Se você trabalha com produtos digitais, certamente já ouviu falar de Design Thinking, Lean e Agilismo. Na maioria das vezes, de forma separada. No entanto, sabia que a combinação dessas metodologias pode contribuir para a qualidade e eficiência da sua solução?
Por isso, vamos mostrar na prática como combinar essas metodologias para aprimorar os processos de criação.
No final, os resultados dessa junção serão produtos de sucesso e que não comprometem a produtividade da equipe.
Este artigo é baseado no nosso Enzimas #234 – Como o Design thinking, Lean e Agilismo se completam. Ouça o episódio ou leia os principais insights que retiramos dessa conversa:
A diferença entre Design Thinking, Lean
e Agilismo
Antes de mergulharmos na integração dessas metodologias, é importante entender as particularidades de cada método:
Design Thinking
É uma abordagem centrada totalmente no ser humano. Busca entender profundamente suas necessidades e desejos através da empatia, criatividade e experimentação.
Lean
Com foco em eliminar desperdícios e na maximização do valor para o cliente, o Lean se concentra na eficiência operacional. Isso resulta na otimização dos processos de produção, que são repensados para se tornarem mais eficientes.
Agilismo
Geração de valor. Essa é a palavra-chave do agilismo, uma metodologia preocupada com a entrega contínua. Além disso, enfatiza a colaboração, a adaptação e o aprendizado constante ao longo dos processos de criação.
Quais os benefícios em combinar as três metodologias
Ao integrar o Design Thinking, Lean e Agilismo, as equipes podem colher uma série de benefícios baseados no melhor de cada um dos métodos. Confira:
Maior empatia com o usuário: o Design Thinking proporciona uma compreensão profunda das necessidades dos usuários, garantindo que o produto final seja verdadeiramente centrado no cliente. A famosa ideia de colocar o cliente no “centro” é colocada em prática principalmente nessa fase, onde as necessidades das pessoas usuárias são discutidas.
Minimização de desperdícios: a abordagem Lean ajuda a identificar e eliminar desperdícios nos processos de criação, garantindo uma alocação eficiente de recursos. Além disso, o tempo também se torna um recurso otimizado aqui, já que ao definir as prioridades, as entregas acabam sendo mais rápidas.
Entrega contínua de valor: mais do que entregas rápidas, é preciso que elas gerem valor. É aí que entra a metodologia ágil, permitindo que os times façam entregas constantes de forma interativa e produtiva. Isso garante que adaptações e feedbacks possam ser aplicados em tempo recorde, adequando a solução ao que o mercado espera.
Agora que você já entendeu a importância de cada metodologia, confira em que parte do processo de criação cada uma pode ser mais útil.
Design Thinking para acelerar
o aprendizado no início
Sabe aquele início do processo, quando a prioridade é entender a real necessidade dos usuários, fazer discoveries e formular hipóteses?
Se não for bem organizado, esse pode ser um processo demorado, desgastante, ou pior: um processo enviesado com hipóteses pessoais.
Porém, quando aplicadas corretamente as abordagens que envolvem entrevistas com usuários, jornadas do cliente e prototipagem rápida, o cenário muda.
No fim, aceleramos esses primeiros passos de forma estratégica e validamos hipóteses de forma eficiente.
Lean para minimizar desperdícios
e maximizar a produtividade
A fase de desenvolvimento também pode ser muito otimizada se aplicarmos alguns conceitos de Lean.
Como mencionado anteriormente, é uma metodologia focada na eliminação de desperdícios. Então, com as necessidades e hipóteses testadas, entramos na fase de construção com mais foco nos resultados esperados.
Ao aplicar alguns princípios como fluxo contínuo, produção puxada e melhoria contínua, os times operacionais só têm a ganhar.
Desse modo, otimizamos os processos, reduzimos o tempo de entrega e maximizamos a eficiência operacional como um todo.
Agilismo para organizar o time com foco
no aprendizado contínuo
Os stakeholders querem resultados, os clientes buscam boas experiências, mas isso pode levar tempo. Principalmente em uma rotina tradicional.
Ao adotar princípios ágeis, a entrega de valor se torna uma prioridade. Os stakeholders acompanham de perto o processo e a evolução com testes contínuos para garantir que tudo chegue da melhor forma ao usuário final.
Por isso, o agilismo oferece estruturas e práticas que permitem às equipes se adaptarem rapidamente às mudanças e feedbacks do mercado.
Os já conhecidos Scrum, Kanban e as Sprints ajudam a organizar a rotina, promover a colaboração entre times e manter o foco no aprendizado contínuo.
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As métricas como guia em todas as fases de criação
Independente da metodologia que você escolher usar, um fato é inegociável: o uso das métricas para tomada de decisões.
Essa, inclusive, é uma questão que pode alavancar ou prejudicar um time. Definir métricas claras e que consigam mensurar o que precisamos poder parecer fácil, mas não é.
Além disso, o maior desafio aqui é não cair nas chamadas métricas de vaidade, que a longo prazo podem atrasar a evolução real do time.
Avaliar o progresso e o impacto das iniciativas adotadas é essencial para saber onde o time precisa melhorar. Por isso, não existe a melhor métrica para se observar, mas sim, a métrica que melhor representa o resultado que você precisa medir.
Em resumo, elas desempenham um grande papel ao fornecer insights valiosos para orientar as decisões do time ao longo do caminho. Afinal, o mundo muda todo dia, e sua solução também vai mudar.
Conclusão
Enfim, ao combinar Design Thinking, Lean e Agilismo, as equipes podem criar um ambiente propício à inovação, eficiência e entrega de valor ao cliente.
Além disso, adotando uma abordagem integrada, as chances de aumentar os resultado são maiores, criando produtos digitais que realmente façam a diferença no mercado.
Portanto, ao iniciar um novo projeto, lembre-se dos princípios de cada metodologia e incorpore o que fizer sentido em seu contexto.
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