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Saiba o que é cibersegurança e como ela tem impacta as empresas
Inteligência Artificial

Feito por: Os AgilistasPublicado em: 5 de fevereiro de 2025Atualizado em: 5 de fevereiro de 2025

Cibersegurança: o que é e como as empresas podem melhorar a sua

A cibersegurança ainda é uma questão muito mais séria do que parece. Só no Brasil, o aumento dos ciberataques foi de 67% apenas no segundo semestre de 2024.  

O dado acima da Check Point Research, acende um alerta geral, mas isso não é uma novidade. Ainda em 2021, a Cybersecurity Ventures já projetava perdas de até US$ 10,5 trilhões por ano até 2025 vindas de ataques virtuais, ou seja, é um problema que em algum momento chegará a todas as empresas. 

Com o avanço a passos largos das tecnologias emergentes, as pessoas estão ficando cada vez mais conectadas, o que trouxe vários benefícios, mas também expôs um ponto fraco crucial: a segurança digital. 

Por isso, neste artigo, reunimos os principais aprendizados e pontos de atenção que você pode tirar desse tema: 

O que é cibersegurança? 

A segurança digital, em sua essência, é o conjunto de práticas, tecnologias e processos projetados para proteger sistemas, redes e dados de ataques cibernéticos.  

Ela abrange uma ampla gama de ações, desde a prevenção de ataques até a resposta a incidentes, garantindo a confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações. 

Pense na cibersegurança como um escudo protetor em torno de seus dados e sistemas, que os defende contra ameaças constantes. Esse escudo é composto por diversas camadas, cada uma com sua função específica na proteção do seu ambiente digital. 

Por que a cibersegurança é fundamental para as empresas? 

Com a globalização e digitalização das soluções, juntamente com o avanço da tecnologia, a cibersegurança se tornou ainda mais vital. Isso porque a maioria dos negócios digitais lida com informações sensíveis, além de operar em um ambiente regulamentado, sendo necessário garantir a confiança em seus processos. 

Além disso, uma forte estratégia de cibersegurança protege a reputação da organização, previne perdas financeiras e garante a conformidade com regulamentações como a LGPD. Em uma estratégia em que a confiança é fundamental, investir em cibersegurança é investir no próprio sucesso do negócio. 

Onde as empresas estão errando com a segurança digital hoje? 

O report de tendências d’Os Agilistas traz dados preocupantes da Ivanti, mostrando que pelo menos 67% dos líderes não técnicos acreditam que suas empresas estão preparadas para lidar com ciberataques, mas as lideranças de segurança não concordam. 

Quando investigamos e chegamos à raiz do problema, percebemos que a principal falha está na cultura: a segurança digital não é integrada ao DNA da empresa, ficando em segundo plano ou centralizada no setor de TI apenas. 

Como Pedro Dantas, especialista em cibersegurança, falou no episódio 282 do nosso podcast, muitas empresas possuem infraestrutura robusta, mas a maior vulnerabilidade reside nas pessoas. A falta de treinamento e conscientização dos colaboradores torna-se o elo fraco da corrente, abrindo portas para ataques, como o phishing. 

Quais são os tipos de cibersegurança? 

A cibersegurança abrange diversas áreas, cada uma com foco em um aspecto específico da proteção, até porque, hoje as formas de ataque seguem variados formatos. Podemos citar alguns exemplos: 

  • Segurança de rede: protege a infraestrutura de rede contra acessos não autorizados para evitar que essa seja uma porta de entrada para pessoas externas; 
  • Segurança de aplicações: garante a segurança dos softwares e aplicativos utilizados pela empresa que, na maioria das vezes, guardam informações pessoas dos usuários; 
  • Segurança de dados: protege as informações confidenciais das pessoas contra roubo, perda ou alteração; 
  • Segurança na nuvem: olha para a segurança dos dados e aplicações armazenados na nuvem por pessoas com acesso não autorizado. 
  • Segurança de endpoint: protege os dispositivos dos usuários, como computadores e smartphones, que também estão suscetíveis a sofrer ataques.  

Exemplos de principais tipos de ataques virtuais 

Com o avanço da tecnologia e a popularização da IA, os ataques cibernéticos também evoluíram em uma escala muito alta. Abaixo listamos os formatos mais comuns: 

Phishing 

Ataques que se disfarçam de comunicações legítimas para roubar informações confidenciais, como senhas e dados de cartão de crédito.  

No nosso episódio sobre cibersegurança, Pedro Dantas também refletiu sobre como esses ataques podem ser extremamente sofisticados, explorando a psicologia humana e até aproveitando-se da falta de atenção que temos hoje no ambiente virtual. 

Uma técnica comum utilizada nesse modelo de ataque é a simulação de e-mails com erros gramaticais e até a cópia da interface de sites muito conhecidos, mas com uma pequena mudança no domínio para confundir quem vê. 

Malware 

Estes são softwares maliciosos projetados para danificar sistemas, roubar dados ou interromper operações. 

Eles, na maioria das vezes, trabalham sorrateiramente no sistema para não serem percebidos enquanto roubam dados importantes. 

Ransomware 

Esse é um exemplo claro de malware que criptografa os dados da vítima e exige um resgate para liberá-los. Inclusive, só em 2024 o número desses ataques cresceu muito.  

Só no segundo trimestre, o aumento foi de 32% se comparado com o primeiro semestre, segundo a ISH Tecnologia. 

Ataques de negação de serviço (DoS) 

Nesse modelo, a ideia é inundar um sistema com tráfego, tornando-o indisponível para usuários legítimos. Dependendo do sistema, se for governamental, por exemplo, pode paralisar setores fundamentais para a sociedade. 

Dicas para melhorar a cibersegurança 

Quando se pensa em ataque cibernético, logo vem na cabeça as imagens de filmes com os hackers invadindo sistemas, mas, como ficou claro acima, hoje as invasões acontecem de forma muito mais facilitada pelas brechas que são deixadas pelo caminho.  

Confira algumas dicas importantes que combinam medidas técnicas e culturais que vão ajudar no fortalecimento da segurança: 

Treinamento e conscientização:  

Crie ações constantes de conscientização sobre as ameaças cibernéticas e as melhores práticas de segurança. Como destacado por Pedro Dantas, as pessoas são o elo mais fraco, e investir em treinamento é essencial. 

Não dá mais para se concentrar apenas em ações centralizadas, é preciso contar com o apoio e conhecimento de todos envolvidos no ecossistema da empresa.  

Com as rotinas mais flexíveis de trabalho e os colaboradores fora do alcance físico das empresas, fica fácil encontrar brechas de segurança se não houver ações de prevenção por parte das pessoas. 

Senhas fortes e autenticação multifator 

Padrões como “123456” ou datas de aniversário sendo utilizados como senha são extremamente comuns ainda atualmente, mesmo com outras técnicas mais seguras já disponíveis no mercado. 

Adotar esses padrões sem segurança nenhuma é praticamente entregar o sistema de forma facilitada para o atacante. 

Por isso, é importante que as organizações implementem políticas de senhas robustas e utilize a autenticação multifator para adicionar uma camada extra de segurança. 

Software antivírus e firewall 

Mantenha seus softwares de segurança atualizados e utilize um firewall para proteger sua rede contra acessos não permitidos. 

Porém, é importante lembrar quem adotar um antivírus não é certeza que nenhum ataque acontecerá.  

Isso porque, se a pessoa usuária tomar a decisão de entrar em um site que não é seguro ou executar uma aplicação suspeita, o antivírus não poderá fazer nada nesse sentido. 

Pedro Dantas, em entrevista ao podcast Entre Chaves, também deixou uma mensagem que resume bem esse fato: “Nenhum antivírus será suficiente para um usuário desatento”. 

Gestão de vulnerabilidades 

Será preciso adotar uma política robusta de segurança nos sistemas para que eles também se tornem mais resistentes a invasões.  

Isso inclui a regulação das atualizações das aplicações para que sejam incluídos os patches de segurança mais recentes. 

Além disso, a implementação de um processo contínuo para identificar, avaliar e corrigir vulnerabilidades que possam deixar as soluções vulneráveis. 

Como mensurar a eficácia das ações de segurança digital 

Isso não é uma tarefa fácil. Até porque o retorno sobre o investimento em segurança muitas vezes é invisível, pois se manifesta na prevenção de ataques. 

Porém, existem métricas que podem ser utilizadas para avaliar a eficácia das suas ações, como o número de incidentes de segurança, o tempo de resposta e o custo médio de um ataque. 

Sobre essa última métrica, pesquisas apontam que pode chegar até a US$ 5 milhões para uma empresa. 

Conclusão 

A cibersegurança é uma estratégia do presente que garante os bons resultados no futuro sem que haja impedimentos. Por isso, as empresas precisam deixar de subestimar as ameaças e adotar uma abordagem proativa, integrando a segurança em todas as etapas do desenvolvimento e operações. 

Investir em cibersegurança não é apenas proteger dados e sistemas, mas também garantir a continuidade do negócio, a confiança dos clientes e a reputação da organização.  

Quer ter acesso a um guia completo e aprofundado de tendências sobre cibersegurança e outras prioridades do mercado para este ano? Clique aqui e baixe grátis o nosso novo report! 

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