso colocar a decisão mais perto possível do contexto de todos. No entanto, é importante que as decisões não sejam tomadas de qualquer forma e de maneira arbitrária. Assim, você irá pilotar um trem desgovernado. 

Ou seja, o que auxilia para que essa descentralização não seja algo desordenado e ao mesmo tempo ajuda a ganhar escala são os princípios. Quando as pessoas entendem sobre os princípios, a tomada de decisão com participação de todos se torna mais fácil.

Quer saber quais sobre isso? Continue a leitura para conhecer os três princípios fundamentais para desenvolver seus times.

Princípio 1: Gestão à vista e transparência

Gestão à vista e transparência são dois tópicos diferentes que se complementam.

Com esse princípio, a relação de poder entre chefe e funcionário é deixada de lado e, assim, sua empresa consegue se livrar do modelo tradicional de comando e controle.

E como aplicar esse princípio na sua empresa ou negócio?

Com a gestão à vista, é necessário deixar todas as informações necessárias e essenciais não somente visíveis, mas também disponíveis em todos os lugares importantes.

Dessa forma, todo o time sabe a respeito de tudo e as pessoas envolvidas conseguem resolver rápido ou se ajudarem em qualquer desafio para evoluírem juntos. Com isso, você consegue um progresso concreto nas demandas do dia a dia.

Já com a transparência, é possível cortar teorias conspiratórias e paranoias criadas no ambiente corporativo e alinhar às expectativas com a realidade e não com especulações. 

Assim, o time expõe suas realidades, ações, metas e meios para realizar os melhores processos possíveis para não desviar do foco principal e assume um compromisso real na evolução.

No entanto, realizar a transparência não é algo fácil. 

É importante pensar a transparência em diferentes aspectos, como saber dar e receber feedbacks positivos, se relacionar com as pessoas de maneira leve, sem pesar a mão e oferecer espaço para as pessoas exporem suas realidades.

Princípio 2: Metas comparativas para os times

As metas comparativas para os times te auxiliam a criar um ambiente muito rico para o crescimento das suas equipes. De acordo com esse princípio, as metas nunca devem ser estabelecidas individualmente, mas orientadas pelos próprios times. 

A geração de valor precisa ser de times e não individual e também comparativas para que possamos entender melhor o desenvolvimento a partir de boas e diferentes comparações, olhando o histórico de times similares e, se possível, informação do próprio mercado.

Cada time é uma unidade geradora de valor. E quando se tira o foco de uma pessoa em específico e pensa no time, você proporciona mais coragem para que as pessoas se exponham em relação aos desafios.

Assim, você cria um senso de colaboração real entre os times, onde todos se sentem no mesmo barco lutando pelo mesmo propósito. E quando os times se comparam de maneira positiva, eles se inspiram mutuamente e cria um senso maior de comprometimento.

Princípio 3: Empatia com a transformação dos clientes

De acordo com esse princípio, grandes times têm foco total na geração de valores para os clientes. Neste caso, eles entendem que o cliente também está em uma jornada para se tornar uma empresa mais ágil.

Por isso, times engajados na empatia entendem que a transformação contínua do cliente é um dos maiores valores que eles podem criar e lutam em prol disso.

No entanto, cada organização tem uma dinâmica e uma maneira de se transformar. Essas mudanças não acontecem de uma hora para outra. São processos de transformação que se dão entre pessoas, times, estruturas e ecossistemas e impactam a gestão de times e organizações.

Quebrar o status quo de uma estrutura fixa e tradicional é sempre muito difícil. Além disso, existe um contexto envolvido. Por isso, nem sempre uma fórmula pronta pode funcionar para determinado cliente.

Dessa forma, times engajados neste princípio estão no papel de provocar a mudança para o cliente, sempre com um olhar de empatia e respeito.

É necessário ter persistência, realizar essas mudanças aos poucos, dando um passo a cada para ter continuidade e se preparar para os imprevistos, como pandemia, reação do mercado à crise e à retomada. 

E quem vai auxiliar na transformação em meio aos imprevistos são as crenças nos princípios.

No episódio 167 do nosso podcast, falamos mais sobre esses princípios. Não deixe de conferir nosso episódio completo para saber mais sobre o tema.

CTA ep #167 - Gestão de times e organizações